História Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Hoffenhein, Homo, Mfc, Olhares Na Escola, Romance, Romance Gay, Universolove
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Palavras 2.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capítulo deveria ter saído ontem, mas devido alguns contratempos atrasou um dia.... mas aqui está... Esse capítulo representa o fim de um arco e o começo de outro...
Espero que gostem e não deixem de comentar.



Abraço forte e até mais tarde com "O Amante".


<3

Capítulo 13 - 12. O fim de um pesadelo e o começo de outro


Fanfic / Fanfiction Um Vício Chamado Felipe (Fronteiras do Destino 1) - Capítulo 13 - 12. O fim de um pesadelo e o começo de outro

12. O fim de um pesadelo e o começo de outro

 

Quando cheguei em casa eu sabia que passaria mais uma noite de tormenta preocupado com Felipe e com meu pai que ainda não tinha ligado para dar notícias.

- Acho que eu deveria ter ficado lá. – falei sentando no sofá com um olhar de desespero. Joe se aproximou de mim, ainda com seu olhar choroso.

- A culpa é toda minha… se eu não tivesse me metido nisso as coisas não teriam fugido de controle.

- Não se culpe. Você fez o que outra pessoa jamais faria por mim. – fiz uma pausa estendendo a mão para ele segurar – me sinto privilegiado em ser seu amigo.

Joe sorriu contente e antes que dissesse mais alguma coisa, Lurdes veio da cozinha com xícaras de chocolate quente.

- Meninos, trouxe uma coisinha pra esquentar nosso estômago. – ela falava entregando as xícaras para Joe e para mim – eu sei que estão preocupados, mas podem confiar em mim quando digo que tudo vai dar certo no final. Porque não aproveitam para tomar um bom banho e tentam descansar? Quando o Márcio chegar eu aviso vocês. Combinado?

Joe olhou para mim meio pensativo, como se segurasse as palavras.

- O que foi Joe? Quer falar alguma coisa? – Lides perguntou logo que percebeu sua estranheza.

- Não é nada, só que… Tá ficando tarde. Papai deve estar louco, meu celular descarregou e não tenho como ligar avisando que estou bem.

- Ai, não seja por isso. Liga do meu telefone. Pega aqui! – disse Lurdes estendendo o celular a ele – aproveita e diz que vai dormir aqui.

Joe discou o número do pai e se afastou para conversar. Alguns minutos depois ele voltou com uma cara nada contente.

- O que foi? – perguntei.

- Papai está vindo me buscar. Ele disse que é perigoso eu dormir fora de casa e que eu posso estar em risco por não saber quem vocês são.

- Não acredito que ele disse isso! Ele pensa que somos o quê? Assassinos? – Lurdes falava cuspindo com a voz alterada.

- Não é nada com vocês, é que ele é super protetor. – disse Joe suspirando triste.

Fiquei calado apenas olhando seu modo de agir. Estava mais do que claro que ele estava infeliz com tudo isso. Lurdes olhou para mim como quem tinha vontade de fazer algo mas não sabia o quê.

- Se você quiser eu converso com ele. Talvez se ele nos conhecer melhor ele veja que somos boas pessoas. – disse Lurdes tentando ser positiva.

- Pode ser, mas acho difícil ele ser convencido. – respondeu Joe desanimado.

Depois disso o clima ficou bem estranho. Joe preocupado com seu pai louco e eu preocupado com meu pai e com Felipe. Mil coisas passavam em minha cabeça como eles estarem mortos ou sendo torturados… quando se tratava de tragédia minha mente era bem fértil.

 

Era quase meia-noite quando o pai do Joe tocou a campainha nervoso como se seu filho estivesse realmente correndo risco de vida.

- Papai chegou. – disse Joe estremecendo e com um comportamento estranhamente suspeito a meu ver.

- Deixa que eu abro a porta. – disse Lurdes ajeitando o cabelo emaranhado.

No instante em que ela abriu ele foi entrando desesperado à procura do filho.

- Joe! Vamos pra casa! Tá tentando me matar do coração? Você está bem? Te machucaram?

- Ué… pensei que seu pai viesse e não seu irmão! – disse Lurdes sem entender.

- Eu sou o pai dele minha senhora! – disse ele irritado – Filho… você não pode simplesmente desaparecer… imagina se te pegam pra roubarem seus órgãos ou coisa pior…

- Eu estou bem papai. Vamos logo embora! – disse Joe se levantando e caminhando em direção à porta.

- Espera um pouco! Antes de ir embora quero deixar uma coisa bem clara… somos boas pessoas e seu filho é nosso amigo. Não precisa surtar dessa maneira moço!

- Claro que precisa! Meu filho é muito precioso pra ficar se expondo a riscos.

- Riscos? – disse ela perplexa – você pensa que somos o quê? Terroristas?

- Não sei, mas não me surpreenderia se fossem. Vamos filho, se despeça deles.

Joe olhou para mim e com um sorriso cheio de constrangimento disse “tchau” sem nem me abraçar.

