História Um velho amigo - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Visualizações 13
Palavras 1.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Magia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal. Encontrei um tempo para postar mais um capítulo para vocês. Acredito que amanhã consiga postar outro, caso contrário continuaremos a história na segunda-feira.
Espero que gostem deste e continuem comentando. :)

Capítulo 7 - Problemas


Antes de sair do antigo banheiro dos monitores – que agora fora transformado em um aconchegante quarto do professor de Herbologia – Harry olhou para os lados e certificou-se de que, assim como era em sua época, poucos alunos ousavam infringir o regulamento em entrar em recintos que pertenciam aos professores.

Vestira o mesmo terno com o qual chegara à Hogwarts, afinal ele não imaginava que iria passar mais tempo na escola do que os minutos costumeiros de conversas com a professora McGonagall e sua justificativa de “por razões que ela já conhecia” o cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.

O corredor estava vazio e, mais uma vez, Harry pensou se deveria se dirigir à diretora, agradecer a hospitalidade e dizer que lembrou-se dos seus tempos de aluno mas que, infelizmente, precisaria mesmo ir embora para casa ou se quebraria o galho como professor por um dia. Em todo caso a decisão ficava na direção do Salão Principal e era para lá que devia ir.

O auror percorreu os corredores que conhecia tão bem sem nenhuma dificuldade. Lembrou-se de passagens secretas que levavam ao vilarejo de Hogsmeade – a vila mais mágica de toda a Grã-Bretanha – e se perguntou se elas ainda estavam ativas. Em todo caso não conseguiria passar por elas porque seu corpo já não lhe permitia muitas aventuras. Os corredores da escola estavam impressionantemente vazios naquela manhã, mas conforme o Salão Principal ia se aproximando ele podia ouvir um murmúrio cada vez mais alto. Todos os alunos estavam tomando café, ele supôs, e parou de repente.

Não sabia qual corredor dava acesso à mesa dos professores. Ele sempre entrou no enorme salão pela porta da frente – a entrada dos alunos – lhe ocorreu, no entanto, voltar e tentar outro caminho, mas ao dobrar um corredor defrontou-se com Rolf Scamander, professor de Trato de Criaturas Mágicas.

— Ora, ora! Harry, a quanto tempo meu querido! – Rolf deu-lhe algumas batidas no ombro. — Então os boatos são realmente verdadeiros? Bem que percebi que seu filho estava um tanto alvoroçado esta manhã. Deve ser uma responsabilidade e tanto educa-los, hein?

— Que boatos, Rolf? Eu não compreendo... – Harry estava realmente confuso e, para dizer a verdade, bastante amedrontado. Será que alguém vira ele e Neville na noite anterior? Será que alguém ouviu os gemidos? Suas pernas começaram a tremer e ele estava praticamente sendo puxado pelo outro professor, tomando os devidos cuidados de não tropeçar em seus próprios pés.

— Minerva contou ontem, excitadíssima, que você aceitou o cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Afinal de contas, quem mais seria capaz de cobrir essa lacuna, hein Harry? Estamos todos muito felizes de tê-lo aqui conosco. Como Gina reagiu?

— Deve haver algum engano, Rolf, eu aceitei o cargo por um dia apenas. A professora McGonagall me disse que tinham encontrado um substituto, mas que ele estava com problemas para começar a dar as aulas.

— Essa matéria sempre foi um problema, não é Harry? – Rolf parecia ignorar o fato de que o auror não iria perpetuar-se no cargo. — Quantos professores diferentes você teve? Um a cada ano?

— Mais ou menos isso... – respondeu o auror, virando corredores estreitos em direção a entrada dos professores.

— Mas eu tenho certeza que, temporário ou não, você vai se sair bem. Afinal de contas a sua própria vida já é uma aula não é verdade? Embora eu duvide muito que alguém consiga suceder o velho Binns, mas você poderia muito se adaptar em História da Magia também. É uma lenda viva, Harry!

— Seu entusiasmo me alegra, Rolf. Como vai Luna?

— Ah, vai muito mal. Ela continua fissurada na ideia de reerguer O Pasquim, mas as pessoas não estão tão interessadas em histórias hoje em dia. Gina chegou a oferecer a ela uma coluna no O Profeta Diário, mas você conhece a minha esposa... Mulheres, não é Harry? Difícil demais agradá-las.

