História Um show da Purpose Tour - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Madison Beer, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Drama, Justin Bieber, Nolan Murray, Purpose Tour, Romance, Scooter Braun
Visualizações 83
Palavras 7.958
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii pessoas :)

Como prometido, mais um capítulo pra vocês! 💕
Amanhã, talvez eu poste mais um.
Só quero que vocês saibam que mesmo com os problemas que tô passando, agora vou continuar postando normalmente.

Boa leitura . . . 😘❤️

Capítulo 10 - Back to real life...


Passamos pela cozinha, Justin me parou.

- O que foi? - Perguntei confusa.
-Tá com fome? - Justin foi até um dos armários que tinha lá.
- Não.
- Porque eu tô. - Mal deu tempo de eu responder e o outro já foi falando e pegando um enorme pacote de Doritos.

Na verdade eu só havia dito não para ser educada, mas um Doritos gigante... Não sei se consigo resistir.

Justin abriu o pacote que nem um morto de fome vindo da África e começou a devorar tudo.

E eu olhava para o salgadinho, morrendo de vontade. Mas permaneci em silêncio.

Até que Justin me olhou.

- Você quer? - Virou o salgadinho pra mim.
- Justin... 
- Come logo. - Me interrompeu. - Eu sei que você tá morrendo de vontade, dá pra ver na sua cara. - Riu.

Não respondi mais nada, apenas enfiei minha mão naquele negócio e comecei a comer que nem loka também.

DÁ LICENÇA QUE AGORA EU TÔ COM FOME!

Acabou que eu peguei o pacote pra mim, e Justin teve que abrir outro pra ele. E assim nós dois devoramos aqueles salgadinhos e nos jogamos no sofá, de barrigas cheias. Somos muito fitness.

- Vamos logo pro meu quarto porque tá me dando agonia de saber que qualquer um pode te ver assim... - Justin dizia isso preocupado e olhando para todos os lados.
- Ai, como você disse, não tem ninguém aqui, por que tá incomodado? - Tentei provocá-lo.
- Porque você é MINHA, entendeu?! - gritou.

Não respondi mais nada, mas não consegui conter o sorriso que dei ao ouvir isso.

AI GENTE EU TÔ NO "SHAWN" DEPOIS DISSO.

Justin então se levantou e estendeu a mão pra mim, para que ele pudesse me ajudar a levantar, como se eu precisasse de ajuda né!

Acabei dando a mão pra ele, e fomos subindo as escadas, juntos, de mãos dadas.

Olhei para nossas mãos e confesso, uma lágrimazinha caiu sim, mas junto com um sorriso.

Ainda bem que o Justin não viu, porque eu acho que isso ia acabar com o clima.

 

Chegamos enfim ao seu quarto, e Justin se jogou na cama, fazendo charme.

- Vem pro papai! - Sorriu convencido e abriu os braços.

Soltei um riso, mas fui até ele, e me deitei.

- Mas agora vamos apenas dormir, eu tô cansada Justin. 
- Ok, só dormir, eu prometo. - Respondeu.

Justin acabou me puxando pra perto dele, e envolveu seus braços pelo meu corpo, nos fazendo ficar de conchinha.

E sem que eu percebesse, nós dois pegamos no sono.

 

Acordei com algum celular tocando, pelo visto não é o meu, porque o meu toque é a música "As Long You Love Me"  do Justin.

Abri meus olhos, incomodada com a claridade do Sol que estava dez vezes maior do que de manhã.

Justin ainda estava abraçado à mim, ou seja, ele ainda estava dormindo.

- Justin... - Cutuquei ele.

O mesmo acordou um pouco incomodado, talvez por estar cansado.

- Que é?! - Disse com sua voz rouca, voltando a fechar os olhos.
- Acho que seu celular tá tocando. - Respondi, com voz de sono, pois eu também estou cansada.
- Deixa tocar. - Justin disse voltando à mesma posição, e batendo no colchão, para que eu voltasse a deitar do lado dele.

Tá né...

Peguei e voltei ao mesmo lugar, com Justin colocando seus braços em volta de mim.

Não deu cinco segundos e o celular voltou a tocar.

- Eu acho melhor você atender, parece ser importante. - Disse a ele.
- E o que é mais importante que meu sono?! - Levantou irritado, e pegou o celular da cômoda que estava ao lado, atendendo logo em seguida. - Alô? - Disse. - O que? Não! Não quero saber, QUERO TODOS ELES LONGE DE MIM E DA ANGEL! E NÃO VOU LEVÁ-LA DEVOLTA ENQUANTO NÃO ESTIVER TUDO LIMPO! - E então desligou. - AH QUE DROGA! - Quase jogou o celular longe, mas se controlou, e então se jogou na cama, bufando.
- Calma Justin, o que aconteceu? - Tentei ser o mais calma possível para não estressá-lo mais.
- São os paparazzis! A multidão só aumentou, e estão perguntando por nós dois. - Ele dizia isso com a cara enterrada no travesseiro. Sempre tão dramático.
- Mas você já não havia dado aquele comando aos seus seguranças? - Me aproximei dele e coloquei minha mão em suas costas.
- Sim, mas eles não foram embora porque ficaram vigiando minha casa desde às 05:00 e não me viram saindo, e também já souberam que eu voltei pra casa depois da festa. E sobre você... Eles estão desesperados atrás da sua localização, pelo menos não sabem que você está aqui. - Respondeu.

Minha expressão que antes era de confusa agora está de chocada.

Justin como percebeu meu silêncio, se virou pra mim.

- Eles são uns doentes! Que isso, ficar horas em frente à casa das pessoas observando cada passo delas... Eles precisam urgente ir pra um hospício isso sim. - Disse indignada.
- Eu penso que nem você, mas infelizmente não posso fazer tudo que quero, mesmo sendo o "Justin Bieber", como muitas pessoas dizem. - Revirou os olhos.
- Às vezes eu acho engraçado você dizendo isso, porque o seu nome É "Justin Bieber", não tem oque fazer pra mudar isso! - Comecei a rir, mas parei assim que vi a cara de Justin. - Tá, parei.
- Quando eu for te levar devolta pra casa, vamos ter que sair pelos fundos.
- Mas, os paparazzis também podem estar lá. - Respondi.
- Não estão, os fundos são secretos, ninguém sabe. - Sorriu.
- Você é cheio de esconderijos, eu hein. - Soltei um riso.
- Pera... Em falar nisso, que horas são?! - Nós dois ficamos paralisados, confusos e nos encarando. Até que caímos na realidade e levantamos que nem dois lokos e fomos na direção do celular de Justin, que era o aparelho mais próximo para se ver a hora naquele momento.

