História Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Hoffenhein, Homo, Mfc, Olhares Na Escola, Romance, Romance Gay, Universolove
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Palavras 2.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capítulo está cheio de polêmica....
Se preparem porque vem muita treta pela frente...

Não esqueça de deixar seu comentário após a leitura.
Abraços fortes.


Boa leitura.

Capítulo 12 - 11. O terceiro conflito


Fanfic / Fanfiction Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 12 - 11. O terceiro conflito

11. O terceiro conflito

 

Quando já estavam todos sentados à mesa, Sérgio, que já havia bebido muito, sugeria mais um brinde ao casal.

- Quero brindar à felicidade do meu filho que hoje está sendo motivo do meu orgulho! – disse erguendo seu cálice.

- Pelo amor de Deus! Tudo isso porque ele acha que o filho é hétero? Quanta besteira! – disse Joe resmungando baixinho para mim, Lurdes, que lhe observava, soltou uma risada, talvez tivesse lido seus lábios.

- … pra quem não sabe… - disse Sérgio chamando a atenção de todos mais uma vez – aquele rapazinho ali… – agora ele apontava para mim, fiquem completamente sem graça com tantos olhares em minha direção – …levante-se Luís, por favor! – me levantei meio sem graça e com medo do que estava por vir – Esse rapaz é o melhor amigo do meu Felipe e essa festa não seria a mesma coisa sem a presença dele, por isso, Luís, eu peço que diga suas palavras de felicidade ao casal, tenho certeza de que todos estão ansiosos para ouvi-lo dizer algo.

Engoli em seco.

O que Sérgio estava pretendendo com tudo aquilo? Já estava sendo humilhante demais me submeter àquilo. Olhei para Joe, que me olhava com dó e meu pai, de mãos dadas a Lurdes, ambos cheios de aflição.

Sorri olhando para Felipe e Jeniffer que estavam pálidos. Vê-los de mãos dadas simplesmente me deixava magoado e furioso. Respirei fundo antes de falar:

- O Felipe sempre foi um grande conquistador no colégio… completamente diferente de mim, que nunca peguei ninguém – falei provocando risos dos convidados – o fato é que fui pego de surpresa com esse relacionamento e diante do histórico do meu amigo, eu só espero que dure o suficiente para ser inesquecível, afinal de contas, tudo o que vem fácil também vai fácil… - falei encarando Jeniffer, que estava com uma risada de vitoriosa… Felipe era seu prêmio – …portanto, Jeniffer e Felipe, aproveitem esse sentimento, vocês se merecem. – falei isso e voltei para meu lugar. Minhas mãos tremiam e todos podiam ver que eu não estava bem. Joe segurou minha mão por baixo da mesa com força. Suspirei e agradeci por ele estar ali.

- Obrigado Luís. – disse Felipe com um olhar triste – bom… vamos comer então né? – disse ele tentando quebrar o clima pesado que havia se formado.

- Ainda não meu bem – disse Jeniffer se levantando – Eu gostaria de dar algumas palavras, se me permitem… bom… eu sempre fui perseverante em tudo nessa vida e se tem uma coisa que jamais admito é perder por isso farei tudo o que estiver ao meu alcance para que esse sentimento cresça cada vez mais e sejamos um só… eu tenho certeza de que um dia o Luís também vai ter a sorte de encontrar alguém que o complete. – todos olharam para mim quando Jeniffer disse aquilo, estava mais do que na cara nossa guerra fria.

Papai mal se mexia na mesa, apenas seus olhos arregalavam para mim enquanto Lurdes segurava o riso. Ela era do tipo que adorava um barraco.

Começamos a nos servir em completo silêncio enquanto Sérgio me olhava com certa satisfação em me ver desmoralizado.

- Só tem uma coisa que faltou para me deixar completamente feliz… o beijo do casal.

- Não pai, por favor. – dizia Felipe sem graça, mas logo Jeniffer puxou seu rosto e lhe deu um beijo. Nesse instante Joe segurou minha mão com mais força enquanto eu olhava para Felipe sem acreditar que aquilo era real.

Sem suportar aquela cena, pedi licença e levantei da mesa.

- Aonde você vai moleque? – perguntou Sérgio aos risos.

- Vou ao banheiro. – falei sem olhar para trás.

Com passos acelerados fui em direção à sala e parei com a mão na maçaneta da porta.

Minha vontade era gritar para extravasar toda a dor que eu estava sentindo… tudo estava indo tão bem e gora parecia desmoronar sobre mim.

Antes que eu abrisse a porta para ir embora, alguém me tocou no ombro e me puxou para um abraço. Por uma fração de segundos imaginei que fosse Felipe… eu queria que fosse ele… eu desejava do fundo do meu coração que ele viesse atrás de mim e me explicasse o que estava acontecendo, mas era Joe, que chorava junto comigo naquele abraço forte que eu tanto precisava.

- Eu não aguento mais ficar aqui… - falei finalmente.

