História Uma Garota de Mistérios - Magcon - Capítulo 1


Escrita por: ~

Exibições 24
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI, gente, esta é a minha primeira fic, então, mil perdões se eu parecer uma tiazona postando, espero que gostem
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Capítulo 1 - Nem todos os recomeços são bons


Fanfic / Fanfiction Uma Garota de Mistérios - Magcon - Capítulo 1 - Nem todos os recomeços são bons

Eu odeio me mudar!

Eu não gosto da ideia de deixar uma cidade com várias pessoas que eu considero minha família para trás, sem ao menos me despedir. Infelizmente, mudanças são necessárias.

Se tem algo que aprendi, é que nem todos os recomeços são bons.

Acredite, já tive mais recomeços que posso contar, e nenhum deles foi bom. Gosto das coisas que são normais para mim; uma casinha com minha mãe e meus irmãos, as viagens à casa da vovó, as visitas de meus irmãos que moram longe, as brigas com Thomas e Adam, e ausência de meu pai em minha vida.

Eu nunca o vi pessoalmente, mas ele é um babaca. Isso pode soar mal, se não levarmos em conta que ele abandonou minha mãe depois de usá-la como seu objeto pessoal, e o pior, sendo que ela estava grávida, de três!

Mas ela sempre conseguiu se virar, claro, com a ajuda de várias pessoas, que vieram a ser os pais dos meus irmãos.

― Chegamos. ― o taxista anuncia.

― Obrigada. ― agradeço, o pagando.

Tiro minhas malas do banco de trás e as ponho na calçada. O prédio até que é grande para uma cidade como Betterville. Sete andares, contando o primeiro que é só garagem e recepção, e o segundo que é só restaurante e lazer. O prédio é bege, com as janelas e portas brancas, e tem o formato de um "L". Há algumas sacada na frente, e um grande coqueiro ao lado da grande placa escrito "Green Valley".

― Com licença, posso ajudá-la com as malas? ― um cara com um terno e um crachá pergunta.

― Claro, obrigada. ― agradeço. Ele pega as duas malas, enquanto eu carrego minha mochila até a recepção.

― Qual o número? ― a recepcionista pergunta, sem parar de lixar suas unhas.

― 17B. ― respondo.

― Samantha Benson? ― ela pergunta, após olhar um bilhete colado na tela do computador. Assenti e ela responde, voltando a lixar as unhas: ― Quarto andar, à direita, última porta. ― ela aponta com a cabeça para um elevador.

― Obrigada. ― pego minhas malas e vou até o elevador.

Aperto o botão do quarto andar e fecho os olhos. Odeio elevadores. Não entendo como alguém pode gostar de andar em uma caixa fechada, que pode despencar, ou trancar você até você morrer de fome. Sinto aquela sensação horrível de quando o elevador para, e abro os olhos. Saio no quarto andar e vou para a direita, até a última porta, como ela me indicou. Bato na porta e espero até minha mãe atender.

― Sam! ― ela põe Rapha, meu irmão mais novo, no chão e me abraça. ― Finalmente chegou!

Ela me olha sorrindo e beija minha testa. Rapha está bem maior que dá última vez que nos vimos. Ele até já consegue andar! Quanto tempo eu perdi?

― Praga, estava sentindo falta de minha escrava. ― ela pega minhas malas e põe ao lado da porta. ― Meninos, Sam chegou! ― ela grita, fechando a porta.

Largo minha mochila no sofá. O apartamento não é muito grande, tem três quartos, uma lavanderia, uma sala de lazer e uma de jantar, uma cozinha e dois banheiros. Está tudo mobiliado, já que meu novo padrasto ajudou minha mãe a comprar tudo. Eu entendo o motivo dele não ter a convidado para morar lá; minha mãe tem seis filhos, que moram com ela — porque ao total somos oito.

― E aí, maninha. ― Thomas chega na sala, com os braços abertos.

É estranho ele me abraçar, geralmente, nunca nos abraçamos, na verdade, abraços são sinais de que fizemos merda e não queremos morrer. Então, ele fez merda, ou a mãe deu cinco pratas pra ele me receber bem.

― Posso? ― Adam pergunta.

Ta bom, eles fizeram bastante merda. Ou minha mãe tinha dez pratas.

― Sam! ― Nick, meu irmão de quatro anos, corre para me abraçar. 

Faz muito tempo que não os vejo, acho que eles me visitaram pela última vez há uns três meses. Essa é uma das desvantagens em morar em uma cidade diferente, mas eu entendo que foi pelo bem maior.

― Sam? ― Troy aparece no corredor com uma cara de sono e com o cabelo moreno bagunçado.

