História Um Toque de Sangue (Jungkook) - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Vampire, Vampiro
Exibições 81
Palavras 2.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Kim Namjoon


Fanfic / Fanfiction Um Toque de Sangue (Jungkook) - Capítulo 7 - Kim Namjoon

Parecia um touro indomável. Ele olhava friamente pros irmãos dele, seus passos pra dentro da cabana mais pareciam martelos batendo no piso de madeira. Pra minha sorte, a mistura da fumaça com o cheiro de todos os outros que estavam ali dentro disfarçava o meu.

Namjoon – Que porra que vocês estão fazendo aqui?... – aquilo era quase um sussurro da morte. Dava pra ouvir os batimentos acelerados dos outros ao vê-lo. Mas foi só depois de uns segundos foi que eu percebi o sangue na boca dele, e manchando a roupa. Aí o meu coração começou a acelerar, e senti meus caninos crescendo dentro da minha boca. Eu não podia fechar os olhos pra que ele não visse a prata neles, mas não podia deixar que ele visse também. Eu tava em risco absoluto. Se por um lado ele descobrisse, e fosse pra cima de mim, eu acabaria matando ele, e seus irmãos iam querer vingança. Se eu tentasse fugir, deixaria meus amigos e o amor da minha vida pra trás, sob seu julgamento. Mas eu não cogitava isso. Mas, acima de tudo, se eu não tomasse logo alguma medida, eu acabaria cedendo à sede, e nisso eu só teria duas opções de sangue: Jungkook e meus amigos. É claro que eu escolheria o Kookie, mas aí Namjoon saberia da ligação. Eu não fazia idéia do que fazer.

Jungkook – Nam, por que ativou o plano c? – ele quebrou minha linha de raciocínio com sua voz (como eu amo essa voz...) – O que aconteceu?

Namjoon – O que aconteceu?! Nosso pai descobriu que tem uma hibrida filha de Lord aqui, e me mandou por o plano em execução... – ele desviou o olhar pra mim. “Fodeu”. Ele começou a andar em minha direção, mas então Jungkook entrou no caminho, e parou na minha frente.

Jungkook – Me desculpe, irmão, mas você não vai tocar nela... – e assim como ele, os outros irmãos, um por um, foram se aproximando de mim. Eu quase chorei de novo, e dessa vez eu poderia usar a fumaça como desculpa... Se eu não fosse metade vampira...

Jungkook era o que estava mais próximo de mim, segurou minha mão e olhou de lado pra mim. Sussurrou “Estarei ao seu lado”, o que me fez apertar sua mão, fechei meu olhos e me afastei dele. Usei minha velocidade pra chegar na porta.

Eu – Ei! – chamei a atenção dele – Se quer brigar, que seja em um espaço mais aberto...

Ele me olhou, e estranhamente botou a mão no saco o acariciou, relaxando a cabeça pra trás e abrindo um sorrisinho de prazer, que parecia estar fodendo alguém. Quando olho pra trás dele, vejo Jin vermelho, não sei se de vergonha ou de raiva. Notei então o porque de Jin ser a mãe e Namjoon ser o líder. Eles eram um casal?

Ele começou a vir na minha direção devagar. Meu estômago começou a revirar, a impressão que eu tive na hora era que minha derrota era inevitável. Mas aí lembrei o que eu era, quem eu era. Fechei a cara pra ele, que deu um sorriso de canto da boca e parou a meio metro de mim.

Namjoon – Venham todos aqui! – ele falou com uma autoridade surpreendente, e todos os meninos e meus amigos vieram pra mais perto de nós – Rapazes, contenham o fogo, moças auxiliem as pessoas, e você... – ele olhou pra mim, e senti medo do que ele ia dizer – Você vem comigo... – cercou meu ombro com seu braço enorme e foi me puxando pra longe do pessoal. Olhei pra Jungkook, e ele me olhava com uma ponta de preocupação. Todos só concordaram e se moveram dos lugares, obedecendo as ordens do líder.

