História Uma Garota de Mistérios - Magcon - Capítulo 2


Escrita por: ~

Exibições 27
Palavras 2.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem
XX

Capítulo 2 - Tem um Estranho no Meu Quarto


Fanfic / Fanfiction Uma Garota de Mistérios - Magcon - Capítulo 2 - Tem um Estranho no Meu Quarto

Sabe, estou começando a me acostumar com esse quarto.

Sem todos aqueles cheiros, e as conversas repulsivas de Thomas no telefone. Outra coisa que não sentirei falta alguma: Bella. Apenas eu e Adam entendemos minhas repulsas por ela. Acredite, se você visse seu irmão e a "rainha" da escola... naqueles momentos... você sentiria a mesma coisa. Eu poderia escrever um livro, apenas contando as merdas que Bella fez para que eu a odiasse.

Desde que eu me mudei, não estou muito certa, mas acho que foi para Miami, Bella me deu impressões negativas. Quando descobri que ela sempre iria pra onde fôssemos, eu queria me matar, mas não valeria a pena, não por ela.

― Sam, nós vamos dar uma saída, quer ir junto? ― Thomas pergunta, abrindo a porta.

― Não, valeu. Quero aproveitar meu momento de paz. ― ele ri.

― Tudo bem, nós te traremos algo para comer. ― ele me manda um beijo e fecha a porta do quarto.

Vou até a janela e a abro.

Tem uma escada de incêndio aqui. Pulo a janela. A escada está quebrada, há apenas dois degraus para descer, porém, para subir há degraus até o andar de cima. A vista até que é boa, dá para ver uma parte da cidade. Infelizmente, ou felizmente, Green Valley fica num bairro mais afastado do centro. Betterville é uma cidade pequena, então, na verdade, tudo é perto. O prédio fica no topo de uma parte mais alta na cidade. Mais uma infelicidade, que, na verdade, é boa, porque significa que não terei dificuldade em ver o pôr do sol...

Volto para o quarto e começo a desfazer minhas malas. Arrumo minhas roupas e meus calçados na cômoda, e arrumo meus livros. Tiro meus materiais de minha mochila e os ponho na escrivaninha. Termino de arrumar tudo e vou até a sala.

Outra coisa que amei; tem uma televisão grande na sala. Me jogo no sofá e a ligo. Amo quando estou entediada em casa e fico passando de canal em canal sem parar em nenhum. Sacaram a ironia, né?

Paro em um canal qualquer e vou preparar algo para comer. Faço um sanduíche mesmo, porque não sou aquelas ricas que vai na cozinha e quando sai parece que está saindo do mercado em dia de promoção. Infelizmente.

Vou me sentar no sofá quando ouço um barulho no quarto. Desligo a televisão e vou até lá, abro a porta devagar e... espera... tem um estranho no meu quarto!

― Quem é você? ― pergunto, tentando achar algo que possa usar como arma.

― Não sabia que já tinham se mudado para cá. ― ele observa o quarto.

― Quem é você? ― pergunto devagar, mordendo meu sanduíche.

― Cameron, Dallas. ― ele responde, estendendo a mão. ― Vai largar o sanduíche ou a caneta? ― pergunta, apontando com o queixo para a caneta em minha mão esquerda.

― Por que está no meu quarto? ― ele dá de ombros e abaixa a mão.

― Achei que aqui seria a lavanderia. ― ele continua observando as coisas. ― Bela coleção.

― Dá para você responder? ― largo a caneta e termino meu sanduíche.

― Qual seu nome? ― ele pergunta, sentando em minha cama.

― Saia da minha cama. ― mando.

― Dá para você responder? ― ele pergunta, ficando de pé novamente.

Cameron deve ter uns 1,85m (desculpa a alteração drástica, mas foi necessária). Estou me sentindo anã? Estou!

― Samantha, agora saia do meu quarto! ― ele ri.

― Calma, Sam Agora Saia Do Meu Quarto, você recém chegou, não quer conhecer o prédio? ― ele pisca um olho e sorri.

― Quero que você saia! ― o empurro até a janela.

― Seu desejo é uma ordem, querida. ― ele pula a janela, e fica parado na escada. 
― Saí do quarto. ― reviro os olhos.

Fecho a janela, o vidro e a cortina, só por garantia.

― Até amanhã, Sam!

Acho que a paz acabou. Era só o que me faltava.

Acho que vou pegar uma galinha preta e umas velas e vou fazer um a macumba pra que isso não se torne um clichê adolescente. Se ele estudar na mesma escola que eu, juro que eu fujo dessa cidade. 