Justin ligou a tela que nem um desesperado e então pudemos ver a hora.

14:55.

QUE?!

- Ah são só... DUAS E CINQUENTA E CINCO?! - Justin disse ainda se tocando.
- MANO EU TÔ MORTA!!! - Segurei com força em meus cabelos. - EU NÃO QUERO NEM VER O ESCÂNDALO QUE VAI SER QUANDO EU VOLTAR!!! POR QUE EU SEMPRE TENHO QUE ME FERRAR?! POR QUE EU SEMPRE TENHO QUE ESTAR ATRASADA?!
- Caramba quanto tempo a gente dormiu?! - Justin dizia olhando pra tela do celular como se fosse algo de outro mundo, me fazendo rir.
- Até nessas horas você consegue me fazer rir... - Disse ainda rindo. - Mano a sua cara tava MUITO engraçada você tinha que ver!

Justin acabou rindo junto comigo.

- AH PORQUE A GENTE TÁ RINDO SENDO QUE EU TENHO QUE ME ARRUMAR?! - Comecei a me desesperar e correr até minhas roupas que estavam todas esparramada pelo chão. Resultado de uma bela transa com Justin Bieber.

Comecei a me vestir rapidamente, o vestido de festa, meu salto...

Quando vi meu estado num espelho enorme que havia no quarto e que eu nem tinha visto antes, nem eu sei se eu queria rir ou chorar.

Meu cabelo até que estava arrumado porque havíamos tomado banho graças ao bom e santo Deus. Meu rosto estava sem maquiagem alguma da noite anterior, eu até estava cheirosa pelos produtos bons que Justin usa no banho, mas a situação do meu pescoço... Estava cheio de chupões. E o pior é que meu vestido não cobre essa parte, e eu não trouxe blusa de frio.

- Cara eu tô ferrada... - Abaixei minha cabeça, já desanimada. - Agora mais ainda com esses chupões aparecendo.

Justin quando ouviu oque eu disse veio até mim e me olhou, preocupado.

- Justin, isso não tem como esconder. E o pior é que eu tô completamente sem nada pra cobrir! Nem blusa de frio, ou maquiagem... Nada.

Justin pareceu pensativo.

- Já sei! - Correu até a porta.
- Espera! O que você vai fazer? - Disse antes que ele saísse.
- Eu já volto, fica aí. - E então saiu.

Enquanto ele não vinha, fiquei me observando no espelho, e meu estado está deplorável, meus pais vão me matar! Nunca mais vão me deixar sair com Justin, talvez nem me deixei sair sozinha. Eu estou ferrada, MUITO ferrada!

Eu conheço muito bem meus pais e sei que vou ter uma bela de uma punição. Eu os desapontei, de novo.

Ai como eu odeio minha vida... (menos a parte de estar com o Justin, claro).

 

Justin voltou com uma sacola plástica, um copo d'água e uma maleta, e pelos meus conhecimentos de mulher, aquilo parecia maquiagem...

- Isso é o que eu tô pensando? - Olhei pra maleta que Justin trazia.
- Sim, é maquiagem. - Ele disse soltando um riso. - Mas calma eu não uso isso!
- Anham... - Cruzei meus braços. - Então por que tem isso? - Sorri debochado pra ele.
- Porque meu estilista, meus "arrumadores" - Fez aspas com as mãos. - Enfim, eles me dão isso pra quando eu precisar, sabe, pra gravação de algum filme, ou um ensaio fotográfico, ou também para emergências como essa. - Ele disse colocando a maleta sobre a cama e a abrindo. - Vem, que agora é com você porque eu não sei passar isso. - Riu, me fazendo rir pelo nariz e balançar a cabeça negativamente.

- Pra quê esse copo com água e a sacola? - Perguntei olhando para a mesma.

- Aproveitei e já peguei remédios pra você.

Parei um pouco e fiquei processando oque ele disse. 

Eu não tô entendendo mais nada.

- Nós não usamos camisinha, lembra? - Justin disse assim que percebeu que eu não me lembrava das coisas.

- Ah é! - Ri. - Mas será que funciona mesmo? Eu tô com medo Justin!

- Calma, tá tudo bem. Vai funcionar sim. Agora, apenas beba. - Justin tentou me tranquilizar.

Peguei o remédio da sacola, em seguida retirei um comprimido da embalagem, coloquei na boca e engoli junto com a água.

- Obrigada, Justin. - Sorri.

Em seguida fui até a maleta que tinha milhares de sombras, bases, pincéis exclusivos e tudo que uma mulher sonha em ganhar numa maleta de maquiagem.

Na minha situação não precisava de muita coisa, então só peguei uma base, vi se ela dava pro meu tom de pele, voltei ao espelho e comecei a cobrir todos os rastros de Justin.

- Ah, vai cobrir meus avisos mesmo?! - Justin dizia manhoso.
- Que avisos querido? Tá loko? - Ri.
- Eu gosto de mostrar que o senhor Bieber passou por ali... - Sorriu malicioso.
- Quero ver mostrar para os meus pais. - Debochei.
- Ah, faça o que você quiser! - Bufou e se jogou na cama.

Dramático.

- Não vai se vestir? - Perguntei enquanto ainda cobria os chupões.
- Ah é! - Riu e se levantou, pegando suas roupas na cômoda.

E eu observava seu belo corpinho pelo reflexo do espelho. CARALHO AINDA NÃO ACREDITO QUE DEI PRA ESSE HOMEM!!!

Me peguei sorrindo que nem tonta pra ele, parei na hora e voltei a me concentrar, não quero que ele perceba oque eu estava fazendo.