Namjoon – Você sabe – ele me chamou a atenção – que vai ter que ir embora daqui e nunca mais voltar... Né?

Eu – Mas por que eu tenho que ir?

Namjoon – Porque... – nós paramos e ele ficou de frente pra mim, sério – Meu pai tem a capacidade de caçar e matar qualquer híbrido de Lord. Ele não se importa se vai machucar os sentimentos dos filhos deles, e eu percebi que você conquistou a todos tão rapidamente, e que foi sã o suficiente pra se afastar e protegê-los ao manter distância...

Isso era verdade. Eu tinha me afastado deles pra garantir que eles não se envolvessem na luta.

Namjoon – O melhor seria se você dissesse que foi por decisão própria do que se você não tivesse opção. Eles aceitariam melhor. – eu só concordei com a cabeça.

Nunca na vida eu tive tanta vontade de chorar do que naquele dia. Eu nunca gostei de chorar, além de parecer vulnerável, eu sentia muita dor de prender a vontade. Mas naquele dia não deu. Depois daquela conversa com Namjoon eu tive que me afastar pra deixar as lágrimas caírem. Uns dez minutos depois, Jungkook aparece do nada, se agacha do meu lado e me abraça.

Jungkook – Amor? O que tá acontecendo? Por que você tá chorando? – ele me olhava com preocupação absurda.

Eu – Eu vou ter que ir embora, Kookie... Mas não vou conseguir me despedir... – ele mudou sua expressão pra uma confusão profunda.

Jungkook – Embora? Como assim? Vai deixar seus amigos? E eu?

Eu – Kookie... – eu me ajoelhei, e pus minhas mãos no rosto pra esconder meu desespero – Preciso impedir que isso se torne um banho de sangue... Preciso impedir que isso envolva vocês...

Jungkook – Sarah! – ele me pega firme nos ombros me sacudindo um pouco, me olhando muito sério – Você não vai embora, tá me entendendo? Não me importo se nos conhecemos a menos de um dia, ou se meu pai vai tentar matar qualquer um que se ponha no seu caminho. Eu te amo! Ele não vai conseguir tirar isso de mim nunca!... – o fitei muito. Não me segurei mais, não teria outra oportunidade, então o beijei. Foi suave e quente no começo, mas se tornando intenso rapidamente. Eu sentei no seu colo, sem quebrar o beijo, acariciando sua nuca com uma mão, enquanto a outra ia pro abdômen e tirava sua camisa. Daqui a pouco, ele também já estava tirando a minha, e eu rebolando em seu membro sem parar. Eu já estava completamente quente, suando muito, assim como ele. Ele pôs as mãos na minha bunda e rasgou minhas calças, partindo-a em dois. Meu desejo por ele já estava num nível insuportável, até que ele também rasgou minha calcinha e sua cueca e enfiou fundo. Senti o prazer percorrendo meu corpo, como um choque, me forçando a conter um gemido ensurdecedor. Eu cavalguei incessantemente no seu colo, eu queria tudo dele. Ele apertava minha bunda. Passava as mãos no meu corpo de uma forma suave mas que me fazia querer mais. Sua boca marcava chupões e seus dentes se enterraram no meu pescoço, o que me fez soltar um gemido alto, aquilo era bom demais.

Eu tinha transado com Jeon Jungkook, no meio de uma floresta, à beira de uma guerra envolvendo nossas famílias. Mas não me arrependia nem um pouco disso. No entanto, eu ainda tinha que ir embora. Quando Jungkook adormeceu uma hora depois daquilo, eu peguei meu celular que ainda estava comigo, e liguei pra minha mãe.

Eu – Alô? Mãe?

Mãe – Oi, filha! Como tá sendo o acampamento aí?

Eu – Uma merda...

Mãe – Como assim? O que aconteceu?

Eu – Mãe, eu não vou poder contar muito agora, assim que eu chegar em casa eu te conto... Mas eu preciso que você faça uma coisa pra mim...

Mãe – Diga...

