História Um Tempo de Lobos e Dragões - Capítulo 26


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Brienne de Tarth, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Euron Greyjoy, Gendry, Howland Reed, Jaime Lannister, Jon Snow, Lyanna Stark, Meera Reed, Melisandre, Petyr Baelish, Rhaegar Targaryen, Sandor Clegane, Sansa Stark, Theon Greyjoy, Tyrion Lannister, Yara Greyjoy
Tags Breera, Jonerys, Romance, Spoilers, Stargaryen
Exibições 312
Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Jon VI


Fanfic / Fanfiction Um Tempo de Lobos e Dragões - Capítulo 26 - Jon VI

Jon

 

A Muralha estava exatamente como Jon se lembrava, exceto pelo frio, agora era dez vezes mais que antes, mas nenhum homem reclamava. Eram todos nortenhos e alguns selvagens, se um falasse qualquer coisa o outro o diminuia, a richa entre os dois grupos ainda era existente, por mais que alguns tentassem disfarçar. Estavam acostumados com o frio gélido que queimava suas peles e congelava seus ossos. Tormund cuspiu antes de passar pelo portão e quando Jon olhou para ele, o Terror dos Gigantes deu de ombros.

— É o costume.

Tinha se esquecido da última vez que esteve ali, mas a primeira lembrava-se muito bem. Lembrava do que sentiu ao ver a Muralha pela primeira vez, o modo como ficara encantado por seu tamanho inigualável.

Alguns passos no pátio e viu Edd Doloroso caminhando em sua direção, era minúsculo dentro de todas aquelas roupas negras e volumosas. O irmão da patrulha o recebeu com um abraço.

— Veio na hora certa Jon, chegou uma carta para você. — Jon franzio a testa desconfiado, mas Edd continuou. — De Sam.

Jon pegou a carta das mãos de Edd quase imediatamente, pensou em Sam seu grande amigo perdido entre livros na Cidadela. Estude Sam, vamos precisar de você.

Ao abrir a carta, Jon pareceu confuso a princípio enquanto lia as palavras escritas pelo amigo. Pareciam códigos, por que estava sendo tão cauteloso?

"O Dragão de Aço na luta contra os Caminhantes Brancos."

— Você entendeu alguma coisa? Porque eu fiquei horas lendo e relendo sem entender nada.

Logo abaixo daquelas palavras havia uma pequena lista.

— É algum tipo de receita? — Edd Doloroso continuava falando.

— Tipo.

— Você sabe do que se trata?

"Fogo.

Derreter.

Aço."

As palavras iam e vinham em sua cabeça, cada uma delas. Aço derretido. O Dragão de Aço.

— Sam, por que não pode ser mais específico? — Jon resmungou enquanto relia a longa lista novamente.

O Dragão de Aço. Caminhantes Brancos. O que derrota os Outros. A Luminífera? - Seus pensamentos já estavam confusos.

Aço derretido.

Aço de Dragão...

Um pensamento estalou e ele parou de andar imediatamente.

— O que? — Edd perguntou mais a frente. — O que foi?

— Aço Valiriano!

— O que?

— Sam me enviou uma carta explicando como forjar Aço Valiriano para a luta contra os Caminhantes Brancos.

— Eu pensei que o Vidro de Dragão bastava.

— Talvez não tenhamos o suficiente, estão em Pedra do Dragão, a Rainha os trará apenas depois que conquistar o trono.

— Que egoísta! — Jon parou seus olhos em Edd, cautelosamente o homem se encolheu. — Ou não...

— Onde ele está?

Jon subiu até o andar de cima, abriu a porta de madeira velha para os aposentos frios e olhou ao redor, o quarto era iluminado por uma única janela aberta e uma garota estava sentada logo ao lado dela, passou os olhos ao redor e quando os focou na cama, viu ali um jovem deitado, um rosto calmo e conhecido, parecia que já esperava por ele.

Jon caminhou até a cama enquanto Bran se sentava e o puxou para um abraço. A última vez que o viu ainda era uma criança, deitado na cama em seu sono profundo, desde então esperava ansiosamente por respostas de sua família dentro daquelas mesmas paredes frias da Muralha.