Espera... Se eu já estou com uma baita maleta de maquiagem, por que não terminar de dar um jeito no meu rosto? - Pensei comigo mesma.

Vai ser rápido, sei me maquiar bem.

Voltei à maleta e peguei umonte de coisa.

Mas não vou exagerar na maquiagem, vou fazer uma coisa básica e do dia a dia mesmo.

Passei um pouco de base para dar mais vida ao meu rosto, passei corretivo também porque fiquei com umas olheiras de ontem, um pouco de iluminador, um blush meio pêssego, e um batom cor de boca. Só coisa básica e simples mesmo, até porque eu só vou pra casa.

Fiz uma trança de última hora no cabelo pra não ficar aquela coisa solta e estragando meu look, é claro que não ficou aquelas tranças profissionais, mas pelo menos deu uma melhorada.

- Terminou de se arrumar, madame?! - Só assim notei Justin pelo reflexo do espelho, ele estava enconstado em uma parede, me esperando. Mas ele estava com outra roupa, claro, não vamos sair, e ele está na casa dele, ele pode pegar oque ele quiser. Ele estava vestindo uma camisa branca com algumas palavras escritas em preto, uma blusa jeans (nunca pode faltar), uma calça jeans também que claro, era rasgada no joelho, o tênis branco que já cansamos de ver ele usando em todos os lugares que vai, e um boné preto escrito "Purpose Tour".

- Olha ele, todo estiloso... - Fiz questão de olhá-lo dos pés à cabeça só para provocá-lo.

O mesmo ficou vermelho.

- AWN ELE TÁ VERMELHOOOOO!! - Ri. - Você fica muito fofo quando está com vergonha. - Me aproximei dele.
- Se eu estou estiloso, eu não sei como você está, porque você está maravilhosa! - Me olhou dos pés à cabeça também. - E muito gostosa por sinal... - Mordeu os lábios.

Ele está tentando me provocar também.

- Ah que isso, eu fiz coisa básica aqui, em 7 minutos. - Soltei um riso tímido.

É muito bom ver Justin Bieber te elogiando. 

Ele é um sonho.

 

Estávamos na cozinha, quase prontos para irmos, mas antes estávamos comendo alguma coisa porque a gente é morto de fome mesmo.

Eu estava devorando milhares de cookies com gotas de chocolate que Angélica havia feito pra nós, mas quem tá comendo sou eu. Enquanto Justin comia umas 15 torradas com Nutella.

Como eu disse, somos muito fitness.

E ainda estamos fazendo tudo isso correndo, porque não quero repetir oque aconteceu da última vez (se bem que isso já tá meio tarde). 

Já de barrigas cheias, passei na sala e peguei minha bolsa com todas as minhas coisas, depois Justin e eu estávamos indo em sua garagem, já que Justin faz questão de escolher um carro.

- Com qual você quer ir? - Olhei para aqueles pelo menos 20 carros de luxo.
- Com meu Fisker Karma, babe! - Disse colocando óculos escuros que por sinal eu nem tinha visto que ele estava levando um.
- Mas que porra de carro é esse?! - Disse confusa.

Justin tirou a chave do bolso, apertou no botão e um carro FODIDAMENDE MARAVILHOSO apitou.

Fui em direção do carro boquiaberta.

- Eu sei, você adorou né?! - Sorriu todo convencido. - Entra aí! - Disse puxando a sua porta e já entrando.

Pelo visto Justin vai querer se exibir com esse carro hoje. Ai, eu mereço viu...

- Tá, que seja. Temos que ir logo!!! - Respondi.

Puxei a porta e entrei também. Os vidros pareciam ser bem finos, os bancos eram de couro, o carro tinha cheiro de novo, e o piso estava o mais limpo possível! Esse carro é impecável! Além de lindo! Justin pode mesmo hein...

- Os seguranças vão vir com a gente também? - Perguntei.
- Claro! Precisamos de segurança, principalmente você. - Respondeu já enquanto ligava o carro, que tinha um motor bem potente! - Ah, é disso que eu tô falando! - Justin dizia com um belo sorriso no rosto, boné e óculos escuros.
- Engraçado, parece que voltamos à era Bizzle! - Soltei um riso eu vê-lo todo empolgado com seu carro.

Justin ao me ouvir, desligou o carro.

- Não! Era Bizzle é passado, hoje eu sou bem melhor! - Sorriu.
- Eu sei que sim, e você precisa saber que nós Beliebers estamos adorando você agora, indo na igreja e não se metendo mais em encrencas. Só Deus sabe o quanto foi difícil pra nós aquela época, onde todos nos julgavam por sermos suas fãs...
- É, foi difícil pra mim também. Era uma época em que eu estava sofrendo demais! E com certeza dava pra ver isso. Mas também foi uma época em que eu descobri quem eu queria ser e oque queria fazer da vida, aprendi muitas lições, e também foi naquela época que eu vi quem eram os verdadeiros. Tanto das Beliebers, quanto dos amigos.
- Sim. Mas olha, não problema errar de vez em quando, às vezes me parece que você está fazendo de tudo pra ser perfeito e não desapontar ninguém, mas sabe, você é humano. E seja sempre você mesmo, ok? Nunca faça algo que você está sendo forçado, porque assim você não vai chegar à lugar nenhum. E sim, eu sei que você sempre é você mesmo, e que procura fazer oque se sente mais confortável, mas só estou te dizendo isso porque eu quero que você nunca mais se esqueça disso, e que nunca mais se esqueça de mim, por que talvez meus pais possam querer acabar com tudo que nós temos. Mas antes de acontecer isso tudo, e se acontecer, eu quero te dizer que, eu te amo. E você é tudo pra mim, então por favor, não faça coisas que você não quer. Seja sempre você mesmo. - Coloquei a mão na perna dele enquanto ele escutava tudo com atenção, olhando pra baixo.
- E eu também quero que você saiba que, eu não vou te perder, não importa oque aconteça, eu não vou deixar te tirarem de mim. E pode deixar, eu vou guardar isso que você disse pra sempre comigo, e prometo ser sempre eu mesmo. - Olhou bem nos meus olhos.

