História Um Sonho de Animação (Clexa) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes, Roan
Tags Comedia Romantica
Visualizações 123
Palavras 3.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Está aí, mais uma dose de Clexa no coreS2.

Capítulo 6 - 6 - Calças de ioga


   “É muito difícil ser corajoso quando você é apenas um pequeno animal ”. – Ursinho Puff

 

 

_ Então? – Ela diz com um sorriso de orelha a orelha. – Como foi?

            Entrego seu café, e a ilustração no copo de hoje é uma coisa que só nós entendemos. O desenho mostra as duas saídas de um cabo USB se encontrando pela primeira vez. Elas têm carinhas e até bigodes. Ambas estão se olhando, surpresas, e pontos de interrogação voam em sua volta.

            Conexão macho para macho, de fato.

_ Como foi o quê? – pergunto.

_ Seu encontro com a Rae. Você a beijou?

            Estou muito envergonhada, mas tento manter a aparência de legal.

_ Bem, na verdade não foi um encontro. Nós apenas conversamos. E, definitivamente, não nos beijamos.

_ Sei... – ela olha surpresa. Posso até estar errada, mas ela pareceu meio satisfeita por ser a única pessoa que beijei até agora.

            Levanto o copo para ela ver o desenho, e sua risada ilumina a sala. – Você deveria fazer os desenhos na tampa, assim eu poderia fazer uma pilha e guardar todos.

_ Ah, você quer guardar meus copos arte – brinco, quase não contendo minha emoção.

            Ela se levanta, vai até um dos armários e abre a porta, depois faz um gesto de apresentadora de TV com o braço. Todos os copos de café que dei a ela até hoje estão arrumados em fileira, que nem soldadinhos de papel.  – Como você pode ver, estou ficando sem espaço. Eu os lavo antes de guardar e tudo mais. – Ela fecha o armário e volta para a mesa.

_ Você faz eu me sentir tão especial.

_ Bem, na verdade são seus copos personalizados que me fazem especial – ela brinca, mas entendo o que ela diz.

            Fico envergonhada e abaixo a cabeça, apesar de as palavras dela me fazerem muito feliz.

            De repente, sinto uma mudança na atmosfera da sala e, quando me viro, vejo Roan na porta, encostado no batente com os braços cruzados. Ele fala com a Clarke como se eu nem estivesse lá.

_ Pronta para a apresentação?

_ Claro. Mas, antes, deixe eu te apresentar minha amiga Lexa, ela é a animadora sobre o qual falei, do grupo do Kane.

_ Sim, uma dos operários da Patrulha do Beaver. – Roan sorri dissimulado.

_ Olha, garota, muito obrigado por concertar o computador da Clarke – ele responde e faz um sinal com a cabeça, de maneira machista, confiante, que esbanja virilidade. Ele é um desses caras que sabe como é bonito e espera que todos o apreciem. Que imbecil.

_ Bem, não deu trabalho – eu respondo bem quieta. Que situação desagradável. – Até mais tarde, Clarke.

_ Oh, obrigada, Lexa.

            Quando passo pela porta, Roan acena com a cabeça para mim, mas o tempo todo ele está observando Clarke. Parece que ele quer marcar o território, e prendo a respiração até sair da sala.

            Abby me olha com aquele ar de quem sabe tudo, como se eu tivesse sido pega com a mão dentro da lata de biscoitos. Olha, não se preocupe, Abby, hoje, com certeza eu não comi nenhum biscoito.

 

@@@@@@@@@@

 

            No dia seguinte, Rae me arrasta até uma sala de reunião para conversamos sozinhas. Agora que ela já teve tempo para pensar na minha ideia, estou apavorada, pois acho que ela vai me deixar na mão.

_ Preciso te beijar?

            Rae, como sempre, pensa em tudo. Eu começo a imaginar muitos cenários na minha cabeça e não tenho muita certeza do que responder.

_ Não sei, mas talvez sim.

