História Um Terror Amoroso - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias My Little Pony
Tags My Little Pony, Romance, Terror, Tortura, Violencia
Visualizações 11
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Dúvidas contra Alex


Fanfic / Fanfiction Um Terror Amoroso - Capítulo 13 - Dúvidas contra Alex

Noite passada houve um infeliz incidente que estimulou mais ainda as ondas de aflições do mar de tormentos presentes no meu espírito — ondas que atormentavam cada vez mais a mim e ao meu dia a dia. Era preocupante. Talvez nem mesmo Alex pudesse me ajudar a resolver isso. Apesar de ficar imensamente feliz ao receber seus conselhos, amparos e apoio, ao mesmo tempo a felicidade era substituída por um forte aperto carregado de tristeza. Estava cansada de ser a única ajudada, a única necessitada. Não havia um dia que fosse diferente; Alex sempre ali, prestando toda a ajuda e assistência possível.

            Hoje, na minha folga, combinamos de almoçar juntas. Acordei cedo para poder dar uma geral na casa. Com o trabalho e os problemas de ultimamente, fiquei ocupada demais para pensar em casa, em arrumação e em faxina. Deixei alguns legumes cozinhando enquanto ia limpar o quintal dos fundos, trouxe baldes com água e o ancinho velho dado por papai. Havia trazido poucos materiais porque não achava que a bagunça de lá seria tão grande. A superfície do gramado estava cheia de buracos fundos e parte da grama acumulava terra e mais terra. Era como se milhares de pés tivessem corrido desesperadamente de um lado pra outro; e parecia que o causador de tudo aquilo possuía passos firmes e fortes — dada a profundidade dos buracos. Calcei as luvas de jardinagem e atravessei o jardim com o apanhador de folhar na mão. Pelo jeito me ocuparia por um bom tempo aqui.

 

            No almoço, interroguei Alex sobre o estado deplorável que encontrei no quintal hoje cedo. Ela ficou constrangida e apenas continuou a comer.

            — Parte daquilo — disse ela depois de muito tempo — foi minha culpa, confesso. Mas foi por uma boa causa!

            Ri de sua rápida colocação defensiva.

            — Tudo bem, eu já limpei — disse servindo-a suco de laranja. — Mas me diz uma coisa, se só parte daquilo foi você, quem foi que fez a outra parte?

            — E você ainda pergunta — retrucou ela como se fosse muito óbvio. Encarei-a curiosa e ela me olhou com desaprovação. — Ah, por favor, né, Erika! Não se finge de sonsa — vi uma esperança mínima crescer no mirar dela esperando uma resposta conveniente minha, mas só consegui lhe lançar um mesmo olhar curioso. — É óbvio que é o Augustos! Quem mais poderia ser? Papai Noel que errou o caminho!?

              — Calma, Alex — pedi vendo ela irritar-se. — Eu não tenho uma mente como a sua. Ainda não consigo pensar nele do jeito que você pensa. Não consigo ver ele como um cara mau e desajuizado.

            Ela largou os talheres e bateu as mãos na mesa de um modo bruto. Alex começava a se estressar.

            — E de que jeito você vê ele? Como um cara bonzinho e romântico que vai te levar pra jantar a luz de velas e depois construir um lindo e maravilhoso futuro pra vocês dois? Para de sonhar ou de fazer qualquer coisa que te impeça de ver o verdadeiro monstro que ele é! Já te avisei e você viu o que aconteceu ontem. É muita coincidência, o incidente, a demissão e logo depois o bilhete na sua porta! Tô te falando: se afasta que é melhor. Corta contado porque não vai fazer falta. Pessoas assim a gente fica longe!

                — Pessoas assim? — indaguei enquanto um estranho fluxo de ansiedade corria pelo meu corpo. Levantei-me alterada. — Como é que você pode ter tanta certeza disso tudo? Em, Alex? Vai, me diz!
            Alex ergueu-se também da cadeira estranhando toda aquela minha mudança repentina. Mas continuou a falar:

            — Certeza?

            — É, porque você fala isso como se fosse fato, como se não tivesse nenhuma dúvida e que essa fosse toda a verdade! Mas eu preciso saber mais do que isso, por exemplo, por que tanta confiança nas suas próprias palavras? Sei que não é por impulso, — coisa que me surpreende —, porque você fala sempre a mesma coisa! Sempre a mesma coisa!

