História Uma andorinha faz um belo verão - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags Andorinha, Angst, Baekhyun, Baeksoo, Estações, Exo, Kkbmafia, Kyungsoo, Pássaros, Romance, Sad, Soobaek, Yaoi
Visualizações 87
Palavras 1.324
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi chuchus!
Bom, este é oficialmente o meu debut, então estou SUPERNERVOSA.
Dêem muito amor pra essa coisinha! Skdndj
Escrevi de coração, espero que gostem ♡

Capítulo 1 - Andorinha - Capítulo Único


“Os pássaros voam para o Sul, Baekhyun.”

“Mas o que necessariamente significa isso?”

“Significa que um dia eles vão embora.”

Refleti. Mas eles também não voltavam no verão? Ou seria na primavera? Que eu me lembre, eles não vão sozinhos, certo? Eram perguntas que sempre me deixavam intrigado e, de certo modo, com medo. Por que ele me dizia aquilo? Eu não fazia ideia, mas tinha a impressão de que o meu amor queria me deixar. Poderia ser apenas minha imaginação, pois ele sempre fez questão de me deixar seguro sobre seu amor, ele sabia o quanto eu era “neurótico”.

Era assim. Nossa relação era um tanto estranha, mas não no sentido ruim. Nós tínhamos as nossas paixões, sendo Kyungsoo apaixonado por pássaros e eu apaixonado por ele. Não me faltava amor, todavia confesso; eu sentia algo estranho ao me comparar com a importância que ele dava aos pássaros. Não que eu estivesse com ciúmes, era apenas um conflito existencial, eu acho.

Tínhamos uma rotina, algo como comemorações anuais que não podiam faltar. No inverno, aproveitávamos a nossa lareira, juntinhos e aquecidos. Apenas ficávamos em casa fazendo tortas quentes. Já no verão, observávamos a migração das andorinhas em parques e no nosso lugar especial. Ele comprava sorvete diet para mim e um picolé de groselha para ele. No outono, Kyung utilizava os poucos dias de folga para aplicar-se ao estudo dos pássaros, às vezes tinha que fazer pequenas viagens para a África, onde habitam muitas espécies das andorinhas, pássaros nos quais ele mais observava. A primavera era a minha época favorita, pois no país onde nós morávamos era possível observar inúmeras espécies de flores diferentes. Estávamos sempre passeando e colhendo flores, era como um hobbie que compartilhávamos – um estudo que éramos empenhados em fazer, como uma parte do meu tratamento.

Kyungsoo me comparava, estava sempre atribuindo as características das aves a mim. A principal delas era a vontade de ser livre, mas eu não pensava o mesmo, pois estava preso em meus próprios vícios e manias, fazendo de mim mesmo o meu próprio cativeiro, no qual apenas ele podia me livrar.

Além de todas as coisas bonitas que eu podia destacar, havia uma que eu mais admirava: a voz de Kyungsoo. Cada um dos momentos mais perfeitos que nós tivemos tem uma trilha sonora, todas cantadas por aquela voz de veludo. Mesmo que estivesse apenas falando, sua voz era minha terapia, meu porto seguro. Por isso o acho ainda mais fantástico, pois em meio aos problemas de uma pessoa como eu, ele foi o único que se aproximou de mim ao invés de afastar-se. Quando a crise vinha, era impossível prever, porém ainda assim Kyungsoo soube controlar todas as que tive, sua paciência e serenidade eram os pilares mais fortes que me mantinham de pé.

E é por isso que sofro, porque tudo nesta casa, tudo desta vida me lembra daquela figura que tanto amei. Todos os dias acordo com aquele maldito bem-te-vi na minha janela, vindo todos os dias simplesmente para me trazer lembranças. O canto deste pássaro me leva aos momentos nostálgicos em que fui feliz. Lembra-me dos dias bons, quando a única coisa que eu queria fazer durante todo o dia era sentir o cheiro inebriante que ele deixava na cama. A nossa relação foi feita de saudade, ele lá e eu aqui, esperando a sua volta todos os dias, desde sete horas e quarenta e cinco minutos até as oito em ponto eu esperava, pois a ida ao trabalho e as fugidas do expediente tomavam parte do tempo que tínhamos juntos. Amei, amei com todas as forças e com o sentimento mais lindo que poderia ter. Entretanto, vejo que ainda não era suficiente para amenizar aquela distância que havia se instalado entre nós.

Apesar de tudo, Kyungsoo nunca reclamou. Para eu saber se algo estava errado, ele parava de cantar. Cantar era a vida dele, fazia parte da sua essência e do nosso cotidiano, não havia um dia sequer que ele não cantasse, pelo menos, uma música ou assobiasse uma melodia qualquer. Ficar sem ouvir a sua voz tornava meus dias solitários em dias ainda mais sombrios e melancólicos, onde eu apenas podia sentir falta, sem nunca cobrar nada dele. Apesar de a solidão me assolar, eu sabia dos seus limites, assim como ele respeitava todos os meus – limites estes que eram muitos.

