História Um simples diário. - Capítulo 27


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 27 - 14 de outubro de 2016


Olá! Tudo bem?

Não, esse não é o especial. Eu tenho tido dificuldade para escrever sobre aquela história, porque ela me marcou e me machucou muito, e por mais que eu queira contar para você eu preciso colocar a minha cabeça em ordem para ver se estou passando a informação de maneira certa.

Já fazem mais de duas semanas que eu não posto, né? Vou contar o que eu lembro, mas não espere muito porque a minha memória é bem ruim.

Na sexta em que eu postei o último capítulo, eu realmente me cortei. Não foram cortes fundos até porque a minha lâmina já está cega há um bom tempo, mas deu para tirar um pouco de sangue eu não sei explicar o porquê disso fazer eu me sentir tão leve.

O fim de semana não teve nada muito importante, nem me lembro de ter feito nada. A coisa mais diferente que eu fiz foi ficar até as quatro da manhã conversando com um amigo.

Na segunda, dia vinte quatro, eu já estava morrendo de ansiedade por causa da consulta com a psiquiatra. Analisamos uns dois relatoria que eu preenchi e eu só lembro do resultado de um (pois é o que eu tenho e foi bem alarmante, pelo menos para mim) que é o de ansiedade. Nele a pontuação máxima era 100 e a linha de corte era 40, e eu fiquei com pontuação 72. Falei com ela sobre o Borderline e para minha surpresa ela já estava cogitando isso e tinha separado uma lista com as características para analisarmos juntas. Ela foi marcando os pontos em que eu me encaixava, bom, a folha terminou praticamente toda amarela. O que ela não marcou foram coisas que não tinha como analisar como o meu comportamento sexual (afinal de contas ele não existe ainda). Ela disse que como eu só tenho 16 anos, ela não vai dizer que eu tenho Borderline, então o meu diagnóstico é: Transtorno de ansiedade com traços Borderline. Ela me receitou um remédio para ansiedade. Ele tem ajudado bem menos do que eu esperava, talvez por causa da semana de provas então só vou tirar conclusões quando minha rotina voltar ao “normal”.

A semana seguiu normal, a única coisa diferente foi que eu conversei bastante com um novo amigo que eu fiz a sei lá quanto tempo (só sei que é menos de um mês, mas não me exija muito, não sou boa com datas) e eu acredito ser bem próxima dele. Até onde eu sei, ele me contou coisas que não contou para mais ninguém, e eu me permiti mostrar a ele as minhas fraquezas. Eu estranhamente me sinto segura em falar as coisas para ele. Talvez porque alguns dos nossos problemas são parecidos, talvez porque nosso comportamento seja quase igual em muitos casos, ou talvez porque eu quero que ele confie em mim. Na minha percepção, ser totalmente sincero (principalmente sobre os próprios defeitos), inspira uma confiança maior, porque não cria uma falsa aparência, isso não deve fazer o menor sentido para ninguém além de mim.

Na quarta, dia vinte sete, eu falei com a minha vó sobre ir para a casa dela já que no dia três foi feriado aqui. Esse novo amigo mora na mesma cidade que a minha vó e os meus amigos de lá (eu o conheci através desses amigos). Acertamos tudo e sexta eu ia pegar um ônibus e ir encontrar meu pai na rodoviária. Ele não se dignou a ir me buscar de carro, então tivemos que pegar ônibus, de noite, com uma mochila gigante e uma bolsa. Ele reclamou do tamanho do meu short e eu, como já estava de saco cheio e irritada, levantei ele mais um pouco só de birra. Ele comprou hambúrguer, só que eu não gosto e disse que não queria, aí ele disse que eu ia ficar sem janta e eu falei “foda-se”. Pelo visto ele não queria brigar e deixou para lá.

Cheguei em casa e comi uma lasanha de micro-ondas que minha vó disse que tinha no congelador. Abracei, apertei, mordi, girei e joguei minha irmã para o alto. Eu já estava morrendo de saudades dela, e ela de mim. Minha vó me disse que na quarta feira, quando ela soube que eu iria para lá, ela pediu para ficar me esperando no portão. Não dá vontade de morder essa criança? Não lembro se foi na sexta ou no sábado, mas ela deitou comigo no sofá, ficamos assistindo televisão e ela acabou dormindo em cima de mim. Minha vó disse que ela nunca dorme na casa de baixo, sempre que ela começa a ficar com sono ela sobe para a casa dos pais dela. Senti-me importante por ela ter dormido comigo.