            — E eu tô errada? — quis saber enquanto processava o porquê de todo aquele meu ataque de estresse.

            — Eu não sei, não sei! — revelei sentando novamente na cadeira. — É isso que quero saber, se você tá errada ou não. Eu preciso saber disso, pode ser a única coisa que possa curar todo o meu sofrimento, Alex! Sou uma inútil — soltei um suspiro tristonho. — Preciso mais do que nunca da sua ajuda, não sei que caminho tomar — E desabei na mesa virando a cara para a porta.

            — Então por que duvida de mim? É só me ouvir que certamente estes teus problemas vão embora que nem sol traiçoeiro num dia nublado!

            Sorri com sua comparação.

            — Não sei, Alex, não sei...

            — Pois eu sei, Erika — disse levantando minha cabeça. — E pode confiar em mim. Você vai ver que Augustos é totalmente o oposto do que você pensa, minha amiga.

            Decidi deixar aquele assunto de lado para não aumentar mais ainda a discussão. Terminamos o almoço e a convidei para um passeio na cidade.

            — Não, sei que hoje é sua folga, mas vamos relaxar aqui dentro. E também tá frio, eu que não queria sair num gelo desses!

            E foi assim até o final da tarde, me diverti muito ouvindo as reclamações de Alex sobre frio e gelo, gelo com frio e frio gelado.

                                                                  ŸŸŸ

        À noite, sai de casa, pois teria que comprar pão e ovos no mercado. Amanhã, quarta-feira, o mercado vai estar fechado e não vou poder ir a outro por causa do trabalho, folga agora só na semana que vem. A fila no caixa estava razoável e a atendente foi rápida no serviço. Provavelmente queria acabar logo com tudo para ir descansar no conforto de casa. O bairro União estava sob um silêncio sinistro. Caminhei lentamente pela calçada vazia, apenas permitindo o isolado som do chacoalhar das sacolas adentrar nos meus ouvidos. Não queria ter falado daquele modo com Alex hoje à tarde. Foi como se um choque alucinante tivesse me atingido, atordoado todo o meu consciente e abrido caminho para que uma personalidade intrusa dominasse meu corpo. De ontem pra hoje e de todos os dias atrás, os argumentos e as opiniões de Alex não mudaram em nada. Pra ela, Augustos é um cara mau que engana a todos com seu papo de figurinista bacana (agora ex-figurinista). Porém, naquele momento, não pude deixar de sentir uma forte vontade de prova-la o contrário. Conscientizo-me de que o que Augustos fez foi algo muito errado, mas queria acreditar na possibilidade de tudo ser um engano, que ele passava por problemas em casa, distraia-se com aquelas mulheres e acabou por perder toda a razão e consciência no meu camarim.

            Passei por uma loja de materiais de construção e escutei um alto andar atrás de mim. Passos firmes e fortes. Passos que seriam capazes de afundar gramados e causar fundos buracos na terra. Um arrepio mesclado de frio e medo chicoteou os pelos de meus braços e subiu até minha nuca. Faltava um quarteirão até chegar em casa e o andar ficava cada vez mais pesado e próximo. Pensei em deixar quem quer que fosse passar e ver se o nervoso partia com isso, mas tive medo demais para fazer tal coisa, disparei até a esquina e atravessei a rua antes de ver se vinha carro ou não. Senti um forte aperto no peito enquanto corria devido a meu coração estar demasiadamente acelerado e carregando grande quantidade de medo. Quando cheguei em casa essa sensação suavizou, tudo foi se acalmando até restar somente um leve ofego na área de meus seios para logo depois deixar de existir.

            — Que besteira — murmurei subindo as escadas logo depois de colocar as compras no armário. — Vou acabar pegando as preocupações malucas de Alex.

            Ri com tal comentário e fui deitar. O cheiro de limpeza ainda estava impregnado na casa — o que era muito gostoso de sentir. Cobri o corpo dos pés a cabeças e viajei mais uma vez nos pensamentos antes de cair num sono pesado. Provavelmente era alguém fazendo o mesmo percurso. 

 


Notas Finais


Erika acredita em sua probabilidade, mas mal sabe ela que virou alvo de um perseguidor perverso.


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