História Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Egípcia
Tags A Terra Prometida, Os Dez Mandamentos
Exibições 86
Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Adultério
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Oeee, como vão?

Novo capítulo! Ah, e a Noemi na capa!
Boa leitura.

Capítulo 4 - Bastou um Olhar


Fanfic / Fanfiction Um Sonho de Liberdade - Segunda Temporada - Capítulo 4 - Bastou um Olhar

 

Safira estava fazendo suas tarefas diárias — lavar louça, fazer a comida, cuidar das crianças — era quase uma serva da própria irmã. Porém, estava feliz, teria algo para se distrair.

Corá, com más intensões, chega perto da Safira. Ela era muito bela: pele bronzeada, cabelos negros, olhos da cor do mel e lábios grandes. Tudo em Safira chamava sua atenção. Ele tinha inveja do cunhado e amigo Datã, pois tinha uma esposa bonita, e ele não.

— Safira. — Sorriu.

— Oi, Corá. — Safira sorriu um pouco desanimada, já sofria assedio de Corá por um bom tempo, sabia muito bem das suas intenções.

Corá começou a beijar Safira, e a abraçar forte, para que não saísse. Tampou a boca da mulher para que ninguém escutasse seus gritos. Safira estava apavorada, ela sabia que se ninguém chegasse, Corá faria algo bem pior do que os elogios.

— Chega! — Pediu, mas em vão.

Sem perceber, Datã chega a sala, e vê tudo que estava acontecendo.

— O que é isso? — Gritou, irritado.

— Foi ela, Datã. Te juro. — Mentiu Corá. — Ela me seduziu, sou tão inocente como você nessa história.

Como era de se esperar, Datã acreditou em Corá. Pegou Safira pelo braço, levou-a até a rua e jogou-a no chão.

— Ela é uma adultera! — Exclamou Datã, gritando.

Todo o povo sei irritou.

— Temos que apedreja-la agora mesmo! — Gritou um hebreu.

— Adúltera! — Gritou uma mulher.

Safira olhava para todos os lados, assustada. Estava chorando, era o fim. Ela seria apedrejada injustamente.

— Não. — Disse Datã. — Mesmo sendo adúltera, uma suja, ela merece sofrer!

Todos saíram do lugar, insatisfeitos. Eles queriam matar Safira.

— Oh, meu Deus, me ajude. — Chorou Safira. — Apenas o Senhor sabe que eu não sou uma adultera, que eu nunca trairia meu marido.

No Palácio.

Ramsés estava sentado ao seu trono, ao lado de suas esposas — Nefertari, Tany e Anippe —, estava a espera do futuro marido de sua filha com Nefertari, a princesa Nebettawy. Ela era bela, tinha olhos azuis, era muito parecida com a mãe.

Apesar de cuidar muito bem da sua beleza, Nebettawy era uma princesa doce, companheira e amigável. Era confidente da irmã Meritamon, e gêmea de Henuttawy.

Tutankamon foi anunciado por Paser e adentrou o salão principal, estava com um sorriso. Dentre trinta e cinco homens de toda parte do Egito, ele era o escolhido.

— Soberano — Fez reverencia.

— Meu primo! — Exclamou Nefertari, contente. A última vez que vira Tutankamon e sua irmã Ankhesenamun, eles eram apenas bebês.

— Como vai, prima? — Perguntou, abraçando ela. — Quanto tempo.

— Estou bem. — Sorriu novamente.

Todos ficaram em silencio por alguns segundos.

— Confesso que desde o inicio eu torci por você. — Sussurrou Nefertari.

— Bem, creio que queira ver a sua noiva, estou certo? — Perguntou Ramsés.

— Sim, senhor.

— Paser, mande chamar a minha adorada filha. — Ordenou Ramsés.

Paser fez uma reverencia e se retirou.

Alguns minutos depois ele reaparece, e começa a anunciar a chegada da princesa, ela entra deslumbrante a sala do trono. Usava um vestido branco com pequenas transparências e rendas, junto com braceletes brilhantes e um colar com as asas de Ísis.

— Meu pai. — Nebettawy fez reverencia. — Anippe, Tany... Mamãe!

— Você está linda, minha querida. — Garantiu Anippe.

— Está belíssima! — Confirmou o rei.

Nebettawy sorriu.

— Esse é Tutankamon, seu noivo. — Anunciou Nefertari, contente.

Nebettawy e Tutankamon se olharam por alguns segundos. A princesa não podia acreditar que seu noivo era o homem que se apaixonou poucas horas antes.

No Deserto.

