História Uma extensa história de amor - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Visualizações 15
Palavras 1.402
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiramente peço mil desculpas por fazer essa loucura. Eu apaguei alguns capítulos pois não estava satisfeita com a minha história, então irei recomeça-la do capítulo 10, por favor não me matem! Faço isso pois não estou me sentindo bem escrevendo as coisas que eu escrevi (confuso, não?), e todos que escrevem relatos nesse site sabem do que eu estou falando. Amo vocês meus leitores <3 Qualquer dica, sujestão ou crítica construtiva é só deixar nos comentários.

Capítulo 10 - Didn't it rain


Fanfic / Fanfiction Uma extensa história de amor - Capítulo 10 - Didn't it rain

Alice's P.O.V on

- Menina... Menina... Menina... Garota estranha! - o homem que cuida das televisões me acorda, fazendo com que eu me assuste

- Meu Deus! - digo exasperada colocando a mão no peito

- Já são 23 horas, menina! Você pegou no sono. Por um momento achei que tinha morrido 

- Não senhor, ainda não - digo me levantando com difículdade pois minhas pernas estavam dormentes - Obrigada por me acordar

- De nada, só não me assuste de novo da próxima vez que vier aqui!

- Boa noite - digo indo embora do local

A rua está escura, fria e a chuva diminuiu bastante. Estou sentindo muito medo pois é perigoso para uma mulher andar pelas ruas sozinha essa hora da noite; Também precisamos ressaltar que o trajeto até a faculdade não é muito curto.

Fico tão exasperada que quebro a promeça que fiz comigo mesma e acabo ligando para Darwin por meio de um orelhão na rua. Explico para ele que estou com medo de voltar sozinha, digo o lugar onde estou e esclareço que ele é a única pessoa que pode me ajudar pois Stephen não vai gostar do fato de eu estar voltando sozinha da rua essa hora. Darwin diz que pedirá para um colega ficar em seu lugar por alguns minutos até chegar ao meu encontro. Eu agradeço e ele não pareceu se importar com meu pedido, em seguida desliga o telefone que fica no corredor D9 na faculdade. Liguei para este telefone pois Darwin havia comentado comigo o nome do corredor que iria monitorar esta noite.

Sinto muito frio e muito medo. Não pensei que a rua iria estar tão assustadora quando chegasse essa hora. Eu me tranco dentro da cabine e me sento no chão. O homem que inventou essas cabines vermelhas com telefone dentro deve ter pensado em mim, pois se não fosse isso eu estaria do lado de fora passando frio nesse exato momento.

Alguns minutos depois a temperatura dentro da cabine aumenta um pouco, e eu mudo de lugar para ficar a observar os carros passando em alta velocidade nas ruas molhadas de Londres.

Quando você fica muito tempo sozinho, sem fazer nada, acaba se lembrando de sua infância. Sinto saudades de quando era criança, era muito gostoso me jogar na lama nos dias de sol com meu vestido branco e depois levar vários esporros de minha mãe. Confesso que na época eu não gostava de levar esporros, mas quando eu olho para trás e me recordo soa bastante engraçado.

Flash back on - Junho de 1947, Alice Elizabeth Dumont, 4 anos

É Verão, minha mãe está me levando para brincar no parquinho que fica perto da minha casa. Sempre pedi para ela me levar mas ela nunca teve vontade, entretanto já que hoje está muito calor aqui em Indiana, ela decidiu que iria passear comigo.

Quando chegamos no parquinho ela se senta em um banco junto de outra mãe e diz para eu brincar dentro do campo de visão dela, eu respondo que irei obedecer e saio correndo em direção ao balanço. Meus pés não alcançam o chão então eu abaixo minha cabeça e várias lágrimas escorrem pelo meu rosto. Mamãe vem em minha direção, se agacha e pergunta porque estou chorando.

- Filha, você vivia me perturbando para que eu te levasse para brincar aqui, por que está chorando agora?

- Poxa mamãe, eu queria ser "mais grande" para poder brincar no balanço - digo triste e minha mãe sorri

- Alice, um dia você vai ser "mais grande" só que vai demorar um pouquinho - diz se levantando - Até lá eu te ajudo! 

Eu continuo triste até que a mamãe empurra o balanço e me ajuda a ficar lá no alto. Eu dou gargalhadas de felicidade e bato palmas. 

Quando começa o pôr do sol eu caio no sono e minha mãe me leva no colo para casa.