Então como um canário desalentado, meu amor parou de cantar.

Passaram-se dias, semanas. Ainda assim, ele não me deu a graça de ouvi-lo entoar uma canção sequer. Eu tentei, tentei de tudo para tirar aquele semblante triste do rosto de quem eu mais zelei, porém não fui capaz. Na verdade, eu não era capaz de segurar nem meu próprio fardo, sempre soube que não seria capaz de ajudar Kyungsoo. Ajudar era a palavra, sempre pensei que não poderia ajudá-lo, mas este foi o pior erro que eu poderia ter cometido, pois ele precisava de mim. Enquanto ele sofria, eu estava sendo egoísta, pensando nos meus próprios distúrbios enquanto ele tinha que lidar consigo e comigo; sozinho.

No dia 20 de Setembro, Kyungsoo lançou-me a seguinte pergunta:

- Baekhyun, meu amor! A primavera finalmente está chegando, qual é a sua flor favorita? – ele tentava “forçar” um sorriso para simular entusiasmo, já que era a nossa estação, mas eu só conseguia pensar no tamanho da minha preocupação diante daquele comportamento.

- Bom, não tenho uma flor favorita, creio que nunca pensei nisso, já que gosto de tantas. Mas acho que seria o jasmim. Por que a pergunta repentina?

- Curiosidade, não se preocupe. – Sei que pude transparecer o quanto me importava com a sua situação; então, como sempre, ele tentou me tranquilizar dizendo para que eu não me preocupasse.

Aqueles olhos grandes escondiam surpresas, eu sabia que sua curiosidade nunca era desperdiçada.

No dia 22 de Setembro, acordei como em um dia qualquer, apenas com um aspecto diferente, mais especificamente um aroma peculiar, deduzi ser a flor tão bem conhecida por mim – jasmim. Olhei para o outro lado da cama e lá estava a flor amarelada em cima de um papel dobrado. Assim que o desdobrei, reconheci sua caligrafia em um pequeno texto que dizia:

“Eu te amarei mesmo que as estações passem uma a uma. Ainda que eu não sinta mais o calor do verão em meu rosto, a primavera do meu amor sempre estará contigo. A vida é bela, belíssima, Baekhyun.”

E assim ele partiu, saiu na primavera para fazer verão em um mundo no qual realmente o merecia. Deixou comigo a essência do jasmim recém-nascido da estação junto com vazios. Vazios estes que jaziam em meu peito, na minha cama e nos meus ouvidos. Canto nenhum era melhor que o dele, pássaro algum possuía tamanha beleza, seu gosto pelo visual monocromático não seria superado por nenhuma penugem colorida.

Ele me deixou como uma folha tem que deixar sua árvore para a vinda do outono. Sua vinda foi como uma brisa de verão, calma e refrescante, na qual refrigera a alma e traz conforto. Sua ida foi como um vendaval, como uma tempestade em alto mar, deixando-me à deriva – sozinho e confuso. Como uma andorinha, ele voou. Voou para além do céu, além do horizonte visto da janela do nosso quarto. Foi liberto como um filhote aprendendo a voar, arriscando a sorte em alturas como o vale onde, pela primeira vez, fotografou o nascimento de uma andorinha-dáurica.

Kyungsoo chamava aquele vale de Vida.

Agora entendo que ali é onde começa e termina uma vida, ali nasceram e morreram andorinhas.

Foi ali onde brotou a minha primeira lágrima depois do incidente. Foi onde, finalmente, o homem da minha vida alcançou a paz e a liberdade junto dos seus semelhantes, onde o seu coração sempre pertenceu e fez morada; como se, no final de sua jornada, mostrasse a mim onde eu poderia reencontrar o seu amor, vivíssimo.

Amor este que está vivo em mim, no jasmim e nas andorinhas.


Notas Finais


Olá a todo o público, eu queria dar satisfação sobre alguns assuntos que eu acho pertinente.

Primeiro de tudo: Se alguém foi acusado, a culpa não foi nossa. Digo, do projeto. Se houve algum problema com plágio, a responsabilidade é da escritora e se a escritora foi baixa ao ponto de acusar outrem de plágio, o que nós podemos fazer? Não temos inveja de projeto algum ou de escritora alguma, então não usem isso como argumento.

Parte dois: O projeto foi criado no âmbito da diversão, porém, percebemos que apenas ela não é suficiente para mante-lo de pé. Portanto, por esses e outros motivos, estaremos reformulando o projeto; claro que antes do debut oficial, e eu espero que daqui para lá, estejamos com tudo pronto.

Parte três: Uma fanfic foi excluída e o motivo pelo qual fizemos isso foi o feedback. Claro, não estamos em busca da fama absoluta, no entanto, a fanfic foi postada em uma hora errada e a formatação não ficou 100% boa. Okay? A autora concordou e achamos melhor tomar essa decisão.

(Espero que tenham gostado dessa angst cheirosinha aaaaa)


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