História Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Egípcia
Tags A Terra Prometida, Os Dez Mandamentos
Exibições 102
Palavras 1.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Amores da minha vida, essa semana estamos bem inspiradas né? KKK

Aruna e Oséias na Capa, amo esse casal <3
Vamos lá, boa leitura!

Capítulo 3 - Amor a Primeira Vista


Fanfic / Fanfiction Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 3 - Amor a Primeira Vista

Laísa estava toda machucada. Suas costas estavam em carne viva, ardiam. Seu corpo estava todo ensanguentado. A dor era grande, mas ela aguentaria.

Foi levada até a casa de Eliseba e Arão no colo do irmão Eleazar. Todos se assustaram com a garota naquele estado.

— Meu Deus, o que aconteceu com a minha filha? — Perguntou Eliseba, correndo até Eleazar.

— Ela foi chicoteada por Apuki, está muito fraca. — Falou Eleazar com o olhar baixo.

— Por que isso aconteceu? — Inês quis saber.

Todos ficaram em silêncio por alguns instantes.

— Ela foi defender Nadabe. — Disse Abiú, quebrando o silêncio. — E o pior, é que aquele nojento do Apuki ainda teve coragem de ficar elogiando minha irmãzinha, um absurdo!

— O que? — Perguntou Arão, irritado. Não acreditava no que estará ouvindo. — Esse miserável fez o que com a minha filinha? Ele vai se ver comigo, e vai se ver agora!

— Calma Arão. — Pediu Eliseba. — Eleazar, leve sua irmã até a cama, vou chamar Miriã.

Eleazar assentiu e fez o que a mãe pediu. Eliseba saiu pela vila a procura de Miriã, além de ter uma voz linda, ela é ótima com ervas e medicamentos.

— Miriã? — Perguntou, ao chegar na casa de Joquebede.

— Eliseba, querida! — Exclamou alegremente Joquebede.

— Minha sogra... — Olhou-a preocupada. — Aonde está Miriã?

— No quarto. — Falou. — Por que?

— Laísa foi chicoteada. — Disse, rápida.

— Oh, meu Deus! — Exclamou. — Espere uns minutos já vamos lá.

No palácio.

Meritamon e Hori estavam no jardim, observando o belo dia no Egito. Eles eram melhores amigos desde a infância, mas com a chegada de Merenptah, tudo mudou. Ela não podia chegar nem perto de Hori, pois o marido sentia ciúmes. Estava farta, ela não seria mais o brinquedinho dele, faria o que ela quisesse.

— Sinto saudades de você. — Comentou Hori.

— Eu também.

Eles ficaram se encarando por alguns segundos.

— Não tem medo do seu marido vir aqui? — Perguntou o soldado.

— Hori, eu sou a Amada de Amon, nada vai acontecer comigo. — Riu. — Se ele tentar me ameaçar toda a fúria dos deuses cairá sobre ele.

— Se acha. — Riu também.

A princesa e o soldado continuaram a conversar, até que o marido possesivo de Meritamon chega ao jardim.

— O que é isso? — Perguntou indignado. — Eu já te disse pra não falar com Hori!

— Eu faço o que eu quiser, você não manda em mim. — Disse calmamente.

— Você está querendo apanhar né?

— Tenta! — Exclamou aos gritos. — Tenta fazer algo comigo que vai ser executado hoje mesmo!

Merenptah estava sem palavras, pois tudo que Meritamon falava era verdade, ela era a princesa, fazia o que bem entendesse.

— Vamos, Hori. — Meritamon puxou o amigo, deixando Merenptah sozinho.

Na vila dos Hebreus.

Miriã e Joquebede haviam chegado a casa de Eliseba a pressas, elas iriam tratar dos machucados de Laísa.

— Chegamos — Anunciou Miriã ao adentrar a pequena casa da cunhada. — Onde está ela?

— Venham por aqui. — Pediu Eliseba, seguindo para o quarto onde a garota estava.

Miriã olhou os machucados, assustou-se.

— Meu Deus, menina, você correu um grande perigo ao enfrentar Apuki daquele jeito.

