História Uma História - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Piloto


 

O que lhe contarei é apenas mais uma história dentre milhares em toda está reviravolta. Talvez pior que muitas, talvez melhor que outras... esqueça todo o conceito de melhor e pior. Apenas pense que cada história teve suas próprias características. Certo dia, meu melhor amigo abriu minha mente, em um momento singular de desespero e ansiedade, e fez-me entender que qualquer pessoa considerada grandiosa – tais como artistas – não seriam tudo isso sem a ajuda de outras mais ordinárias.

 

"Um galo sozinho não tece uma manhã sem a ajuda de outros galos"

-João Cabral de Melo Neto

 

 

 

Sinto minha cabeça explodir. Estou sonhando com um escuro desesperador. Está doendo muito, algo me chacoalha. Os barulhos ficam mais intensos e nítidos. - A GENTE TEM... - Alguém grita meu nome. Começo a me esforçar para identificar, mas a fraqueza resiste. Ouço sirenes rodeando minha cabeça. - ...SAIR, POR FAVOR... - Meus olhos começam a abrir. - ACORDA, POR FAV... - Algo se envolve em mim. Os barulhos tornam-se completamente reais e volto a ter controle do corpo em um baque ensurdecedor.

–– K... Klaus? - Minha voz é totalmente inaudível. Tento afastar quem está por cima de mim. Logo ele se move e percebe que acordei.

–– A GENTE VAI MORRER!!! - Exclama enquanto segura minha cabeça e chacoalha. Estou deitado no chão e logo identifico a sala do meu apartamento.

–– Por que diz isso... - Minha voz é interrompida por uma voz mais alta vindo de fora: "Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado. Tempo de evacuação expirado..."

Sento no chão, agora com a respiração pesada. Em poucos segundos compreendo o que está acontecendo. Levanto correndo até a janela. Poucas pessoas correm em desespero nas ruas, não estamos sozinhos ali. Há helicópteros por toda parte transmitindo o que parece ser a mesma mensagem em tempos diferentes, ecoando.

–– O QUE A GENTE VAI FAZER? - Exclama Klaus. Olho para trás e o vejo sentado no chão, ao lado de onde eu estava, com lágrimas desesperadoras implorando misericórdia escorrendo pelo seu rosto. - A GENTE VAI MORRER!!! - Ele abaixa a cabeça e a cobre com as mãos, surtando.

–– Não, não vamos. - Murmuro para mim mesmo. - KLAUS, VAMOS SAIR! – Dou um berro ao mesmo tempo que a voz ecoando lá fora.

Ele levanta a cabeça e acena para mim, trêmulo. Corro até nosso quarto e alcanço as chaves do apartamento e do carro.

–– RÁPIDO, VAMOS! - Pego-o pelo braço e corremos para fora. As portas de cada residência escancaradas. Descemos os degraus apressados e nos atropelando. - VOCÊ SABE O QUE ESTÁ ACONTECENDO? - Pergunto.

–– DE REPENTE TUDO COMEÇOU A TREMER E VOCÊ CAIU DESACORDADO.  - Explica ele. Tento me lembrar de tudo, mas nada vem na memória. - VOCÊ CAIU E BATEU COM A CABEÇA NO ARMÁRIO DA SALA. ESTAVA TENTANDO TE ACORDAR PARA SAIRMOS, VOCÊ NÃO VOLTAVA. EU ACHEI QUE TINHA MORRIDO, E... - Sua voz muda novamente para um tom de choro e desespero.

–– CALMA, VAMOS FICAR BEM. OK? - Tento acalmá-lo. - POR AQUI!

Corremos pela praça do condomínio até o estacionamento. Não vejo ninguém por perto. Passamos pela porta de emergência e me assusto ao ver nenhum carro além do nosso estacionado ali.

Enquanto corremos até o carro, uma voz que aparenta não ser computadorizada anuncia, interrompendo com um ruído todo o barulho: “Aqui é o Comandante Getúlio Ruan. Aos desabrigados e a aqueles que não conseguiram embarcar nas carruagens de evacuação, procurem abrigos subterrâneos. Repetindo, procurem abrigos subterrâneos. Que Deus esteja convosco, é a minha última palavra”. As sirenes ensurdecedoras começam a ecoar novamente: "140 segundos para a destruição total. - Sirene - 140 segundos para a destruição total. - Sirene - 140 segundos para a destruição total..."

Olho para Klaus e está mais pálido que de costume. Se apoia no chão e paralisa completamente. Sua respiração é tremula e ele não tem reações. Seus olhos fixam assustadoramente no horizonte. Por alguns segundos tento pensar no que fazer.

–– EI, EI, CALMA AMIGÃO. FIQUE CALMO. EU TO AQUI COM VOCÊ. VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO. VAMOS NOS PROTEGER. - Levanto sua cabeça até meu olhar. Pego-o pelos braços e o guio para fora do lugar.

Ainda pensando para onde ir, me lembro dos túneis do metrô. São profundos e podem nos abrigar de algo. Minhas expectativas de sobrevivência estão em 10%, mas não posso deixar que nossos últimos segundos sejam de desespero, pânico, medo... Tento acalmar Klaus toda hora, ele ainda está em choque e sem reações.

Corremos pelas ruas, ouvindo gritos desesperados de outros lugares. Não podemos parar para ajudar. "Sirene – 80 segundos para a destruição total..."

Dobramos na Av. Visconde de Guarapuava e entramos na estação do metrô, exatamente na frente de uma loja de brinquedos. Descemos por escadas rolantes, agora paradas, e pulamos as catracas. "60 segundos para a destruição total..."

Klaus se joga de joelhos no chão e mantém a mesma feição apavorada.

–– Ei, olha para mim. OLHA PARA MIM! - Seguro seus ombros e me ajoelho. - Nós vamos ficar bem. - As lágrimas caem por seu rosto, vejo desespero em seus olhos. - Eu estou aqui... - Envolvo meus braços nele e o aperto, confortando-o.

"30 segundos para a destruição total..."

–– Lembra do dia em que nos mudamos para cá? – Sussurro o suficiente para que ouça.

–– Uhum...

–– Você se perdeu no caminho de volta no primeiro dia da faculdade...

"23 segundos para a destruição total..."

–– Você me ligou chorando, disse que estava escondido em um tubo de ônibus deserto para ninguém ver...

"19 segundos para a destruição total..."

–– Então saí na hora de casa com o telefone ligado para você não ficar sozinho... - Minha voz trêmula.

"14 segundos para a destruição total..."

–– Eu cheguei lá e você estava sentado num canto, com a cabeça apoiada na parede, os olhos vermelhos de choro...

"10 segundos para a destruição total..."

–– Gastei mais de 30 reais para chegar até você...

" 7 segundos para a destruição total..."

–– Não me incomodaria em gastar mais... - As lágrimas escorrem por meu rosto

"4 segundos para a destruição total..."

–– Eu...

"3 segundos para a destruição total..."

–– Sempre...

"2"

–– Estarei...

"1"

–– Com você.


Notas Finais


A história ainda está sendo escrita e será postada aos poucos.


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