_ Preciso dormir com você?

_ Meu Deus, não! O máximo que pode acontecer é mostrarmos algum tipo de carinho, sabe, como aquelas declarações públicas de afeto.

_ E quanto tempo você imagina que isso vai durar? Não podemos ser muito ambíguas nessa armação. Precisamos definir uma data de início e fim para essa farsa.

_ Você está querendo dizer que topa? – pergunto esperançosa.

_ O que mais poderia dizer? Tenho uma queda pelos mais fracos. Além do mais, acho que Clarke é uma pessoa leal e Roan é um bundão. Ele não a merece. Por outro lado, você é uma garota legal e, definitivamente, merece uma chance com ela.

_ Ai, Rae – eu a abraço da minha maneira tensa. – Muito obrigada.

            Ela olha no relógio. – Hoje é dia 24. Você tem oito semanas. Daqui a dois meses, no dia 24, vou virar abobora e é melhor você já ter conseguido ganha-la. Combinado?

            Aceito nervosa. O relógio já está girando e seu tique-taque silencioso está latejando em meus ouvidos.

            Na hora do almoço, a turma toda vai até a nossa loja de gibis favorita, a Fora dos Limites, que é perto do estúdio. Tenho andado tão distraída com a Clarke que acabei deixando de lado minha leitura. O Homem-Aranha pode até ter tido um caso com o Lanterna Verde e eu nem fiquei sabendo.

            Octavia fica feliz por nos ver entrar, pois sabe que a galera da República do Rabisco é boa clientela e irá, com certeza, aumentar o caixa.

_ Finalmente você apareceu! O que aconteceu, Lexa, você não me ama mais? – Octavia fala enquanto se debruça no balcão e faz biquinho. Ela sabe como me deixar sem graça.

_ É claro que sim – disfarço tentando ser engraçada, mas para mim parece estranho e forçado. E o fato de Jasper me empurrar na direção dela e todo mundo começar a rir baixinho na ajuda. Todos tem uma queda pela linda Octavia, só que, por uma razão desconhecida, sou sua favorita.

_ Você não veio me visitar na semana passada  e senti sua falta.

_ Saudades de mim ou da minha carteira? – surpreendo-me com a resposta desafiadora.

_ Bem, da sua carteira. Mas só um pouquinho mais do que de você. Honestamente a carteira é a razão pela qual eu te aturo.

            Agora sim, essa é a Octavia.

_ Octavia, essa tatuagem é nova? – Kane pergunta enquanto chega mais perto. Nem posso imaginar como ele consegui distinguir de longe, mesmo porque os braços dela são cobertos de tatuagem. Eu nem achava que havia espaço para mais uma, mas Octavia se levanta e vira o braço para mostrar a Mulher-Maravilha desviando de balas usando o bracelete de prata.

_ Mulher-Maravilha sabe se defender – Jasper suspira. – Ela é tão gostosa.

_ Que bom que gostou – ela responde ronronando e se admirando.

Depois , Octavia olha para mim e pisca. – Aí, galera, vocês viram que o novo episódio da Garota-C no Deserto Selvagem da Lexa já chegou?

_ É aquela que tem a Garota-C desenhando uma escada para subir e escapar do labirinto da morte? – Kane pergunta. – Eu me lembro de ter visto Lexa trabalhar nesse.

_ Exatamente – ela confirma. – Agora podem ir, jovens guerreiros, vão à caça de muitos tesouros.

            Todos vão em diferentes direções na loja enquanto eu fico para trás.

_ Obrigada, Octavia. Não é nenhuma surpresa para mim que sua loja venda tantas cópias do meu gibi.

_ Ei! Não fique super convencida. Eu não faria propaganda se não adorasse. A Garota-C é uma máquina. Se continuar assim, ela vai ser minha próxima tatuagem.

_ Nossa, eu me sentiria muito honrada. Com certeza isso vai fazer com que eu fique ainda mais inspirada quando for trabalhar nas cenas hoje à noite.

