História Uma Condessa Por Detrás das Câmeras - Capítulo 11


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Categorias The Originals
Personagens Camille O'Connell, Davina Claire, Elijah Mikaelson, Esther Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Hope Mikaelson, Jackson Kenner, Kieran O'Connell, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Marcellus "Marcel" Gerard, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson
Exibições 21
Palavras 1.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - The Blonde Devil


- Como ninguém me conta que o diabo louro voltou para nossas vidas?- questionou Joseph, o sotaque carregado.

- O que, pequeno bastardo? Com medo dos demônios do passado?- retruquei, cínica e com um sorriso de deboche no rosto.- Ou com medo que eu arranque sua cabeça fora? Posso bater um papinho com umas bruxas amigas e manda-las trazer seu progenitor do outro lado, tenho certeza que a "Condessa Sangrenta" é moleza perto do seu pai psicopata.

- Corta!- o diretor berrou.- Intervalo de cinco minutos. Cassidy, trabalha um pouquinho mais o sotaque americano, a última parte saiu muito... britânica.

Fiz que sim com a cabeça e bufei, passando a mão pelos cabelos. Já era a terceira tomada da mesma cena e eu não conseguia controlar o meu maldito sotaque. Talvez fosse a porra do meu maldito nervosismo com o que li no script. Que eu nem sabia porque eu estava tão nervosa desse jeito, caramba, eu sou adulta e profissional, não posso ficar surtando porque vou ter que beijar um cara bonito.

- Você está bem nervosa hoje, o que aconteceu?- Joseph parou ao meu lado, já fazia quase três semanas que eu estava trabalhando como Elizabeth e também estava fazendo amizades com o resto do elenco, sem ser apenas as mulheres, algumas delas eram Joseph e Charles.- Há algum problema?

- Problemas eu ando tendo muito essa semana, meu irmão caçula está sendo mandado pra morar comigo e eu não sei nem como cuidar de mim direito, imagina um menino de dezesseis anos!- cocei a nuca, vendo Daniel conversando no outro canto com Nathaniel.

- Oh, é por causa do script?! A cena da Condessa com o Kol?- ele riu, parecia Raleigh tendo conversa sobre meninos comigo.- Ah, Nate não é um bicho de sete cabeças, Cass, converse com o garoto.

- Eu sou uma mulher, Jospeh, sabe o qual paranoica são as mulheres?- arqueei uma sobrancelha.- Digo, provavelmente sim, mas né, eu to ficando maluca.

- Aceite o conselho, conversem. Pelo andamento da história, essa não vai ser a única cena de beijo, Cass.- ele deu uma piscadela e se foi.

- Você está parecendo meu irmão mais velho!- brinquei e ele deu uma alta gargalhada.

Me obriguei a manter a calma e precisamos de apenas outra tomada da cena, prendi o cabelo como deu e fui para fora responder as milhares e diárias mensagens de Samuel. Minha cabeça estava doendo e eu estava morrendo de fome.

- A próxima é nossa.- pulei de susto ao ouvir a frase.

- Cacete! Quase me matou de susto...- me virei para Nathaniel.-  E eu sou muito jovem para ter um ataque cardíaco.

- Não foi a intenção, juro.- ele sorriu e ergueu as mãos em rendição. O tipo de sorriso que me deixaria retardada se fosse um mês atrás.

Até minha alma estava com frio por conta do vestido estúpido do figurino e agora eu estava constrangida.

- Não está com frio?

- Estou congelando, na verdade. Não sei porque Elizabeth não consegue manter as pernas cobertas.- brinquei, tentando descontrair o clima.

- Olhe, você dá na cara que não vai muito com a minha cara, mas eu quero fazer um trabalho bom com a história...

- Eu "vou com a sua cara", é que...- interrompi a metade de sua frase.- Até mês passado eu tinha um crush platônico em você, agora eu tenho que beijar você, percebe o quanto é estranho para alguém que era feita de capacho por uma chefe endemoniada até ontem? Eu estou tentando desesperadamente me acostumar com tudo, mas tá difícil.

- Você tem uma queda por mim?- ele franziu o cenho em confusão, mas não em deboche.

- E eu falei demais, como sempre...

- Você disse que não se acostuma com o fato de estar convivendo com pessoas que via na tv, mas então vamos mudar isso, afinal, você viu os personagens.- ele me estendeu a mão.- Eu sou o Nate, e adoraria ser seu amigo.

Parei por um minuto, para ter certeza que ele não estava tirando com a minha cara, por mais que não me parecesse esse tipo de homem, mas porque não?

- Eu sou Cassidy, a maluca que fala pelos cotovelos.- apertei sua mão.