Aquelas palavras me tocaram.

Tanto que meus olhos ficaram marejados.

- Obrigada. - Susurrei, de tão emocionado que eu estava. Mas com um sorriso no rosto.

E então Justin sorriu devolta, e ficou nós dois nos olhando, sem saber oque fazer.

Mas eu sei.

Aproximei meu rosto do dele, e comecei a acariciar seu rosto, ainda olhando bem em seus olhos.

O mesmo colocou sua mão em minha nuca, e me aproximou mais. Ficamos com as testas coladas uma na outra e de olhos fechados, apenas ouvindo a respiração um do outro, e sentindo o carinho.

Justin levantou meu rosto e me deu um selinho demorado.

Ainda com seus lábios nos meus, iniciamos um beijo calmo. Talvez o mais calmo em toda a minha vida, e um dos melhores também.

Eu sei, estamos atrasados. Mas essa pode ser a última vez que estou vendo ele! Eu não posso ir sem dar um último beijo. 

Isso pode até parecer bobeira pra vocês, mas eu o amo, de verdade.

Uns segundos depois finalizamos o beijo, e sorrimos um para o outro.

- Bom, agora temos que ir. - Eu disse ainda calma, para não estragar o clima.
- Sim. - Justin balançou a cabeça concordando. - Vamos.

Colocamos os cintos, e Justin ligou o carro novamente. E saindo pelos fundos, com dois carros pretos já fazendo escolta na frente e atrás.

Pelo visto a saída era secreta mesmo, pois as ruas estavam desertas, sem sinal de qualquer paparazzi!

E um sorriso não saía de jeito nenhum de seu rosto.

É tão bom vê-lo feliz, isso me deixa feliz também. E acredito que deixa vocês também.

Passamos praticamente todo o caminho em silêncio, com Justin ouvindo uma rádio que tocava músicas que eu nem sabia que existiam, e eu olhava para a janela, observando como o mundo é bonito.

Com seus defeitos, mas é muito bonito.

- Ninguém vai nos ver com esse carro. - Disse irônica, fazendo ele rir pelo nariz.
- Ah, que isso, eu sei que não é pra ninguém saber oque temos agora, mas sempre que nos vemos temos que ficar sendo discretos e se escondendo. Por que não curtir um pouco?
- Mas temos que ter cuidado Justin! - Respondi.
- Eu sei! Mas você não está cansada de sempre fugir?! - Aumentou seu tom de voz.

Não respondi nada, apenas me mantive quieta e olhei pra baixo.

E o carro parou, mas não desligou, então acho que paramos num farol vermelho.

Ouvi Justin suspirando.

- Desculpa gritar com você. - Ele disse mais calmo. - Eu só... tô cansado de tudo. Mas não quero descontar em você, porque você é a última pessoa que merece isso. E eu não quero brigar. Quanto mais com você. - Pude ver que ele me olhava e esperava eu dizer alguma coisa.
- Tá tudo bem. Vamos apenas, esquecer. Eu te entendo, também estou cansada. - Ganhei coragem para olhá-lo.
- Tudo bem. - Justin balançou a cabeça concordando, enquanto acariciava meu rosto.

E então o farol abriu. E Justin continuou andando pelas ruas.

 

Eu já estava começando a reconhecer o caminho, e as casas. Estávamos chegando. Infelizmente.

Graças a Deus nenhum paparazzi nos viu, pelo menos eu acho.

Soltei um suspiro e encostei no banco.

- O que foi? - Justin me olhou por dois segundos e depois se virou para a estrada.
- Não quero voltar. - Respondi, olhando pela janela.
- Mas é a sua casa, são seus pais. - Respondeu ainda com os olhos na estrada.
- Eu sei... mas talvez eles não me deixem mais te ver. Talvez vamos ter que acabar com tudo. E a parte que eles vão me dar uma bela punição... Por que tudo tinha que ser tão difícil? Por que eles não querem acreditar em mim?
- Sinto muito por você e... por nós também. Mas o que quer dizer com "eles não querem acreditar em você"? - Perguntou.
- Ah, isso tudo de eu ter dormido na sua casa, e ter saído com você pra festa da Madison Beer, eles acham que é apenas ilusão minha, e que você só está tentando ser gentil. E de fato, eu tive que mentir pra eles não desconfiarem, que não tínhamos nada mesmo. Mas também fiz isso para testar eles, e ver oque eles achavam. Meu pai acha que eu estou sonhando, e minha mãe só está empolgada com você ser o "Justin Bieber". Mas eu sei que se algum dia formos nos assumir, eles não vão aprovar porque vão achar que eu estou sonhando muito. E isso me entristece muito. Porque parece que nem nos meus próprios pais eu posso confiar. - Eu dizia tudo de cabeça baixa. - E de algum modo eles estão certos. Ficar com você é um sonho, e eu não quero voltar pra realidade.
- Não precisa ficar assim. Eu sempre vou estar com você. Não duvide disso.
- Mas... dói ver você distante. - Eu não queria, mas meus olhos se encheram de lágrimas. As limpei rapidamente. - Desculpa, eu não queria chorar, não quero estragar talvez a nossa última vez juntos...
- Está tudo bem. - Me interrompeu.

Mais uma vez o farol vermelho.

- Eu... Eu te amo Justin! - E então comecei a desabar.

Justin me olhou por uns 5 segundos, talvez pensando no que dizer, e me abraçou. E eu o agarrei e fiquei aproveitando aquele abraço maravilhoso.

Eu... queria que ele dissesse que me ama também. Mas, acabamos de começar, e eu sei que se ele dizer isso agora, vai ser amor de ídolo é fã. Então, eu prefiro esperar.

Passou uns segundos e ficamos naquele abraço, o abraço mais sincero que já recebi.

Minhas lágrimas finalmente estavam se cessando, e logo ouvimos carros atrás da gente businando. O farol estava aberto.

Soltamos o abraço e Justin voltou rapidamente para o volante.

E eu voltei a olhar pela janela, ainda fungando e limpando o resto das lágrimas que ainda desciam. E às vezes Justin acariciava minha perna com uma das mãos.

