História Um Tratado de Honra - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Princesa, Principe, Rainha, Rei, Romance
Exibições 30
Palavras 4.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá Biscoitos.
Mais um capítulo, desculpa a demora.
Esse ta um pouquinho menor mais ta cheio de tretas.
Então Boa Leitura :D
Desculpe os erros :/

Capítulo 4 - Não haverá Casamento...


Fanfic / Fanfiction Um Tratado de Honra - Capítulo 4 - Não haverá Casamento...

  POV— Tio Edgar

Depois do aviso do cocheiro sobre a jovem Princesa, August saiu em disparada, tentei acompanha-lo, mas não conseguir, ele corria como se fosse à única coisa mais importante em sua vida, comecei a seguir em direção aos aposentos da moça juntamente com o cocheiro, no caminho encontramos Lanna, que começou a nos acompanhar também chamei alguns guardas para seguir conosco, ao me aproximar da porta ouvi estrondos, então apertei os passos, quando chegamos ao quarto todos comigo inclusive eu olharam o cômodo espantado.

Havia uma mesa partida jogada de lado algumas peças e moveis espalhados pelo chão, então bem centralizados estavam August e o Rei Eric, irmão da Princesa o qual havia conhecido no baile, estavam travando uma batalha de espadas, meu sobrinho era ágil e notei pela sua expressão, que eu conhecia muito bem por sinal, que ele estava completamente tomado pelo ódio, os guardas avançaram para impedir, eu não deixei que passassem, era capaz de August, naquele estado, acabar perdendo a paciência com eles também.

Notei que o Rei conseguiu fazer um corte simples e lateral em August, mas pelo visto só o fez perder totalmente o misero de resto de sua paciência, pois rapidamente ele o desarmou e mirou em seu pescoço com a ponta da espada, e o que me intrigou foi o fato do Rei Eric rir, parece que intrigou ainda mais meu sobrinho, pois o mesmo levou a espada ate o peito do outro e a cravou ali.

O Rei então gemeu de dor, e August girou a espada, fazendo jorrar uma quantidade de sangue da boca do outro, a sanidade pareceu voltar a ele que largou a espada, fazendo o Rei cair no chão, e então ele foi em direção a algo que eu ainda não tinha notado, lá encolhida no chão estava a Princesa, com as mãos atadas e amordaça na boca ela parecia desesperada, chorando, com o vestido aos trampos, eu pensei que tudo passava de um desentendimento entre os dois, como não notei o estado da moça antes? August começou a desamarra-la. A cobriu com o manto da cama dela, e então eu Lanna e Ezequiel, seguimos em direção aos dois aflitos, Lanna parecia prestes a chorar quando seguiu para ajudar a Princesa, quando a mesma se pronunciou.

—Chame um Médico agora! — Ao ouvir aquilo a jovem serva saiu em disparada, pude notar o desespero de August ao ouvir aquilo, e fiquei preocupado também, afinal a moça estava terrível, será que estava machucada.

Quando me aproximei mais para perguntar o que havia acontecido, notei que August começou a cambalear e de repente despencou no colo da moça, ela então se desesperou e eu mais ainda o que havia acontecido, será que ele havia sido atingindo antes da minha chegada, a Princesa chorava, enquanto segurava o rosto de meu sobrinho, que estava com olhos semicerrados.

—Por favor, não me deixe. — A jovem disse, aumentando um pouco o choro.

Comecei a me apavorar.

—Qual o problema? O que aconteceu? — Eu perguntei já aflito, afinal que diabos acontecera aqui.

Notei que August tentou abrir a boca para falar, mas ao invés de palavras ele soltou um som de dor, senti meu coração apertar.

Ele estava apagando, a jovem agora já soluçando se pronunciou.

—Meu Irmão... —Ela soluçou, que diabos ele tinha feito. — Ele banha seus armamentos em um veneno letal. — Ela então afundou a cabeça no corpo de August.

Eu perdi o chão, não me diga que aquele corte pequeno, estivera causando tanta dor em meu sobrinho, olhei aflito para ele, e o mesmo já se encontrara inconsciente, gritei por mais guardas e ordenei para que o levasse para seu aposento, enquanto eles chegavam e carregavam August, ajudei a moça a se levantar, a mesma, pegou um robe e se cobriu, seu vestido estava em farrapos, Céus, que tipo de Irmão faz algo assim, ela ia seguindo os guardas para acompanhar August, já estava mais calma.