Zípora, Moisés e seus dois filhos — Gérson, de dez e Eliezer de sete — seguiram viajem rumo o Egito. Moisés estava ansioso por ver novamente Ramsés, seu querido irmão, mas temia que ele não aceitasse que os hebreus partissem.

— Mamãe — Chamou Eliezer.

— Sim, meu filho?

— Estou com sede. — Reclamou.

— Eu também. — Disse Gérson.

Zípora pegou um dos odres e deu água a eles. Gérson e Eliezer beberam com muito gosto, estavam com muita sede. Sabiam que a viajem seria ainda mais longa.

No Egito.

Aruna voltou a casa de Taís e Meketre. Estava distraída, nem percebeu que a mãe estava a sua espera, um tanto brava.

— Meu Deus, filha, onde se meteu? — Perguntou. — Ficou tempos na rua!

— Ahn? — Perguntou, sonhando com Oséias.

Ela tinha se apaixonado pelo hebreu. Nunca vira alguém tão bonito e gentil como ele. Infelizmente, não poderia viver esse amor, ela era filha de Apuki e seu pai havia matado o pai de Oséias.

Ela tinha medo de revelar isso para ele, sabia que seria rejeitada. Além disso, Oséias correria muito perigo com ela.

— Trouxe a pena da senhora Taís? — Perguntou Judite.

— Pena? — Perguntou Aruna, voltando ao normal.

— Aruna! — Exclamou a mãe. — A senhora Taís pediu uma pena, e você não trouxe!

— Mãe, a senhora Taís é muito boa, ela vai entender. — Aruna disse. — Alias, teve um acidente lá nas obras.

— Alguém se machucou? — Perguntou Judite, preocupada.

— Não, mas eu quase morri com uma pedra gigante na minha cara. — Brincou.

— Não brinque com isso, Aruna! — Exclamou.

— Tudo bem mãe. Pelo menos um hebreu me salvou.

— E quem é esse cavalheiro? — Perguntou Judite, encantada.

— O nome dele era Oséias. — Desanimou.

Judite desconversou. Sabia que seu pai nunca permitiria uma romance entre Aruna e um hebreu, muito menos se o hebreu fosse Oséias.

Em Tebas.

Ankhesenamun estava furiosa. Chegou ao Harém aos gritos, estava a procura da mãe.

— Mãe! — Exclamou gritando.

— Estou aqui, Ankhe. — Disse a rainha.

— Mãe, como a senhora permitiu que Tutankamon se casasse com a filha de Ramsés? — Perguntou.

— Ele participou do concurso, Ankhe, aliás, minha sobrinha insistiu para que ele se inscrevesse. — Nefertiti disse.

— Você não podia ter feito isso, não podia! Agora essa Nebettawy vai se casar com o meu irmão e virar Rainha, vê se pode!

— Ankhesenamun, chega! — Exclamou Nefertiti, aos gritos. — Mesmo que seu pai te mime, você não vai ser a rainha com Tutankamon, você está sendo cada vez mais infantil, desculpe-me filha, mas é a verdade.

Ankhe ficou em silencio, era duro ouvir aquilo da própria mãe.

Nas Obras.

Joana, Yarin e Noemi estavam andando juntas pela vila dos hebreus. Desde quando se encontraram, viraram melhores amigas. Elas moravam em uma pequena casa, as três juntas, todas eram órfãs.

Noemi olhava por todos os lados, estava horrorizada com todos os homens sendo chicoteados, levantando estátuas enormes de deuses e do próprio faraó. Até que, observando bem os escravos, vê um que a encanta.

— O que está olhando, Noemi? — Perguntou Joana.

— Nada. Só vendo o sofrimento do nosso povo. — Desanimou, porém continuou observando o jovem rapaz. — Vamos servir água a eles, devem estar morrendo de sede!

— Vamos. — Disse Yarin.

As três amigas foram até a obra para servir água. Joana serviu a Arão, apesar de ele ser casado, Joana admirava ele, não só pela fé que adquiriu pelos anos, mas também pela beleza. Yarin serviu água a Nadabe, e Noemi, a Calebe.

— Qual é o seu nome? — Perguntou, ansiosa.

— Calebe. — Sorriu o hebreu. —Eu nunca te vi por aqui, qual é o seu nome?

— Noemi! — Exclamou a jovem, sorridente.

— Noemi... — Calebe repetiu.

— Eu morava em outra cidade, aqui perto de Pi-Ramsés, junto com umas amigas.

— Eu estava trabalhando em outra cidade, mas se tivesse te visto antes nunca teria esquecido. — Calebe diz, encantado com a moça.



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