História Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Egípcia
Tags A Terra Prometida, Os Dez Mandamentos
Exibições 117
Palavras 2.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Olá amores da minha vida, eu prometi que ia demorar um pouco, mas eu não resisti e já postei hoje o primeiro capítulo da nova temporada de USL.

Laísa na capa do capítulo...

Bem, aqui vai o elenco da primeira fase dessa nova temporada:
Moisés – Guilherme Winter
Josué – Sidney Sampaio
Aruna – Tammy Di Calafiori
Isetnefert – Tammy Di Calafiori
Ramsés – Sergio Marone
Nefertari – Camila Rodrigues
Anippe – Kendall Jenner
Tany – Liza Soberano
Meritamon – Taylor Marie Hill
Amirity – Barbara França
Amenhotep – José Victor Pires
Nebettawy – Josephine Skriver
Henuttawy – Rachel Hilbert
Laísa – Barbara Palvin
Tutankamon – Avan Jogia
Eliseba – Gabriela Durlo
Arão – Petronio Gontijo
Henutmire – Vera Zimmermann
Hori – Daniel Aguiar
Pepy – Rocco Pitanga
Nefertiti – Bianca Rinaldi
Tyie – Larissa Maciel
Miriã – Larissa Maciel
Amenofis – Leonardo Vieira
Calebe – Rodrigo Vidigal
Noemi – Jéssika Alves
Joana – Rayanne Morais
Yarin – Anna Rita Cerqueira
Raabe – Jeniffer Setti
Safira – Kylie Jenner
Yunet – Adriana Garambone
Neith – Lilia Cabral
Abigail – Bianka Fernandes
Ada – Camila Santanioni
Damarina – Talita Yonan
Zípora – Gisele Itié
Adira – Rayana Carvalho
Apuki – Heitor Martinez
Balaão – Leonardo Vieira
Bak – Matheus Lustosa
Betânia – Marcela Barrozo
Elda – Francisca Queiroz
Inês- Brendha Haddad
Joquebede – Denise Del Vecchio
Jerusa – Thais Muller
Lembrando: eu coloquei algumas cenas dos capítulos finais do reino de Jericó aqui, pois houve um probleminha, ou seja, o reino só aparece NESSA temporada, não na outra.
Boa Leitura!

Capítulo 2 - Uma Garota de Coragem


Fanfic / Fanfiction Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 2 - Uma Garota de Coragem

 

Haviam-se passado quinze anos e o Egito nunca esteve tão prospero. Ramsés fez aliança com um povo asiático, e então casou-se com Tany. Nefertari teve cinco filho: Amenhotep, Meritamon, Amirity, Nebettawy e Henuttawy, enquanto Anippe, nenhum.

Tany era a esposa mais nova, tinha 21 anos. Se considerava a mais bela de todas, a melhor, por ser asiática e diferente das demais mulheres do harém. Almejava o trono, queria ser a esposa principal, e lutaria pra isso custe o que custar.

— Olá queridas. — Tany adentrou o harém, com um sorriso falso.

— Chegou quem não deveria. — Nefertari sussurrou para Anippe.

— Nefertari, quer falar algo, fale na cara. — Disse a terceira esposa, cruzando os braços. — Eu sei que vocês duas tem inveja de mim, mas sejamos menos infantis.

— Inveja de você? — Anippe perguntou, gargalhando. — Faça-me o favor, Tany. Somos as preferidas de Ramsés, você não chega nem aos nossos pés. Deixa de ser convencida.

— Por enquanto vocês são as preferidas, aceitem que dói menos. — Sorriu. — Ah, e não se metam no meu caminho, eu posso ser muito má. — Avisou, deixando o local.

Nefertari e Anippe, que estavam lado a lado se acabavam de rir. Tany havia chegado a pouco meses e estava se achando muito importante. Ela era praticamente uma criança ainda, e se arrependeria muito de toda a provocação que fez a Anippe e Nefertari.

Em Midiã

— Betânia... — Chamou Adira. — Deixe de lado esses deuses, eu sei que está insatisfeita. Volte para nós.

— Isso. Não tem por que fazer isso, minha irmã. Por favor. — Pediu Zípora.

— Na verdade você estão enganadas. Eu estou muito satisfeita aonde estou.

— Pare Betânia. Deus não se alegra com o que você está fazendo! — Exclamou Zípora.