Quando os guardas que haviam levantado o Rei Eric do chão e o mantinham preso, me parou.

 — O que fazemos com ele Senhor? — Quando eu ia ordenar para leva-lo para as masmorras.  A Princesa me interrompeu.

—Espere. —Ordenou ela aos guardas.

Ela então se direcionou para onde estava antes, pegou uma adaga que estava no chão notei o emblema cravado, era do Rei.

Ela foi ate o mesmo, que estava sento mantido de pé, pelos guardas, graças à espada cravada em seu peito.

Ela ficou em sua frente, ele então sorriu.

—Vamos Irmãzinha realize seu sonho. Assistir-me morrer pelo meu próprio veneno, você sempre dizia que era um jeito baixo de ganhar uma luta não é, agora vai ver seu querido Príncipe morrer por minha causa, que divertido não é. — Ele dizia enquanto o sangue escorria por sua boca. Desgraçado, quem ele pensa que é para falar assim de meu sobrinho.

Mas algo que me surpreendeu foi ver a Princesa utilizar a adaga para abrir um corte de seu ombro ate sua cintura fazendo uma quantidade de sangue exuberante jorrar de seu corpo.

Ao ver seus olhos cheios de fúria sobre ele, pude notar que ela e August combinavam no quesito temperamento.

O Rei então soltou um grito esganiçado de dor, e estremeceu, agonizando.

Pensei que ela iria cravar a adaga no mesmo e acabar com ele ali, mas então ela virou para o guarda lhe entregou a adaga, pensei que iria manda-lo fazer o trabalho, já que para uma Dama algo assim seria cruel.

—Queime-o vivo. —Ela disse com tanta convicção que ate mesmo o guarda pareceu se assustar, mas acenou brevemente e saiu carregando o Rei, ou melhor, aquele traste, junto com o outro guarda para cumprir as ordens.

Eu pude notar que ela estava tremendo, e voltou a chorar, fui em sua direção e coloquei minha mão em sua cabeça, ela foi se acalmando aos poucos e fomos em direção ao quarto de August.

 

POV—Princesa Cecília

 

    ~~ Um mês e três semanas depois ~~

 

O dia já havia amanhecido mais uma vez...

E já estava chegando ao fim mais uma vez...

Já havia passado quase dois meses e eu não saia de seu lado, o médico dissera que ele era forte e o veneno não havia atingindo as veias arteriais, mas demoraria a sair de seu corpo, mas estava demorando.

Nosso casamento só estava sendo adiado, já estávamos melhores, no começo era difícil enfrentar as pessoas do reino se perguntando, o que havia acontecido, não podia contar que o Futuro Rei estava de cama, apenas dizíamos que era por questões políticas.

Eu não sentia nenhum remorso pelo que tinha feito ao Eric, ele nunca havia me visto como uma Irmã, apenas alguém que compartilhava o mesmo sangue, então mesmo não querendo da um fim com as minhas próprias mãos, eu sabia que se não tivesse feito aquilo ele iria transformar minha vida em um verdadeiro inferno.

Nunca me senti tão fria como naquele dia.

Eu estava sentada ao lado de sua cama, minha cabeça doía, eu não tinha certeza, mas sabia que o Príncipe já estava fazendo minha mente se embaralhar, eu estava começando a ter fortes sentimentos pelo Príncipe, desde a tarde em que nos beijamos, nossos beijos após aquele dia só foi uma confirmação para mim, e vê-lo lutar daquele jeito com o meu Irmão só fez meu coração bater mais rápido.

Eu estava passando um pano úmido em seu rosto, ele transpirava muito, e isso me acalmava era sinal de que o veneno estava sendo expulso de seu corpo. Às vezes conversava um pouco com ele, na esperança de ajuda-lo a se recuperar mais rápido.  E raramente deitava minha cabeça sobre seu peito para ter certeza que seu coração estava batendo normalmente, aquilo me confortava.

Ele então mexeu um pouco a cabeça e tentou abrir levemente os olhos, fiquei imensamente feliz, fazia semanas que ele não acordava apenas algumas alucinações passageiras, me perdi na imensidão de seus olhos azuis, e sorri para ele.

Levantei-me e sentei perto de seu corpo, nos deixando mais próximos. Era tão bom poder vê-lo dar um sinal de melhora.

 

POV—Príncipe August

 

Eu estava em um lugar distante e afastado, minha mente rodava e eu não sabia onde estava era uma imensidão negra eu apenas alguns sussurros. Eu queria abrir os olhos e entender o que estava acontecendo, mas meu corpo pesava, podia sentir um peso quente e aconchegante sobre meu peito, era a única sensação que me confortava.

