História Uma história de amor e música - Capítulo 48


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Musical
Visualizações 20
Palavras 1.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Harem, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - Já em outra


Fanfic / Fanfiction Uma história de amor e música - Capítulo 48 - Já em outra

Como um reflexo Anna virou-se rapidamente tentando afastar-se do par de mãos que a faziam queimar. Por um momento, ela segurou a respiração antes de levar a mão ao peito por causa do susto.

-Kookie! -ela falou. -Não devia me assustar desse jeito.

-Desculpe, eu não resisti. -ele falou, no rosto um sorriso que entregava o fato de que não estava nem um pouco arrependido do que fizera.

O rapaz aproximou-se e puxou-a pele cintura com o sorriso ainda brilhando nos lábios. Era melhor que ela soubesse o quanto o deixava excitado só por estar com os lábios entreabertos e as bochechas coradas.

-A-aqui não! -ela murmurou sem muita convicção enquanto ele passava o nariz na linha do seu pescoço deixando-a ainda mais arrepiada.

-Eu não consigo esquecer o nosso beijo. -ele falou agora sentindo o sabor da pele dela com os lábios.

-Um beijo que você interrompeu. -ela falou colocando as mãos no peitoral dele. -Alguém pode chegar... é sério.

Ela estava no seu limite máximo tentando conter-se para não puxá-lo para si e colar os lábios nos dele. Por que ele tinha que ser assim tão gostoso, tão quente? Sabia que podia protestar o quanto quisesse mas, na hora em que começassem a se beijar ela se desarmaria, desmoronaria nos braços do rapaz. Ela sentiu o volume proeminente que se formava nas calças dele estrategicamente colocado entre suas pernas e o encarou com diversão:

-Eu não sei qual é o seu plano, mas não sei se vai rolar desse jeito. -ela falou sorrindo enquanto se desvencilhava dos braços dele.

Ele ficou encarando-a enquanto ela relutantemente se afastava, mas ele logo falou:

-Você quer isso tanto quanto eu.

Não era coisa da cabeça dele, e Anna sabia. Se não houvesse uma série de fatores agravantes ela certamente se atiraria nos braços dele sem pestanejar, sem preocupar-se com o tempo que corria injustamente.

-Você está certo.

E saiu por afora em direção à piscina para junto dos outros enquanto Jung-kook apenas a observava afastar-se de um jeito que ele julgou sexy demais para que ela ficasse perto dos amigos.

-Não custa nada dar um pulinho na água, Milla! -Jin insistia.

-Meus dreads vão dar curto no meu cérebro. -ela gargalhava.

-Então tira. -ele deu de ombros.

-Mas não é só aqui que eu corro esse risco. Minhas roupas também. -ela falou séria. -E nem tente dizer para eu tirar também.

-Desculpa, noona! Eu só queria que você se sentisse à vontade.

-Relaxa, neném! Eu estou de boa! -ela falou colocando a mão no ombro do rapaz. -Eu só vim me certificar de que a Anna chegaria em segurança em casa.

-Tudo bem! -ele falou relaxando. -Se precisar de alguma coisa me fale.

-Na verdade... -ela o interrompeu antes que ele se levantasse. -Você conhece alguma boate por aqui? Eu estou com muita vontade de dançar.

Ele pôs a mão no queixo, pensativamente.

-Hum... Acho que tem sim. Mas não acho muito seguro que você vá sozinha.

-Por quê? -Ela perguntou curiosa. -É barra pesada?

-Não! Só acho que uma moça não pode ir sozinha a lugares assim... E seu namorado pode não gostar.

Ela sacou que a última parte da frase dele era na verdade uma indireta, mas sagaz como era não ia deixar passar essa de graça.

-Não há nenhum namorado para que eu me preocupe. -ela deu de ombros e viu um sorriso iluminar o rosto do garoto. -Até porque eu nem curto garotos.

Ele arregalou os olhos incrédulo.

-Isso me dá mais liberdade para fazer amizade com meninos porque sei que ninguém vai ver isso com segundas intenções. -ela explicou entre um gole e outro de suco.

-Entendo... -ele falou já sem o sorriso. -Mas se você me der tempo para que eu troque de roupa eu posso te levar.

-Beleza! -ela mostrou os polegares para ele enquanto ele saía na direção da casa.

-Não curte garotos, né?

Milla virou-se de repente e viu Anna às suas costas com os braços cruzados e os olhos semicerrados de incredulidade.

-Então você ouviu. -ela sorriu enfim. -Que deselegante!

-Mentir é mais ainda. -Anna insistiu.

-O roto falando do esfarrapado? -Milla aprumou-se na cadeira e a encarou. -Até onde você pretende ir com o garoto?

Anna engasgou-se com o suco que tomava.

-D-do que você está falando?

-Eu percebi como o... como é mesmo o nome dele? Ah, sim! Biscoito! Aquele que veio conosco sem ser o menor.

-Jung-kook! -Anna corrigiu-a revirando os olhos.

Milla olhou para os lados antes de prosseguir:

-Que diabos você pensa que está fazendo? Ele está visivelmente caidinho por você e isso não é bom.

-Isso não é verdade! -ela falou um pouco alto antes de pôr a mão na boca por medo de alguém ouvi-la. -Não sei de onde você tirou essa ideia.