            Rae pega a última edição do mangá Sailor Moon, uma história em quadrinhos japonesa, e vai até o caixa.

_ Oi, Octavia – ela diz, enquanto pega a carteira.

_ Rae, por onde você anda garota?

_ Trabalhando demais . “Muito trabalha e pouca diversão fazem da Rae uma bobona.” Lexa já te contou? Ela vai me levar para sair no final de semana.

            Fico vermelha como se tivesse levado um tapa na bunda.

_ Verdade? – Octavia responde com uma expressão exagerada e uma voz bem alta. – Eu nunca imaginei você com uma mulher e ela sendo o seu tipo.

_ Nem eu – ela solta uma risadinha.

            Fico horrorizada. Chego perto dela e pergunto nervosa sussurrando em sua orelha: - O que você está fazendo?

_ O que você acha? – ela responde também bem baixinho. Já percebo Octavia nos observando.

_ E me conta, o que vocês vão fazer? – Octavia pergunta como se tudo fosse uma brincadeira. Se ela soubesse da verdade...

_ Aposto que vai ser algo romântico – Rae instiga. Logo depois seu celular toca e ela dá uma olhada na tela antes de avisar: - Me desculpe, eu adoraria ficar e falar sobre nosso encontro mas preciso atender esta chamada e vou lá fora. – Ela sai rapidamente.

_ Que merda é essa que ela está falando? – Octavia pergunta, com os olhos franzidos e cheio de suspeita.

_ Por favor, Octavia – murmuro. – Agora não, conto tudo para você depois.

_ É melhor mesmo – ela avisa. – Senão, já sabe.

            Octavia me dá medo. Ela seria uma perfeita dominatrix.

            Caminho nervosa para a seção dos lançamentos, com a esperança de que se eu gastar bastante Octavia vai esquecer de me torturar. Depois de quinze minutos, saio da loja com o grupo, duas sacolas e sento e cinquenta dólares a menos na carteira, mas, pelo menos, minha dignidade está intacta.

            Ao terminar os detalhes finais da página cinco do próximo número da Garota-C, bem tarde da noite, começo a pensar nessa situação complicada que acabei criando com a Rae e com a Clarke. E agora Octavia vai ficar me provocando e tirando sarro. Fico apavorada só de pensar em tudo o que pode dar errado. Antes mesmo de perceber, estou arrancando meus cabelos e o lápis está congelado na minha mão. Até tento achar meu foco, mas acabo me rendendo e apago as luzes. Espero que a manhã tudo pareça mais fácil.

 

@@@@@@@@@@

 

Na noite seguinte, eu me sento à mesa na sala de jantar de Clarke com meu caderno de desenhos e duas cervejas. Percebo o quanto me sinto confortável com ela. – Posso perguntar uma coisa? – digo.

_ Claro que sim – ela sorri enquanto observa meu lápis percorrer a folha toda.

_ Sei que já falamos disso antes, mas as pessoas ainda fofocam e isso me incomoda. Alguém mais já perguntou se estou te bajulando para apresentar um projeto?

_ É aqui que vai o título? Ou você acha que deveria ficar aqui no centro? – ela pergunta enquanto seus dedos perfeitos mostram os espaços em branco no desenho.

_ Clarke? Você está disfarçando para não responder? – pergunto, sentindo a insegurança quase tomando conta da minha voz.

_ Ah, me bajulando? Sim, talvez... particularmente o Roan. Mas não ligo. Isso não significa que você não gosta de mim. É apenas uma forma que os negócios são feitos nos dias de hoje.

_ Mas isso... – balanço a mão entre nós duas – isso para mim não é trabalho. Significa muito mais – imediatamente sinto meu rosto queimar de vergonha. Pareço uma babaca. Acima de tudo, ainda quero matar o Roan por tentar fazê-la pensar nisso.