— Jon... — Bran começou, mas Jon o interrompeu.

— Está febril. Sente alguma dor? A Muralha não tem nenhum Meistre...

— Jon...

— Iremos para Winterfell hoje mesmo, nada de descansos, tenho algo de utilidade que preciso entregar para...

— Jon! Me escuta. — O menino gritou e Jon o olhou imediatamente completamente chocado.

— Eu vou deixá-los sozinhos. — A menina levantou.

— Perdão Milady, mas quem é você?

— Meera Reed, esteve com meu pai recentemente, ele está bem? — Jon anuiu, mas em seguida mostrou-se confuso.

— Como sabe disso?

A garota apenas sorriu um pouco e saiu do quarto deixando Jon e Bran sozinhos com um Fantasma aparentemente preguiçoso.

— São as visões, Jon. O Lorde Comandante falou sobre elas na carta que enviou para Winterfell. Elas são verdadeiras, estive com o Corvo de Três Olhos e tive um vislumbre do passado, do seu passado. Vi você quando ainda era um bebê.

Ele viu minha mãe? Foi o primeiro pensamento de Jon. Se não viu eu poderia pedir que a visse, talvez ele poderia me dizer se ela ainda está viva e onde está. Poderia finalmente encontra-la e perguntar por que ela não me quis.

— Visões como as dos Filhos da Floresta que a Velha Ama contava. Mas eram apenas histórias, eu sei que você as adorava, mas... pelos Deuses Bran, precisamos voltar, pode falar sobre isso em Winterfell.

— Posso falar sobre isso aqui. — Bran pareceu decidido e Jon percebeu que nada do que dissesse o faria mudar de ideia.

— Certo, conte-me o que viu. — Mas tinha medo, Jon sempre quis conhecer o passado, e quando finalmente tem a chance tudo o que ele sente é medo — Viu minha mãe, sabe quem ela era. Ela está viva?

— Não é como acredita, Jon, nada é como você pensa. Sua mãe nunca foi o que pensa que ela foi, era uma lady. Você nasceu em um lugar chamado Torre da Alegria, já ouviu histórias sobre esse lugar antes, certo? As visões me mostraram, meu pai depois da luta com Sor Arthur Dayne subiu para resgatar minha tia Lyanna e a encontrou deitada em sua cama de sangue, morrendo ao dar a luz. Lyanna Stark é sua mãe, o que faz de seu pai...

— Rhaegar Targaryen. — Jon completou sem acreditar.

Os olhos de Bran transmitiam verdade, mas Jon custava a acreditar. Rhaegar tinha sequestrado e estuprado Lyanna e ele era fruto de toda aquela guerra? 

— Eu sou filho de um estupro? — Perguntou baixinho. Não. Não é verdade.

— Nunca foi estupro. — Bran respondeu calmamente.
Jon inclinou-se e levantou inconformado, andou de um lado para o outro, o coração batendo forte no peito.

Filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark. Não, ele era filho do Lorde Eddard Stark, chamou-o de pai a vida toda, chorou como um filho por sua morte. Jon estava quase se recuperando, seus pensamentos estavam finalmente se regularizando, ele tinha se virado para perguntar mais, mas foi interrompido pelo barulho do berrante.

Uuuuuuuuuoooooooooooooo

Parou assim que ouviu e olhou ao redor, sabia que não havia nenhum patrulheiro para lá da Muralha, Edd teria dito alguma coisa, Bran continuou com os olhos presos nos de Jon, como se soubesse exatamente o que estava acontecendo e esperasse por cada atitude dele, mas sabia que estava apenas sendo paranóico.

Assim que o som cessou outro nasceu em seu lugar, mais longo e mais forte.

Uuuuuuuuuuuuuuuooooooooooooooooo

Tormund empurrou a porta com força e caminhou para a janela, Meera Reed veio logo atrás e começou a desembrulhar Bran. O Selvagem caminhou a passos largos de um lado para o outro.

— O que está acontecendo? — Jon falou por cima do som. 

— Selvagens!

— Não existem mais Selvagens para lá da Muralha.