Quando vi Justin já havia parado o carro na frente do meu condomínio.

Suspirei. 

Enquanto Justin olhava pra baixo, um pouco triste talvez.

- Então... - Ele ainda olhava pra baixo.
- Eu acho que isso é um adeus. Porque eu nem sei se meus pais vão deixar nós nos vermos novamente. - A cada palavra que eu dizia, mais triste eu ficava. - Então adeus, Justin. - Olhei pra ele.

O mesmo levantou a cabeça e olhou pra mim.

- Adeus, minha pequena Angel. - E então nos abraçamos. - Vou sentir saudades, sua loka. - Riu e tentou bagunçar meu cabelo, que por sorte estava numa trança, e me fez rir também.
- Adeus seu chato. - Disse ainda com nós dois rindo.

Desfizemos o abraço, e Justin já veio pegando em minha nuca me puxando para um beijo.

O beijo estava calmo, mas aos poucos foi esquentando...

- Angel... - Justin disse entre o beijo.
- O que foi? - Também disse em meio à nossos beijos.
- Você... você tem que ir logo - parou de me beijar. - Se não a sua situação só vai piorar e eu não quero que nada aconteça com você.
- Se você quer que eu me sinta bem, me beija. - Voltei a beijá-lo.

O beijo estava se intensificando a cada instante, e eu já estava subindo em seu colo.

Mas antes de irmos além eu parei o beijo.

- Por que parou? - Justin perguntou enquanto eu saía de seu colo.
- Agora já está bom. Tenho que ir. - Ri e saí do carro.

Quando as pessoas que estavam ao redor notaram que Justin estava dentro do carro, começaram a se aproximar e a pegar seus celulares.

- O que?! - Disse indignado.
- Acho melhor você ir, porque as pessoas estão começando a se aproximar de você. - Ri.
- Você vai pagar por isso Angel! - Ele dizia isso já ligando o carro. - Nós vamos nos ver novamente e você vai terminar oque começou! - Ele gritava indignado.
- Eu te amo também, tchau meu amor. - Acenei e corri até o portão do condômino.
- Você me paga!!! - Gritou, já acelerando o carro porque as pessoas já estavam perto demais. - Seguranças, vamos!!!
- Tchau! - Gritei e acenei, rindo.

Eu não sei porque eu fiz isso, mas acho que quis retribuir o susto que ele me deu na piscina.

Pedi pro porteiro abrir, mas as pessoas que antes estavam atrás de Justin, vieram até mim.

Ah não, fudeu.

- Ei, você não é aquela menina que foi vista várias vezes com o Justin? - Uma moça perguntou, enquanto me gravava com seu celular.
- Desliga isso aí! - Coloquei a mão no rosto.

Eu até estava disposta a responder algum deles, mas estava difícil com aqueles celulares e o desespero das pessoas.

- É aí que você mora? - Uma garota que parecia ser Belieber também perguntou.
- Não! Eu vim visitar minha tia Wilda. Agora sai do meu pé. - Inventei qualquer coisa.

Então quando o porteiro abriu o portão, corri feito loka pra dentro e fechei o portão para que as pessoas não entrassem.

Dessa vez eu não quero entrar de surpresa, não vou cometer o mesmo erro.

Peguei meu celular na bolsa, desbloqueei a tela e estava CHEIO de notificações, inclusives ligações perdidas de meus pais.

Vi fotos minhas e de Justin em alguns fã clubes.

Eram fotos de eu dentro de seu carro, nós chegando na festa de gala da Madison Beer...

- Uh, fotos bonitas essas... Vou salvar. - Sorri ao ver as fotos e salvei todas.

Que foi?! As fotos estavam lindas! Até coloquei de foto de papel de parede da tela de bloqueio, da tela inicial, do WhatsApp, foto de perfil de todas as redes sociais...

Chega de besteira agora, vou ligar pra eles.

Meu pai de preferência.

Disquei o número e esperei chamar.

- Vai, atende... - Comecei a ficar preocupada.
- Alô? Angel é você?! - Meu pai finalmente atendeu.

*Ligação on*

- Pai! Eu já estou em casa, eu só queria avisar para não preocupar você e a minha mãe. E eu estou bem, Justin me trouxe em segurança e...
- Sobe agora! Não diga mais nada, apenas suba. - Minha mãe interrompeu.
- T-Tá bom. - Desliguei.

*Ligação off*

 

De cabeça baixa, tentando engolir o choro que se aproximava, eu andava em direção ao meu prédio.

Entrei no elevador e encostei na parede, olhando pra cima e pensando em tudo que aconteceu, e o que ainda vai acontecer.

Logo veio o "Plim" do elevador, me despertando dos meus pensamentos.

- Ok, seja forte Angel. Pelo Justin. - Disse para mim mesma, e andei até minha porta.

Suspirei e fui logo abrindo mesmo. E a porta não estava trancada, oque mostra que minha mãe parece estar brava esperando por mim.

É, eu tô morta.

Dei de cara com meus pais sentados no sofá da sala.

Meu pai estava em um sofá, de cabeça baixa, ele parecia estar decepcionado comigo. Enquanto minha mãe estava sentada no outro, com as pernas cruzadas e olhava sem nenhuma expressão para algum ponto fixo, sempre tão dramática.

Fechei a porta ainda olhando pra eles.

Me aproximei o mais devagar e cautelosa possível dos dois, e esperei que falassem alguma coisa, mas ambos nem se quer abriram a boca.

- Mãe... Pai... - Falei cautelosamente. Os mesmos não responderam, parecem que querem ouvir oque eu tenho a dizer. - Então... - Continuei falando. - Cheguei muito tarde? - Forcei um sorriso. PÉSSIMA IDEIA. Balancei a cabeça, repreendendo eu mesma por ter falado aquilo. - Olha, eu posso explicar. Mas digam alguma coisa! Por favor. - Aquele silêncio já estava me matando!

E então, minha mãe se levantou e começou a se aproximar de mim, com uma cara de raiva e lágrimas nos olhos.

Ela estava me assustando, então fui dando passos pra trás conforme mais perto ela vinha.