- O pai dele tem sérios problemas psicológicos! – murmurou Lurdes depois que eles se foram – Viu a carinha de tristeza do Joe? Ai Luís… eu adorei ele. – disse fazendo uma voz fofa, sorri – Tá bom, agora chega de conversa fiada e vai tomar banho. Eu vu ficar aqui esperando o teu pai.

- Tá bom. – concordei e logo fui pro meu quarto pegar a toalha para tomar banho.

Logo depois que saí do banho Joe me mandou mensagem dizendo que estava bem, apenas cheio dos exageros de seu pai super protetor.

 

Acabei adormecendo devido o cansaço de dias sem dormir e tive pesadelos onde eu me via em um cemitério rodeado por pessoas trajando cores escuras. Felipe estava lá, de mãos dadas a alguém… era uma garota que eu não conseguia ver o rosto, mas sabia que ela era muito bela.

Eu chamava o nome de Felipe, mas ele não me olhava, apenas abaixava a cabeça com tristeza.

Quando Felipe finalmente soltou as mãos da garota, caminhou até um abismo e então me olhou sorrindo antes de pular no mar.

 

- FELIPE! – falei acordando assustado. Eu estava sem fôlego. Parecia tão real. Tentei acalmar meu coração, mas então vi que havia alguém deitado no chão ao lado de minha cama. Ele estava encolhido por causa do frio e tremia muito – Felipe? – falei sentando na cama e me beliscando para ter certeza de que não estava sonhando ainda.

Era real. Felipe estava no meu quarto, mas como ele havia chegado ali e porquê?

Fiquei olhando para ele atentamente e percebi que haviam alguns ferimentos em seus braços, eram agressões. Levantei da cama e o cutuquei suavemente.

Sorri quando ele abriu os olhos e os arregalou para mim, assustado.

- Luís, me desculpa eu… eu não queria te incomodar. – disse com uma voz fraca.

- Você está tremendo de frio! – falei estendendo a mão para ele – deixa eu te aquecer! – falei lhe abraçando com força. Eu sabia que ele precisava daquele abraço e tive a confirmação quando ele começou a chorar no meu ombro. Meu coração apertou por saber que era consequência do desastroso jantar, mas ainda assim, não falei nada, apenas deixei que ele soluçasse e se refugiasse no meu abraço.

- Me desculpa por ter sido tão cretino com você Luís – disse finalmente – eu só queria proteger você.

- Tá tudo bem, agora passou. – falei acariciando seu rosto ainda molhado pelas lágrimas.

- Eu nunca vou permitir que você passe pelas mesmas dores que eu passei. – disse sentando na cama, de mãos dadas a mim.

- Compartilha sua dor comigo – falei entrelaçando meus dedos aos dele – Quero ser um só com você. Sua dor é a minha dor, sua alegria é a minha alegria. Quero que entenda que se for pra enfrentar o mundo, que façamos isso juntos.

- Você gosta tanto de mim assim? – disse ele por fim.

- Mais do que eu poderia imaginar.

- Você não tem medo do futuro? Não tem medo do que pode acontecer se escolhermos ficar juntos?

- Independente do que venha acontecer no futuro, o fato de estarmos juntos já é uma vitória… dez minutos amando você, valem mais do que uma vida inteira distante.

Felipe ficou calado por alguns instantes soluçando e sorrindo. Ele então aproximou-se de mim e encostou a testa na minha.

- Nunca pensei que eu fosse querer tanto estar ao lado de alguém… mas eu não consigo me ver longe de você! Obrigado por não desistir de mim… e… eu… eu te amo Luís. Quero estar ao seu lado sempre, sem covardia, sem medo, quero me entregar pra você. – Ele disse isso e me beijou. Meu coração saltou de alegria e minhas pernas tremeram na hora em que ele me deitou na cama e jogou seu corpo sobre o meu. – quer namorar comigo?

Não consegui conter o sorriso de felicidade naquele momento.

- Namorar já é um bom começo. – falei me atracando ao seu corpo e lhe dando vários beijos no rosto.

Aproveitamos aquele momento de paz para namorar bastante e embora tivéssemos em uma situação bastante excitante, não fizemos nada além de amassos. Queríamos esperar por alguma ocasião especial para termos nossa primeira vez.

Já passavam das quatro da manhã quando Felipe deitou sobre meu peito e suspirou antes de dizer algo:

- Me sinto na obrigação de te explicar o que aconteceu – disse ele dando pequenos beijinhos em meu peito – Papai bateu em mim e me deixou com muitas marcas pelo corpo, por isso me ausentei do colégio durante a semana. Sabe, eu poderia aceitar todas as humilhações dele, mas nunca aceitaria que ele fizesse algo com você, por isso tentei me afastar. – ele fez uma pausa e olhou para mim – ele ameaçou pegar você e dar uma surra caso eu não me afastasse. Ele dizia que filho gay era filho morto.

- Eu sinto muito por isso. – falei imaginando todo o seu sofrimento.

