História Uma mãe, uma guerreira (REPOSTADA) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, Got7, Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Hansol, Jackson, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Kun, Mark, RenJun, Suho, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Crackfick, Família, Filhos, Jaeyeong, Jhonten, Nct
Visualizações 76
Palavras 2.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 8 - 8 《● Cada problema com seu carma●》


Tentar resolver a vida à gente até tenta, mas quem diz que conseguimos?

É difícil viu.

Gostaria de ser um pombo, mas pombo não posso ser. Pombo caga nas pessoas e eu só penso em comer.

*

Eu.Odeio.Seo.Youngho.

Pelo amor de Deus, alguém tire esse homem da terra porque nem eu estou sabendo lidar.

Johnny voltou, depois de dois meses fora.

DOIS MESES!

Ele mudou à cor do cabelo, as roupas e também está de emprego novo. Mudou tudo, menos o jeito insuportável de azucrinar à minha vida. O que eu acho uma injustiça, não mereço isso não. Sou uma cara mãe de família que precisa de paz e sucego, mas isso existe no vocabulário desse ser?

CLARO QUE NÃO!

O churrasco na piscina da última quarta-feira foi um fiasco, teve briga, discussão, carne queimada e choradeira de criança. Depois de quatro horas em que meu marido tentava explicar porque deixou tudo e me pedia perdão do jeito dele, eu resolvi ir embora. Peguei minhas crias, minhas Tapoweres com feijoada e me mandei pro caminho de casa.

Vida de mãe é assim, quando à família tá dando trabalho já fica esperto e ruma pro caminho de casa. É o melhor a se fazer.

Como já era de se esperar, Seo Youngho veio junto. Trazendo suas malas e contando para nossos filhos que seu avô tinha mandado vários beijos. Algo que eu achei desnecessário, o velho nem tinha vindo nos visitar no ano novo, malemá gostava dos netos. Mas fiquei em silêncio ouvindo as barbaridades quietinho na minha.

Chegamos em casa já com problemas à vista, Jeno e Chenle haviam brigado no táxi e tinham batido um no outro. Algo que eu não aprovava, bem as vezes deixava se matarem, mas isso é assunto pra outra hora. Enfim, meus dois filhos estavam irritados e se trancaram no quarto.

Jisung tinha ficado esmorecido por conta do sol e o banho na piscina, então optei por dar somente uma mamadeira com leite morno para ele e depois o banhar. Pobrezinho, caiu na cama igual um tijolo.

No final estava eu e Johnny, os dois sozinhos na sala e olhando um para o outro com cara de idiotas.

Nem sei o que aconteceu esquecemos à raiva, a mágoa e qualquer sentimento rancoroso que deveríamos ter naquele momento. 

Avançamos um no outro e o beijo começou.

Rápido, selvagem, cheio de mordidas e puxões de cabelo. Bem cinquenta tons de cinza mesmo. A grande diferença era que meu marido não tinha dinheiro para me dar um carro. Mas a gente releva né.

Transamos na sala.

Oh Jesus! Eu transei com meu marido depois dele ficar dois meses fora.

E o pior .....Foi nosso melhor sexo. Nem na lua de mel havia sido assim. Céus, que loucura.

Me senti bem vadia gemendo baixinho de quatro no sofá.

É a vida. Só abaixei à bermuda e tomei no cú. Literalmente.

Não voltamos.

Longe disso, Johnny estava dormindo no sofá e fingiamos não conhecer um ao outro dentro de casa. Pelo bem da paz familiar. Porém, quando chegava à madrugada. ..Meu amigo. Eu escutava à maçaneta da porta se mexer e no escurinho o corpo grande do meu homem aparecer, meu coração só faltava dançar ragatanga no peito. Já ouvia até aquele saxofone de música romântica no fundo.

Uma loucura total.

Meu cobertor se levantava e eu só abaixava a cueca.

Céus....Eu nem conseguia pensar nas crianças. Só mordia os lábios e torcia para meus pimpolhos não ouvirem o mamãe deles pedindo surra. E não é de tapas que estamos falando. Hehe!

-Não corte essas unhas em cima da minha mesinha de centro. -Gruni ao adentra a sala e ver à cena.