— E papai está com saudades de você. — Afirmou a segunda irmã mais velha.

— Ele nunca me aceitaria de volta!

— Aceitaria sim, é só você mudar, pedir perdão para o papai, para Moisés e claro: para Deus. Mas de coração! — Exclamou Adira. Ela e toda sua família sentiam falta de Betânia. Por mais que ela fizesse várias burradas, eles ainda amavam ela.

Betânia pensou.

— T-tudo bem... — Disse, deixando uma lágrima cair. Ela não aguentava tanto sofrimento, é verdade, mas também não queria se abrir. Não queria que ninguém soubesse que foi violentada e que sacrificou sua única filha.

Adira e Zípora sorriram, uma olhando para a outra, e por fim, deram um abraço apertado em Betânia.

— Ei, ei! — Chamou a sacerdotisa cananeia responsável por Betânia. — Betânia não vai!

— Eu vou sim, você não me obriga a nada! — Exclamou.

— Você fez um pacto com Aserá, sua imunda. — Disse friamente.

— Não fala assim da minha irmã, maldita cananeia! — Exclamou Zípora, indignada.

— Eu amaldiçoo vocês! Terão ventre seco, todas! — Exclamou. — Seus maridos vão morrer, sua família inteira vai sofrer uma grande desgraça e vocês morreram pela pior forma possível!

Zípora riu.

— Esses seus deuses não existem, apenas o DEUS verdadeiro. — Anunciou, ainda rindo. — Quem tem fé não tem medo.

Zípora, Betânia e Adira saíram abraçadas daquele lugar repugnante. Finalmente a família estaria completa.

Alguns minutos depois...

As irmãs finalmente chegaram a casa de Jetro, todas estavam felizes. A quinze anos Betânia não dava as caras.

Betânia respirou fundo.

— Vamos fazer uma surpresa pro papai, o que acham? — Adira perguntou, contente.

— Boa ideia. — Concordou Zípora. — Vamos fazer assim: Betânia fica aqui fora esperando, enquanto chamamos nosso pai.

— Tudo bem. — Disse Betânia.

Zípora e Adira entraram na casa barulhenta — como sempre —. Todas as irmãs andavam de um lado para o outro. Zípora tentava encontrar o patriarca da família.

— Pai? — Perguntou, em sua procura.

— Estou aqui! — Exclamou, com um sorriso sereno no rosto.

— Temos uma surpresa pro senhor... — Adira anunciou. — E acho que vai gostar!

As duas irmãs mais velhas levaram o pai até a porta, com um pano em seus olhos. Queriam surpreende-lo.

— Chegamos. — Anunciou a irmã mais velha, tirando o pano dos olhos do pai.

O patriarca abrira os olhos lentamente, e ao olhar a porta, que se abria, viu Betânia. Ele não acredita, sua filha estava ali: em carne e osso. Estava muito feliz.

— Minha filha! — Deixou uma lágrima escorrer pelo seu rosto. — Como eu estava com saudades, esses quinze anos me torturaram...

— Você vai me aceitar de volta? — Perguntou Betânia, abraçando o pai.

— Claro que sim. — Jetro sorriu, emocionado.

No Egito

Nebettawy estava andando pela rua do comércio junto com Meritamon, sua irmã mais velha. Elas estavam empolgadas, finalmente sairiam um pouco do palácio. Os dias dentro do castelo estavam ficando cada vez mais entediantes.

— Eu não estou aguentando Merenptah, minha irmã. — Meritamon abaixou o olhar. — Ele está sendo grosso comigo, é muito ciumento. Acredita que ele tem ciúme até de Hori?

— Sim, acredito. Sinceramente, Meri, não confio nele. — Disse Nebettawy, observando tudo em sua volta. — Papai escolheu a pessoa errada pra você. Sinto muito. — Encarou tristemente a irmã.

— Tudo que eu mais quero é me livrar dele. — Disse.

— Eu sei. — Abraçou a minha carinhosamente. — Agora mudando de assunto, quem será que o papai escolheu pra ser meu prometido?

— Não sei, mas espero que seja uma pessoa muito boa, caso contrário vai se ver comigo. — Riu.

Meritamon pensou por um tempo.

— Nebe, vou naquela tenda ali. Já volto, se cuida.

— Tudo bem. — Sorriu.