 

― O que trouxeram para mim comer? ― pergunto, quando meus irmãos chegam em casa.

― Balas. ― Thomas pisca um olho.

― Se você me trouxe apenas balas vou te rebentar na base da porrada. ― arranco a sacola de suas mãos e a abro, para minha sorte, tem um pastel. ― Acho muito bom.

Pego o pastel e vou para meu quarto. Ligo o computador e procuro pela minha série favorita, na esperança de já ter atualizado na Netflix, mas não, obrigada Netflix. Acho que todos já passaram por essa ansiedade, e todos sabem que ela é horrível, talvez até mais horrível do que colocar o leite no copo e não ter mais achocolatado.

Desligo o computador e volto para a sala, ainda comendo o pastel.

― Que foi? A série não atualizou? ― Thomas pergunta.

― Exatamente.― respondo, me jogando ao seu lado no sofá.

― Está preparada para mais um primeiro dia de aula?

― É o terceiro esse ano, óbvio que estou. ― respondo.

Não é mentira. Estamos no meio do ano letivo e eu já tive que mudar de escola três vezes. Duas porque eu me mudei de cidade, e a última... bem, digamos que não é muito saudável quebrar o nariz da filha do diretor, mesmo que ela seja uma vadia.

Esse vai ser meu quarto "primeiro dia de aula", e isso não é nada empolgante. Odeio recomeços, mesmo que eles sejam necessários, na maioria das vezes.

― Você vai gostar de lá, menos pela parte das crianças encapetadas que ficam na pracinha da escola ao lado. ― Adam diz. ― Bem, a parte boa é que... bem... pra mim é boa porque eu amo bibliotecas, acho que se tivesse um arsenal talvez fosse interessante para você.

― Você vai amar ainda mais quando descobrir quem estuda lá... ― Thomas sorri para mim.

Esse sorriso nunca vem com coisas boas, é aquele típico sorriso que significa "vou sorrir mas to entrando em desespero".

― Se me disser que Bella estuda lá eu fujo. ― respondo.

― Adam tranca as portas e janelas. ― Thomas diz, segurando meus ombros.

― É sério? ― pergunto.

Thomas assente e solta meus ombros, após se assegurar de que Adam trancou a porta. Me jogo para trás. 
Era só o que estava faltando.

Bella é uma antiga inimiga. Aquela típica vadia da escola que dá para todo mundo sem medo de ser feliz. Ela transa por nota, por prazer, por vingança, porque quer e porque ela precisa disso para viver.

Acho que podem ter uma ideia do quanto a odeio. Não sei se ela continua assim, mas na outra cidade, ela transava com Thomas quando não tinha mais opções. Infelizmente, presenciei algumas dessas cenas sem querer. Foi perturbador e traumatizante.

Estudar na mesma escola que ela sempre foi perturbador para mim, pois eu realmente tenho motivos para odiar ela. O fato de ela gostar de sexo não me faz a odiar, até porque isso é uma escolha dela. O que me faz a odiar é o fato que ela respira o mesmo ar que eu. Ela vive no mesmo planeta e tenta se achar melhor que todo mundo.

Bella é o tipo de garota que não se importa em passar por cima de todos para ter o que quer, e desde que ela passou por cima de mim, como um caminhão passa por cima de uma folha, ela perdeu meu respeito.

Bem, isso não importa agora.

Me ergo e Thomas sorri.

― Tem café, quer? ― ele pergunta.

― Você nunca vai conseguir se redimir, Thomas!

Isso é o suficiente para que ele comece a fazer cócegas. Se tem algo que é realmente desesperador, é quando alguém faz cócegas em nós. Sério, eu odeio cócegas, até porque eu tenho muita cosquinha, e isso me incomoda profundamente, porque os meninos se aproveitam disso.

― Thomas, para com isso. ― Adam afasta Thomas de mim. ― Agora vai passar café pra mim! ― Adam joga uma almofada nele.

― Vocês são muito folgados! ― ele revira os olhos, mas vai até a cozinha.

Thomas, Adam e eu sempre tivemos uma relação boa. Nada além daquelas brigas de Thomas parar em um hospital com um braço quebrado, uma Sam voando da janela, literalmente, um Adam com um olho roxo por um "escorregão no banheiro", ou eu ter ido para o hospital porque Thomas acidentalmente deu um tiro na minha perna.