Não posso acreditar, que meu irmão de dez anos está quase da minha altura, não é possível!

― Não. Mãe, preciso de um salto 15cm, agora! ― digo, indo abraçar Troy.

― Você precisa de 15cm de altura, Sam. ― Adam diz.

― Você vai precisar de outras coisas novas se não calar a boca, queridinho! ― digo. Sinto algo em minhas pernas. ― Oi, Rapha! ― o pego no colo e bagunço seu cabelo crespo.

Rapha é, provavelmente, a criança mais fofa do mundo. Ele tem a pele pálida e cabelos ruivos e cheio de lindos cachos. Seus olhos são, assim como os de seu pai, de cores diferentes, sendo um verde, e o outro metade verde metade azul. Ele segura em meu cabelo e sorri, deixando a mostra seu primeiro dentinho.

― Ta bom, pode largar meu cabelo agora. ― puxo sua mão, mas ele segura firme. 

― Rapha, vamos olhar Tartarugas Ninja? ― minha mãe o pergunta.

Ele arregala os olhos e se joga para o lado de minha mãe. Ela o pega e sorri para mim.

― Sam, temos uma surpresa para você. ― Thomas sorri.

― Ok, qual foi a merda que vocês fizeram, ou quanto dinheiro a mãe tinha? ― pergunto.

― Quebramos seu computador. ― Adam responde e os dois sorriem. ― Mas nós te amamos.

― Eu vou matar vocês! ― digo, os seguindo até a última porta à esquerda do corredor.

― Feche os olhos. ― Thomas diz. Fecho os olhos e ele abre a porta e me empurra para dentro do cômodo. ― Pode abrir.

Abro os olhos e me deparo com um quarto, pequeno e com as paredes pintadas de preto e azul. Uma cama de solteiro com cobertas pretas e almofadas azuis ao lado direito da porta, e uma escrivaninha ao lado esquerdo, com meu notebook em cima. Há uma cômoda, com uma televisão em cima na parede da esquerda, ao lado, uma pequena estante com meus bonecos de ação e alguns livros, aos pés da cama tem um mural com fotos, e, ao lado da janela, há um espelho grande. A iluminação é feita por luzes de natal brancas, que estão presas ao teto. 

Não é um grande quarto, na verdade é minúsculo, mas pelo menos é meu, só meu. Sem ter que dividir quarto com os dois. É um sonho realizado.

― Gostou? ― pergunta Adam.

― Gostei? Eu amei! ― os abraço. ― Finalmente um quarto só para mim!

Os abraço novamente. Sabe, eu tenho dezesseis anos, e ainda dividia um quarto com meus irmãos, acho que uma garota precisa de seu próprio espaço. Sabe aquilo que as pessoas pensam sobre gêmeos; gêmeos dividiram o útero, tem que dividir tudo. É um pensamento estúpido. Acredite, meninos podem ser bem repulsivos, e aprendi isso dividindo o quarto com dois, e a casa com mais dois. Eu até sinto falta de Sophie as vezes, mas ela só sabe falar de livros, e me chamar de irresponsável. 

Adam versão masculina. 

Mas ela tem quase a minha idade, e sinto como se eu pudesse desabafar com ela. Não que eu não possa fazer isso com os meninos, mas não é a mesma coisa. Eu e meus irmãos temos uma boa relação, sabe, provocações e brigas, mas, temos aquele lema que me faz querer vomitar: irmãos acima de tudo. 

Também temos uma ótima relação com minha mãe. Sabe, ela teve a gente com vinte anos. Sinto como se tivéssemos tirado o futuro dela, até porque, minha mãe é uma máquina de filhos. Ela tem oito, com trinta e seis anos. Se bem que minha família não tem um histórico muito bom para isso, acho que posso fazer um capítulo inteiro só com nomes da minha família. Mas, enfim, minha mãe sabe das nossas dificuldades e entendeu as quatro vezes que eu e Thomas paramos na delegacia. 

Vamos dizer que Adam é um nerd, e o ensino médio se transforma em uma palavra para nerds; bullying. Adam já foi parar no hospital por isso, e Thomas e eu paramos na cadeia, consequentemente, o agressor precisou de doze pontos e muito gelo e maquiagem. 

Foi uma situação engraçada, outra hora eu explico melhor. 

  ― Sam, está bem? ― Thomas sacode meus ombros. ― Está com aquela cara de pateta conceitual. 

― Eu estava pensando em algumas coisas. ― tiro suas mãos do meu ombro. ― Será que o almoço está pronto?  

 


Notas Finais


Gente, eu não sei se fiz tudo corretamente, então, deem ajuda para a desinformada aqui se vocês virem alguma irregularidade... Espero que tenham gostado
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