De repente meu corpo começou a arder em chamas eu quis gritar, sentia os trapos finos que eu vestia colados em meu corpo devido ao suor, algo incomodava meu rosto, mas o que estava me fazendo delirar em dor eram meus pulmões eu travava uma batalha com os mesmos, para conseguir respirar, tudo era motivo de agonia, e me corroía por dentro, era uma dor tão profunda que chegava a ser assustadora.

E então consegui abrir meus olhos calmamente para me acostumar com a luz, que não estava nem muito alta e nem muito baixa.

Pude notar um rosto familiar se formando ao meu lado, minha visão ainda estava turva, mas assim que melhorou notei que era Cecília que estava ao meu lado, sorrindo docemente para mim. Não conseguir retribuir o sorriso, a dor era maior.

Tentei falar, mas meus lábios estavam secos, ela pareceu perceber então me ajudou a tomar um pouco de agua em uma taça.

 —Finalmente acordou. — Ela disse enquanto ajeitava meus travesseiros.

—Como a Senhorita está? — Minha voz era rouca, mas consegui falar. —Passaram-se muitos dias? O que de fato aconteceu? —Eu estava completamente perdido e atordoado.

—Calma irei te explicar tudo. —Ela disse em uma voz baixa e pareceu-me aliviada.

Então ela me disse o que havia ocorrido, mas contou detalhadamente o que seu Irmão tinha feito naquele dia, meu sangue ferveu de raiva. Contou que o veneno não havia sido letal pela minha sorte, disse-me que eu havia ficado descordado por quase dois meses, só agora percebi minha barba pelo tempo, falou sobre o estado em que o reino se encontrava, o que me deixou preocupado, disse o que havia mandado fazer ao seu irmão, fiquei um pouco surpreso pela sua ação, mas não disse nada, gostei do fim daquele miserável.

Ela me disse que acompanhou meu estado desde o inicio e perguntou se eu havia escutado algo do que ela dizia enquanto estava desacordado, neguei não me lembrava de nada, era como se uma memoria fosse arrancada de minha mente.

—Estou feliz que esteja bem, agora que acordou será uma questão de dias para se recuperar totalmente. —Ela dizia sorridente, consegui retribuir o sorriso desta vez, já estava me sentindo um pouco melhor.

—Eu espero, já adiamos nosso casamento por muito tempo. — Eu disse e ela riu concordando com um aceno com a cabeça.

—Posso lhe pedir algo? —Eu perguntei.

—Claro o que deseja? — Ela pareceu surpresa.

—Deite-se aqui ao meu lado. — Ela corou, ficava linda com a pele branca mesclada em um tom avermelhado.

Ela se levantou e deitou ao meu lado, passando as mãos em meus cabelos, ela então se apoiou usando o braço, ficando de uma forma um pouco de lado e sentada, virou-se para a mesa ao lado da cama e mergulhou um pano em uma bacia que se encontrava ali. Então voltou com o pano úmido, limpando meu rosto e pescoço. Deixou o pano de lado e voltou a se deitar. Agora eu ergui minha mão e passei pelo seu rosto levemente, sei que não estava em condições, mas me aproximei vagarosamente, ficando a centímetros de rosto, e ela entendeu meu desejo e colou nossos lábios.

Foi um beijo calmo, algo que fez meu corpo queimar, e que foi se intensificando aos poucos, eu pedi permissão para explorar sua boca e ela me concedeu, ficamos assim por um tempo ate eu sentir que precisava me afastar, ainda não estava completamente curado, então a dor em meus pulmões ficou um pouco mais forte, pelo esforço, mas nada que eu não aguentasse, ela então me surpreendeu colocando sua cabeça sobre o meu peito, senti aquele peso aconchegante novamente, sorrir ao perceber que era ela que estava sempre ali comigo.

Ela ficou assim por um tempo massageando meu peito o que me fez adormecer.

 

POV— Tio Edgar

 

 Estava acontecendo tantas coisas ao mesmo tempo, eu já não sabia o que fazer, mas senti um aperto quando chegou para mim uma carta do concelho do Reino de Luvier, eles queriam saber como ficaria o direito ao Trono, depois do que aconteceu ao Traste Eric.

Resolvi ir ate a Princesa para solucionar este assunto, ultimamente ela se manteve apenas nos aposentos de August, o que me confortava, não queria deixa-lo sozinho naquele estado.

