História Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Hoffenhein, Homo, Mfc, Olhares Na Escola, Romance, Romance Gay, Universolove
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Palavras 2.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá minha gente...
Esse capítulo deveria ter saído ontem, mas a internet não ajudou muito e o clima na cidade estava tão agradável.. sem contar que teve Game Of Thrones <3

Mas aqui está um capítulo divino. Espero que gostem e se segurem para sentir raiva de alguns personagens daqui pra frente.



Ah, e fiquem atentos... Mais tarde tem capítulo novo de "O Amante".

Capítulo 11 - 10. Porque?


Fanfic / Fanfiction Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 11 - 10. Porque?

10. Porque?

 

Se eu já andava atormentado durante a semana inteira com a ausência de Felipe, com esse jantar de namoro eu estava pirando.

Entrei em desespero e liguei para a única pessoa sensata que poderia me entender naquele momento.

“Joe, tá muito ocupado?” – perguntei com uma voz trêmula.

“Teve aula nesse sábado e você faltou de novo!” – disse ele me metralhando com suas palavras afiadas.

“Pode vir aqui em casa?”

“Claro. Aconteceu alguma coisa?”

“Aconteceu.”

“Pode me adiantar o assunto?”

“Não. Aqui eu te conto. Tchau.”

Desliguei o telefone e fiquei deitado. Eu suspirava forte e sentia o cansaço físico pelos dias em que eu estava sem dormir. Por mais que eu quisesse, simplesmente não conseguia.

Quando Joe chegou, abri a porta para ele que entrou e me olhou dos pés à cabeça como se estivesse me estudando.

- Você tá horrível! – disse se sentando no sofá – cadê todo mundo daqui?

- Papai saiu com a Lurdes, ela foi ajudar ele a escolher uma roupa nova pro jantar do Felipe mais tarde.

- “Jantar do Felipe”? Como assim? Me explica isso direito… então vocês dois…

- Não! Não existe nós dois… - fiz uma pausa e suspirei cheio de dor – O tio Sérgio vai dar um jantar para celebrar o namoro do Felipe com alguma garota e fez questão da nossa presença.

- E quem é essa garota? Não vai me dizer que é a Jennifer? – fiquei calado e respondi com o olhar. Joe arregalou seus olhos enormes e soltou um gritinho agudo – vagabunda desgraçada! Eu bem que te avisei que ela ia te passar a perna! Eu avisei!

- Eu sei Joe, mas… talvez… isso faça parte do plano dela.

- Deixa de ser idiota! Você tá tentando enganar a si mesmo! O único plano dela era usar toda essa situação para roubar o Felipe de você e agora vai esfregar na sua cara!

- Mas quem sabe ela…

- “Quem sabe” não” Para de se iludir Luís! Ela não é sua amiga… e se isso tudo fizesse parte do plano dela para ajudar vocês, então porque ela não contou nada a você ou a mim? – fiquei calado. Joe tinha razão.

- Não sei o que eu faço. – falei com uma voz chorosa.

- Claro que sabe… você vai a esse jantar e eu vou junto com você… posso ir né?

- Mas… porque eu iria?

- Primeiro que o Felipe gosta de você e se ele for ficar com essa garota vai ser por causa da pressão do pai. Segundo que eu quero estar por perto pra acertar a fuça daquela maldita.

- Eu só tenho medo de que o Felipe acabe gostando dessa ideia toda, afinal de contas, quem não gostaria de ser normal só pra ser aceito na sociedade?

- Se esse for o caso, então o destino de vocês não é ficar juntos… se anima… tem tanta gente nesse mundo mais interessante que o Felipe… e ele nem é tão bonito assim… não sei porque você e a Jeniffer ficam brigando por macho… ela poderia ter qualquer um e você também.

 - Eu não consigo tirar meus pensamentos dele… de uns dias pra cá tudo ficou tão mais intenso.

- Pelo amor de Deus! Isso tá virando doença! – ele fez uma pausa e tirou o cobertor que me cobria e ficou me olhando – como eu disse… talvez não seja o destino de vocês ficarem juntos.

- Quero romper as fronteiras do destino! – falei me sentando na cama – Você não entende, mas… eu… eu sinto que preciso tentar… preciso tentar uma última vez. Quero que ele diga que não me quer.

- E se ele disser isso, o que pretende fazer?

- Deixá-lo seguir em frente. – falei com os olhos molhados.

Joe ficou calado estudando minhas expressões.

- Quer saber? Você vai descansar, ficar bonitão e vai mostrar que pode superar isso. Independente do que aconteça, eu estarei ao seu lado… é pra isso que servem os amigos. – disse segurando minha mão com força.

- Obrigado Joe. – falei sorrindo e então fomos para meu quarto.

Tirei uma soneca enquanto Joe ficou no meu computador acessando o Facebook e vendo vídeos no YouTube.

Enquanto dormia, tive um sonho incomum.