- V-você... - Ela mal conseguia falar porque não estava conseguindo segurar o choro. - Você acha bonito oque você fez?!

Fiquei sem oque responder.

- ME RESPONDA! - Gritou.

Me assustei com seu grito e confesso que engoli em seco.

- Jenna, por favor! - Meu pai chamou sua atenção.
- Por favor o quê Clark?! - Se virou pra ele. - Não está vendo o que nossa filha está fazendo? - E então se virou pra mim novamente. - Você está fechando seus olhos e não quer acreditar, não quer ver oque ela está fazendo! Você está passando dos limites, Angel!!!

Resolvi ficar quieta, não quero piorar a situação.

- E então? Vai ficar aí calada? - Perguntou de forma rude.

Eu estava pensando em dizer alguma coisa para me defender, mas eu estava sob tanta pressão naquele momento, que eu acabei caindo no choro.

E estragando toda a maquiagem. (Se é que não é a prova d'água...)

- M-me... Me desculpa! - As lágrimas já caíam sem parar.

Talvez possa parecer exagero meu, que só estou fazendo isso para ganhar as desculpas dos meus pais, mas não é!

- Está tudo difícil pra mim! Sabe, os paparazzis estão loucos atrás de mim, eles são doentes, uns obcecados por clicks! Eu tenho até medo do que eles podem fazer apenas para ter uma foto recente minha. Do que podem fazer com o Justin, do que podem fazer com minha família, meus amigos... 

E ultimamente nas minhas redes sociais, eu tenho lido muitos comentários horríveis nas minhas fotos, de Beliebers!!! Meninas do mesmo fandom que eu... isso acaba comigo! Claro que tinha comentários me parabenizando pela oportunidade que estou tendo, alguns me elogiando até, mas os comentários ruins estão cada vez ficando pior! Xingamentos, desejando o meu mal, que eu morra, que eu sou uma vadia, que Justin só deve estar comigo pra se distrair, que eu sou uma iludida... Cara, fora a pressão que meus pais estão fazendo, principalmente minha mãe! E tem os moradores daqui que só me perguntam besteiras!

E poxa, eu estou realizando meu sonho, por que meus pais não podem me dar uma chance?!

Eu simplesmente não aguentei, eu precisava chorar, vocês não estão entendendo, eu estava prendendo esse choro desde que voltei pra casa na primeira vez.

- Não adianta chorar e pedir desculpas só para se livrar da punição não, dona Angel! - Minha mãe me cutucou com a perna.
- Mãe! - Gritei e me levantei. - Você não está vendo? Olha só oque eu estou passando! A pressão que vocês dois estão fazendo em mim, principalmente você! Os paparazzis que estão loucos atrás de mim, os outros moradores daqui me fazendo perguntas idiotas, as Beliebers me xingando nas redes sociais... Será que não dá pra se colocar no meu lugar pelo menos por um minuto e tentar me entender?! - Continuei gritando.
- Pois é exatamente oque estou tentando te dizer! - Gritou também. - Você ACHA que tem alguma coisa com ele, mas ele só está te iludindo! Assim como faz com todas as outras! Você só viu ele umas duas vezes e olha só todo o estrago que ele tá causando na sua vida! Filha, você ser fã, gostar dele e ir nos shows tudo bem, mas isso já é demais! Você está se iludindo filha! Isso não é real!!! Você está completamente cega porque é apaixonada por ele!
- Por que não acredita na sua filha? - Comecei a chorar de novo. - Pelo menos uma vez, pode me deixar ser feliz?! Por que está falando essas coisas pra mim? É O MEU SONHO!
- Porque eu te amo e estou dizendo oque você não está vendo, estou te ajudando a sair disso!
- Só porque ele é o "Justin Bieber"?! - Gritei. - Hein?! Me responda! Só porque ele é famoso? O que tem de diferente dele com as outras pessoas?! Porque pelo que eu saiba, ele também é um ser humano, e tem sentimentos!
- Você é uma mal agradecida mesmo... Eu e o seu pai fizemos uma baita festa de 19 anos pra você, fomos no shopping, no salão, eu te ajudei a comprar o ingresso pro show desse menino, eu deixei passar oque fez de chegar tarde em casa por ter acordado por acaso na casa dele depois do show, eu deixei você ir naquela festa da Madison Beer com ele, eu ainda te levei pro salão de novo!!! Eu faço de TUDO pra você e é assim que nos trata??
- Mãe, não muda de assunto! Não estamos falando de coisas materiais. - Cruzei os braços e a encarei.
- Não é melhor termos um diálogo? Uma conversa de verdade?! Por favor meninas! - Meu pai entrou na conversa.
- Ah eu adoraria... - Respondi olhando para minha mãe.

Minha mãe ficou olhando pra baixo, talvez sem saber oque fazer.

- Jenna? - Meu pai chamou sua atenção, fazendo com que ela o olhasse. - Por favor. Você não deixou nem a menina se explicar direito. - Implorou.

Minha mãe bufou - Está bem! - E então se sentou no sofá, me olhando. - E então? Já pode começar a se explicar. - Disse.

Limpei as lágrimas do meu rosto, suspirei, e peguei fôlego para começar a falar.