— Sem dúvida. – concordou Harry e, quando percebeu, entrara no Salão Principal apinhado de gente. Os alunos, contudo, estavam ocupados demais saboreando o café da manhã para lhe darem alguma atenção. Harry percorreu os olhos pelas mesas da casas e percebera que, dos três, apenas Alvo Severo estava tomando seu café. Percebera também que a mesa da Sonserina era a menor das três. Perguntou-se se a queda de Voldemort teria diminuído o número de bruxos que se diriam àquela que era tida como a casa das trevas.

Harry notou também que Neville não estava na mesa dos professores. Apenas ele, Rolf, a professora Sibila Trelawney e a professora Grubbly-Plank estavam presentes. Os outros rostos eram completamente desconhecidos. A ausência de Neville deixara-o profundamente preocupado.

— Sabia que Arthur Weasley já se ofereceu uma dezena de vezes para dar aulas de Estudo dos Trouxas, Harry? – e seu tom virou um sussurro. — Minerva acha que ele não tem tanta capacidade.

— Ele é um entusiasta. – dissera-lhe Harry que tocou em uma panqueca e levou-a à boca, percebendo que a ausência de Neville lhe deixara com ainda menos fome do que quando acordara.

De repente a sineta tocou. Todos os alunos foram para as suas respectivas salas e Harry pensou em acenar para Alvo Severo, mas o garoto já havia partido com os amigos. Rolf percebera a expressão de Harry.

— Não se preocupe Harry. Lorcan e Lysander passaram todo o tempo fingindo que eu não existia. A gente sente um pouco no começo, claro, mas você vai perceber ao chegar em casa que nada disso faz muita diferença. Venha, deixa eu lhe mostrar sua sala.

Harry levantou-se e saiu ao lado de Rolf em direção a corredores que ele há tempos não visitava. Cruzou com alguns alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa que chamaram-no pelo nome. Harry apenas sorria, em silêncio, nervoso como se fosse o seu primeiro dia de aula naquela longínqua década de noventa. Soube por Rolf que ele era o diretor da Lufa-Lufa e que Neville tornara-se diretor da Grifinória. “Mas você seria extremamente mais competente, não é? Eu, pelo menos, acho que sim.”, esse comentário fez Harry fechar a cara e evitar trocar qualquer palavra com Rolf até chegarem na entrada de sua sala que ficava um corredor antes da antiga sala de aula de Transfiguração. Embora diretora, a professora McGonagall nunca abandonara sua sala de aula.

— Bom, Harry, está entregue. Os alunos devem chegar em breve. Tenha um bom primeiro dia de trabalho e bem vindo de volta! – Rolf gritava e acenava enquanto ia se afastando do auror. Harry apenas sorriu e acenou de volta, agradecendo. Abriu a porta da sala e entrou nela. Estava completamente vazia.

O que iria ensinar aos alunos? O mundo bruxo já não era o mesmo desde que Lord Voldemort fora definitivamente derrotado. Tiveram alguns problemas em Azkaban graças ao temperamento forte de Dolores Umbridge mas aquilo fora brincadeira de criança comparado a tudo o que já enfrentara em sua vida. De repente lembrou-se de Lupin. Sem dúvidas ele tinha sido, na opinião de Harry, o melhor professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que tivera. Será que Teddy estaria na primeira turma de Harry? Uma mistura de nostalgia e excitação tomaram conta dele quando ele se sentou. Seus olhos fixos num ponto qualquer da parede de pedra, até que uma coruja cinza-chuva que lembrava muito a sua boa e velha Edwiges entrou na sala e jogou um envelope sobre sua mesa.

O texto da missiva era misterioso. “Dei um jeito de evitar que você tivesse aula. Preciso muito conversar com você. Me encontre na antiga Casa dos Gritos. Achei que seria mais discreto. N.L.” As iniciais sem dúvidas eram de Neville Longbottom. O que é que ele queria? Se declarar para Harry? O homem coçou a cabeça confuso e levou as duas mãos ao rosto, o arrependimento do que fizera agora era bastante nítido. Ele não poderia dar a Neville o que ele queria. Sentia-se como um adolescente enrascado, mas não era. Já tinha mais de trinta anos nas costas e tinha que resolver isso de uma vez por todas. Decidiu, por fim, que ia sim ao encontro de Neville na antiga Casa dos Gritos, que ficava sob o velho Salgueiro Lutador.



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