- E não precisa me chamar de Nathaniel, só minha mãe me chama de Nathaniel, para a loira bonita que eu vou ter que fazer par, é Nate.- ele sorriu outra vez.

- Uh, essa foi sutil.- gargalhei.

Ele abriu a boca para responder mas uma voz bem conhecida berrou de dentro do set, diretor nos chamando.

- INTERVALO ACABADO!

- Pronta?- ele me olhou, dessa vez sério.

- Se eu estiver mais pronta que isso, vai ser a melhor atuação de uma carreira que nem começou.- mordi o lábio em nervosismo.

Entrei outra vez no set e recebi aquele olhar sugestivo, nem preciso dizer de quem.

- O que? O gato comeu sua língua?- formei o mesmo sorrisinho arrogante de Elizabeth.

- Nah, eu só estou pensando se meu irmão quer você inteira ou apenas a sua cabeça, tenho algumas bandejas bem bonitas, então não me teste, Elizabeth.- Joseph rosnou entre dentes.

- Você me ameaçando? Ah, Niklaus, o que de pior você pode fazer além do que aconteceu há quase novecentos anos atrás? Uhhhhh, eu ainda sinto o sangue quente de meu pai escorrendo pelos meus dedos.- estalei a língua nos dentes, ainda com o sorrisinho arrogante.- Depois daquele dia eu aprendi o tamanho da desgraça que a sua família leva por onde passa. Kol não vai me fazer mudar de ideia, mas olha, quando me ocorreu a ideia de lhe fazer uma visitinha, me senti inclinada à arrancar o coração que está no seu peito e contar quantos minutos leva para crescer outro no lugar, e depois, fazer o mesmo com o seu irmãozinho.

Joseph deu a gargalhada fria e sem emoção de Klaus e a porta atrás dele se abriu e Nate passou por ela, a dor claramente estampada em seu rosto. Afinal, Elizabeth Bathory era o amor épico do mais novo dos Originais.

- Eu vou deixar os pombinhos conversarem, e Lizzie, não fique mais brava comigo ainda por conta desse presentinho.- Joseph, ou o personagem qual ele estava encarnando, me deu uma piscadela e saiu de cena, direcionei o olhar de ira de Elizabeth para Nate.

- Sua raiva por mim é tanta à ponto de querer arrancar meu coração fora?- ele quase riu.

- Ah, por favor, é sério que seu irmão vai me manter nessa maldita barreira e me obrigar a ouvir toda a sua ladainha,Kol? - eu gargalhei e cruzei os braços sobre o peito.- Enfie uma estaca no meu coração de vez, vai ser bem menos doloroso, lindo.

- Elizabeth, eu te disse a verdade, o ódio que tenho pelo meu querido irmão depois do que ele te fez, atingiu níveis inimagináveis. Ele sabia o quanto a doce e bela Elizabeth Bathory, a mulher mais pura e adorável que eu conheci até hoje significava para mim. A única mulher que me transformou do estripador descontrolado para algo melhor.- começou ele.

- Ah, me desculpe se eu quero matar seu irmão sociopata funcional, afinal, fui eu que arranquei cada gota de sangue dos corpos da minha família enquanto estava em transição. Porque? Porque Niklaus não suportou que um membro de sua famialiazinha maluca vivesse feliz e os abandonasse, e meu erro? Foi ter me envolvido com você.- quase rosnei em efeito da falsa raiva.- Andreas Bathory pagou caro por isso, enquanto implorava para a própria filha não arrancar seu coração do peito, então me permita lhe esclarecer uma coisa, Kol Mikealson, Elizabeth Bathory, a doce e inocente morreu. E o que sobrou foi o ódio que você causou.- soquei o ar, segurando a mão onde depois, com os efeitos, haveria a parede invisível.- Então me perdoe se eu quero arrancar o seu coração e pendurar sua pele recém esfolada como cortina do meu quarto no Palace Royale.

Nate estreitou o olhar na minha direção, tirei a jaqueta de couro vermelho e joguei no sofá próximo, Nate bufou e deu meia volta do caminho que fazia até a porta. Agora seria o momento para com o qual eu estava me coçando de nervosismo, Nate chutou o sal com qual Riley fizera a barreira e me empurrou para a parede não imaginária e me beijou. Não um beijo de verdade, obviamente.

Mas meu coração parou no peito do mesmo jeito.

 

 


Notas Finais


Oliem, eu to meio com dificuldade para dar aquela desenvolvida boa em Nassy, então vocês desculpem se alguma coisa ficar esquisita ou sem sentido, é que eu to toda afobada pra juntar meu casal preferido que nem juntou e eu já shippo forte.
Look da Cassidy para a gravação: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_327/set?id=211214879


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