— Eu só fiz o que achei que deveria fazer. — Sorriu com dificuldade.

— De certo modo eu sinto orgulho de você, confesso que também era igualzinha a você quando tinha a sua idade. — Afirmou Miriã. — Você vai precisar levar ponto.

— Tudo bem, eu aguento.

— Essa é a minha sobrinha! — Exclamou Miriã, com orgulho.

Ela e Joquebede começaram a limpar as feridas. As feridas eram grandes e abertas, e os gritos de Laísa podiam ser ouvidos por todos na casa.

— Já vai acabar. — Miriã garantiu. — Seja forte!

Laísa gritava cada vez mais alto, pois Miriã limpava com uma certa força. Ela deveria limpar bem para não infeccionar.

— Morda quando arder. — Pediu Joquebede, ao colocar um pano na boca da neta.

Miriã começou a costurar as costas dela, e os gritos da menina eram abafados pelo pano em sua boca. Eliseba segurava a mão da filha fortemente, queria protege-la, queria que tudo passasse, mas se a filha não fizesse aquilo, ela só pioraria.

— Acabei. — Anunciou Miriã, ao acabar de dar os pontos. — Mas vai ficar uma cicatriz. — Suspirou ao olhar novamente a ferida.

— Não importa, as melhores pessoas possuem cicatrizes. — Laísa sorriu fraco.

Apesar da dor, lutou e lutaria contra as pessoas que escravizavam seu povo. Ela tinha esperança da chegada de um libertador.

...

Uma nova caravana chegou a cidade, e as esperanças de Eliseba só aumentavam. Ela estava ansiosamente pelo momento de encontrar novamente Oséias, o filho de Amália.

Ela o considerava um filho, o amava de mais, não queria perde-lo. Ficou esperando do outro lado do Nilo junto com Arão e Joquebede.

Logo avistou o barco que vinha chegando.

— Meu Deus! — Gritou, com lágrimas nos olhos. — É Oséias. É ele!

Joquebede e Arão olhavam fixamente o barco, faziam anos que a família não via ele.

— Mãe! — Exclamou Oséias contente, após sair da barca, enquanto isso, Calebe observava seu amigo. Estava feliz por ele, mas triste pois era órfão. — Pai, vó! Quanto tempo!

— Meu filho — Chamou Arão — Quase matou sua mãe de ansiedade. — Riu.

Joquebede apenas sorria e abraçava o neto, estava sem palavras.

— Bem, esse é Calebe, meu amigo, é como um irmão. — Disse, abraçando-o. — Mas ele é órfão...

— Ah, então parece que temos mais um filho! — Exclamou Eliseba contente. — Terei o prazer de abrigar você, Calebe.

— Obrigada senhora. — Sorriu.

Todos seguiram abraçados até a casa da família.

★★★

Aruna, a filha de Apuki e Judite estava andando pelas ruas de Pi-Ramsés. Estava a procura de uma pena para sua senhora, a nobre Taís. Estava feliz, gostava de visitar o comércio de vez em quanto. Por estar distraída, não percebeu que passava pelo território das obras.

Oséias, que passava sozinho pelas ruas, observou a jovem moça. Ficou encantado, apesar de ela usar roupas egípcias, o que fez Oséias achar que ela era uma inimiga, ele ainda assim ficou encantado.

De repente, uma pedra enorme que estava ao alto começa a cair, bem em cima de Aruna. Oséias, em um ato de heroísmo, puxa a moça pelo braços e a joga no chão sem muita força. Eles rolaram por alguns segundos, até Aruna ficar por cima de Oséias.

— Quem é você? — Perguntou Aruna ofegante, olhando fixamente para o jovem rapaz. Assim como ele, estava encantada.

— Sou Oséias. — Se apresentou levantando-a. — Nunca tinha te visto por aí...

  Meu nome é Aruna. — Apresentou-se, sorrindo.

Oséias a olhou por alguns minutos, e por fim, abriu um breve sorriso no rosto.

— É um nome hebreu. — Disse, ainda com o sorriso.