- Bom, eu sei que não parece, mas eu fiz de tudo pra não desapontar vocês. - Dei uma pausa e umedeci os lábios. - Mas como vocês mesmos sabem, a festa foi até tarde, pra voltar foi terrível, por isso tive que dormir lá na casa dele, de novo... Mas no dia da festa, nós duas havíamos acordado cedo, lembra mãe? E com uma festa que foi até aquelas horas, eu simplesmente não aguentei. Não consegui acordar mais cedo, nem mesmo vocês teriam aguentado! Então por favor! Pode não parecer, mas eu fiz o possível para TUDO dar certo! - E então fiquei esperando algum dos dois dizerem alguma coisa.
- Por acaso existe alguma coisa entre vocês dois? - Minha mãe perguntou, desconfiada.
- O que? - Meu coração acelerou na hora em que escutei. - Não! Somos apenas ídolo e fã. Pelo menos até agora, mas talvez, possa ter.
- Porque eu acho muito estranho ele querer manter contato com você, eu nunca vi ele fazendo isso com nenhuma outra fã! - Respondeu.
- Você está é louca Jenna! - Meu pai a repreendeu. - Eles são apenas ídolo e fã, nada mais, não vejo nada disso do que você está pensando! Não é dona Angel?? - Me metralhou com os olhos.
- É... - Eu estava pensando em dizer alguma coisa.
- Quer saber? Não vamos repetir oque aconteceu aqui! Não vamos brigar, mas você vai ter a lição que merece, Angel! Porque nós já demos uma chance pra você, e você nos mostrou que não dá para ter confiança em você! - Disse meu pai.
- O que? Mas eu já disse que estava exausta e fiz de tudo para que nada desse errado! Acreditem em mim, por favor! - Tentei implorar.
- Não! Está decidido! E você devia me agradecer de te poupar de uma grande briga! - Se levantou. - Pro seu quarto agora!
- O quê?! Mas, eu já falei, não foi culpa minha, eu fiz TUDO que eu pude!! - Respondi indignada.
- Angel, por favor! - Meu pai implorava com seu olhar, mas ainda mantinha pose de bravo por causa da minha mãe.
- Ah! Tudo bem... - Bufei, me levantei e comecei a dar passos lentos, de cabeça baixa. - Ah, e a propósito... - Parei no caminho e abri minha bolsa. - Pedi um autógrafo da Madison Beer pra você, mãe. - Disse desaminada, estendendo minha mão à ela para que a mesma pegasse o autografo.

Ela olhou para a folha de papel surpresa, como se estivesse pensando que eu havia esquecido de fazer oque ela tinha me pedido.

Pegou a folha devagar, e começou a ler (em pensamento).

E então eu voltei a andar para meu quarto.

Fechei a porta e a tranquei.

E agora? O que eu vou fazer?!

 

P.V. Justin Bieber

Levei Angel até seu condomínio, mesmo morrendo de medo de seus pais a tirarem de mim, eu me mantive forte.

Mesmo ela feito aquela brincadeira idiota comigo e não me dar uma despedida descente, pelo menos não foi uma despedida triste. Foi uma despedida ao estilo de Angel.

E eu estou esperançoso de que seus pais não sejam tão duros com ela, e ainda deixem nós dois continuarmos nos encontrando.

Eu estava voltando devolta pra casa, todo desanimado.

Quando de repente recebo uma mensagem.

Aproveitei que o farol fechou bem na hora, e fui ler.

Era Ryan.

"- E aí dude! Como é que vai?!"

"- E aí dude! Ah, eu tô de boa aqui... A vida segue né. E você como vai?" - Respondi.

Quando vi o farol abriu, então voltei a acelerar.

Logo meu celular apitou. Deixei a tela ligar para ver oque era.

Ryan havia respondido.

Fui lendo a mensagem enquanto ainda prestava atenção na estrada.

"- Ah eu tô suave aqui... Mas então, eu estava pensando em você e os caras virem aqui em casa pra fazermos alguma coisa, assistir um filme com MUITA pipoca, ou então jogarmos vídeo game, sei lá, tô no tédio e não quero ficar sozinho aqui. O que você acha?" - Perguntou.

"- Bora mano! Tô indo pra aí. Aí você avisa pros outros." - Respondi.

Mudei então a rota do caminho, a casa de Ryan não fica muito longe daqui.

Logo o celular apitou e a tela de bloqueio ligou, com a resposta de Ryan.

"- Ok."

 

P.V. Angel Morris Parker

- O que eu vou fazer agora?! - Disse para mim mesma e sentei na cama e fiquei pensando. - Julia! - Na mesma hora abri a bolsa correndo e peguei meu celular.

O mesmo ainda estava CHEIO de notificações. Meus seguidores aumentaram e MUITO em TODAS as redes sociais, eu não paro de receber mensagens de ódio, algumas de Beliebers falando que eu arrasei... Enfim, meu celular está um caos.

Ok, isso não importa agora Angel.

Ignorei tudo aquilo e logo comecei a discar  o número de Julia.

*Ligação on*

- Alô?
- Alô? Julia? - Perguntei.
- ANGEL MEU DEUS DO CÉU AONDE VOCÊ TÁ?! - Gritou, me dando um enorme susto, e tendo que tirar o celular do ouvido de tanto que sua voz era alta, não dá pra falar com ela por telefone, sério.
- E-Eu tô em casa... Por que? - Me fiz de desentendida.
- TÁ PASSANDO VOCÊ E O JUSTIN EM TODO LUGAR MEU DEUS DO CÉU!!! VOCÊ FOI NA FESTA DA MADISON BEER COM ELE EU TÔ BERRANDO AQUI!!! VOCÊ TÁ FAMOSAAAAA!!! PODE ME CONTANDO TUDO!! COMO FOI COM ELE?! - Ela gritava sem parar.
- Ei! Calma! - Ri. - Eu vou te contar tudo... Mas acho que por telefone vai ser sem graça, vai ter menos emoção... Se quiser detalhes vai ter que vir aqui. - Provoquei ela.
- O QUE?! AH MANO EU TÔ DE PIJAMA AINDA NÃO DÁ, EU TÔ COM PREGUIÇA, VENHA VOCÊ AQUI!!
- Não vai dar... - Respondi.
- Por que? Aconteceu alguma coisa? - Ela pareceu preocupada.
- Digamos que... eu esteja de castigo, presa no meu próprio quarto. - Abri o jogo com ela.
- Ai meu Deus o que você aprontou menina?!
- Não posso dizer nada, só se você vier aqui...
- Ah não Angel!
- Por favor! Eu queria muito compartilhar com alguém essa experiência de meio que estar com ele, e você é a única pessoa que confio e amo para fazer isso. E fora que eu não tenho mais minha liberdade! Como melhor amiga você deveria vir me apoiar nesse momento tão difícil da minha vida...
- Ah por favor sem dramas! - Respondeu, me fazendo rir.

E então depois disso tudo que eu tive como resposta foi um belo de um silêncio.

- Julia? Você está aí? - Perguntei preocupada.
- Ok... - Bufou. - Você venceu senhorita Angel Morris Parker. Mas saiba que você vai estar me devendo!