_ Como você sabe se eu não sou legal com você apenas para que continue comprando o meu caramelo macchiato com leite de soja todos os dias?

_ Na verdade, achei que você queria apenas as minhas obras-primas nos copos – respondo tranquila, feliz por conseguir falar algo que não pareça tão babaca.

_ É isso que estou querendo dizer, você consegue me enxergar. Você sabia que Roan hoje me perguntou por que nunca levei café para ele? A maneira irritante como ele perguntou me deu vontade de quebrar seus dentes. Mas você prestou atenção em mim dentro de um elevador lotado, memorizou minha bebida favorita e acabou comprando. Agora olha para nós, somos melhores amigas!

_ Então é só mesmo pelo café – respondo sorrindo para ela, mas por dentro dói, pois melhor amiga, definitivamente, destrói minha esperança.

_ Você, talvez, até tenha outros motivos, mas ainda está pensando em mim, Clarke, e não na garota da área de desenvolvimento.

            Empurro o caderno para um canto na mesa e digo: - É muito importante para mim que você entenda que eu não vou te apresentar projeto nenhum.

_ Por quê? Eu não sou boa o suficiente para você mostrar suas ideias? – ela brinca.

_ Não seria a maneira mais adequada. Então você pode me suplicar, tentar me comprar com jantares maravilhosos...

_ Mas isto aqui é só delivery  de comida Tailandesa.

_ Não me interrompa. Você pode pedir o quanto quiser, mas não vou mostrar nada a você. Entendido?

_ Acho que sim, se significa tanto para você. Mas se tiver uma ideia fantástica, levar a outro estúdio, publicar e virar um sucesso, vou te odiar para sempre. Se você está disposta a correr este risco, também topo.

            Solto um gemido e coloco as mãos na cabeça. Meu cabelo desajeitado cai no rosto.

_ Olha aqui, você – ela diz, sacudindo meu ombro. – Esquece isso. Nós temos um site para fazer.

            Trabalhamos bastante, mas ainda não estou pronta para ir embora, estou apenas na terceira cerveja. Nesse ritmo, acho que vou acabar me tornando uma alcoólatra ou, pelo menos, viciada em cerveja, mas tudo vale a pena para ficar com Clarke.

            Na nossa última parada da noite, sentamos na varanda para apreciar a vista. Percebo que Clarke está com o pensamento longe.

_ Em que você está pensando? – pergunto gentilmente, ansiosa mas não querendo ser chata.

_ Por alguma razão estranha eu estava pensando nos meus pais. Sabe, se eles não tivessem se separado estariam fazendo trinta anos de casados.

_ Eles se casaram depois que você nasceu?

_ Sim, minha mãe, na verdade, nem queria, mas as famílias pressionaram. Não fez diferença nenhuma, eles brigavam o tempo todo e, finalmente, quando eu estava com 13 anos, se divorciaram.

            Fico triste por ela. Meus pais podem ser bem esquisitos, mas se amam profundamente. Não consigo imaginar o que seria da minha infância se eles não fossem apaixonados.

_ Acho que é por isso que estou com o Roan. Escolhi alguém que tem um verdadeiro pavor de compromissos, assim como eu. Ele não quer casar nunca, ou nem mesmo ficar apenas com uma pessoa.

_ E você pensa da mesma maneira? – pergunto com coragem. – Você não seria feliz com uma única pessoa se realmente a amasse? – seguro o fôlego aguardando a resposta.

            Ela examina a garrafa de cerveja, dá um gole e contempla as vista por alguns instantes. – Não sei. Nunca senti um amor desse tipo por ninguém. É difícil imaginar, mas acho que, com a pessoa certa, seria possível.

            Viro-me e aprecio a paisagem enquanto penso em tudo o que ela revelou. Novamente, lembro-me da teoria da loteria e na minha imensa determinação de conquistá-la. Ela falou em pequenas probabilidades na resposta, mas isso não significa que não vou apostar tudo o que tenho. O que mais eu poderia fazer? Ela é tudo o que quero.