Eu – Eu preciso que você ligue pros pais dos meus amigos e diga pra eles virem buscá-los. Pode ser?

Mãe – Tudo bem... Tá tudo bem com você?

Eu – Não, mas vai ficar... – eu observei Jungkook dormindo, tão calmamente, como se fossemos adolescentes comuns que acabaram de transar. Meu coração apertou só de vê-lo. Me virei pra não chorar de novo.

Eu – Mãe, eu te amo. Tchau. – e desliguei.

Assim que desliguei, comecei meu rumo pra fora do acampamento. Eu realmente não ia suportar a dor de me despedir deles, ia acabar me matando, e eu sei que isso não ia ajudar em nada nessas condições. Então simplesmente fui.

(...)

Um ano se passou. Um ano tentando fugir da vida que eu tive, dos meus amigos, do amor da minha vida. Com o tempo, fui sabendo das notícias sobre eles.

Simon finalmente tinha se declarado pra Hilary, logo depois do que aconteceu lá, e os dois começaram a namorar. E ele começou uma faculdade de direito, fiquei orgulhosa dele. Hilary resolveu começar uma carreira como artista plástica, entrando no curso de artes na mesma faculdade que ele. “Esses dois serão muito felizes” pensei assim que soube disso tudo.

Jack começou a fazer viagens e trilhas pelo mundo a fora, já que os pais têm dinheiro pra pagar. Ele parecia extremamente feliz. Ouvi falar até que tinha arrumado uma namorada, mas que terminaram rápido porque ela era mais caseira e menos aventureira que ele, e que queria que ele parasse de ficar viajando o tempo todo. Ela que era louca de achar que poderia domá-lo...

Peter não começou faculdade, não viajou pelo mundo, não arrumou namorada. Ele começou uma banda, tocando na garagem dos pais. Ele realmente era meio indeciso.

A Agata ouvi falar que tinha sumido por um tempo, mas depois minha mãe me disse que tinha visto ela com dois caras na maior pegação. “Seokjin e Namjoon” pensei automaticamente. Não que fosse comum da parte dela esse tipo de coisa, mas eu já imaginava que ia rolar alguma coisa entre ela e o Jin, e ele tinha ficado com ciúmes do Nam dele ficar excitado naquela hora inconveniente. Eu tinha ficado confusa naquela época, mas depois que minha mãe me contou essa, eu entendi tudo.

Já Derick, eu escutei coisas até demais. Ele tinha começado uma faculdade de medicina, e diziam que ele era bom. Também soube que ele já tinha casado, e sua mulher estava esperando um bebê. Por um breve momento, fiquei até com inveja, eu queria muito ter isso. Mas meu segredo sempre me impediu de ter uma vida simples assim.

Já de Jungkook e seus irmãos, eu não soube nada. Ah, não, minha mãe também me contou que o Kook tinha ido visitá-la, pra saber se ela tava bem, ou se tinha tido alguma notícia minha. E fez isso algumas vezes. Por causa disso, tive que tomar o máximo de cuidado possível pra não esbarrar com ele por lá. Mas parece que a experiência dele sempre barrou e sempre vai barrar minhas habilidades.

Numa visita à minha mãe, eu jurava que tava segura de encontrar com ele. Mas minha mãe é espertinha demais, e o informou secretamente sobre minha estadia alí. Eu tava descendo as escadas pro jantar, quando me deparo com ele entrando pela porta, me olhando, eu congelei alí no meio dos degraus, e não pude traduzir sua expressão, se era de alegria, de fascinação, de surpresa, não sei. Só sei que na hora eu fiquei boba, comecei a abrir um sorriso amarelo, enquanto ele começava a subir as escadas ao meu encontro. Eu tentava mover as pernas pra fugir dali, mas elas não me obedeciam. Então o abraço dele, misturado com um pequeno choramingo, foi inevitável. Minha garganta começou a dar um nó, e eu me desmanchei nos braços dele, chorando feito um bebê. E já fazia um ano que eu não chorava assim. Passei um ano segurando, achando que se algum dia viesse a encontra-lo de novo, eu conseguiria aguentar. Mas tava errada.