No sábado, eu fui no shopping encontrar com as minhas tias. Almoçamos juntas, e eu finalmente pude comer meu escalopinho com arroz a piamontese (sim, eu amo comer, mas não faço ideia de como se escreve porque eu nem olho mais o cardápio). Depois disso tomamos sorvete e fomos no cinema. Assistimos o filme “Meu amigo: o dragão” e eu chorei feito bebê em uma das partes. A minha irmã riu da minha cara porque ela é um monstrinho com cara de anjo. Vale constar que também brigamos por um tempo por causa do MM (eu amo MM, então mentalidade não entra em questão). Depois do filme minha irmã foi brincar na piscina de bolinha, e admito que fiquei com inveja, mas só até eu convencer minha tia a entrar na Saraiva comigo e comprar um livro para mim (comprei o “A coroa”, caso alguém conheça essa séria sabe o meu desespero para ter esse último livro). Quando a minha irmã saiu do brinquedo eles compraram um negócio que eles diziam ter morango e outro treco lá, mas era horrível. Aí me perguntaram o que eu queria eu disse que queria uma bebida, com café e chocolate, gelada. Fomos comprar e estava delicioso. Fomos para casa, eu fiquei fazendo vários nadas e brincando com a minha irmã. Decidi fazer uma chamada no skype com um amigo (aquele que eu conheci faz pouco tempo e já ficamos super íntimos), minha irmã achou que seria divertido participar e ficou um tempo conversando com a gente até decidir fazer bagunça em outro lugar. Mas antes ela proibiu ele de me sequestrar e não me devolver (porque eu brinquei dizendo que ele ia fazer isso).

Eu avisei alguns amigos que eu iria passar o fim de semana lá e depois de muita enrolação, marcamos de nos encontrar no domingo. Vai ser difícil explicar sem os nomes, mas vamos lá. Para começar vou listar quem estava lá: os dois garotos com quem eu fui no evento de jogos ( 24 de julho de 2016), a irmã gêmea do que me deu carona e o garoto que eu acabei de conhecer. Eu não lembro exatamente o que fizemos porque como eu já disse minha memória é ruim. Resumindo tudo, nó passamos a tarde no shopping, acabamos não indo no cinema porque perdemos o horário, eu fique bem irritada com o menino que dançou Just dance aquele dia porque ele estava fazendo muita cena (mas fiquei quieta), o garoto que eu acabei de conhecer não fala muito quando não é pela internet, e quando fomos comprar algo pra beber o infeliz do garoto que me deu carona decidiu me zoar e fingir que não estava me ouvindo enquanto andava na minha frente e quando eu o alcancei ele fingiu não me conhecer. Fiquei bem puta na hora mas me acalmei rapidamente. Voltei de carona com os gêmeos e quando cheguei em casa minha irmã ficou comigo um tempo.

Na segunda, dia três, eu fui com a minha vó no meu antigo colégio tentar pegar meu histórico, mas eles disseram pra esperar vinte dias úteis. Fomos direto para a rodoviária e eu peguei o ônibus das três da tarde. Quando estava chegando na cidade da minha mãe eu avisei ela para que alguém me desse uma carona até em casa.

A semana seguinte foi semana de prova e por isso me enrolei inteira e fique sem postar. Na verdade, minhas provas acabaram na terça (dia 11). Mas resumindo a semana, eu quase morri de tanta ansiedade por causa das provas e roí tanta unha que meus dedos sangraram (eu não estou exagerando). Algumas provas eu fui bem, principalmente em biologia que eu tirei 34 valendo 40, mas teve umas que eu fui mal, tipo uma das matemáticas em que eu tirei 16 valendo quarenta. Ainda estou recebendo as provas, mas espero que estejam boas no geral.

No sábado eu tive que atuar na rosacruz. Não é que eu não tenha gostado, mas eu me sentia errada de estar ali. Teve um jantar lá pois era um dia que teve uma espécie de festa e vieram muitas pessoas, tantas que quando eu fui comer não tinha mais frango e eu fiquei com o omelete.

No domingo eu fiz exatamente nada. Mas não me sentia capaz de escrever nada decente. Na verdade, eu até escrevi um pouco (eu comecei esse capítulo no domingo, para você ver como eu enrolo as coisas) mas não consegui terminar.

Na segunda eu fui na fono, e ela passou uns deveres que eu acho um saco porque eu nunca gostei desse tipo de dever. É um em que você tem um número de pessoas, um de objetos, um de cores e tem que organizar e saber o que é de quem com base nas dicas. Não sei está bem explicado, mas fazer o que? Não sou boa nisso.

Na terça eu fui na aula particular e não fiz praticamente nada porque não tinha matéria. Na quarta foi feriado e eu fiquei em casa fazendo vários nada. Ontem eu convenci minha mãe a me deixar faltar na aula particular porque eu não ia ter o que fazer lá e eu também passei mais de uma hora com uma amiga no telefone falando sobre várias coisas sem sentido enquanto ela gastava os bônus dela. Hoje eu fui na aula e voltei de ônibus pra casa e um garoto que estuda comigo estava nesse ônibus, e como sempre acontece algo quando eu estou em um lugar com pessoas que convivem comigo no dia a dia, eu quase cai de cara no chão do ônibus porque o bolso do meu saco prendeu no braço de um dos bancos. Eu só me apressei, agradeci o motorista e desci do ônibus.

Cheguei em casa e fiz vários nadas. E comecei a jogar mais um joguinho idiota onde tem uma menino e ela tem que conquistar uns boy magia. Fazer o que se essas coisas me inspiram pra escrever?

Bom, é isso. Espero que as coisas estejam boas para você. Desculpe pelo capítulo gigante.

Bjss no core! <3 <3 <3



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