História Uma História - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Piloto


Sinto minha cabeça explodir. Estou sonhando com algo muito desesperador. Está doendo muito, algo me chacoalha. Os barulhos ficam mais intensos e nítidos. - A GENTE TEM... - Alguém grita meu nome. Começo a me esforçar para identificar, mas me sinto muito fraco. Ouço sirenes rodeando minha cabeça. - ...SAIR, POR FAVOR... - Meus olhos começam a abrir. - ACORDA, POR FAV... - Algo está se envolvendo em mim. Os barulhos tornam-se completamente reais e volto a ter controle do corpo.

-- K... Klaus? - Minha voz é totalmente fraca e baixa por causa dos barulhos. Tento afastar quem está por cima de mim. Logo ele se move e percebe que acordei.

-- A GENTE VAI MORRER!!! - Exclama enquanto segura minha cabeça. Estou deitado no chão do que parece ser nosso apartamento.

-- Por que diz isso... - Minha voz é interrompida por uma voz mais alta, vindo de fora: "Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado..."

Sento no chão com a respiração pesada. Em alguns segundos compreendo o que está acontecendo. Levanto correndo até a janela. Poucas pessoas correm em desespero nas ruas, não estamos sozinhos ali. Há helicópteros por toda parte transmitindo a mesma mensagem.

-- O QUE A GENTE VAI FAZER? - Exclama Klaus. Olho para trás e o vejo sentado no chão, com lágrimas desesperadoras implorando misericórdia escorrendo pelo seu rosto. - A GENTE VAI MORRER!!! - Ele abaixa a cabeça e a cobre com as mãos.

-- Não, não vamos. - Murmuro para mim mesmo. - KLAUS, VAMOS SAIR!
Ele levanta a cabeça e acena para mim. Corro até nosso quarto e alcanço as chaves do apartamento e do carro. 

-- RÁPIDO, VAMOS! - Pego-o pelo braço e corremos para fora. Descemos os degraus apressados. - VOCÊ SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO? - Pergunto.

-- DE REPENTE TUDO COMEÇOU A TREMER E VOCÊ CAIU DESACORDADO.  - Explica ele. Tento me lembrar de tudo, mas nada vem na memória. - VOCÊ CAIU E BATEU A CABEÇA NO ARMÁRIO DA SALA. ESTAVA TENTANDO TE ACORDAR PRA SAIRMOS, VOCÊ NÃO VOLTAVA. EU ACHEI QUE TINHA MORRIDO. - Sua voz muda novamente para um tom de choro e desespero.

-- CALMA, VAMOS FICAR BEM. OK? - Tento acalmá-lo. - POR AQUI!

Corremos pela praça do condominio até o estacionamento. Não vejo ninguém por perto. Passamos pela porta de emergência e me assusto ao ver nenhum carro além do nosso estacionado ali.

Enquanto corremos até o carro, somos surpreendidos por um alarme estridente, fazendo nossas cabeças latejarem: "140 segundos para a destruição total. - Sirene - 140 segundos para a destruição total. - Sirene - 140 segundos para a destruição total..."
Olho para Klaus e ele está em choque. Se apoia no chão e paralisa completamente. Sua respiração é tremula e ele não tem reações. Por alguns segundos tento pensar no que fazer.

-- EI, EI, CALMA AMIGÃO. FIQUE CALMO. EU TO AQUI COM VOCÊ. VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO. VAMOS NOS PROTEGER. - Levanto sua cabeça até meu olhar. Pego-o pelos braços e o guio para fora do lugar.

Ainda pensando para onde ir, me lembro dos túneis do metrô. São profundos e podem nos abrigar de algo. Minhas expectativas de sobrevivência estão em 10%, mas não posso deixar que nossos últimos segundos sejam de desespero, pânico, medo... Tento acalmar Klaus toda hora, ele ainda está em choque e sem reações.

Corremos pelas ruas, ouvindo gritos desesperados de outros lugares. Não podemos parar para ajudar. "Sirene – 80 segundos para a destruição total..."

Dobramos na Av. Visconde de Guarapuava e entramos na estação do metrô, exatamente na frente de uma loja de brinquedos. Descemos por escadas rolantes paradas e pulamos as catracas. "60 segundos para a destruição total..."

Klaus se joga de joelhos no chão e mantém a mesma feição apavorada.

-- Ei, olha pra mim. OLHA PRA MIM! - Seguro seus ombros e me ajoelho. - Nós vamos ficar bem. - As lágrimas caem por seu rosto, vejo desespero em seus olhos. - Eu tô aqui... - Envolvo meus braços nele e o aperto, confortando-o.

"30 segundos para a destruição total..."

-- Lembra do dia em que nos mudamos pra cá? 

-- Uhum...

-- Você se perdeu no caminho de volta no primeiro dia da faculdade...

"23 segundos para a destruição total..."

-- Você me ligou chorando, disse que estava escondido em um tubo de ônibus para ninguém ver...

"19 segundos para a destruição total..."

-- Então saí na hora de casa com o telefone ligado pra você não ficar sozinho... - Minha voz trêmula.

"14 segundos para a destruição total..."

-- Eu cheguei lá e você estava sentado num canto, com a cabeça apoiada na parede, os olhos vermelhos de choro...

"10 segundos para a destruição total..."

-- Gastei mais de 30 reais para chegar até você... 

" 7 segundos para a destruição total..."

-- Não me incomodaria em gastar mais... - As lágrimas escorrem por meu rosto

"4 segundos para a destruição total..."

-- Eu...

"3 segundos para a destruição total..."

-- Sempr...

"2"

-- Estarei...

"1"

-- Com você.

...
 


Notas Finais


A história ainda está sendo escrita e será postada aos poucos.


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