            Quando finalmente entramos na cozinha com as garrafas vazias começo a arrumar minhas coisas.

_ Ai – ela geme massageando a barriga. – Essa cerveja toda me encheu, meus jeans estão tão apertados.

_ Da próxima vez é melhor você vestir aquelas calças de ioga, elas são mais confortáveis – sugiro num tom bem inocente... o demônio sexy dentro de mim uiva de felicidade.

_ Sei, você quer apenas babar por causa da minha bunda – ela brinca.

            E o que mais ela espera? A calça de ioga se transformou em um fetiche. – E daí se quero? Alguma coisa errada? Eu tenho atração por mulheres, sabia?

            Também ... depois que vi Clarke usando uma calça de ioga, foi como ter visto a luz no céu.

            Ela fica trás de mim, coloca as mãos no meu ombro e começa a massagear, enquanto me leva até a porta da frente. – Mudando de assunto, quando vai ser o encontro com a sortuda senhorita Raven?

_ Sábado – minto. Ainda não tive coragem de marcar uma data.

_ Aonde você vai leva-la? – As mãos de Clarke continuam a trabalhar para desfazer os nós nas minhas costas.

_ Ainda não me decidi, alguma sugestão?

_ Deixa eu pensar quando estiver mais sóbria.

_ Ok, pergunto amanhã de novo quando levar o seu café.

            Mesmo odiando parar com a massagem, eu me viro para dar um abraço nela.

_ Obrigada, me diverti muito hoje.

_ Trabalhar no meu site foi legal?

_ Bom, claro que sim, você é sempre muito agradável.

            Ela tira meu cabelo dos olhos delicadamente e sorri.

            Mesmo sabendo que não deveria falar nada, estar tão perto dela me faz perder a cabeça.

_ Olha, você se importaria se eu praticar com você mais uma vez? Você sabe, eu estou tentando me preparar para minha saída com a Rae.

_ Você quer que eu te beije? – ela pergunta, parecendo não estar totalmente contra a ideia.

_ Pensei que dessa vez eu poderia tentar beijar você. Aprender a tomar a iniciativa, entende?

_ Você vai dar uma de ativa comigo?

_ Bom, pensei em tentar. Mas se você não quiser...

_ Não, eu abracei esta causa. Nós estamos nos sacrificando para alcançar o melhor. Vá em frente e faça de conta que eu sou a Rae. Me agarre e me beije, sua boba.

_ Ok – mordo meu lábio e tento pensar no melhor ângulo. – Você está pronta?

_ Não pergunte isso. Não é nada sexy perguntar para uma mulher se ela está pronta ou não. Apenas dê aquela olhada e, se ela também olhar, vai com tudo.

            Repito duas vezes o conselho na mina cabeça que é para não esquecer. – Tá bom, o olhar – eu me volto para ela franzindo os olhos.

Clarke ri. – Você parece brava. Por que não tira os óculos?

Tiro os óculos e cuidadosamente dobro e coloco no meu bolso.

_ Uau, seus olhos são maravilhosos! – ela exclama. – Nós vamos ter que sair para comprar lentes de contato logo logo.

            Ela gostou dos meus olhos.. Nem me importo de colocar aqueles discos de plástico duro apenas para ouvir essa reação dela de novo.

            Dessa vez, apenas olho para ela, não tentando fazer charme ou tipo, e noto imediatamente a diferença. Estou olhando para Clarke com meu coração e não somente com s olhos, e acho que ela percebe isso também.

            Seu olhar diz que sim. Ela se acomoda na parede ao lado da porta e espera.

            Abaixo-me um pouco e fico mais próxima, guiando meus lábios como se fossem mísseis se dirigindo bem devagar até o alvo. Quando eles aterrissam, lembro-me do quão delicada e carinhosa ela foi da última vez que nos beijamos. Eu relaxo e deixo meus instinto tomar conta.

