História Uma história nem tão inexpressiva assim - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Historia Original, Menina, Opinião, Romance, Yuri
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Palavras 1.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Capítulo reflexivo pra vocês ein!!

Capítulo 12 - Efeito Borboleta.


Fanfic / Fanfiction Uma história nem tão inexpressiva assim - Capítulo 12 - Efeito Borboleta.

Caminhando em direção a porta junto com a senhorita que está me levando até ela, observo os detalhes do templo, muitos detalhes em ouro, as estátuas dos deuses ali presentes, tem uma gigantesca precisão em todo e qualquer detalhe, no teto da sala principal haviam escrituras estranhas as quais eu não conseguia ler. 

— Chegamos, por favor faça silêncio, aqui é onde deixamos os doentes e enfermos.—  Disse ela em tom baixo, abrindo lentamente a porta para que a mesma não fizesse barulho, eu estou vendo ela nua em minha frente, ela não está mais pálida, está em sua cor normal, com um curativo no abdômen feito de folhas, com um pano molhado na cabeça, dormindo. Meus olhos inundam-se em lágrimas, mas dessa vez de felicidade que escorrem pelo meu rosto sem ao menos que eu perceba, ajoelhando-me ao lado de seu corpo, beijo-lhe a testa e seguro sua mão.

—  Logo você acordará e viveremos nesse paraíso.—  Digo em seu ouvido em tom baixo e ela aperta minha mão.

—  Ela ficará bem, acordará daqui um ou dois dias, a única coisa que precisamos tomar cuidado é com o ferimento, temos que garantir que ela não se esforce para que cicatrize direito e o ferimento não se abra novamente. O que houve? 

— Eu não sei, a conheci ontem, e simplesmente tive que salva-la.

— Saiury, chame Miki—  Ordenou a senhora querendo saber o que houve.—  Corajosa você em se aventurar por uma menina que mal conhece. —  Mal conheço mas já sei um bocado e sinto um oceano por ela.

— Dia-san, mandou que me chamasse? Ah, oi Hitome-Senpai— Disse preocupada depois sorriu para mim.

—  O que houve com essa menina? E quem são elas?—  Perguntou a senhora com desconfiança.

—  Ela é a única amiga que tive fora da aldeia Dia-san, e Hitome é uma garota que estava tenta fazer o mesmo que eu, salva-la. Trouxe as duas aqui por saber que nossa aldeia seria o único lugar no planeta que saberiam como cuidar dela.—  Acertou mizeravi.

—  Confia nelas?— Perguntou a senhora colocando-se ao meu lado.

— Sim, daria minha vida por qualquer uma das duas.—  Respondeu Miki, com extrema convicção do que havia acabado de dizer, assustou-me, pois ela seria, pelo menos numa teoria minha rival para ver quem ficaria com Akemi. Após a resposta de Miki, o quarto se invadiu de silêncio por alguns segundos e agora a doce e baixa senhora está me abraçando.

— Bem vinda a aldeia dos Kakaya, a noite, unam-se a nós, como temos pessoas novas na aldeia faremos a apresentação de vocês aos deuses, penso que até a noite Akemi-chan já tenha acordado e esteja bem.—  Disse a senhora apoiando o cajado de baixo para cima em meus peitos e mexendo.

—  Posso ficar aqui com ela?—  Perguntei em tom de súplica.

—  Claro, fique a vontade, qualquer coisa chame-nos.—  Disse Dia-san, saindo do quarto.

— Miki-chan, poderia ficar aqui comigo?

—  Claro, ia pedir isso agora.—  Disse sorrindo, se aproximando de mim e me abraçando.

— Viu, eu disse que ficaria tudo bem.—  Disse em tom baixo, passando a mão em minha bunda. Eu saindo de forma não muito grosseira do abraço, deitei-me ao lado de Akemi, Miki, deitou-se ao em meus peitos.

— Isso é tão bom Hitome- Senpai, eles são tão macios, parecem travesseiros de pena de tão macios.—  Disse sorrindo de olhos fechados, esfregando seu rosto em meus peitos, e logo adormeceu ali mesmo, eu sem conseguir dormir parei paro para pensar, como teria sido meu ontem se Akemi não tivesse aparecido na escola? Seria mais um dia normal e entediante como todos os outros? Esse negócio de efeito borboleta me deixa perplexa (efeito borboleta é a teoria que diz que o bater de asas de uma borboleta pode ocasionar, no futuro um furacão).

