História Uma história nem tão inexpressiva assim - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Historia Original, Menina, Opinião, Romance, Yuri
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Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oioi, desculpem por ontem, tive que sair e não consegui escrever, então hoje bora caprichar nos capítulos e fazer pelo menos mais um!

Capítulo 11 - KM 72- Olhos do Diabo.


Fanfic / Fanfiction Uma história nem tão inexpressiva assim - Capítulo 11 - KM 72- Olhos do Diabo.

Seguindo na rodovia principal, após duas horas na estrada, estamos chegando ao quilômetro setenta e dois, estou reduzindo a velocidade para fazer a curva à esquerda, e agora Miki tem que me dizer o caminho. Parece com uma floresta, um bosque, mas a visão não é muito boa, está escuro de mais então preciso ir mais lentamente, estamos indo a trinta por hora num terreno irregular, por ser uma região mais montanhosa, cheia de buracos e obstáculos. 

—Hitome-Senpai, vire a esquerda, depois a direita, direita de novo esquerda logo em seguida— Quadrado, baixo, bolinha, triângulo, cima.

—Ta bem.— Não faço a menor ideia de onde estamos nem de onde isso vai nos levar, contando que nos proteja está ótimo, precisamos ir rápido, mesmo ainda não estando morta Akemi pode morrer, já que ela foi gravemente ferida e está sangrando, bem pouco mas está.

Já me esqueci completamente do que era pra fazer, e onde virar, vou pedir pra ela falar de novo, vou fingir que não ouvi direito (melhor tática depois de sorria e acene)

—Miki-chan, onde eu viro?— Perguntei com uma voz fofinha de criança perdida dos pais no supermercado.

—Esquerda.— Afirmou ela alto, e eu segui suas ordens de gps, agora o que me deixa aflita é, por que caralhos ela sabe esse caminho e onde ele está nos levando?

—Direita— Reafirmou, e eu apenas seguindo

—Direita— e a cada curva meu corpo se arrepiava, meus instintos diziam que não era perigoso, mas que também não era um lugar bom, e a cada hora um frio na espinha me subia e a cada metro que se passava ficava mais intenso.

— Esquerda e segue reto até o final.— Eu estou seguindo as ordens, e esse lugar é meio sombrio, parece ser um pântano com um vilarejo próximo esquecido. Já dá pra ver daqui o fim da estrada, acelerando então. Freando bruscamente, fazendo com que a moto dê um drift levantando poeira pela estrada ser de terra, faço com que nossos corações quase parassem de bater, pois o fim da estrada era um enorme penhasco, e eu não sabia disso. Miki desceu da moto, eu vou a estacionar em frente uma das casas velhas e abandonadas, no lugar onde o frio na espinha é constante, já é de manhã, essa foi nossa sorte de não ter caído no precipício.

— Kakaya, Kakaya, Kakaya— Mas que porra é essa Miki? Logo surgiram um monte de aldeões, e uma velha senhora, baixinha, de cabelos brancos e longos, trançados por três tranças, duas na frente, e a de trás começava um pouco mais abaixo, deixando uma parte solta e pele morena de sol, com um cajado maior que ela (se bem que pra ser maior que ela não precisa ter muita altura né?), ela se aproximou e Miki está entregando Akemi para essa senhora.

— A gente não sabe o que houve com ela, parecem ser facadas, cure-a Dia-san, por favor.— Disse Miki, em tom de súplica. A senhora entrou para dentro do pântano, junto a ela haviam mais duas mulheres, jovens e bonitas, todos usavam vestes com estampas tribais, pareciam uma tribo esquecida pela sociedade que viviam muito bem e confiavam um nos outros. Após a entrada daquelas três mulheres o silêncio se quebrou pelas menininhas que agora corriam ao meu redor, e ao redor de Miki, puxando-nos para o mesmo lugar onde as senhoras haviam entrado, eu estava angustiada, o que elas iriam fazer?

Uma das menininhas, uma bem pequena, deve ter por volta de uns sete ou oito anos de idade, pediu para ficar em meu colo, eu que já estou cansada da viagem e da correria que foi o dia ,a coloquei em meu pescoço, e ela está tapando meus olhos com as suas pequenas mãozinhas enquanto as outras três me guiam, sinto um ar mais úmido, a menininha tira suas mãos que antes cobriam meus olhos e agora tenho uma verdadeira visão do paraíso, atrás do pântano feio e escuro existe uma linda cachoeira de água quente, aquecida pelos vulcões inativos da região, que sua lava quente passa por baixo de toda aquela terra, as meninas agora tiravam minhas roupas, me deixando completamente nua, eu maravilhada com essa visão, com a água azul e cristalina, o gramado e verde e flores lindas de todos os tipos, borboletas e libélulas rodeando-me, as meninas agora, guiavam-me para dentro daquela água, trazendo várias pétalas azuis de uma flor nativa daquela região praticamente inexplorada. essas meninas passavam essas pétalas em todo meu corpo, sem explicar-me nada, a água está quente, numa boa temperatura para tomar banho, melhor que chuveiro acredito, com o caule da flor azul elas pegam um pouco da água numa cuia e o amassam fazendo uma forma de pasta verde que esta sendo aplicada em meus cabelos que foram soltos por elas.