Vê-lo daquele jeito, suando, com uma barba enorme, sentindo dor, era estranho, me deixava triste.

Quando cheguei à porta do quarto, ela estava entreaberta e eu pude notar uma linda cena, a Princesa estava deitada ao lado de August fazendo carinho em seu peito, com a cabeça apoiada no vão entre o pescoço e o ombro.

Não quis interromper o momento, melhor esperar amanhã para poder ter essa conversa.

Eu me estava feliz em notar a preocupação da jovem, me fazia ter certeza de que eles foram feitos um para o outro.

Estava exposto no rosto de August que o que ele sentia por ela era verdadeiro, esse casamento iria durar eternamente. E eu estava empolgado para a cerimonia, seria maravilhoso, voltei para a sala de reunião onde estava administrando alguns assuntos do reino, e vi Ezequiel, lendo um livro. Interessei-me por aquela cena, não era comum ver um cocheiro, no meio de um castelo lendo historias de contos.

Aproximei-me vagarosamente e percebi que era um livro um tanto infantil para ele.

— É um bom livro? —Perguntei e Ezequiel quase caiu no chão, de susto, e eu gargalhei fazia tempo que não ria assim.

— Ah... S-sim, S-Senhor, D-Desculpe... Eu deveria esta fazendo algo útil. —Ele disse gaguejando.

—Desde quando ler não é útil? Não seja bobo homem sei que como a Princesa não sai do quarto, você esta sem muito que fazer, mas não seria melhor ler algo mais emocionante? — O perguntei.

—Sim, mas os outros livros da biblioteca são muito complicados, e leitura não é muito meu forte. — Ele riu e falou sem jeito.

—Entendo, então deveria ler com mais frequência, assim quem sabe não consegue escrever um poema para Lanna, em? —Eu disse já me afastando e pude vê-lo deixar o livro cair e ficar totalmente desconcertado. Gargalhei.

 

POV—Princesa Cecília

 

Eu havia me deitado em sua cama como ele havia me pedido, havíamos nos beijado, era tão bom sentir a sensação de sues lábios nos meus.

Foi um beijo calmo, que aos poucos se intensificou, e quando paramos notei sua respiração estava um pouco árdua, então me deitei sobre seu peito e comecei a massageá-lo, ele pareceu se sentir um pouco melhor, depois de um tempo parei pegando novamente o pano úmido, para limpar seu rosto e então vi que ele estava dormindo profundamente.

Limpei seu rosto e pescoço e voltei a me deitar próxima a ele, quando percebi há havia adormecido.

Acordei com os raios solares batendo contra meu rosto, olhei para o Príncipe, e ele já estava acordado e sorria para mim.

— Bom Dia, Minha Dama. —Ele disse deixando um suave contato entre nossos lábios.

Não pude evitar do sorrir também.

—Bom Dia, como está se sentindo? —Lhe perguntei levantando de seus braços para ajeitar seus travesseiros, e novamente, limpar seu rosto.

—Melhor, acho que em alguns dias já conseguirei sair dessa cama. —Ele disse fechando os olhos para que eu pudesse limpa-lo.

—É uma ótima noticia, vou pedir para trazerem seu café. — Chamei Lanna que estava sempre por perto, e fiz o pedido, a mesma disse que traria.

Voltei para me sentar ao lado da cama do Príncipe.

— Temos que fazer algo sobre nosso casamento, já o adiamos por muito tempo, já se passou meio ano, desde o nosso noivado no baile. — Ele disse em um tom serio.

—Sim, eu concordo, mas acho melhor esperar e deixar para quando estiver se recuperado totalmente. —Eu lhe respondi no mesmo tom de seriedade.

—Não podemos. As pessoas do reino estão inquietas, logo irão querer saber o motivo e se descobrirem que estou doente, e pode se iniciar um motim. — Não estava acreditando no que ouvia, quando fui lhe responder, ouço batidas na porta.

—Entre. — Lanna entrou com uma bandeja, com frutas, pães e suco de fruta.

­—Aqui está Vossa Alteza. —Me levantei e peguei a bandeja de suas, ela fez uma reverencia e saiu do quarto.

Ajudei o Príncipe a sentar na cama apoiado nos travesseiros e coloquei a bandeja em seu colo.

—Não creio que com sua saúde nesse estado, um casamento ira livrar o reino de problemas políticos. — Falei voltando ao assunto, observando-o comer.