- Tudo ficou mais confuso pra mim depois que a Jeniffer me ligou dizendo que você tinha ficado magoado por eu ter sido frio na ligação mais cedo. Ela disse que você tinha ficado com o Joe pra descontar a raiva que estava sentindo de mim. Fiquei sem chão e então ela me aconselhou a te deixar livre. Disse que eu precisava ser normal é que ela poderia me ajudar com isso... Eu fiquei tão revoltado por pensar que você estava nos braços de outro que acabei sendo fraco e permiti que ela me controlasse e armas de com meu pai aquele jantar.

- E o que aconteceu depois que Joe e eu fomos embora? – perguntei me referindo ao jantar.

- Papai ficou muito agressivo. Tio Márcio tentou controlá-lo, mas ele estava completamente transtornado… além de agredir a mim, tentou ferir Jeniffer, mas seu pai o conteve o máximo que pôde. Quando a polícia chegou papai foi detido e nós tivemos que dar o depoimento. – ele parou por um instante, fungando – tive que dizer a verdade aos policiais e quando fomos liberados, seu pai achou melhor que eu viesse com ele dormir aqui. Concordei, mas senti medo de olhar pra você e você me rejeitar. Que bom que estamos bem de novo… eu só estou intrigado com uma coisa…

- O quê?

- Como o Joe descobriu aquelas informações sobre a Jeniffer?

- Parece que ele teve a ajuda de um tio policial ou algo assim. O que aconteceu com a Jeniffer depois de tudo isso?

- Eu não sei… ela desapareceu sem dizer nada. – Felipe se abraçou ao meu corpo e fecho os olhos com um sorriso estampado no rosto – Agora sim posso dormir bem com seu corpo me aquecendo. Te amo. – me derreti quando ele disse isso.

- Eu também amo você. – falei isso e então fechei os olhos, pronto para finalmente descansar.

 

A manhã de domingo não poderia ser melhor.

Felipe deitado ao meu lado, papai em casa… tudo parecia começar a dar certo para todos nós, pelo menos era isso que eu pensava.

Levantei primeiro que Felipe por volta das nove e meia da manhã e fui logo tomar banho ainda sem acreditar que Felipe e eu estávamos namorando… NAMORANDO!

Eu estava nas nuvens e não queria descer por nada.

Me vesti e logo fui para a cozinha ajudar Lurdes e papai com o café da manhã.

Papai não iria abrir a padaria, ao invés disso tomaríamos um café da manhã em família.

Os dois estavam no maior love enquanto faziam refrescos, bolos e pães. Quando me viram abriram um imenso sorriso e me abraçaram com força.

Lurdes era a mais alegre e tinha colocado até uma música nacional pra tocar e alegrar a casa.

Papai também estava bem alegre, mas ainda assim era possível ver certa preocupação em seu olhar, afinal de contas, Sérgio era seu melhor amigo e estava preso.

- Parece que alguém viu um passarinho verde! Porque você está tão sorridente? – disse Lurdes com um olhar sugestivo, se referindo a Felipe. Fiquei meio sem graça por causa de meu pai que estava bem na minha frente e tentei disfarçar, mas ele foi o primeiro a falar:

- E aí, se acertaram? – disse ele sorrindo. Fiquei bobo com aquela aceitação toda. Ele era o melhor pai do mundo.

- Ah, parem vocês dois! Não gosto de ficar falando da minha vida dessa maneira… - falei ficando vermelho.

- Ora filho, deixa de bobagem, se tem uma coisa que aprendi, foi a respeitar suas escolhas. Sem contar que o Felipe é um menino de ouro… eu apoio completamente o lance de vocês… só sejam discretos por favor. Falando nisso, cadê ele? Já acordou?

- Ainda não. Ele tá exausto, tadinho. – falei com pesar – o que vai acontecer agora?

- Se você não se importar em dividir o quarto, ele pode ficar aqui até que a mãe dele chegue.

- A mãe dele vem pra cá?

- Bem. Os policiais disseram que o Sérgio não tem condições de permanecer com a guarda do Felipe e se isso acontecer o que é bem provável, Felipe terá que ficar de preferência com a mãe, por isso entraram em contato com a mãe dele, para que juntos encontrassem uma solução. – fiquei bastante pensativo depois disso, afinal de contas, Felipe sempre falou que não se dava bem com a mãe. Temi que ele estivesse entrando em um pesadelo pior que o anterior.

- E quanto tempo o pai dele vai ficar preso? – perguntei tentando não demonstrar muito interesse. Papai ficou tenso quando lhe fiz essa pergunta.

- Isso é uma situação meio complicada… acho melhor não entrarmos nesse assunto, não nos diz respeito. – disse papai meio desconcertado.

 

Senti que coisas piores estavam por vir e que eu precisava mais do que nunca estar com Felipe lhe dando forças.

 


Notas Finais


"O AMANTE" é a segunda de um universo compartilhado de narrativas, ou seja, é uma sequência indireta DESTA história. Você pode ler pelo link a seguir:

O AMANTE (Fronteiras do Destino 2) ======> https://spiritfanfics.com/historia/o-amante-fronteiras-do-destino-2-9821988


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