Flash back off

Aqurla foi uma das poucas lembranças felizes que tenho com minha mãe, eu era pequena, porém me lembro de cada detalhe daquele dia.  Nunca tive um relacionamento muito bom com minha mãe nem com meu pai, eles sempre me proibiam de tudo e não demonstravam nenhum interesse nos meus sentimentos.

Alguém batendo na porta da cabine me tirando de meus pensamentos, quando observo com cuidado vejo que é Darwin sorrindo. Eu me levanto, abro a porta e dou um abraço nele.

- Muito obrigada, Darwin

- De nada, Alice Dumont - ele diz e compartilha seu guarda-chuva comigo

Caminhamos juntos pelas ruas molhadas e chuvosas de Londres enquanto conversamos.

- Por que não pediu para Stephen vir aqui? Eu não estou reclamando, é só curiosidade mesmo - Darwin pergunta simpático

- Ele iria me perguntar o que eu estava fazendo sozinha essa hora na rua, e do jeito que ele é provavelmente não acreditaria em mim

- Tem razão, Alice Dumont - diz fazendo uma voz engraçada

- Por que sempre me chama pelo nome e sobrenome, seu maluco? - pergunto rindo

- Eu acho seu nome bonito, é diferente, eu nunca conheci uma Alice Dumont antes. Seu nome é só esse?

- Não, é Alice Elizabeth Dumont

- Caramba! - ele grita na rua e se ajoelha em minha frente

- O que está fazendo seu louco? - começo a rir mais ainda

- Estou reverenciando a rainha Elizabeth

- Você é muito bobo - digo, ele se levanta e voltamos a andar 

- Agora só vou te chamar de Elizabeth... Não, não, seu nome todo é bonito. É melhor Lice Beth Mont

- Jesus do céu. O que é isso Darwin? - não consigo parar de rir

- É seu nome todo abreviado!

- Prefiro que me chame de Alice Dumont 

- Como quiser, rainha 

Ficamos alguns minutos calados até que Darwin quebra o silêncio

- Caramba me lembrei agora!

- Do que?

- Amanhã vai ter uma festa em um clube na rua da faculdade, vai tocar muitas músicas e tal, queria saber se você aceita ir comi... Ha, esquece

- Por que esquece?

- Você namora, Stephen não vai gostar que você vá comigo para lá - diz virando os olhos

- Ele não precisa saber que eu vou com você para tal lugar - digo e Darwin começa a rir

- Isso não é atitude de uma menina culta com nome de rainha 

- Fala sério, nessa época que nós vivemos nenhuma mulher pode se divertir, ainda mais as que são comprometidas. Até parece que eu vou fazer alguma coisa de arrado - digo rindo

- Você não consegue se comunicar com as pessoas que você não conhece, não entendo porquê você é tão tímida. Vou fazer você passar muito vergonha daqui pra frente pra curar essa timidez - diz e no final dá uma risada maligna e me faz rir

- Darwin, não faz essa risada de novo - digo rindo muito

- Ta bom então, garota que faz coisas proibidas. Amanhã às 20 horas eu te espero na porta da faculdade

- Que tipo de música toca lá?

- Jazz, só vai ter preto lá - diz rindo

- Não seja racista, é negro, não preto - digo dando um tapa em seu braço

- Mas eles fazem músicas legais 

- Isso é verdade 

- Já ouviu Sister Rosetta?

- Claro! - respondo animada -  Well didn't it rain, rain, rain children Rain on my Lord Didn't. it Didn't it. Didn't it. Oh oh my lord didn't it rain

- Well it rained forty days. It rained forty nights. There was no land nowhere in sight.  God sent the raven, to bring the news. He arched his wings and away he flew - Darwin completa a música

- Eu amo essa música 

- Lá toca essas coisas. O que você pretende inventar para Stephen?

- Sei lá, vou pensar em algo - digo rindo - Estou ansiosa, muito obrigada pelo convite

- Muito de nada

Nós andamos o resto do caminho de volta para a faculdade cantando Didn't rain da Sister Rosetta. Quando chegamos peço para que ele não me acompanhe até meu dormitório para Stephen não nos ver juntos, ele concorda e nos despedimos.

Me arrumo para deitar e antes de dormir fico olhando para o teto e percebo que minha amizade com Darwin está aumentando ao ponto de eu me sentir super a vontade com ele.


Notas Finais


Desculpem pela loucura

Sister rosetta, Didn't it rain: https://youtu.be/MnAQATKRBN0


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