            Ela é atenciosa, tentando não tomar as rédeas e me deixando dar o melhor. Se eu tivesse que levar uma nota, provavelmente seria um C+, nada espetacular, mas, com certeza, muito longe da primeira tentativa pavorosa.

            Quando terminamos, ela olha para mim me encorajando. – Mais uma vez – ela instrui -, mas, desta vez, tenta usar também as mãos.

            Clarke pega minhas mão e coloca uma no ombro e a outra no quadril. – Bem melhor – ela afirma.

            Nossa. Que diferença, estou chocada. Talvez seja porque o beijo já me esquentou, mas parece que tem faíscas saindo do corpo dela para o meu. É como se fosse um campo magnético de super-heróis. Com certeza, poderíamos salvar o mundo com esse escudo.

            Respiro fundo e olho para ela... seus olhos brilham e dizem sim, me beije. Vejo que o farol está verde e vou em frente.

            Desta vez, quando nossos lábios se encontram, tudo começa a se ajeitar imediatamente. Nem paro para pensar quando a mão que estava no ombro dela sobe para o pescoço e a puxa para mais perto. A outra mão que estava no quadril vai para trás, bem acima da bunda dela. Coloco mais pressão no beijo enquanto nossos lábios se movem. Quando sinto as mão dela mexendo nos meus cabelos, minha língua decide se envolver... e parece que a dela também.

            Estou beijando Clarke, e isso é bom demais. Agora, acho que cheguei pelo menos no B+. Caramba!

            Só me afasto quando tenho a necessidade de respirar, e quando não vou conseguir disfarçar que o bico dos meus seios ficaram rígidos de excitação com esse nosso contato físico.

            Abro meus olhos e vejo que os dela ainda estão fechados, os lábio vermelhos e um pouco inchados.

_ Uau – sussurro e ela sorri descontraída.

_ Sim, uau. Você é uma boa aluna, aprende rápido.

_ Bem eu tenho uma professora ótima – respondo sorrindo.

_ Se continuar beijado assim, nenhuma garota vai resistir.

_ Ok – afirmo balançando a cabeça. Desesperadamente tento me esquecer de que para ela eu estava pensando na Rae e ela estava apenas me ajudando.

            Clarke abre a porta e dia: - Mai uma vez, obrigada por sua ajuda no site. Vamos marcar na semana que vem de novo?

_ Claro – respondo enquanto saio. – Vejo você amanhã à tarde.

_ Até amanhã – ela responde sorrindo.

            Já estou quase no portão quando ela me chama.

_ Lexa, quando você vai ao Starbucks, você compra um café para a Rae também?

            Eu provavelmente deveria mentir, mas não consigo. Não quanto a isso. É um ritual bem particular, só meu e dela.

            Digo “não” com a cabeça e coloco as mãos no bolso.

            O sorriso que ela me dá brilha. Se eu não soubesse de nada, diria que ela até ficou feliz por saber que não compro nada para Rae.

_ Só por curiosidade – ela diz enquanto aperta o botão para o portão abrir e acena para mim.

 

            Mais tarde, a quase meio quilômetro de casa, paro no meu Starbucks e sorrio. Já está fechado, mas a placa ainda está acesa iluminando a escuridão. Aquele sinal verde e branco é o melhor momento das minhas tardes, minha própria versão de esperança. Em minha saga para conquistar Clarke, começo a acreditar que existe um poder no café, e sigo em frente, um café a cada dia. 


Notas Finais


Esse Roan em gente... achando que é o quê?!
Vocês acham que a Octavia vai descobrir sobre o plano da nossa apaixonante Lexa?
E o que vocês acham que a Clarke sentiu com esse beijo final e a declaração da Lexa quanto ao "ritual" do café em?
Comentem aqui que quero saber o que vocês acham em rs.

Até amanhã e baaay!!!


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