— Essa flor azul funciona como um tipo de produto de limpeza natural— Um sabonete de flor?— E ele ajuda a limpar a pele e é bem cheiroso, essa pasta verde além de limpar deixa os cabelos macios feito algodão, eu sou Hitay, tenho treze anos, essas são Noray de dez e Ita de oito— Disse a menininha apontando para cada uma delas, Hitay era a mais velha dali, tinha os cabelos cumpridos e castanhos claro quase loiros, e olhos pretos feito jabuticaba, vestida com um vestido parecendo sido tecido a mão, feito de algodão com estampas tribais e um sapatinho marrom (assim como os das outras duas garotinhas), Noray tinha os cabelos curtos e rosa, olhos castanhos com tons alaranjados, e era super cuidadosa ao passar a mão em meu corpo com as tais pétalas, já Ita era mais tímida, tinha os cabelos azuis da cor dos de Miki, com olhos da mesma cor, tímida porém habilidosa com as mãos em meus cabelos.

— P-por favor, mergulhe completamente e volte.— Pediu Ita, com uma voz de criança meiga e doce com uma pitada de vergonha. Fazendo o que ela pediu, abro os olhos embaixo d'água e vejo peixes e flores aquáticas que eu desconhecia, ficando cada vez mais maravilhada com o lugar e as pessoas, pelo menos as crianças dali eram muito atenciosas e educadas. Voltando para buscar ar, Ita começa a retirar toda a pasta verde de meus cabelos, com suas mão tão pequenas e delicadas, fazendo movimentos meigos e retirando tudo de meu cabelo, Noray não estava ali, observei.

— Pode sair da água? Qual é seu nome?Quantos anos você tem? Uau, você é tão bonita!— Disse Hitay, empolgada.

— Sou Hitome, vocês todas são lindas e meigas! Onde eu estou?— Eu perguntei sorrindo. Aquele lugar ofereceu-me uma paz, eu estava feliz por estar ali, mas preocupada com Akemi.

— Hitome-Senpai, tome para você, vista isso.— Disse Noray que havia acabado de chegar com um vestido dobrado, uma calcinha bege feita do mesmo tecido e um sapato em suas mãos. Vestindo-me ali, elas pediram para que eu sentasse, como não entendi apenas sentei ali no gramado e fechei os olhos, sorrindo por ter encontrado realmente a paz que eu sempre procurei, que mesmo naquele instante preocupada mas em paz, eu sinto que tudo dará certo, e que aqui podemos ser felizes. As meninas mexiam no meu cabelo, brincando com eles.

— Esse lugar é conhecido como Olhos do Diabo, porque se você olha no fundo do precipício conseguirá ver grandes bracos vermelhos por conta da larva vulcânica que passa lá e um formato de chifres. Muitas pessoas já caíram lá, e por isso viramos alvos de perseguições por pensarem que fazíamos sacrifícios humanos para o diabo, mas isso não passa de firula, então tivemos que fazer com que parecesse que esse lugar estava abandonado e nosso povo estava morto, Miki-Senpai é da nossa aldeia, mudou com seus pais mas deixaram sua irmã, Ita.— Como as pessoas consegue inventar tamanhas bobagens? A criatividade e perversão da mente humana me surpreende cada vez mais.

— ACABAMOS!— Gritou Noray, feliz e aplaudindo o  trabalho que as meninas haviam terminado de fazer em meu cabelo, uma linda trança que intercalava cabelo e flores de várias cores.

— Muito obrigada meninas, isso está lindo! Vocês são muito talentosas... Mas perdoe-me perguntar, quem é aquela senhora?— Perguntei num tom desconfiado.

— Ah ela é a vó de todas nós, não de sangue, mas a consideramos assim, é a mais velha aldeã, a mais velha de nosso povo, ela tem mais de cem anos e nos guia, ensina  e prega a união entre a aldeia, todos nós adoramos ela. Aquela menina que vocês trouxeram, ela estava quase morrendo, mas a vovó Dia cuidará dela, e logo ela ficará melhor. Dia-san ensina a gente a cuidar um dos outros e da nossa terra, já que é dela que tiramos nosso alimento, roupas, e medicamentos, inguém fica doente ou ferido por muito tempo por aqui.— Explicou Noray e isso me traz um alivio imenso para minha alma tão preocupada.

— Meninas não importunem nossa convidada— Disse uma mulher num tom doce, e sorrindo, e seus cabelos longos presos num coque, mas com umas pontas soltas.

— Desculpe— Disseram as três juntas olhando para baixo.

— Não estão me importunando, estavam ajudando-me a tomar banho e cuidar dos cabelos, está tudo bem.— Eu disse sorrindo.

— Vamos então todas as meninas, está na hora de comer, e você precisa ver sua amiga. — Logo peguei Ita e a coloquei em meu pescoço novamente, seguindo essa senhorita que me levaria até Akemi, as outras meninas acompanham-me de mãos dadas, e vamos em direção a um grande templo, que era encoberto pelas árvores do pântano.

Subindo as escadarias do templo (estou morrendo), as meninas se despediram de mim já que só nós duas (eu e a moça que nos chamou) poderíamos entrar a li, dando me beijinhos carinhosos no rosto.

— Vamos brincar qualquer dia Hitome-Senpai, por favor!— Pediu Ita com vergonha, mexendo o pézinho para o lado com a cabeça baixa.

— É claro que vamos!— Respondi sorrindo e Ita retribuiu com outro sorriso, dando-me tchau e tropicando nas escadarias, eu por instinto ou impulso, consegui a tempo correr para segura-la. E assim elas seguiram para o outro lado do templo, tirando os sapatos, e entrando naquele lugar enorme, cheio de velas e de deuses esculpidos em estátuas de ouro (deuses os quais eu desconhecia), construído com madeiras, pintadas de branco e vermelho e a maior parte em sua cor original, pisando naquele pedaço de solo sagrado, fiz reverência. 

— Siga-me sua amiga está logo ali— Disse ela andando e apontando para a porta, finalmente poderei ver Akemi.



Notas Finais


Obrigada por estar acompanhando, espero que estejam gostando! O que será que está por vir? Comente ai o que está achando! É nox bj da empada!


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