- Amigo, por favor, você precisa ser forte… mostrar fraqueza é tudo o que eles querem. Seja forte e fique até o fim, mostre que você é maior que tudo isso.

- Eu não consigo. Sou fraco… não aguento.

- Se você não tiver forças para caminhar, eu te carregarei nas costas, mas não vou te deixar pra trás. Agora faça um favor a si mesmo e enxugue essas lágrimas… sente a bunda naquela cadeira, coma o quanto puder e abra um sorriso pra mostrar que você está bem mesmo que não esteja! – Joe fez uma pausa e passou o dedo em meu rosto para enxugar minhas lágrimas – nunca chore por um homem, eles nunca serão digno de suas lágrimas… se chorar, não deixe que os outros descubram.

Respirei fundo e refleti naquelas palavras.

- Eu gosto tanto dele porque ele está fazendo isso comigo?

- Bom, pelo pouco que estou aqui vejo que a cabeça de tudo isso é o pai dele eu aposto minha vida como é o Sérgio quem está por trás de tudo isso…

- Você acha mesmo?

- Isso é só uma probabilidade. Não podemos descartar a possibilidade de Felipe ter te usado. Me desculpa por ser sincero, mas é a verdade. – disse Joe segurando minha mão – agora vai ao banheiro lavar esse rosto e volte para o jantar que o melhor da noite ainda nem aconteceu.

- Do que você está falando? – perguntei com certo receio.

- Não sei se te falei, mas meu pai tem ótimos contatos na polícia.

- O que isso tem a ver?

- Você vai já descobrir. – Joe disse isso e seguiu caminhando de volta à sala de jantar.

Após encontrar o banheiro e lavar o rosto, fiquei por alguns segundos respirando fundo e criando coragem para retornar à mesa. Repensei em tudo o que Joe havia me falado e então voltai como se nada tivesse acontecido.

Sentei em meu lugar e comecei a comer fingindo não perceber o olhar preocupado de meu pai.

Em certo momento, olhei de relance para Felipe, eu o conhecia como ninguém e sua infelicidade estava mais do que explícita para mim, a única pergunta era porque ele persistia em sustentar aquela farsa? Ele realmente estava triste ou eu queria enxergar sinais de esperança em suas expressões faciais? Era difícil encontrar perguntas às minhas respostas.

- Por um instante achei que você tivesse ido embora, amigo. – disse Jeniffer quebrando o silêncio.

- É verdade… você levantou da mesa tão estranho. – concordou Sérgio sorridente.

- Eu só havia sentido uma imensa vontade de vomitar. – falei sorridente. Felipe, meu pai e Lurdes me olharam surpresos.

Diante o resto do jantar conversamos sobre coisas bobas e descontraídas, mas ao final do jantar, antes que levantássemos da mesa, Sérgio olhou de mim para Joe e disse:

- E você rapazinho… está tão quieto… você é o quê para o Luís? – Sérgio disse aquilo com o propósito de insinuar subliminarmente um caso entre nós dois, papai já estava bufando e Jeniffer dando risinhos abafados.

Joe pigarreou, sorriu para Sérgio e respirou fundo:

- Eu estava esperando alguém me notar e respondendo a sua pergunta… sou amigo do Luís. – Joe falou com firmeza na voz. Ele estava sendo incrível. Enquanto todos se mantinham tensos, Joe permanecia firme na voz e em suas expressões, o que chegava a incomodar Sérgio, que não escondia.

- Ham… você tem um jeito bastante estranho. Posso lhe fazer uma pergunta bem pessoal?

- Sérgio! – disse papai tentando parar o amigo que já havia bebido além da conta.

- Tá tudo bem Seu Márcio… deixa ele perguntar. – disse Joe pacientemente. Sérgio riu alto.

- Você é gosta de dar o cu, não gosta? – quando ele perguntou isso Jeniffer riu abertamente e eu esperei que Joe ficasse constrangido, mas ele permaneceu firme e sorridente.

- O senhor é um homem bastante observador… - disse Joe entrando no jogo dele – Sim, eu sou gay, mas nunca dei o cu nem nada disso… quando acontecer, farei questão de avisá-lo, talvez o senhor goste e queira experimentar. – Sérgio perdeu o riso na hora e bateu forte na mesa, se sentindo desafiado, mas logo disfarçou a fúria de maneira nada convincente.

- Você é atrevido.

- Eu sei já ouvi isso antes… agora, já que o senhor é um homem bastante observador, poderia nos falar o que sabe sobre a namorada do seu filho, eu presumo que o senhor tenha se preocupado em saber do histórico familiar dela.

- Bem eu… - Sérgio ficou pensativo percebendo razão no argumento de Joe.

- Acho que isso não é necessário, com o tempo a gente vai se conhecendo melhor. – disse Jeniffer pálida de nervosa.