Nebettawy continuou a andar pela rua do comércio, estava encantada com tudo que via. Nem sempre as filhas do Faraó saiam do palácio, geralmente as damas e servas faziam tudo pra elas, e Nebettawy já estava cansada disso.

Estava distraída, observando todas as belas joias, as roupas chiques e os cheiros maravilhosos das comidas de rua. Mesmo que Gahiji era o melhor de todos os cozinheiros, seu cardápio era muito saudável, ela não era acostumada a comer muitos doces e coisas do tipo. Sem perceber, um homem que estava vindo em sua direção acaba derrubando a princesa no chão.

— Pelos deuses! — Disse. — Me perdoa, não foi minha intenção te derrubar, sou muito desastrado. — Riu.

O homem era belo: tinha olhos castanhos, uma pele levemente bronzeada e usava roupas azuis, o que faziam parecer um nobre.

— Quem é você? — Perguntou Nebettawy, curiosa.

— Ah... me chamo Tutankamon, venho do Alto Egito. — Sorriu. — Ei, você não é uma das filhas de Ramsés?

— Sim, sou Nebettawy. — Sorriu, o encarando.

— Por Ísis, eu não sabia. — Disse, fazendo uma reverencia. — Desculpe-me se fui mal-educado, eu realmente não sabia que você era da realeza.

Nebettawy continuou encarando Tutankamon, ela realmente estava encantada.

Em Jericó

Jericó nunca esteve tão boa, mas isso atraías olhares malvados ao Reino. Vários cananeus tentavam ataca-los. Ataques dos rebeldes eram frequentes. A ausência do rei deixava o povo angustiado.

— Graças aos deuses não tivemos nenhum ataque nessa semana. — Yonnah exclamava com uma certa felicidade.

— Sim minha mãe, e espero que os rebeldes se acalmem. A demora de meu pai está entristecendo o povo. Eles estão confusos. — Marek observava Jericó das grandes janelas do Salão Real.

— Não se preocupe, meu filho. Se Aserá permitir, Mérion voltará em total segurança. — Ela sorria fraco, tentando demonstrar calma. — Agora com licença meu querido herdeiro do trono — A rainha ria graciosamente. —, irei ver como Kalési está.

Marek riu e abraçou sua mãe. Apesar de tudo, sentia que algo de ruim aconteceria.

— Como está minha nora e a neta mais linda desse mundo? — Yonnah perguntou, alegre.

— Minha sogra! A senhora está magnifica! — Kalési levantou-se e fez uma reverência simples.

— Sem reverências querida, você é minha nora e eu sou sua sogra. Somos da mesma família. — A rainha falava com graciosidade.

A Rainha nunca esteve tão feliz. Conseguiu dar a luz a seis filhos, e ainda esperava mais um. Suas preces aos deuses haviam dado certo.

Já Kalési deu a luz a uma linda menina: a princesa Alitzah, uma linda criança de olhos azuis e cabelos castanhos idênticos ao de seu pai.

— Estou cansada, irei para o meu quarto. — Avisou Yonnah. — Até mais.

— Até mais, minha sogra. — Kalési disse, se levantando para fazer uma reverência.

— Sem reverência! — Lembrou.

Em Midiã

— Hoje, eu vou fazer uma comida especial. — Adira diz, sorridente.

— Por que, Adira? Vai receber algum namoradinho? — Betânia pergunta rindo, provocando a irmã.

— Claro que não! Que ideia, hein, Betânia? — Adira ri fraco. — Eu sou casada!

— Ah, eu pensei que era isso... você nunca caprichou na comida. — Betânia novamente provoca a irmã.

— Me respeita! — Adira pega um pouco da comida e joga no nariz de Betânia, o sujando.

— Ah, então é assim? — Betânia arqueia uma sobrancelha, pegando mais um pouco da comida, e começa a jogar em Adira.

— Quero entrar também! — Diz Jerusa.

— Eu também! — Dizem as demais midianitas, que se reúnem e começam a fazer uma guerra de comida.

Em Jericó...

Por Yonnah.

— Bom dia. — levantei, me despreguiçando.

— Dia? — Marek parecia se segurar pra não rir. — Mãe, ainda está de madrugada.

— Então, aonde estamos? — Pergunto, estranhando.