Eu estava diante de um abismo onde havia uma grande fera de três cabeças, era uma fera mortal rodeada por ossos. Estremeci quando uma de suas cabeças me olhou com seus olhos vermelhos. Senti meu coração congelar. Assustado, dei alguns passos para trás e tropecei numa poça, foi quando percebi que eu estava em um bosque cheio de poças, cada poça com uma cor distinta e mais à frente, cinco seres com formas aparentemente humanas, porém transparentes. Um deles estendeu a mão para mim, mas eu estava longe demais para tocá-lo.

 

“Eu sou o começo e ele é o fim… precisamos dar um fim ao fim antes do fim…”

 

Ouvi aquelas palavras em minha cabeça e senti medo, como se toda a bondade tivesse deixado de existir por alguns segundos.

 

Acordei com Joe me cutucando, seus olhos arregalados e uma cara de medroso.

- Amigo acorda, teu pai tá batendo há horas aqui, fiquei com medo de abrir e ele brigar comigo… vai falar com ele antes que eu tenha um ataque cardíaco!

“TOC-TOC-TOC!”

Levantei meio sonolento e percebendo que já estava escurecendo.

Abri a porta e papai olhou para mim como se estivesse se certificando de que eu estava bem.

- Estava dormindo? – perguntou passando a mão na minha testa.

- Eu tava… me senti cansado.

- Eu falei que ele estava bem! – disse Lurdes saindo do banheiro e passando atrás do papai com uma piscadela para mim.

- Desculpa filho, é que eu estava preocupado com você… só não derrubei a porta porque a Lurdes não deixou e…

- Eu estou bem pai. Já estão se arrumando?

- Já sim. – disse – Você tem certeza de que quer ir conosco?

- Claro que sim papai. O Sérgio é seu amigo e o Felipe é meu amigo também, independente de qualquer coisa, estou feliz por ele. – vomitei aquelas palavras amargamente.

- Ham… e quem é aquele? – disse papai tentando xeretar meu quarto com o olhar bobo.

- É o Joe… ele ficou calado porque estava com medo do senhor. – falei segurando um risinho.

- Ah, entendo… - papai ficou vermelho e logo coçou a cabeça. Ele sempre fazia isso quando estava encabulado ou envergonhado – Então vocês dois… ham… você e ele…

- Não. Não papai! Que bobagem. Ele é meu amigo. Estudamos juntos. Joe, diga oi pro papai! – falei escancarando a porta para que eles se cumprimentassem.

- Oi senhor… ham…

- Márcio. – disse meu pai ainda coçando a cabeça.

- Então tá… vou terminar de me vestir. Se precisarem de alguma coisa podem me chamar, certo?

- Tá bom e… ham… pai! Só mais uma coisa! – falei antes que ele entrasse em seu quarto – O Joe vai conosco. Algum problema?

- Claro que não. – disse sorrindo e então desapareceu para dentro do seu quarto.

Quando fechei a porta, Joe me olhava todo contende.

- Ai que emocionante… demos mais um passo na nossa amizade. – disse todo contente – será que ele gostou de mim?

- Deve ter gostado. Anda, vem escolher uma roupa pra você vestir, mas vou logo avisando que minhas roupas não são de grife como as suas, mas…

- Relaxa amigo… suas roupas são lindas! – disse me abraçando com força – que emocionante! Vou usar suas roupas emprestadas, não é legal?

Joe falava com tanta alegria como se aquelas pequenas coisas fossem de grande significado e talvez fossem, pois, segundo ele, seu pai era super protetor e tinha o hábito de afastar Joe de amigos que ele julgava serem mau elemento o que no caso, eram a maioria, inclusive, no último sábado ele até comentou não ter gostado de nenhum de nós… era muito estranho um pai como ele, mas eu não me sentia no direito de expor minhas ideias, poderia parecer muita intromissão de minha parte.

 

Minhas roupas ficaram muito bonitas em Joe e com a ajuda dele, consegui ficar apresentável com uma camisa Polo Vermelha e calça jeans preta. O tênis All Star foi um grande diferencial também.

Era quase sete horas quando saímos de casa. Lurdes ia na frente com papai e Joe ao meu lado no banco de trás. Estávamos todos em silêncio, talvez com medo do que poderia acontecer durante aquele jantar.

A casa de Felipe ficava do outro lado da cidade, em um conjunto de classe m´dia. Fui poucas vezes na casa dele, mas sabia que era bem grande e muito bonita.

Quando chegamos, papai estacionou o carro e olhou de Joe para mim.

- Não quer mudar de ideia filho? Você sabe que não precisa fazer isso. Você não tem que provar nada a ninguém.

- Tá tudo bem papai, vamos logo entrando que já estamos atrasados. – falei nervoso.

- Joe… - disse meu pai se direcionando a ele – se você é tão amigo do meu filho como aparenta ser, então ajude-o a ser forte… eu sei exatamente o que é perder alguém.

- Sim senhor! – disse Joe todo entusiasmado com a missão que papai dera a ele.

- Então vamos meninos que minha barriga já está roncando. – disse Lurdes tentando manter o clima agradável para todos.