- Quê isso amiga… não seja tímida, se quiser, eu falo por você – Joe levantou da mesa e deu uma piscadela para mim antes de prosseguir – Vejamos… Jeniffer de Monteiro Brasão… dezoito anos de idade… preza duas vezes por furto e consumo ilegal de drogas.

- Eu não sei aonde você quer chegar com essas brincadeiras, por favor, se senta Joe! – Jeniffer sorria sem graça.

- Para com isso amiga… ainda nem cheguei na melhor parte… se eu não te conhecesse, diria que está com medo… será? Continuando… Jeniffer mora em uma república de garotas aqui em Paraíso e seus pais moram na Capital… o que serve de ótimo argumento para a ausência deles… só que não… a verdade é que seu pai está preso há cinco anos por tráfico de drogas, antes disso, sua mãe já atuava como garota de programa para sustentar a você e seus irmãos… você, jovem e muito bonita foi vendida pela própria mãe para ser brinquedo sexual de várias pessoas… você conseguiu fugir não foi? Você fugiu e veio para Paraíso, mudou de sobrenome para tentar recomeçar… só que tentou da maneira errada.

Não pude deixar de sentir dó de Jeniffer que chorava desconsoladamente enquanto Joe lhe encarava com frieza no olhar.

- Porque está fazendo isso comigo? – disse ela aos berros.

- Porque ninguém humilha meus amigos e sai impune! – Joe disse isso e se direcionou a Sérgio – Eu posso ser apenas um moleque, mas por favor Sérgio… não mexa comigo nem com o Luís… se algo acontecer com eles, eu juro que faço pior com você! – Joe disse isso apontando o dedo na cara dele e saiu porta afora.

Sérgio ficou vermelho de raiva e começou a berrar xingando todos ali presente.

- Filho, vai pra casa com o Joe e a Lurdes, eu vou depois. – disse papai levantando da mesa.

- O que o senhor pretende fazer?

- O Sérgio é um escroto, mas é meu amigo. Vai pra casa, depois conversamos.

Assenti e dei dois passos para trás enquanto Jeniffer caía em prantos.

- Vamos Luís, a coisa vai ficar feia por aqui. – disse Lurdes me puxando pelo braço. A última coisa que vi foi Sérgio puxando Jeniffer pelo braço e a expulsando de sua casa. Papai e Felipe tentavam controla-lo, mas ele parecia estar possuído pelo demônio.

Entrei no carro junto com Joe e seguimos para longe daquela casa.

- Eu sabia que você ia aprontar alguma coisa menino! Já gostei de você de cara! – disse Lurdes para Joe, que permanecia sério – Agora, me conta uma coisa… como você descobriu tudo aquilo?

Joe suspirou.

- O irmão do meu pai é policial investigativo. Enquanto eu usava o computador do Luís na tarde de hoje, eu conversava com ele sobre Jeniffer e trocávamos informações. Mandei uma foto dela e pedi que ele investigasse tudo a respeito… não imaginei que fosse descobrir tanta coisa. – ele fez uma pausa e olhou para mim – me desculpa Luís, eu acho que extrapolei… eu só… não estava aguentando ver você sendo humilhado. Eu precisava fazer algo… no final, acho que sou pior que ela.

- Agora o estrago já foi feito. – Falei abraçando Joe – Obrigado por estar ao meu lado.

Ficamos em silêncio por alguns segundos.

- Você acha que o Felipe vai vir conversar com você agora? – perguntou Lurdes.

- Não sei… eu estou sem cabeça pra pensar nisso. Só quero que ele fique bem, do jeito que o pai dele ficou furioso, tenho medo do que possa acontecer. Vocês acham que eles vão ficar bem? – perguntei olhando de Lurdes para Joe.

- Não sei, mas por via das dúvidas liguei para a polícia – disse Lurdes do volante enquanto Joe olhava para mim com uma cara de culpa.

Fechei os olhos e pedi aos Vigilantes que protegessem meu amado, eu nunca me perdoaria se algo acontecesse a ele.

Refleti na letra da música que tocava na rádio, parecia ser feita para nós dois.

 

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim

Que nada nesse mundo levará você de mim

Eu sei e você sabe a distância não existe

Que todo grande amor só é bem grande se for triste

Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer

Pois todos os caminhos me encaminham pra você

Assim como o oceano só é belo com o luar

Assim como a canção só tem razão se cantar

Assim como uma nuvem só acontece se chover

Assim como o poeta só é grande se sofrer

Assim como viver sem ter amor não é viver

Não há você sem mim, eu não existo sem você.

(Eu Não Existo Sem Você, Vinicius de Moraes)

 

… A verdade que eu desconhecia naquele momento é que a tempestade só estava começando para Felipe e eu.


Notas Finais


"O AMANTE" é a segunda de um universo compartilhado de narrativas, ou seja, é uma sequência indireta DESTA história. Você pode ler pelo link a seguir:

O AMANTE (Fronteiras do Destino 2) ======> https://spiritfanfics.com/historia/o-amante-fronteiras-do-destino-2-9821988


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