—De fato não ira, mas após o casamento, poderemos fazer a minha coroação, e então eles terão uma Rainha para apoia-los e guia-los. —Ele disse com tanta certeza que me espantou.

— Falas como se estivesse em seu leito de morte, não gosto deste assunto, iremos esperar sua melhora. —Aquela conversa estava me deixando nervosa.

Ouço batidas na porta, e então Tio Edgar entra no quarto, sorridente como sempre.

 

POV—Eric

 

Eu quis mata-la quando ela pegou minha própria adaga e rasgou meu peito a dor foi estridente, eu gritei, meus pulmões ardiam, minha visão ficou embaçada, estava queimando, já podia sentir meu veneno correr pelas minhas veias, deixando um rastro de agonia por onde ele passava. Então era assim que eu morreria, pela mão da minha doce e sonhadora Irmãzinha, como era diferente ver seu rosto cheio de ódio, como ela me encarava agora, eu já estava  tonto pela tortura do veneno, mas pude claramente ouvi-la.

—Queime-o vivo. — Ela ordenou ao guarda.

Maldita, eu quis insulta-la de todas as formas possíveis, se aquele Principezinho, não tivesse chegado àquela hora ela estaria sangrando em minhas mãos agora.

Os guardas começaram a me puxar, eu já não conseguia me manter em pé, eles me arrastavam, pude notar meus pés batendo em uma escadaria, estávamos descendo há um tempo, meus gritos de dor estavam mais altos, eu agora nem sabia onde estava minha mente estava em desespero, então pude ver uma chama em minha frente, sentir o calor que emanava dela, e então fui jogado.

Eu comecei a gritar e espernear, senti cada fio da minha cabeça, se pulverizar junto a minha pele que estava descamando, Dor era o que passava na minha mente, apenas a Dor.

Dor, Dor, Dor, Dor.

 

POV— Tio Edgar

 

Bati na porta e adentrei a mesma.

August estava sentado com uma bandeja apoiada em suas pernas, fiquei feliz ao vê-lo acordado, fazia muito tempo que não o via assim, mas minha felicidade logo acabou ao perceber o clima tenso, que se formava no quarto.

—Bom Dia, é bom vê-lo tão disposto. — Falei olhando para August. —Desculpe parece que interrompi algo importante posso voltar em outro momento.

—Não se preocupe Tio, algum problema? — Ele me perguntou. Problemas? Acho que eu que devo perguntar isso, olhando a expressão da jovem, ela parecia impaciente. Pensei olhando a cena.

—Não, apenas queria tratar de um assunto pendente com a Princesa. —Ele me olhou indagativo, e depois olhou para a Princesa, que agora olhava para mim.

—Aconteceu algo? — Ela perguntou já em um tom de curiosidade.

—Recebi uma carta de seu Reino, querida, agora com a morte de seu Irmão, O Rei, eles estão sem saber o que fazer. — Já fui direto ao assunto.

—Oh Céus, havia me esquecido completamente desse assunto. —Ela disse preocupada andando exasperada de um lado para o outro.

—Podemos fazer a união dos Reinos, já que é a sucessora ao trono. —August falou depois de um momento.

—Não, prefiro passar minha coroa para alguém. —Ela disse, parecia querer manter distancia de seu próprio Reino, talvez pelas lembranças ruins com o Irmão.

—Não ira achar ninguém a tempo creio eu, precisa resolver logo esse assunto, é difícil achar alguém de confiança, em tão pouco tempo. —August se pronunciou.

Parecia que minha presença não fazia muita diferença, eles já pareciam casados o que me fez ri.

—E o que sugere? —Ela perguntou lançando um olhar duvidoso e desafiador para meu sobrinho.

— Assuma o trono de seu Reino, já que não quer se casar comigo. — Ele disse em um tom despreocupado.

Agora eu estava assustado, não pode ser verdade eles estavam se dando tão bem, não me diga que na primeira discursão já estavam agindo daquela maneira, imagine passar a eternidade um ao lado do outro.

—Como assim? — Eu perguntei aflito. —Oras o que aconteceu?  Estavam agarrados ontem mesmo. —Já estava começando a entrar em desespero.

Lancei um olhar preocupado para a Princesa e a mesma apenas assassinava August pelos olhos, então ela se pronunciou com a voz em um tom mais alto.