Saímos do carro e tocamos a campainha. O portão eletrônico logo abriu quando nos identificamos e então lá estávamos nós, diante de uma casa azulada de dois pisos, com muitos vasos de plantas na frente e dois querubins de mármore perto da porta, que logo foi aberta por Sérgio que sorria estonteante.

- Ora, ora, ora… pensei que meu parceiro de copo não viesse! – disse Sérgio abrindo um largo sorrido para meu pai e o abraçando – Lurdes… você está tão cheirosa, fiquem à vontade.

Papai e Lurdes entraram na frente. Joe e eu entrávamos logo depois deles e Sérgio olhou de Joe para mim com uma cara não muito agradável.

- E aí moleque… você e seu… amigo podem ficar à vontade. – disse ele sorrido meio sem graça. Seu hálito era de bebida, provavelmente já estava bebendo há horas.

A casa estava cheirosa e bem iluminada, haviam outras duas pessoas ali, provavelmente amigos do trabalho de Sérgio.

- Eu tô me sentindo deslocado aqui. – disse Joe em meu ouvido.

- Somos dois. – falei sentindo um clima pesado no ar. Olhei para meu pai e Lurdes e eles pareciam meio incomodados, embora interagissem com as outras pessoas – Cadê o Felipe? Não o vejo por aqui.

- Não sei, mas vamos já descobrir. – disse Joe pegando um copo com vinho e dando a mim – bebe… vinho ajuda o coração.

- Engraçadinho! – falei pegando a taça e bebendo tudo de uma vez.

- ATENÇÃO AMIGOS E AMIGAS! MEU FILHÃO ACABOU DE LIGAR. ELE JÁ ESTÁ CHEGANDO COM SUA AMADA, ENTÃO DAQUI A POUCO VAMOS TODOS PARA A MESA ONDE HÁ UM PEQUENO BANQUETE PARA NÓS CELEBRARMOS O RELACIONAMENTO DE MEU FILHO. – Sérgio falava olhando em minha direção com um sorriso nos lábios – Vocês devem estar se perguntando porque eu estou fazendo tanto alarde por um namoro… mas para mim, meu filho merece o mundo e quero que a pessoa que conquistou seu coração saiba disso!

- Que ridículo… ele está fazendo isso só pra te provocar, percebeu? – sussurrou Joe irritado.

- Não podemos fazer nada senão aplaudir e fingir estarmos felizes com tudo isso. – falei sorrindo disfarçadamente.

- Amigo… se segura porque eles acabam de chegar! – disse Joe me fazendo ter uma parada respiratória imediata.

Olhei em direção à porta e lá estavam Felipe e Jeniffer de mãos dadas. Eles sorriam como se fossem o casal do ano.

- E aqui estão eles! – disse Sérgio abraçando os dois – Vocês estão lindos! Vamos gente, aplaudam que eles merecem!

- Eu me recuso a aplaudir essa garota de programa… com esse vestido vermelho ficou mais do que claro que ela é puta! – disse Joe revirando os olhos.

Não consegui ter nenhuma reação, eu apenas olhava para Felipe, que sorria enquanto cumprimentava os convidados.

De repente, seu sorriso desapareceu quando me viu ali. Por uma fração de segundos, meus olhos chorosos se fixaram no olhar indecifrável dele.

A única coisa que eu conseguia me perguntar era: “Porque aquilo estava acontecendo?”

Felipe se aproximou e estendeu a mão para me cumprimentar, Jeniffer estava ao seu lado, tão surpresa quanto ele.

- Eu não imaginei que viesse, muito menos você Joe. – disse com o olhar fixo em mim.

- Eu não perderia esse circo por nada. – disse Joe com sarcasmo – francamente… eu não esperava menos de você Jeniffer… você nunca me enganou. Espero que você morra engasgada enquanto estiver comendo!

- Eu não queria que fosse assim, eu juro. – disse ela aflita.

- Me poupe! A propósito… esse seu vestido vermelho é a sua cara! – disse Joe cruzando os braços em sinal de revolta.

- Luís eu… - Felipe tentava dizer algo, mas lhe faltavam palavras.

- Não precisa se justificar, estamos aqui para celebrar esse momento tão marcante. – falei sem olhar em seus olhos.

Quando eles se afastaram, vi que meu pai me olhava aflito de onde estava, talvez ele temesse algum escândalo ou algo assim, mas eu jamais o envergonharia, ele não merecia passar por isso.

- Essa dissimulada não perde por esperar! – disse Joe com um olhar de fúria.

- Porque está dizendo isso? O que você está aprontando?

- Na hora certa você vai saber. É uma surpresa que estou guardando para o casal… quero ver se ela vai ser tão queridinha depois que eu contar tudo o que descobri.

Estremeci por dentro quando ele disse aquilo, coisa boa não estava por vir e tudo o que eu podia fazer era esperar para ver.

 


Notas Finais


"O AMANTE" é a segunda de um universo compartilhado de narrativas, ou seja, é uma sequência indireta DESTA história. Você pode ler pelo link a seguir:

O AMANTE (Fronteiras do Destino 2) ======> https://spiritfanfics.com/historia/o-amante-fronteiras-do-destino-2-9821988


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