Johnny com um pé apoiado na minha linda mesinha comprada em várias parcelas nas casas Bahan, e um cortador de unhas na mão. Vê se pode!

Contudo, ainda estamos brigados. Não é porque eu dava gostoso e ele comia melhor ainda, que éramos obrigados à voltar completamente. Eu ainda sou Ten, uma bixa que deu à volta por cima. Passei pelo vale da morte e não temi mal algum colega. É o senhor no peito e a Bíblia na mente. Beijo na bunda.

Por isso, eu ainda estou bravo com ele e não quero sua sujeira pela minha casa.

-Eu limpo depois que usar. -Falou me olhando inocente.

Quem vê até acha que não deixa rastros de caminhão pela cueca, né.

Cruzei os braços arqueando uma sobrancelha.

-Não tô nem aí se você vai limpar, pode tirar esse pé fedendo à gorgonsola da minha mesinha e cortar essas unhas no banheiro. -Falei irritado passando pelo sofá e batendo nas canelas do ser com a toalha.

Johnny bufou.

-Bem que minha mãe me avisou, casar com você era pior do que fazer pacto com o diabo. -Resmungou vestindo os chinelos e saindo arrastando os pés.

Humfpt.....Tenho culpa não querido, fui criado com sete temporadas de todo mundo odeio o Cris, mamãe aqui é roxelle no sangue. 

-ISSO PORQUÊ ELA É O PRÓPRIO CAPETA. -Gritei da sala.

-CALA A BOCA. -Berrou do banheiro.

-VEM CALAR SE É HOMEM.

Ele voltou.

Me puxou pelo braço e jogou contra a parede.

Transamos de novo.

*

As crianças acabaram de ir para à escola, o imprestável do meu marido fez o favor de levar à rempa na Van. Graças ao bom Deus, não estava mais aguentando os gritos.

Sabe como é, tem uma hora que nós mães precisamos de uma folga dos filhos. Acho que é por isso que Deus fez o Pai e a mãe, quando um se cansa da cria o outro tá lá pra cuidar.

Estou agora na cobertura, que tá mais para sótão aberto do prédio. Não consegui um bom lugar no varal público, parece que à dona Han do 24 deu uma passada mais cedo hoje para estender seus paraquedas, digo, calcinhas.

-Maldita. -Ouvi um bufo ao meu lado.

WinWin segurava um cesto com roupas pretas e um balde de prededores nos braços. Enquanto sua expressão era de raiva. Pois é amigo, perdeu.

-Ela veio cedo hoje. -Comentei sem me virar, estendendo os uniformes das crianças. Tive o maior trabalho para tirar uma mancha com tinta guache do uniforme de Chenle, vou fazer à professora dele lavar da próxima vez. Mulher ridicula, ficar passando atividade com tinta. Porque ela não passa aquelas tintas no ...

-O Pelé também veio. -WinWin murmurou apontando para o varal atrás do de Dona Han. Onde várias camisetas de estampa havaiana estavam estendidas.

-Ele veio semana passada atrasado, pegou o pior lugar. Acho que aprendeu à lição. -Falei torcendo uma bermuda de Jeno.

Seu pelé era o Brasileiro que morava no nosso prédio, adorava colocar seus pagodes em plena seis horas da manhã para acordar o segundo andar. Ainda bem que eu moro no terceiro.

-Hm. Eu deveria ter vindo cedo hoje, mas tive que levar o Lúcifer no veterinário. -Comentou o Chinês começando a tirar suas roupas negras do cesto e arrumar no varal ao lado do meu.

Me deu até arrepios escutar esse nome.

-E como está seu gato? -Perguntei por educação.

WinWin tinha um gato com o nome do anjo das trevas, um bom felino. Ninguém ouvia miados no segundo andar, mas preferiamos não nos aproximar muito.

-Ainda vivo. -Murmurou sério.

Acenti ficando em silêncio. Deus me proteja, esse garoto é sinistro.

Permanecemos estendendo nossas roupas calados, eu por não querer ouvir sobre suas atividades do lado negro e ele por não gostar de mim mesmo. Sabe como é, eu sou o tailandês do terceiro andar que é homossexual e tem três crias. Sou estranho oras.