— Não, Jon Snow, nem todos os Selvagens estavam em Durolar, eu disse para você que a maioria estava lá. Agora eles devem estar vindo atacar a Muralha, aqueles filhos da puta! Malditos Selvagens filhos da puta!

— É o seu povo.

— E mesmo assim são uns filhos da puta!

— Não são selvagens. — Bran falou de seu lugar, as sobrancelhas juntas e a testa úmida por causa da febre.

— É claro que são Selvagens, acha mesmo que os Caminhantes Brancos vão aparecer aqui tão de repente? Esse seu irmão não sabe de nada, Jon Sno...

Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuoooooooooooooooooooo

Tormund se calou imediatamente e Jon Snow arrancou-se dali para fora ao lado de Fantasma para o topo da Muralha. O som tocava até o momento que Jon pisou na neve e caminhou sobre a madeira, do topo onde viu ao longe um grande exército, não de patrulheiros, não de Selvagens, mas o grande exército dos Outros.

— Porra! — Edd Doloroso amaldiçoou ao lado. — Essa é a hora de você voltar a ser o Comandante Jon, não estou pronto para isso.

Jon podia ver o Rei da Noite sentado sobre um cavalo olhando diretamente para eles, em seu colo pairava um berrante, grande e desconhecido que Jon já imaginava qual era.

— Mande todos os seus homens descer. Agora! — Aconselhou a Edd e voltou a descer a Muralha com pressa enquanto o lobo gigante o acompanhava de perto.

— Tormund! — Ele gritou, Bran Stark já estava sentado sobre um cavalo junto com todos os homens que vieram de Winterfell. — O que estão fazendo? Precisamos ficar e lutar!

— Seus homens de merda estão com medo. — Tormund explicou com escárnio.

— Eu sou o único com a espada de Aço Valiriano, todos estes homens vão estar mortos até o fim do dia,  Bran... Tormund, leve Bran de volta para Winterfell.

— Eu não vou fugir! — Ele gritou fazendo sua voz soar como um estrondo feroz.

— Não estou te pedindo para fugir! — Jon respondeu com a mesma necessidade. — Tormund, você é o único que eu confio para levá-lo em segurança. Eu preciso dele em segurança! Os outros ficarão comigo, mas você precisa leva-lo.

— Esse é o último favor que me pede, Snow. E é bom que sobreviva para que eu possa cobra-lo! — Tomund o Terror dos Gigantes subiu em seu cavalo e galopou com Meera Reed e Bran para fora da Muralha. Jon olhou ao redor, um vislumbre do passado a cada piscar de seus olhos.

Era como quando os Selvagens invadiram, mas desta vez aqueles homens estavam ainda mais assustados se era possível e Edd Doloroso era o único rosto que Jon conseguia reconhecer. Abaixou-se e tocou o pelo macio de Fantasma.

— Você decide garoto, vai com eles ou fica aqui.

Fantasma o olhou com os olhos vermelhos como sangue e sentou, assegurando que ficaria ao lado de Jon Snow.

Ele desejou estar em Winterfell, desejou não ter partido, sempre que saiu de Winterfell coisas ruins aconteceram com sua família e com ele. Quis estar ao lado de Sansa, ouvir todas aquelas reuniões sobre guerras e planos e cerco e tudo que pudesse.

E mais que isso, quis sentir o calor de Daenerys em seus braços novamente.

Ouviu um barulho de gelo se quebrando e tudo começou com uma pequena rachadura enquanto ouvia um outro berrante, um que ele imaginava qual era.
 


Notas Finais


Na série eu não acho que vai ser o berrante de Joramun que vai derrubar a Muralha, simplesmente porque ele nunca apareceu, mas quem sabe? Nem sei se essa Muralha vai cair mesmo, mas não vejo outra forma dos Caminhantes Brancos passarem por ela. E pense na nostalgia de ver aquela Muralha caindo 😍😢😍😢😍😢😍😢 (bipolar sim)
E outra coisa, não faço a menor ideia de como o Jon vai descobrir sobre os pais dele kkkkkkkk
Ah e... eu não acredito na história de que a Lyanna foi sequestrada, então nessa história ela realmente fugiu com o Rhaegar, por isso o Bran disse "nunca foi estupro".
Mals aí pelo segundo texto 😂😂


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