História How to deal? - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amnésia, Drama, Romance
Exibições 19
Palavras 1.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Jogos.


Fanfic / Fanfiction How to deal? - Capítulo 9 - Jogos.

Lua ON

Vi lentamente o moreno se sentar a minha frente e um aglomerado de pessoas se formarem em volta de nós dois, era basicamente a sala toda, e algumas pessoas do prédio olhavam para nós com um misto de curiosidade pela janela. Respirei fundo, e o encarei.
- As Brancas saem na frente.  (N/A.: Regra básica do Xadrez.) - Falou ele com um sorriso, ele estava planejando algo. Vamos provocar um pouco...
- Prontinho... - Falei movendo o peão que estava a frente do rei duas casas. - Se você fizesse poker face seria menos óbvio o que você vai fazer. - Sim... Era óbvio que ele iniciaria como um espelho das minhas jogadas me bloqueando na maioria do jogo minha jogadas.
- Será? - Como eu esperava, esse jogo já está vencido. Ele moveu o peão que estava a frente do Rei duas casas a frente.
- Xeque-Mate.- Falei colocando meu bispo duas casas depois do peão do outro bispo. Ele me olhou com surpresa e curiosidade do porque eu havia falado "Xeque-Mate".
- Só falamos Xeque-Mate quando encurralamos o adversário Lua. - Falou ele com a mão em uma peça aleatória, mas ele não escolheria aquela, era impossível.
- Você já está encurralado Rafael. Simples. - Abri um sorriso maldoso, e ele me olhou com um misto de curiosidade e assustado.
- C-Como...? - Sussurrou ele para si mesmo, mas eu ouvi. E tratei de responder, mas o professor foi mais rápido.
- Xadrez não é um jogo de sorte. Foi feito para dois jogadores, é basicamente um jogo de troca de informações. Teoricamente há uma solução perfeita. Mas... Só funciona se você souber as 10.200 possibilidades do tabuleiro. Xadrez se resume a isso. O jogo de Lua se resume a isso.
- Sim. No Xadrez, uma jogada pode te salvar, mas ao mesmo tempo te condenar. Depois que sabemos as 10.200 possibilidades do tabuleiro basta montar a jogada perfeita. O jogo acabou depois que você fez o seu primeiro movimento. E... - Falei me levantando sabendo que o sinal tocaria logo. - Não falamos Xeque-Mate quando encurralamos o inimigo, falamos Xeque-Mate quando o inimigo já está derrotado.
Sai andando e ouvi o sinal tocar e o professor dispensar os alunos que iam aos bebedores e banheiros.
Recebi olhares quando entrei na sala, o ruivo me olhava com desconfiança e como se eu fosse uma ameaça à sua inteligência, e o entediante me olhou apenas pelo canto do olho. A sala conversava animadamente, e foi só eu chegar que ele voltaram ao seus lugares, então logo presumi que o professor estava atrás de mim, mas ainda continuei seguindo calmamente até minha carteira. Me sentei e logo o professor começou a dar a última aula do dia. Era entediante.

- Quebra de Tempo -

O sinal tocou, todos já saiam da sala e eu não fiquei para trás, caminhei pelos corredores chegando ao grande portão cercado por um enorme jardim (Saída/Entrada Principal)  até encontrar um "engarrafamento". Um aglomerado de pessoas em volta de outras duas, não teria como eu passar por ali. Seria muito difícil passar a não ser que fosse por ali. Então lá fui eu no meio da multidão... E minha curiosidade falou mais alto. Cheguei perto de onde eles estavam
e passei até encontrar a fonte da curiosidade das pessoas, meus olhos brilharam quando eu pude ver o que era. Dois garotos disputando um jogo de xadrez, o da esquerda perdia por falta de peças, mas pude ver uma estratégia com as poucas peças que lhe sobraram, mas obviamente ele perdeu por não saber como formaria uma estratégia, ou deve ter pensado que xadrez se resume em quantidade. Coitado.
Vi o da direita se gabando e falando que aquilo não era nada, e que ele era o melhor daquela escola. Estava na hora de mostrar a triste realidade para ele...
- Hey, jogue comigo! - Falei em alto e bom para que ele escutasse. Ele se virou com um sorriso debochado que logo sumiu ao me ver.
- L-Lua? - Ele perguntou atônito.
- Jogue uma partida comigo. - Ignorei a parte em que ele sabia meu nome.
- C-Claro. - Ele falou hesitante, mas logo se sentou lançando me um olhar desafiador, apenas continuei sem expressar meu rosto... Lá vamos nós.

Era a sétima jogada dele e já era a minha oitava jogada. Era como se eu tivesse jogando com uma máquina, ele sempre escolhia a melhor opção na hora de jogar, e como eu sei disso? Por que os psicólogos pediram para que eu jogasse um jogo de inteligência num computador qualquer, e consegui analisar as jogadas e depois disso eu comecei a jogar com mais frequência quando cheguei em casa.
- Xeque-Mate. - Falei me escorando na cadeira que eu estava sentada e cruzando minhas pernas esperando próximo movimento do adversário. Ele estava indeciso. Era um tanto engraçado ver seu desespero. Senti um mão tocar meu ombro. Olhei para trás e vi que era Matheus.
- Vencendo? - Perguntou ele. Ele sabia que eu era boa desde que eu me lembro no hospital.
- Eu já venci desde a primeira jogada dele. - Falei olhando para o tabuleiro em minha frente. - Mas ele não percebeu. Francamente. Isso é chato.
Ele moveu uma peça. E pronto. Xeque-Mate completo.
- Pronto. Vamos? - Perguntei para Matheus me levantando logo em seguida. - Você não é invencível. Mas também não é ruim. - Agora eu falava olhando pelo canto do olho para o loiro que antes jogava contra mim.
- Como assim você já tinha vencido logo após minha primeira jogada?.- Ele estava com a cabeça baixa. Então ele era realmente o melhor da escola... E lá fui eu repetir quase as mesmas palavras do professor...
- Xadrez é basicamente um jogo de troca de informações. A cada jogada do inimigo você terá que prever o resto do jogo. Não é um jogo em que se improvisa, é um jogo de estratégia. É um jogo de inteligência, prever as jogadas do adversário depois da primeira e segunda jogada é possível se você sabe as possibilidades do tabuleiro é simplesmente uma vitória fácil. - Parei meu caminhar e Matheus olhou para mim com um grande ponto de interrogação em sua cabeça como se perguntasse "Ele vai falar algo mais?" E sim, ele iria perguntar mais.
- Onde foi que eu errei? - Agora ele olhava pra mim com seus olhos acizentados como os da professora.
- Você não errou. Esse foi o seu erro.

Sai de lá com Matheus que conversava comigo no caminho me perguntando como foi meu dia e coisas banais. Eu apenas respondia, olhando para céu que dava para ver do carro do taxista. Aquele foi um dia bom. Competir é sempre bom. Me pergunto se isso era normal antes do acidente.



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