— Sabe muito bem o quanto desejo esse casamento, para mim ele é importante, diferente da sua opinião pelo visto, parece que se trata apenas de uma regra que precise cumprir. —Ela dizia, meu coração se acalmou um pouco, sabia que a conversa iria longe pelo visto.

— Se desejasse tanto aceitaria se casar logo. — Agora August havia levantado o tom de voz. Eu estava começando a entender um pouco, mais ainda estava muito perdido.

—E quando seria esse “logo”, amanhã, por acaso. — Ela estava se exaltando.

—Se possível, por que não? Ou pretende continuar adiando ele, pois esta com medo de se casar? — Pelo visto o assunto de fato era a data do casamento, suspirei alto, com tantos motivos teria logo que ser esse.

—Medo? Por que eu teria medo? —Ela começou a falar mais alto. —Como acha que iremos arrumar um casamento da noite para o dia, acha que um casamento é tão simples assim? — Eu não sabia o que falar. Então me mantive quieto, uma hora eles teriam que se acertar.

—Então esse é o motivo, por acaso quer uma festa para o Reino todo? Com Luxos e Ouro sendo esbanjados. Não sabia que era tão gananciosa. —Agora pude notar a Princesa se irritar.

—Acha que é por dinheiro que estou me casando? Depois de todas as nossas conversas acha mesmo que eu quero ouro? — Ela gritou.

Ele então pareceu se arrepender do que disse quem fala uma idiotice dessas para uma Dama, eu começando a pensar que o veneno atingiu sua cabeça.

—Desculpe. — Ele disse e ela pareceu se acalmar, um pouco. — Sei que não é gananciosa, apenas me exaltei. —Ele disse olhando bem para ela.

—Aceito as desculpas, mas saiba que não quero me casar, por hora, pois poderia prejudicar ainda mais sua saúde, não quero ter que cuidar de tudo sozinha. — Ela falou em um tom mais baixo.

—Mas o Reino precisa de um Regente, e se não puder ser o Rei, terá que ser a Rainha. — Ele disse e comecei a me assustar, parecia uma despedida.

—Já pedi para parar de falar como se fosse morrer, é assustador, vamos deixar os preparativos do casamento para o próximo mês, assim sua condição estará melhor. —Ela disse e o Príncipe, encarou a cama onde estava e disse.

Então me pronunciei.

—Não estão nem casados e já discutem como se fossem dois velhos, Céus parem com isso. Estão me deixando louco. —Eu disse antes que essa briga acabasse em guerra. — August sua condição realmente não é muito estável, vamos esperar algumas semanas, não quero que desabe na frente de todos na coroação e no casamento. — Era verdade não sabíamos como ele se recuperaria, ele pareceu irritado com o que eu disse, e a Princesa parecia gostar da minha ideia.

—Tio, arrume tudo para o casamento e para a coroação. —August me pedia e eu estava pasmo. — Não me importo com a minha condição. Vamos nos casar em duas semanas, é tempo suficiente, para fazer os preparativos. — Eu não acreditava em como ele era teimoso.

—August dê pelo menos um mês. — Ele começou a negar com a cabeça e antes de responder a Princesa interveio.

—Não! —Ela estava claramente irritada. — Não iremos nos casar com sua saúde nesse estado. —Ela gritou. —Eu me recuso a me casar enquanto estiver nessa cama. — Ele ficou irritado, ate nisso eles combinam.

São dois cabeças-duras, Céus.

—Entenda Cecília, se não nos casarmos logo, o reino ira entrar em colapso. —Ele disse, usando o primeiro nome da Dama, em um tom de voz agressivo e imponente.

—Não me importo August, estou preocupada com sua saúde, o Reino que entre em guerra se quiser. Enquanto estiver nessa cama. — Ela fez uma pausa. —Não haverá casamento. — Ela dizia com o mesmo tom que ele.

Antes de ouvir uma resposta ela saiu do quarto Batendo a porta fortemente.

Olhei para August, os olhos dele brilhavam de ódio, mas também de cansaço, ele se deitou e não demorou muito para cair em um sono profundo.

Céus, antes eu tinha que aguentar a teimosia de meu sobrinho agora, terei que enfrenta esse problema com a minha futura sobrinha, estava nervoso, mas sabia que eles iam se entender, incrível como esses dois combinam tanto.

Sai do quarto para deixa-lo descansar. Não pude evitar ri de toda essa situação, acabo de presenciar a melhor discussão de todas. 


Notas Finais


Obrigada por ler :D
Mais uma vez desculpe os erros.
E Comentem.
Ate o próximo :)


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