— Tenho que ir... — Anunciou, um tanto triste. Apesar de ser metade egípcia e metade hebreia, era devota aos deuses egípcios, foi criada assim, não gostava de tocar no assunto das suas origens.

Enquanto Aruna se afastava, Oséias percebera que sua pulseira feita de safiras caiu no chão.

— Ei, espere. — Pediu, porém em vão.

Oséias nunca simplesmente bateu o olho em alguém e se apaixonou, com Aruna era diferente. Ele se sentia bem com a presença da moça, e jurou encontra-la novamente.

No Palácio.

Meritamon e Neferhat estavam no harém. A princesa mais velha adorava crianças, adorava mimar os sobrinhos. Pediu para Gahiji vários doces e começou a conversar com a filha de Henuttawy.

— Tia, por que eu ouço gritos seus pelo palácio? — Perguntou. Apesar de ter apenas sete anos, Neferhat era muito inteligente. — Você está bem? — Preocupou-se.

— Estou sim. — Sorriu tentando esconder a tristeza. — É só algumas briguinhas com Merenptah, nada de mais.

— Algumas? Eu ouço isso todo dia!

Meritamon riu.

— Eu espero que você encontre uma pessoa muito melhor que ele, sinceramente. — Desejou. — Mas pra isso você deve ser como?

— Doce como os doces que Gahiji faz. — Sorriu a pequena.

— Isso mesmo. — Sorriu também. — E deve ser muito gentil, mas não ingênua. Mas você tem que ser você mesma, nada de fingir ser o que não é para conquistar alguém.

— Eu sei. Você já me disse várias vezes. — Falou. — Mas por que estamos conversando sobre isso? Eu só tenho sete anos.

— E eu tenho dezesseis e já estou casada. — Riu. — Ser princesa não é fácil! — Garantiu, sorrindo.

Henuttawy, a filha mais nova de Ramsés observava tudo escondida.

— Vai querer virar a mãe da minha filha agora? — Perguntou, irônica.

— Ah, pelos deuses, Henutt. Vai começar? — Meritamon perguntou calmamente.

— Não quero que você cuide assim da minha filha, dizendo o que ela tem que fazer. Quem é a mãe dela, eu ou você?

— Mãe, eu gosto da tia Meri, ela é boa comigo. Para.  — Pediu a pequena Neferhat.

— Quieta, Neferhat! — Exclamou a mãe, quase gritando.

— Mãe, você está sendo uma chata, parece até que tem inveja da tia Meri. — Disse Neferhat, com os olhos lacrimejando. — Eu não estou mais aguentando você.

Neferhat saiu do harém, deixando Meritamon e Henuttawy discutirem. Ela não aguentava mais. Não tinha a atenção da mãe, era apenas Nebastet e Tauseret que Henuttawy pensava. Gritava com a filha até se respirasse, Neferhat era apenas uma criança, não estava preparada para ser a princesa que a mãe tanto queria.

Em Midiã.

Zípora estava ao lado de Moisés, sentia que o marido estava diferente, mas não sabia o porquê, mas ela iria descobrir.

— Moisés — Chamou. — O que aconteceu?

— Nada. — Moisés preferiu guardar segredo.

— Moisés, eu sou sua esposa, te conheço mais do que ninguém. — Disse Zípora.

Moisés encarou Zípora por alguns segundos, ela realmente sabia muito sobre ele.

— Bom... — Começou. — Deus falou comigo, disse que eu sou o escolhido para libertar o povo de Israel.

— O que? — Zípora não podia acreditar. — Não brinque com isso, Moisés.

— Eu estou falando a verdade. Juro.

— Tá, tá, acredito em você. Mas é impressionante. — Sorriu. — Você é um privilegiado.

— Ele quer que eu liberte o povo de Israel que está sendo escravizado no Egito, Ele ouviu o clamou dos hebreus. — Afirmou, sorrindo.

Mas por um momento, o sorriso de Moisés se desfez.

— Porém eu terei de partir e deixarei vocês, não sei por quanto tempo.

— Nós vamos com você! — Exclamou.

Zípora sorriu, apoiaria o seu marido nessa grandiosa missão.  



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