História Afire Love - Camren - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camreng!p, Fifth Harmony, Romance
Exibições 197
Palavras 948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey serumaninhos, mais um cap pra vcs 😋
Ficou meio pequeno, mas depois eu compenso ok?!
Esse cap. Tem musica, link nas notas finas.
Sem mais delongas, vamos ao cap 👇👇

Capítulo 14 - Vazio


Pov. Lauren

"Desespero"
Essa era a melhor palavra para definir meu estado nesse momento. Ou talvez "medo" fosse melhor. Eu não sei bem. Não sei o que estou sentindo nesse momento, mas com certeza é uma das piores sensações que já senti. E pensar que a dois anos atrás eu estava com essa mesma sensação dentro de mim. Pensar que esta tudo acontecendo de novo só me faz pensar em como a vida faz questão de foder comigo. Como eu sempre digo "Ninguém morre virgem, a vida fode com a gente antes disso".

- Tay! - Chamei desesperada assim que avistei Taylor no corredor do hospital que dava para a recepção do lugar. Ela estava sentada em umas das cadeiras que haviam ali. Estava com os cotovelos sobre as pernas e o rosto enterrado nas maos. Mas logo que me ouviu chamar, se levantou e veio em minha direção quase que correndo. Em pouco tempo senti seu corpo colidir-se ao meu em um abraço desesperado.

- L-Laur ... - Ela falou entre soluços e a voz falhamente embargada em choro. Eu podia sentir suas lagrimas molharem meu ombro e seu corpo tremer devido ao seu estado. - E-Ele ... C-Chris ... E-eu .. - Ela tentava falar, mas tudo saia entrecortado, como se as palavras travassem em sua garganta sendo impedidas de serem pronunciadas. Nesse momento eu percebi que era mais grave do que eu imaginei e sem que eu percebesse, já estava chorando abraçada a minha irma. Me afastei dela, mas só o suficiente para poder ver seu rosto que estava vermelho e com os olhos inchados devido ao choro.

- Tay calma. Respira. - Pedi em uma tentativa falhar de tentar acalma-la. Como eu poderia tentar acalmar alguem se nem mesmo eu estava calma? Ela fez o que eu pedi diversas vezes. Sua respiração era pesada, como se tivesse ficado tempo demais sem fazer isso e agora tinha esquecido como era. - Agora me diz, o que exatamente aconteceu? - Eu não queria admitir, mas estava com extremo medo de ouvir a resposta para essa pergunta.
Ela respirou fundo mais uma vez antes de começar a falar. Eu nos guiei ate as cadeiras novamente, onde nos sentamos para ela começar a falar.

- O estado de Chris se agravou de uma hora para outra. Em um segundo ele estava bem e em outro começou a ter uma crise. Ele começou a tossir sangue e seu nariz  também começou a sangrar. Eu corri desesperada ate o medico e ele levou Chris para a ala de emergência. Eu não tive notícias desde então e isso já tem mais de uma hora. - Ela disse se entregando novamente ao choro. Eu não estava tão diferente. O medo, a angustia e o desespero tomando conta do meu peito me deixando em uma imensa agonia.

Eu só queria que aquilo fosse um pesadelo. Um terrível pesadelo do qual eu queria logo acordar. Mas eu sabia que era real e sabia o que poderia acontecer. Acontece que eu não estava pronta, eu sentia que iria desmoronar a qualquer momento.

Estava tao concentrada em meus pensamentos que ao menos notei que o medico do meu irmão se aproximava. Sua roupa suja de sangue me deixando ainda mais angustiada. Mas não era pior do que a expressão cansada e receosa que estava em seu rosto. Expressão essa que me deixou ainda mais desesperada. Ele parou a nossa frente e suspirou alto como se estivesse se preparando para falar. Eu rapidamente me levantei, acompanhada de Taylor, esperando que ele começasse a falar.

E então ele falou.

E como em um piscar de olhos meu mundo desabou.

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(Play music)

"Em memoria de Christopher Jauregui. Amado filho e irmão. - 2011 a 2016 -"

Você já sentiu um vazio dentro de sí? Um vazio que você sabe o motivo de ele estar ali, mas simplesmente não quer admitir para você mesmo? Um vazio que você sabe que nunca sera preenchido por nada nem ninguém, porque a única pessoa que poderia preenche-lo se foi? É exatamente assim que eu me sinto olhando para a lapide a minha frente.

Deveria fazer pouco mais de 2h que estava imóvel no mesmo lugar fitando a pedra a minha frente. O melhor as pedras já que estava ao lado da primeira pessoa mais importante do mundo para mim. Pessoa essa que a vida também me tirou.

Engraçado como o destino brinca com a gente. As vezes ele nos da aquele sentimento de esperança apenas para no final do dia arranca-la de nós novamente do jeito mais cruel possível.
Em minha frente as lápides. Em minhas maos duas rosas, uma branca e outra azul. Nos meus olhos a dor. No meu peito a falta de um coração e no meu cérebro a revolta e a falta de compreensão por tudo o que aconteceu.

"Ele era apenas um garoto de 5 anos que tinha a vida toda pela frente".

Vida essa que o destino o tirou da forma mais cruel possível. Assim como também tirou da lapide ao lado.
Um ano. Apenas um ano. Foi o tempo que eu tive para me recuperar de um perda que mudou bruscamente minha vida. Foi o tempo que eu tive para tentar me reerguer. O tempo que eu tive para colar meus pedaços. E quando finalmente consegui. A vida joga outra granada em mim e ela explode me deixando em pedaços novamente.
A diferença era que eu não tinha certeza se conseguiria me levantar dessa vez.

"A vida me tirou as pessoas com quem eu mais me importava. Então me diga com quem você mais se importa vida, para que eu a tire de você também".

   


Notas Finais




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