— No abrigo, minha sogra. — Kalési respondeu, encolhida, segurando Alitzah nos braços. — Tivemos mais um ataque. — Ela disse, desapontada.

Ah, não! Um ataque novamente, não!

Existem dois tipos de rebeldes: os sulistas e os nortistas. Os nortistas atacam Jericó com mais frequência, mesmo sendo raro eles entrarem ao palácio, eles destroem tudo, roubam coisas, ferem soldados, reviram quartos. Porém, os sulistas são ainda piores: eles matam todos que veem pela frente, não têm piedade alguma.

Em caso de ataques — sendo eles sulistas ou nortistas — a família real é levada até um esconderijo, no porão. Lá temos água e comida necessária para aguentar por alguns dias.

— Isso vai acabar rápido, Marek? — Dalith perguntou, com lágrimas nos olhos.

— Oh, minha irmã, não fique assim. — Marek acaricia os cabelos castanhos de Dalith. — Logo logo isso vai acabar.

— Mas é uma medrosa mesmo! Nem parece minha gêmea! — Aylah exclamava.

— Não seja tão dura, Aylah. Nem todos no palácio são iguais a você. — Kalési disse, forçando um sorriso.

Por Kalési.

Finalmente o ataque rebelde chegou ao fim. Graças aos deuses eram apenas os nortistas. Mas novamente os quartos foram destruídos e frases como “Estamos chegando” foram pichadas nas paredes dos grandes corredores. Talvez uma nova e grande rebelião está por vir.

— Vejamos se não é a esposinha do herdeiro. — Taylah olhou-me irônica.

— O que você quer, Taylah? — pergunto. — Você não pode simplesmente entrar em meus aposentos sem nem ser anunciada.

— Vai me impedir como? Você sempre foi uma fraca, Kalési. — Taylah sempre fora assim, gostava de jogar os fatos em cima de mim, aliás, ela é como todas dessa família. Eu estou farta de tanta humilhação.

— E você uma invejosa! — Exclamo, com um sorriso irônico. — Eu estou farta de você.

— Cala a boca, sua idiota! — Exclamou, desferindo um tapa em meu rosto. — Eu te odeio, oh, você não sabe como eu te odeio!

Dou-lhe um tapa, ainda mais forte. Estou cheia, cheia de tudo que ela me causou por todos esses anos.

— Saia daqui, agora! — berro, jogando vários objetos contra sua cabeça. — Fora!

Acabei por me jogar na cama e começar a chorar.

Eu não vou ser mais boazinha!

No Egito

Laísa estava andando pelas ruas do Egito, rumo a obra. Chamava atenção de todos por sua beleza única, seus olhos azuis e seus cabelos castanhos impressionavam qualquer homem.

Ela estava indo levar água para os hebreus, junto com as outras mulheres, quando de repente, ao chegar ao local se depara com uma cena horrível: seu irmão Nadabe sendo chicoteado.

— Seu inútil! — Insultou Apuki. — É isso que dá não vir para o trabalho na hora!

Laísa não sabia o que fazer, amava o irmão, queria proteger ele assim como ele sempre a protegeu.

— Maldito! — Nadabe gritava.

Apuki aumentava as chicoteadas, e vendo como única alternativa, Laísa respirou fundo e se dirigiu a Apuki:

— Apuki — Chamou.

O feitor parou ao ouvir a voz, era familiar, era da bela hebreia. Sorriu malicioso.

— Laísa, a cada dia mais linda.

— Solta esse chicote, por favor. — Laísa pediu. — Você não acha que se parrasse de chicotear os escravos que nem um retardado eles trabalhariam mais?

— O que você disse? — Perguntou com raiva.

— Que você é um retardado. — Sorriu.

Apuki a encarou por alguns segundos. Como ela tinha coragem de falar desse jeito com o melhor feitor do Egito?

— Só não te bato por que é mulher. — Anunciou, com o chicote na mão.

— Se você bate na própria esposa... — Provocou.

— Cala a boca se não quiser levar uma chicoteadas, mulherzinha metida! — Exclamou Apuki, gritando

— Não tenho medo de você! — Exclamou a hebreia, gritando ainda mais alto que ele.

Apuki pega Laísa pelo braço e a joga no chão sem piedade. Assim começou a bater nela com o chicote. Apesar de achar ela bonita, não tolerava que os hebreus se achassem superior a ele. Não aceitava desaforo.



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