-Suas crianças. ...Elas são como? -A pergunta me pegou de surpresa.

Primeiro porque eu não estava esperando que ele puxasse assunto, já que nos dois vivíamos em pé de guerra por conta do varal e segundo, porque WinWin não falava de nada além de seu gato. Então, de certa forma era surpreendente saber que ele queria saber algo de minha vida.

-Dormindo são uns anjinhos, acordadas eu quero me jogar do terceiro andar. -Falei sorrindo brincalhão.

Ele não sorriu.

-Você não gosta dos seus filhos? -Perguntou sério.

Cruzes, amigo você precisa pesquisar o significado de "ironia".

-Não não, eu amo meus filhos. Eles só dão um pouco de trabalho. -Expliquei sorrindo sem graça.

Essas pessoas que não entendem minha língua viu.

O chinês ficou me encarando por um tempo.

-Você os adotou? -Perguntou voltando a estender suas camisetas de banda.

Franzi a testa. Esse interesse nos meus bixin era por que moço?

-Paguei uma barriga de aluguel para ter cada um dos três. -Falei jogando a água do cesto no chão.

-Ela nunca tentou tirar as crianças de você?

Eita, esse interesse aí tá me deixando com as orelhas em pé.

-Fizemos um contrato legal perante um advogado para se caso ela quisesse a guarda das crianças, não pudesse ficar com elas. Mas, teria todo o direito de às visitar no momento que quisesse. -Expliquei dando de ombros.

No final Yeri nunca precisou pegar meus filhos de mim ou coisa parecida, minha amiga até gostava das crianças e as visitava as vezes. Mas, não se considerava mãe delas. Foi um presente minha amiga se oferecer para gerar meus filhos. E eu agradeço à ela até hoje.

-Hm. ...E seus filhos sabem sobre a mãe? -Olhou pra mim com interesse.

WinWin parecia realmente querer saber sobre o assunto. Seria possível que ele ....?

-Gostaria de tomar um café? Podemos conversar melhor lá em casa. -Sugeri pegando meu cesto pondo debaixo do braço.

-Acho que sim. -Murmurou me imitando.

*

Depositei à xícara na mesa juntamente com o pote de biscoitos caseiros, aquilo tinha que sempre ser escondido no alto do armário. Jisung tinha à péssima mania de comer os biscoitos antes do jantar.

-Então, seus filhos sabem quem é a mãe deles mas mesmo assim te tratam como à única? 

Arrastei uma cadeira me sentando à sua frente. Até que nosso papo estava rendendo.

-Exatamente. Essa mania quem pegou foi o Jeno, ele tinha só um ano quando começou à me chamar de Omma. Depois disso, mamãe pegou e nunca mais saiu. Chenle e Jisung só seguiram o rumo das coisas. -Falei suspirando.

Era nostálgico pensar nisso agora. Principalmente com meus filhos já crescidos como agora.

-E. ...É muito difícil cuidar de crianças? -O castanho perguntou acanhado.

WinWin não parecia o tipo de pessoa que estaria interessado em criar uma criança, na verdade sua aparência era de um adolescente rebelde na flor da idade. Por conta das roupas pretas e a face séria, mas depois de uma boa conversa acabei descobrindo uma coisa sobre o chinês.

Ele tem o sonho de ser Pai. Ou mãe, se for de critério da criança o chamar assim.

-Olha, na opinião dos meus amigos é algo que dá para se lidar sem grandes problemas, Suho cria oito de olhos fechados, Yuta tem dois e deixa por conta do marido, já Jaehyun se sente feliz cuidado de um. Mas, na minha visão. ...filho é um trabalho grande viu. -Falei cansado. -Você acha que tudo acabou depois que eles crescem, mas quando à adolescência chega só o que passa na sua mente é mandar essa criança para um internato na Suíça.

Meu pensamentos são esses mesmos.

-Quem dos seus três filhos causa mais problemas? -O chinês arqueou uma sobrancelha.

Pensei por um minuto se teria alguém para causar tal coisa em grande escala, vamos ser sinceros. Todos os três davam trabalho.

-Se for analisar tecnicamente seria Jisung, ele precisa de mim para quase tudo. Mas, