História Uma Coxinha - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Era Pra Ser Comedia, Kaisoo, Sulay, Xiuchen
Visualizações 148
Palavras 3.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quem nunca sofreu por crush
Não sabe o que é sofrer.

Só digo isso.

Boa leitura, annyeong~

Capítulo 3 - Não tô afim de sofrer


Fanfic / Fanfiction Uma Coxinha - Capítulo 3 - Não tô afim de sofrer


Depois de um tempo repassando minha vida de trás pra frente, eu notei uma coisa que eu já sabia mas nunca tinha reparado: Eu só me fodo. Não no sentido literal da palavra, mas ainda assim.

Depois que Yixing foi viajar com alguém, eu e Jongade aproveitamos o tempo com o chinês longe pra conversar sobre a única coisa que irmãos de pais diferentes tipo a gente sabem falar nessas horas de desespero: homens. Por que não? 

Fomos direto da universidade pra minha casa, a qual eu divida com Yixing por motivos de que a grana tava curta e era mais fácil pra gente daquele jeito.

Claro que compramos comida o suficiente pra um mês, mas que duraria no máximo duas horas e ficamos no meu quarto. 

Jogamos alguns jogos do Lay, assistimos um filme qualquer e depois apenas descansamos na minha cama mesmo. Eu sempre contava tudo, simplesmente tudo pro Chen, então uma hora acabei contando do beijo que me roubaram no depósito, e de como o Chanyeol tinha mandado guardar o segredo e depois ficou lá sorrindo com o Santansoo.

- Dae. Por que eu acho que o Chanyeol tá brincando com meus sentimentos? 

- Não vejo motivos pra ele fazer isso. Quer dizer, se ele te beijou, foi por que ele queria te beijar, né?

- Mas e se ele queria me beijar só pra me ver sofrer?

- Então eu mesmo faço questão de bater nele.

- Por isso que eu te amo! - É pra isso que servem os amigos, pelo amor, se tem um lado bom na vida, o nome desse lado é Jongdae, juro.

- Eu sei. Mas você já parou pra pensar se for o contrário? Se ele gosta mesmo de você? 

- Se ele gostasse não teria chamado uma vaca qualquer pra ir com ele naquela porcaria de baile.

- Achei que você não gostava dessas coisas.

- Eu não gosto! Mas se ele gosta mesmo de mim, custava me chamar?

- Por você não chama ele?

- Ele já tem alguém. 

- Tá, mas se ele não tivesse ninguém, você chamaria? - O problema da intimidade é que seus amigos sempre sabem tudo de você, e é impossível fazer qualquer coisa sem ser pego.

- Isso é outra coisa.

- Não é porra nenhuma, se você não tem coragem de chamar ele pra ir, ele não precisa ter coragem de te chamar também. 

- Aí a gente vai ficar nessa merda por um bom tempo.

- Esse é o ponto.

- Mas e você, hein, Jongdae? Vai chamar o Minseok ou não? - Ah, mas eu sou muito naja mesmo. Chen olhou pra todos os lados, por que se eu não sei como deixar meu melhor amigo desconfortável, ninguém mais sabe.

- É que...

- Você nem perguntou, né?

- Não. 

- Olha... Se eu te ajudar com isso, você me ajuda com o Chanyeol? Fechado? Ótimo. Vamos fazer o seguinte...

- Eu não concordei com nada, Baekhyun. 

- Vai, Dae, por favor, me ajuda! Se você não cuidar de mim, quem vai cuidar? O que eu vou fazer da vida sem meu melhor amigo lá pra me impedir de errar o ponto do miojo? - Eu sei, eu sei, eu sou muito convincente. 

- Tá. O que você quer fazer?

- O Chanyeol conhece um cara que conhece outro cara que é amigo do Minseok. Eu posso pedir pra ele desenrolar as coisas, sabe?

- Certo. E o que você quer que eu faça? 

- Você? Pode tentar conversar com o Chanyeol. 

- Mas eu nunca falei com ele antes.

- Sei lá, só puxa assunto com ele. O Chanyeol é bem aberto, arrancar as coisas dele não é difícil. 

- Tá. Mas, só por curiosidade, o que você vai falar pro Minseok?

- Relaxa, Chen, até parece que não cresceu consertando as merdas que eu faço. 

- Por isso que eu me preocupo. - Por isso que eu falo que preciso de amigos novos. Os meus nem confiam mais em mim.

- Nossa, como você é chato, já disse que eu dou um jeito.

- Dá última vez que você "deu um jeito" nas coisas, o Lay levou a expressão "Vai se ferrar" à sério. - Eu sou daqueles que lembram de uma coisa engraçada e começo a rir sozinho.

- Ah, é. Ele bateu naquele moleque com uma barra de ferro, né?

- Aquilo não teve graça. 

- Claro que teve! Eu nunca vi o Yixing tão desesperado e fofo ao mesmo tempo. 

- Você não existe... Vou confiar em você dessa vez, Baek, mas se fizer merda, eu juro que acaba a amizade aqui. - 

- Você me ama demais pra isso e é trouxa demais pra acabar nossa amizade.

- Se chegamos ao ponto que eu nem fico bravo quando você me xinga, eu devo ser bem trouxa mesmo.

- E é. Ei, Chen, enquanto isso, o que acha que eu devia fazer pra provocar o Chanyeol? 

- Provocar? Provocar o que? Crise de riso? Apenas seja você. 

- Não, Jongdae, não me brinca comigo hoje não, sabe muito bem do que eu to falando que de inocente nem a cara você tem.

- Sei lá. Você sabe mais da vida dele que eu.

- Verídico. Ah, já sei. Ele vai pra biblioteca toda quarta feira.

- E o que tem isso?

- Não sei. O que eu faço? 

- Eu não consigo nem me ajudar, vou ajudar os outros. Dá um jeito de descobrir se ele gosta de você mesmo ou se só tá brincando. 

- E como eu devia fazer isso?

- Aí é com você. - Ou eu sou muito bipolar ou meus amigos não sabem se querem ser fofos ou trouxas comigo. Se decidam, por favor. - Eu queria muito terminar essa conversa com algum daqueles conselhos de amigo que servem pra alguma coisa, mas não tenho nenhum no momento. 

- Sua sinceridade me assusta. Já vai embora?

- Tenho que ir. Coisas pra fazer. - Ele se levantou e foi até a porta, mas mentiu pra mim tão na cara dura que eu nem consegui deixar quieto.

- Mentiroso, sua vida social é pior que a minha, Dae. Você vai é ficar um bom tempo fazendo um daqueles desenhos incríveis do Minseok enquanto ouve aquela música que você não para de cantar.

- Primeiro, não sei se isso foi um elogio ou uma ofensa. Vou preferir a primeira opção. E segundo, Melanie Martinez é uma cantora incrível, então respeita, tá?

- Tá pior que eu e a Madonna, sério.

- Tanto faz. Vou indo. Até amanhã. 

- Amanhã nada, que amanhã é sábado e eu vou tirar o dia inteiro pra fazer coisas produtivas.

- Tipo?

- Dormir, claro. - Ele revirou os olhos.

- Desisto de você. Tchau. - E eu desisti de gostar de pessoas reais faz um tempo. Prefiro os atores maravilhosos das minhas séries. 

É, eu já cheguei ao ponto da minha vida em que Damon Salvatore é um dos meus melhores amigos.

Eu passei todo o meu final de semana - todo mesmo - pensando em como eu falaria com o Chanyeol, já que desde aquele negócio do depósito, eu evitei o poste de todas as maneiras possíveis, e eu precisava da ajuda dele pra falar com o Jongin, pra que eu pudesse falar com o cara que era amigo do Minseok, mesmo que eu nem soubesse o nome dele.

Claro, não pensava apenas nisso, também pensava em como o Chanyeol beijava bem e que se ele tentasse me provocar de novo, eu ia meter minha mão na cara dele. Provocar é a minha função, e não é um Park Chanyeol me falando pra guardar segredo com aquela voz grossa que ia mudar isso.

A segunda feira finalmente chegou, e eu me levantei da cama pior que um zumbi de The Walking Dead, mas acordei cedo, por duas razões muito específicas: Yixing tinha voltado de viagem e queria passar em casa antes de ir pra universidade e eu havia comprado um delineador novo e queria conseguir a perfeição. 

Que infelizmente não foi possível por causa de um chinês bem filho da puta.

- Baek, a gente precisa ir.

- Por que a pressa?

- Vamos logo!

- Calma, Lay, desde quando você tem pressa pra fazer alguma coisa?

- É que tem alguém que eu preciso encontrar!

- Aquele seu amigo secreto?

- Sim. Podemos ir, por favor? - Revirei os olhos, vendo aquele bico na boca dele que sempre me convencia. 

Se eu sacrifiquei meu delineador perfeito pelos meus amigos, eu devo ser a melhor pessoa do mundo. Mereço uma bolsa da Gucci depois dessa.

Encontramos o Dae no meio do caminho, e, não sei se era por ser segunda-feira, mas ele tava bem na pior, tipo, alerta de olheiras e cabelos bagunçandos. 

- Dormiu demais?

- Eu não dormi. - Ele respondeu, mais seco do que a minha semana de crise Chanyeol. E Yixing já foi perguntar o óbvio, de novo. 

- Por que? Aconteceu alguma coisa?

- Não, Lay. Tá tudo bem. Vamos andando logo, ok? - Decidi que era melhor não discutir e só seguir caminho.

Pra minha surpresa, assim que chegamos, o chinês deu no pé, e Jongdae disse que precisava parar na biblioteca. Se esses dois não estão conspirando pelo meu relacionamento, não sei mais o que estão fazendo.

Fiquei sozinho andando pelo corredor quando um braço passou pelo meu pescoço, e pensando ser o Lay, eu só deixei quieto.

Mas não era o Lay.

- Eu estava errado, né? Você não gosta de mim. - Padre, preciso confessar um pecado, eu consegui ficar exitado só com a voz de Park Chanyeol no meu ouvido. Socorro.

Chanyeol, me assuta de novo desse jeito, que eu meto outro tapa na sua bunda.

- Acorda do sonho, Baek, e responde minha pergunta. Você não gosta de mim, né?

- Por que quer saber? Foi você que me beijou, não é você quem gosta de mim?

- Só queria saber. Não queria que as coisas ficassem estranhas pra gente, sabe?

- Não, não sei. Mas nada tá estranho, então tudo bem, né? - Eu sou o maior mentiroso da face da Terra, mas não é possível... Tinha muita coisa estranha entre a gente, e a primeira era que ele veio falar comigo por livre e espontânea vontade e tava agindo como meu amigo. Super normal. - Mudando muito de assunto agora, eu preciso da sua ajuda.

- Precisa de mim, pela primeira vez na vida? E o que é? Não alcança algum livro?

- Fala que sofre bullying mas tá aí se zoando.

- Nunca falei isso. Mas sério, o que você precisa?

- Sabe aquele seu amigo, Jongin? 

- Ele não é meu amigo, é amigo de um amigo. Mas tá, o que tem?

- Fiquei sabendo que ele conhece um cara, e eu preciso falar com ele.

- Sem problemas. Podemos falar com ele mais tarde. Só isso?

- Sim.

- Mas você não respondeu minha pergunta ainda. - Confesso que precisei de um tempo pra pensar em como responder aquilo, por que eu não sou do tipo que se confessa pros outros em baixo de árvores de cerejeira. 

- Não gosto. - E não chegava a ser mentira, eu não só gosto dele, puta merda, eu amo esse homem. 

- Ah... Entendo. Bom, eu tenho que ir. Te vejo por aí, beagle. - Foi só minha mente iludida ou ele pareceu triste? Sei lá, só sei que eu meu shippo tanto com ele.

Só verdades.

Eu passei as primeiras aulas inteiras junto com um Jongdae que parecia estar prestando muita atenção na vida (sinta a ironia) e pela primeira vez, Yixing matou o aula. O mundo da voltas, meus amigos.

Só que o Chanyeol também matou aula, o que era bem estranho, mesmo com o jeito relaxado dele, ele sempre tava lá, nas primeiras fileiras, junto com Kyungsoo, e mais recentemente, com o Jongin também. 

Finalmente, a porcaria daquela aula acabou, e eu já fui de encontro com meu almoço, que dessa vez eu consegui comer em paz. Ainda que eu tivesse sentido falta do gigante pra tentar roubar meu salgado de mim. Você sabe que o amor é verdadeiro quando você quer dividir sua coxinha com a pessoa. 

E quando eu estava nos últimos pedaços da minha comida exageradamente gordurosa, uma mão puxou ela de mim.

Nunca fiquei tão feliz por ter minha comida roubada, se isso significava poder ver o Chanyeol. 

- Onde se meteu?

- Eu? Por que? Ciúmes? 

- De maneira alguma. Só queria saber onde estavam os olhos que ficam me encarando no meio das aulas.

- Eu tava por aí. Enfim, o Jongin vai chegar logo, quer comer alguma coisa?

- Pode ser, já que alguém roubou o último pedaço da minha coxinha.

- Doce vingança, não? O que vai querer?

- Você vai pagar?

- Claro. - Ai, gente, emocionei aqui, vou chorar, meu coração é sensível. 

- Então... Qual a coisa mais cara mesmo?

- Nem pense nisso.

- Tá bom. Um refrigerante já tá bom pra mim.

- Ótimo, por que eu não ia comprar mais que isso.

- Rude. - Chanyeol, além de ter mentido pra mim, ainda me pagou um pedaço de bolo de chocolate. Me diz se não é pra casar, ter três filhos e um cachorro? - Obrigado.

- Por nada. Ah, olha eles ali. - Eu nem surtei quando ele pegou na minha mão e me arrastou pelo refeitório. Ah, Chanyeol, falo nada, mas queria que você pegasse em outro lugar, também... Uau. Me sinto um maníaco sexual. Isso não é bom pra minha baixa sanidade. Vamos parar, ok? Ok.

- Chan! Demorou, senta aí. - Tenho que dizer que ficar junto dos amigos do Chanyeol me fez me sentir a pessoa mais especial do mundo.

- E aí? - Frase tão hétera que me fez ficar mais baixo ainda. - O Baek tem uma coisa pra te pedir. - Porra, mais direto impossível, fiquei nervoso agora.

- Assim na lata? Tá, calma, é que... - E encarar aquele rostinho lindo do Jongin não tava ajudando em nada. - Eu precisava falar com... Bom, na verdade eu não sei o nome dele, mas sei que ele é amigo do Minseok. 

- Ah, sei! O nome dele é Oh Sehun.

- Sim, ele mesmo. Onde eu encontro? - Kyungsoo, que tava quietinho (lembrando que os silenciosos são os mais perigosos) sorriu pra mim de um jeito tão malicioso que eu achei que fosse ficar vermelho ali. 

- Se importa se eu perguntar o por que você precisa dele?

- Eu nunca disse que precisava dele. - O diabo soltou o livro que tava lendo e se inclinou na mesa.

- Ele faz o seu tipo, sabe? Sehun também é todo atirado, vocês fariam um par ótimo. É pra isso que você precisa saber onde ele tá, né? Vai chamar ele pro baile.

- Mas não é pra isso que...

- Como assim? - Acho que o refeitório todo ficou surpreso quando o Chanyeol simplesmente levantou e bateu com as mãos na mesa, mas principalmente eu, que tava do lado dele e pulei de susto. - Vai mesmo chamar o Sehun? - Ele perguntou quando se acalmou e voltou a se sentar, talvez com vergonha por ter chamado tanta atenção. 

- Eu não vou! Eu preciso dele por que ele é amigo do Minseok! - Odiei o mal entendido, mas odiei mais ainda o demônio por ter criado a treta inteira. Além disso, por que ele ficou tão bravo comigo? Ah, não espera... - Ei, Kyungsoo, relaxa, eu não vou chamar seu namoradinho pra ir, pode cortar o ciúmes aí, por que não sou obrigado. - Nunca vi alguém corar tanto quanto o Santansoo naquela hora, e ele ainda tentou esconder o rosto nos livros.

- Espera, Kyung, você namora? - Puta merda, alguém me diz que Kim Jongin não falou isso. Tenho dó do demoniozinho.

- Não, Kai, não namoro. - Ai. Me senti mal depois dessa.

- Ah, ok. Enfim, é Baekhyun, né?

- Como sabe meu nome? - Que eu me lembre, nunca falei com ele antes, a não ser que... Não, não é possível, né?

- Tá brincando? Chanyeol não fala de... - Meus olhos nem acompanharam a tampinha do refrigerante que foi dos dedos do Park pra testa do Jongin. Deve ter no mínimo doído. - Desnecessário. Sinceramente, não precisava.

- Precisa aprender a ficar quieto, Jongin. - A voz já grossa do poste conseguiu ficar ainda mais grossa e perigosa, se ele fala com essa voz no meu ouvido, acho que eu caio duro - em todos os sentidos possíveis - na hora.

- Tá. Baekhyun. O Sehun deve tá na sala de dança. Se você correr, alcança ele.

- Jura? Ok, preciso ir, mas obrigado, Jongin.

- E pode me chamar de Kai. Mas em troca, eu te chamo de Baek.

- Sem problemas. Tchau, Chanyeol. - Em minha defesa, eu não estava pensando nos meus atos quando beijei a bochecha do Chanyeol. Sou inocente (aham, sei).

Eu só notei que a merda tava feita quando ele colocou uma mão no rosto e me olhou com aqueles olhos arregalados.

Já saí correndo de novo. Engraçado, sou eu o apaixonado, mas sou eu que sempre saio correndo. 

Certo você, onde já se viu Byun Baekhyun correr atrás de homem? São eles que correm atrás de você.

Depois dessas palavras de encorajamento da minha mente, eu cheguei morrendo na sala de dança. 

Era um lugar meio escuro, com um corredor longo que dava em uma porta de madeira, o único lugar bem iluminado. Se chegasse perto, dava pra ouvir uma música extremamente rápida tocando.

E só quando eu abri a porta, eu notei que eu não sabia como chegar no assunto, então eu apenas fiquei encarando o reflexo de um garoto - muito lindo, pra deixar claro - de cabelo laranja, e ele me encarou de volta.

Deu pra sentir umas faíscas saindo, sério. 

- O que? Quer um pedaço? - Mas que audácia, essa. E que sorriso mais filho da puta, socorro, acho que vou ser abusado. Fujo ou grito?

- E-eu... Vai, Baekhyun, desde quando você é tímido? 

- Fala sozinho, também? Uau. E eu achei que já conhecia gente estranha o suficiente. 

- Você. É Oh Sehun? 

- Eu mesmo. Do que precisa? - Parece até traficante, é sério, tô com medo.

- Ahn... Você... Conhece um cara chamado Minseok, certo?

- Aham. E?

- Eu preciso de um favor seu.

- Assim, sem nada em troca? - Mas que belo filho da puta que é esse Sehun... Quase, repito, quase, pior que eu.

- Primeiro, eu te falo o que eu quero, depois discutimos o resto.

- Tá, fala aí. Não prometo que vou prestar atenção, mas ok. - Se eu não bato na cara da criatura...

- É o seguinte, eu preciso saber se o Minseok já tem algum par pra porcaria do baile.

- Aquela coisa lá? Não, acho que ele nem vai.

- Preciso que você convença ele à ir.

- Por que eu faria isso por você? 

- Pago seu almoço por uma semana.

- Feito, continua. - E não é que eu consegui? Como é fácil comprar esse cara.

- Preciso que convença ele à ir, e de preferência, sozinho.

- Vai convidar ele?

- Não é por mim, olha, eu realmente sou uma ótima pessoa, então tive todo esse trabalho por outra pessoa.

- Duvido nada que seja mentira, mas se você diz... Vou fingir acreditar. Ok. Falo com ele e te aviso depois. Mas meu almoço é por sua conta por uma semana.

- Exato. E... Ah, merda, preciso ir, foi bom te conhecer, Sehun.

- Mas sei se posso dizer o mesmo. - Não sou obrigado. Recalque alheio é foda, viu.

Ainda assim, fui embora de bom humor, pelo menos uma das minhas tarefas estava feita.

O resto não dependia de mim, e sim da mente boa do Minseok e do Jongdae, que Deus ajude, por que se depender do meu amigo, eles nunca vão trocar uma palavra, e o baixinho nunca vai poder ver os desenhos incríveis que o Dae faz.

Mas eu tinha meus próprios problemas pra resolver. Mas quem disse que eu precisei fazer qualquer coisa? Como já disse uma sábia mente antes, Byun Baekhyun não corre atrás dos homens, são eles que correm atrás de mim.

E foi literalmente isso o que aconteceu quando Chanyeol apareceu do nada por trás de mim.

- Ei. Preciso falar com você. 

- Claro. O que?

- Você... Não vai para o baile com o Minseok, né?

- Eu não vou no baile, Chanyeol. Já disse que não tenho motivos pra ir.

- Mas... Olha, Baek, é que... - Coração, se prepara, sinto o cheiro da declaração do crush, é hoje que eu vou pro paraíso. 

Mas... Não. 

Lembram quando eu disse que tinha sorte na vida? Então, troque essa sorte pelo fato de que eu só me fodo.

O universo mandou um ser loiro - que eu conhecia muito bem - pra atrapalhar minha vida, uma cobra que eu não sei nem por que eu conheço. 

E a tal se jogou no braço do poste e se esfregou, repito, esfregou nele, sorrindo e rindo que nem a retardada que era.

- Chanyeol, achei que íamos nos encontrar na biblioteca pra estudar. Tudo bem? - Os olhos de predadora da pessoa que costumava ser minha amiga cruzaram os meus, e eu desejei muito ter cortado aquela cabeleira loira quando tive a chance.

Taeyeon tinha aquele sorriso que eu tinha vontade de arrancar à tapas, e o Chanyeol tava mais branco que parede de hospital.

- Taeyeon? Ah, é que eu...

- Oi, Baek. Ah quanto tempo, não? Achei que nunca mais ia te ver. - E eu sabia que essa era a vontade dela, assim como era a minha - Queria ter mais tempo pra falar com você, mas preciso decidir algumas coisas, sabe? Além disso, Chan, a gente podia combinar a cor das nossas roupas no baile, né? - Não. Ah, não. Qualquer coisa menos isso. Qualquer uma menos ela. De todas as pessoas do mundo, por que justo a Taeyeon?

Ele chamou... Aquela pessoa pra ir com ele na merda daquele baile?

Nunca me senti tão ofendido na vida... Ou tão ferido. E Chanyeol percebeu isso, até por que, eu estava à beira das lágrimas ali, e só queria correr pros dois anjos que cuidavam da minha sanidade nessas horas e me esconder do mundo.

Enquanto isso, a loira oxigenada parecia achar graça da situação. 

- Como eu já disse. - Tomei toda minha coragem pra engolir as lágrimas e voltar a falar. - Eu não vou na porcaria do baile. Então... Nos vemos por aí, Park Chanyeol. - Eu já cansei de sair correndo, então só andei. Bem devagar. Mesmo. Acho que eu queria que ele me seguisse, me impedisse de ir embora, me jogasse na parede... E o resto vocês já imaginam. Mas ele só ficou lá, olhando eu andar e aos poucos sumir no corredor.

Nem me importei pelo fato de que todos estavam no meio da aula, só entrei correndo na sala e subi as escadas até o Chen. Taquei um foda-se pras pessoas que me olhavam e me deixei chorar um pouco pela minha dignidade que mais uma vez ia embora.

Não precisei explicar nada, Jongdae apenas me abraçou e disse que ia ficar tudo bem.

Mas eu já disse que eu sou do tipo amigo de todo mundo mas na real não conheço ninguém? 

Então, de repente, a sala toda tava me consolando, e meus dois melhores amigos me abraçando. 

Achei que eu ia morrer, primeiro por que eu tava muito feliz de ter todo mundo lá, falando umas coisas aleatórias mas fofas, e segundo, eu consegui esquecer por um tempo o Chanyeol. 

Na sinceridade, cansei de sofrer. Vou me jogar do sofá. Adeus sociedade. 








Notas Finais


Só eu consigo imaginar o Chen desenhando um Xiumin muito real? Seria uma cena tão linda...

E gente, eu não tenho nada contra a Taeyeon, amo a rainha, mas eu precisava muito de uma rival, e foi a única que me veio à cabeça, ok?

Não deixem o Baek se jogar do sofá.

Beijinhos de porpurina, annyeong~


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