-Enfim, se já rolou alguma coisa ou não, eu não sei, mas esses meninos são gente boa, te aceitaram de uma forma que eu nunca tinha visto antes. O que você me viu fazendo com o Jin foi apenas um favor que faço a ele já que não tenho condições de alimentar suas esperanças. Se não vou seguir adiante não tenho porquê iludi-lo. E se você pretende fazer isso com o menino eu a advirto que vai comprar briga comigo.

-Milla, não viaja! -Anna tentava não aparentar o desespero que se revolvia em seu interior. -Não está acontecendo nada.

-É apenas uma advertência, gostosa! Se você fizer esse garoto se apaixonar e depois larga-lo feito um trapo velho, eu juro que fico de mal com você. Eu não te defendi contra o Mark e até briguei com ele para te ver seguindo o mesmo exemplo.

-Milla! -Jin chamou enquanto terminava de vestir uma jaqueta. -Estou pronto.

-Para onde vocês vão? -Anna perguntou interessada.

-Vou levá-la para conhecer as boates de Gangnam. -ele respondeu com um sorriso que lhe fazia sumir a linha dos olhos parecendo ainda mais fofo.

-Eu posso ir? -ela perguntou animada.

-Nope! Você pode ser emancipada, mas ainda é muito pequena para frequentar esse tipo de lugares.

-Que maldade! Você anda passando muito tempo com a Angie. -Anna choramingou contrariada.

-Prometo que na volta compro um ursinho para você. -Jin brincou enquanto lhe dava um beijo no topo da cabeça.

-Até você? -ela perguntou em descrédito. -Faz um tempão que eu espero a Angie me trazer um e nada. E a Milla também... Se não fosse o Jiminnie eu estaria ferrada.

Nesse momento, o celular de Anna começou a tocar. No visor, o número de Philipe, CEO da Nuclear.

-Que incomum! -ela murmurou enquanto Milla lhe dava um abraço carinhoso e aproveitava para ver de quem era a ligação. -Divirtam-se.

Atendeu o telefone enquanto caminhava até o quarto a fim de obter alguma privacidade já que os meninos continuavam fazendo a maior baderna.

-Oi Philipe. -ela falou enquanto deitava na cama.

-Oi princesa! -ele respondeu efusivamente. -Pensei que tivesse nos esquecido!

-Não muito. -ela brincou. -O trabalho não deixa.

-Acabei de receber o vídeo que vocês postaram agora à tarde. Pelo visto a Angie não perdeu o jeito.

-Ih, você também viu aquilo? -Anna gargalhou.

-É o seguinte, princesa. Vou parar de enrolar. Eu fiquei sabendo que você teve um desentendimento com o Mark.

-Sério? A globalização deixa as fofocas mais rápidas, não é? -ela ironizou.

-Eu não tenho nada a ver com o que vocês fazem da vida pessoal de vocês, ok? -ele explicou suspirando alto. -Mas eu não posso me esquivar quanto às proporções dessa situação. Não dá para de uma hora para outra tirar um apoio musical de tão grande vulto como o Mark. De onde eu vou tirar outro baterista em tão pouco tempo?

-Não sei... Não estou nem aí. Que tal? -ela continuou respondendo com indiferença.

-Anna... Tem certeza de que você está fazendo isso com profissionalismo? Tem tantos artistas que namoram entre si... É perfeitamente normal.

-Eu já disse um milhão de vezes que não estou nem aí para o Mark. Só não quero mais cruzar com ele, porra! Além do mais eu já estou em outra.

-Garota! Presta atenção no que está fazendo. De forma alguma você pode sujar a sua imagem, viu? Há câmeras te vigiando por onde quer que você vá. -ele alertou com um tom sombrio. -Vou conversar com o Mark e ver o que eu posso fazer. A gente se vê em breve.

E pensar que ela ainda teria que viajar com aquele projeto de falsiane para o último show. Teria que passar por uma terapia intensiva depois dessa aventura. Mas, enfim não era o momento para se preocupar com essas coisas. No momento, o que a preocupava era o fato de ter dito ao Philipe que já estava em outra.

-Que merda está fazendo, Anna? -ela recriminou-se lembrando-se das palavras de Milla.

Seria mesmo que ela só estava usando Jung-kook como uma vingança contra Mark? Nada a ver! Era lógico que ela sentia alguma coisa muito boa quando estava com ele apesar de ser um pouco mais difícil decifrar a ele do que aos outros. Fechou os olhos cruzando as mãos na nuca enquanto lembrava-se do beijo que dera mais cedo. Que sensação era aquela que a fazia queimar só de lembrar? O que aquele garoto estava fazendo com ela que tirava-lhe todo o controle de suas reações? Por que não conseguia ver nada de bom nas tantas vezes que transara com Mark e agora com apenas um beijo não conseguia mais parar de pensar no coreano mais novo? E por que ele a encarava da porta com aquele olhar cheio de desejo?

-J-jung-kook? -ela levantou-se rapidamente.

Ele a encarava com os olhos famintos enquanto mordia os lábios. E que lábios! Angie lhe dissera que aquela casa estava cheia de garotos no cio, mas Anna sabia que naquele momento era ela quem queria a todo custo agarrar-se àquela criatura tão perfeita e fazê-lo seu.

-Não quiseram me levar para a boate. -ele respondeu.

Só então Anna notara que o som da música parara totalmente. Quanto tempo ficara ali deitada?

-Podemos fazer nossa própria festa aqui. -ela falou com um brilho no olhar capaz de queimar através do corpo do rapaz provocando-o e deixando-o louco.

Porque por mais que hesitasse em admitir Anna Karenina era aventureira como o inferno.



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