Sério, a gente vivia no hospital. Quando tínhamos oito anos, eu dei um soco na cara do Adam, e o olho dele ficou roxo. No nosso aniversário de dez anos, Thomas e Adam estavam brincando no pula-pula, e Adam empurrou Thomas para fora do brinquedo. Quase três meses depois do nosso aniversário, Thomas e eu estávamos brincando na casa de meu tio, quando eu peguei um dos bonecos dele, resultado, ele pegou o boneco e me jogou da janela do segundo andar. Mas o que minha mãe mais pirou foi quando Thomas e eu estávamos treinando tiro ao alvo, e ele foi acertar uma latinha, e atirou na minha perna.

Tivemos uma infância feliz e trágica.

Sinto o cheiro maravilhoso de café e Thomas aparece na sala com um sorriso no rosto.

― Por favor, me diga que ela aceitou. ― Adam pede, olhando para Thomas.

― Sim, querido irmão, ela aceitou. ― os dois trocam um soco e eu os encaro com dúvida.

― Ta. ― dou de ombros e abraço minhas pernas.

― Helen, ma gostosa do terceiro ano, to tentando pegar ela desde que chegamos, mas ela nunca me deu bola.― ele sorri. ― Essas são as vantagens de se estar no time de basquete. ― ele pisca para mim e eu reviro os olhos.

― Não sei se fico feliz por as coisas não terem mudado, ou se eu choro. ― digo, o encarando com uma careta.

― Adam tem um amigo. ― Thomas beta no braço de Adam com o cotovelo, o olhando com um sorriso malicioso.

― Saiu do armário? ― pergunto e Adam me encara sério.

Acho que se ele pudesse matar com olhar, eu estaria porta.

― Vocês são os piores irmãos do mundo. ― ele revira os olhos. Sorrio e sento ao seu lado, fazendo nós três ficarmos espremidos no sofá para apenas duas pessoas.

― Nós te amamos, também. ― Thomas diz e nós o abraçamos. ― Mas é sério, até eu pegaria o Dave.

― Querido, se você pega a Bella, você pega todo mundo. ― não pude evitar uma gargalhada alta.

― Nem eu nunca disse isso.― estendo a mão e troco um soco com Adam. ― Muito bom.

― Oi, pessoal. ― minha mãe chega com meus irmãos e nos encara com uma careta. ― Vocês se amam, ou estão devendo alguma coisa para Adam? ― ela pergunta, fechando a porta após Nick entrar correndo.

― Sam, olha. ― Nick me mostra uma miniatura do Mario (do jogo Super Mario).

― Onde eu consigo uma dessas? ― pergunto e ele sorri.

― Eu ganhei da Mel. ― sua risada sai abafada por causa do bico e suas bochechas ficam rosadas, o tornando ainda mais fofo.

― Mel? ― o olho com um sorriso, enquanto me sento no chão.

― É, a minha namorada. ― ele balança os ombros, com vergonha.

― Você tem idade pra ter namorada? ― Thomas pergunta, sentando do outro lado dele.

― Tenho, até já parei de tomar na mamadeira. ― ele assente, fazendo seus cachos loiros balançarem.

Eu não sei se gosto ou odeio isso, se tem duas coisas que os Benson tem em comum, além do sobrenome, são os olhos verdes azulados e os cachos rebeldes no cabelo. Porém, diferente do de meus irmãos, os meus são uma bagunça, porém, são apenas nas pontas. Poderiam ser que nem os de Sophie, que herdou os cachos de seu pai. Ela tem a pele morena, cabelos negros cacheados e os olhos verdes azulados.

Ela mora num colégio interno na Europa, ela é a versão feminina de Adam, e fico feliz por ser dele, e não do Thomas.

― Mas e o bico? ― pergunto para Nick. Ele sorri.

― Mamãe ainda deixa eu chupar.― ele tira o bico para falar, mas o põe na boca de volta.

― Mãe, Rapha ta pedindo o Ded, o que é isso? ― Troy pergunta, parando entre o corredor e a sala.

― É o ursinho dele, deixa que eu cuido dele. ― minha mãe passa por ele bagunçando seus cabelos.

― E você? ― pergunto, olhando para Troy, que se senta no sofá, ao lado de Adam.

― Eu quero voltar para a nossa antiga cidade e ralar os joelhos jogando futebol. ― ele revira os olhos. ― Mas ao invés disso sou obrigado a jogar vídeo game e escutar seja lá o que Thomas e Bella façam. ― ele diz, fazendo uma careta.

Adam e eu encaramos Thomas com reprovação e ele dá de ombros.

― Ela não tem casa? ― ele pergunta, incrédulo. ― Sério, ela tem que vir aqui o tempo todo por quê? ― ele pergunta.

― Estou me perguntando isso há anos. ― respondo, suspirando. 


Notas Finais


Gente, espero que tenham gostado, se sim, sabem o que fazer
XX


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