Ri.

- Ok... Estou te esperando. - E então desliguei.

*Ligação off*

 

E então me joguei na cama e fiquei encarando o teto, enquanto esperava por Julia.

 

P.V. Justin Bieber

Enfim cheguei na casa de Ryan, deixei meu carro em sua garagem e já fui logo entrando sem bater na porta porque sou o melhor amigo dele mesmo, foda-se.

Ryan estava sentado no sofá todo largado, assistindo a um jogo de basquete.

- E aí dude! - O cumprimentei.
- E aí! - Respondeu.
- Já ligou pros garotos? - Me sentei ao lado dele.
- Já. Eles estão vindo. - Disse ainda com os olhos na TV.

Não respondi mais nada, apenas comecei a prestar atenção no jogo.

- E a Angel, você levou ela pra casa ontem? - Perguntou ainda com atenção no jogo.
- Ontem? - Soltei um riso pelo nariz. - Eu acabei de deixar ela. - E então voltei a olhar pra TV, tentando não dar pistas do que aconteceu.
- Como assim?! Vocês por acaso... - Ryan já estava sacando.
- É isso aí! - Assenti com a cabeça, e com um sorrisinho na cara. Sou um babaca mesmo.
- Caraaaaa!! - Comecei a rir da reação dele. - Agora já, mas você é um atacante mesmo hein!! Tá podendo!! - Deu um soco no meu ombro, enquanto nós dois ríamos juntos.
- Mas o lance parece que é sério cara, eu não quero sabe, só usá-la e depois jogar fora. Eu, eu acho que quero tentar algo com ela, já até abri o jogo pra ela e tals. O que você acha?
- Ah dude, se você quer e sente que está feliz com ela, vai com tudo irmão! - Colocou seu braço ao redor do meu ombro. - Só toma um pouco de cuidado, você sabe muito bem como são a maioria das suas "Beliebers" hoje em dia.
- Não cara, eu sei. Mas a Angel não é dessas, ela é diferente. Eu sinto que ela realmente gosta de mim.
- Eu também vi isso quando peguei ela olhando pra você, mas sempre é bom ter cuidado. E não é só com ela que estou falando, a mídia vai cair sobre ela, e você tem que ter consciência que não vai ter oque fazer, ela vai passar a ser seguida e fotografado como você, vai ter as outras Beliebers atrás dela, outras pessoas querendo se aproveitar dela... Estou dizendo pra vocês dois tomarem cuidado.
- Não, pode deixar que eu vou cuidar dela. - Respondi com total certeza. - Eu só tenho medo de como ela e os pais dela vão reagir a isso tudo, sabe? - Ele assentiu. - Ela até que pode ficar um pouco assustada no começo, mas ela tem personalidade forte e vai saber se virar e lidar com tudo isso, oque me preocupa mais ainda são os pais. E se eles não me aprovarem? Eu já fiz tanta merda, que é capaz deles não me acharem bom pra ela. Mas eu só quero que todos saibam que eu já saí daquela vida, é passado, acabou.
- Olha, se você quer mesmo ficar com ela, vai ter que passar por tudo isso firme e forte. Vai ter que lutar por ela. Porque pelo que eu entendi parece que a Angel já disse como seus pais são e, é isso aí, prove a eles que você gosta mesmo dela. Você já passou por tantas outras situações piores e superou tudo isso, se você se esforçar pra dar certo vocês dois conseguem.

Eu ouvia cada palavra com atenção. Ryan está certo, na verdade, ele sempre está. Por isso eu sempre peço conselhos dele, parece que ele já teve experiência nessas coisas e então sempre sabe oque fazer.

- Você tá certo. É isso aí, eu vou fazer de tudo pra tentar algo com ela! Mesmo que o mundo fique contra nós, nós vamos estar contra o mundo. - Falei com determinação. - Obrigado cara. - Dei um soquinho em seu ombro.
- Firmeza dude! Sabe que sempre pode contar com seu irmão aqui! - Sorriu se gabando.
- Ah mas também não é pra se achar né?! - Empurrei ele, fazendo o mesmo rir.
- Não posso fazer nada se sou ótimo em conselhos! - Respondeu, me fazendo revirar os olhos.

E então Chaz, Chris e Nolan chegaram juntos.

- E aí gente! - Cumprimentei os três.
- Fala aí Bieber! - Chaz respondeu.
- Como é que tá?! - Chris disse.
- Chega aí gente! - Ryan disse ainda largado no sofá. É um folgado mesmo.

[...]

Depois de uma eterna discussão resolvemos ver um filme mesmo.

Vamos assistir O Chamado 3, eu só assisti até o 2 então estou bem ansioso pra ver como vai ser.

Ryan havia ído na cozinha fazer a pipoca, e uns 7 minutos depois voltou com vários baldes cheios e copos de refrigerante.

- Isso sim é uma sessão de filme! - Olhei para os baldes com os olhos brilhando.

Fomos todos pra cima da pipoca e deu dois baldes pra cada um, acompanhado com um copo enorme.

E então começamos a ver o filme.

 

P.V. Angel Morris Parker

Fiquei pelo menos uns 20 minutos esperando, pelo visto Julia deve estar com preguiça de vir dessa vez.

- MEU DEUS CADÊ ESSA MENINA?! - Disse para mim mesma.

Logo ouço a campainha tocar.

Me levantei tão rápido que até caí da cama, tentei destrancar a porta um milhão de vezes de tanto que eu tava desesperada, abri a porta com tudo e corri até a porta principal.

Enquanto destrancava a porta, olhei pra trás e meus pais não estavam na sala, então provavelmente devem estar no quarto, mas a porta estava aberta, não pensem besteira seus mentes sujas!

Assim que abri a porta, pude ver Julia com um sorriso no rosto.

- Che-guei. - Disse pausadamente.


Notas Finais


E aí gente?? O que estão achando???
Será que Angel e Justin vão poder continuar juntos??? Será que seus pais vão descobrir o que eles têm? Ou eles mesmo vão se assumir???
Bjs e até o próximo cap 😘

Nos vemos por aí . . . ❤️


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