Sentada naquela cadeira, prestando uma falsa atenção ao que a professora estava dizendo, olhando no relógio do celular de cinco em cinco minutos, como se fossem horas, com aquela mesma face sem expressão, sem nenhum motivo real pra viver, apenas respirando por ser algo automático, indo para casa, colocando os fones de ouvido e ouvindo as mesmas músicas, tropeçando nas mesmas leves elevações da mesma calçada da mesma rua, do mesmo bairro, da mesma cidade, do mesmo país, do mesmo planeta, sem nada que agitasse minha vida tão parada? Ou poderia acontecer alguma outra coisa espetacular que eu não faço a menor ideia de que aconteceria, assim como foi com Akemi, poderiam acontecer coisas inimagináveis, assim como não poderia acontecer nada. Eu poderia sofrer um acidente gravíssimo de carro e estar em coma num hospital, ou simplesmente ter um surto e decidir abrir mão de tudo e estar morta, de qualquer forma é estranho pensar nisso, imagine o tanto de fins alternativos que a vida humana pode ter, isso só depende das escolhas que fazemos, do tamanho do nosso egoísmo disfarçado de bondade, gentileza, solidariedade, como se pensássemos no próximo e não em nós mesmo quando fazemos atos tão bondosos. 

No final tudo isso não passa de mentira disfarçada, nós, humanos somos feitos de mentiras encobertas, mascaradas de bondade e sentimentos bons. Não existe bondade nem maldade, existe apenas egoísmo, e vai do tamanho do egoísmo de alguém suas ações, tudo gira em torno dos nossos egos egoístas que precisam se agarrar a algo, para termos motivos para viver e não sermos somente o que somos, sobreviventes. 

Sobrevivemos a muitas coisas, naturais ou causada por nós mesmos, o lado mais egoísta sempre vence, a Segunda Guerra Mundial pode nos dizer isso, os países só se aliaram uns aos outros porque os mesmo tinham interesses iguais, logo que os interesses acabaram os mais poderosos antes aliados, viraram inimigos, dando início a Guerra Fria EUA contra URSS (atual Rússia), por mais que não tenha passado de uma guerra ideológica com clima tenso dos dois lados por ambos estarem incertos sobre o que o inimigo faria, já que bastava apertar um botão para lançar bombas iguais as que destruíram Hiroshima e Nagasaki (bomba atômica),eles sinceramente dizendo não se importariam com quantas pessoas poderiam morrer ali. Nós somos assim, somos egoísmo puro e não podemos mudar isso, não conseguimos.

Imagine como seria o mundo se a escravidão ou essas guerras que são mais recentes que a escravidão não acontecessem, o quanto de gente que estaria viva, o quanto de famílias não existiram e quantas não deixariam de existir. Eu mesma, poderia não estar aqui pensando nisso, a população mundial aumentaria ou diminuiria? Penso que não, já que como muitas pessoas nasceriam, muitas outras não nasceriam, já que não haveria a miscigenação, muitos povos existiriam e muitos mais deixariam de existir, já que muitos desses foram criados a partir da mistura de raças e culturas, muitas pessoas nasceram por conta da imigração de estrangeiros para fugir da guerra. É engraçado como o mundo precisa de um equilíbrio de uma forma ou de outra, talvez as coisas não estivessem tão diferentes como penso por simplesmente eu não estar lá. Ou imagine até mesmo antes disso, imagine se os continentes não tivessem se separado, se tudo fosse ainda ligado, quantas raças não existiriam, quantas não deixariam de existir, imagine que uma pequena coisa, poderia gerar ou deixar de gerar várias outras coisas, como o bater de asas de uma borboleta, ou o uso de uma camisinha na hora do sexo, é bizarro né? (imagine-se você, se acontecesse o efeito borboleta em sua vida, se algo, por mais que mínimo mudasse, a diferença que não faria)

É tenso pensar que nascemos apenas para sobreviver, apenas para existir, sem propósito maior, o objetivo de vida que nos impõe é errado e falso, não nascemos para trabalhar, nascemos para viver, apenas viver, e trabalhar não é viver ao meu ver, somos tão frágeis e inseguros que nos recusamos a aceitar que temos apenas que viver, nos fazemos melhores e mais racionais que outros animais, nos colocamos no topo da cadeia alimentar, sendo que qualquer simples bactéria pode nos matar, somos seres desesperados e precisamos de algo que possamos nos segurar com garras afiadas para que nossa existência tenha algum sentido. Talvez sejamos até uma praga para esta terra, que antes da intervenção humana era saudável e rica, e após sua infestação como piolhos imundos, essa terra morre aos poucos, com a poluição e destruição causada pelo homem, que sem perceber, ou talvez percebendo e mesmo assim insistindo, mata seu próprio lar, acredito que a Terra, como um organismo vivo, um dia nos expulsará daqui por já não aguentar mais nosso abusos, nossa compulsão e egoísmo. Um dia seremos expulsos desse planeta, e pagaremos por tudo o que nossa espécie tão imunda quanto baratas causou ao seu próprio lar. 

O que eu realmente sei é que meu coração antes tão gelado e sem motivação para se agarrar e viver pegou fogo e quis viver por Akemi, então como consequência, Akemi tornou-se o motivo da minha tão inútil, medíocre e desesperada existência.


Notas Finais


Só pedrada na mente da tia empada! Talvez traga mais um capítulo hoje, beijinhos, é nóx!


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