Quando ele apartou o abraço, seu ombro e o meu já estavam encharcados de tantas lágrimas. Ele me olhava muito fundo nos olhos, e eu me lembrei que EU tinha o abandonado, e ele, ainda sim, chorando por mim.

Jungkook – Eu quero que nunca mais me abandone, ouviu? – ele enxugou meu rosto – Você não sabe o desespero que eu fiquei depois daquela noite, depois de nos amarmos tanto... – eu enxuguei seu rosto e sorri pra ele.

Eu – Eu nunca mais vou sair do seu lado... – e o abracei de novo, antes que ele me visse chorar de novo.

Depois daquele chororo todo, descemos pra jantar. Eu conseguia rir de novo, e ver o sorriso dele me deixava... aliviada... Ele não estava comendo nada, afinal ele só se alimenta de sangue, mas era bom estar ao seu lado, conversando, se olhando. Ele de vez em quando mordia os lábios e segurava a minha mão, a acariciando, o que tava começando a me deixar louca. Fazia um ano que eu não transava. Mesmo que tivesse amado a primeira vez, eu tinha achado a melhor coisa que tinha acontecido na minha vida, mas se eu tentasse de novo, sem o Kookie, não seria bom pra mim. Não seria o suficiente. Mas alí estava ele, a dez centímetros de mim, me olhando com desejo. Me senti excitada de novo.

Depois daquele jantar, minha mãe resolveu dormir, e Kookie sugeriu que assistíssemos alguma coisa na TV. Eu me sentei ao lado dele no sofá, com a cabeça apoiada em seu ombro, e ele começou a me fazer cafuné. Por que me provoca tanto? Depois de um tempo, não conseguia mais segurar, desliguei a TV, e me virei pra ele.

Eu – Jungkook, por que você continuou atrás de mim?

Jungkook – Porque eu te amo, ué... Mas gostava mais quando me chamava pelo apelido... – ele sorriu pra mim. ELE TÁ ME PROVOCANDO.

Eu – Tô falando em relação aos nossos pais, bobo... – ele relaxou a cabeça pra trás, pensativo.

Jungkook – Bom... O seu pai apareceu lá em casa cerca de um mês depois daquilo tudo. – ele disse meu pai? – Ele e o meu pai resolveram fazer uma trégua, mas isso só se poria em prática depois que eles te conhecessem...

Eu – Eles?! – o olhei surpresa. Tudo bem o pai do Kook querer me conhecer, já que eu fui o motivo daquele furdunço todo. Mas meu pai? Ele me abandonou quando eu era uma recém-nascida, e ainda deixou marcar visíveis em mim.

Jungkook – É. Meu pai quer conhecer a mulher que fisgou meu coração a ponto de ir atrás de você todo esse tempo. Saiba que eu nunca fiz isso antes... – ele conseguia distrair meus pensamentos até naquela hora. Ele abriu um sorrisinho com malícia, se aproximando e selando nossos lábios. O beijo mais calmo e demorado no mundo, mas que eu aproveitei ao máximo.

Eu – Então nós vamos voltar pra mansão? – eu interrompi o beijo, e ele fez uma careta rápida muito fofa, mas desfez e voltou a sorrir.

Jungkook – Eu quero muito isso... – voltando a se aproximar. Eu avancei logo, me sentei no seu colo, aproximando mais ainda nossos lábios.

Eu – Então eu vou pra qualquer lugar com você, amor... – ele me olha com um pouco de ternura e um pouco de satisfação.

Jungkook – Você me chamou de amor...

Eu – É porque eu te amo, Jeon Jungkook... – eu sorriu mais ainda e me beijou de vez.


Notas Finais


Gente, esse ia ser o último capítulo, mas ontem acabei me empolgando, então vai ter uma continuação, como se fosse uma segunda temporada de uma séria, Ok? Amo vocês!!!


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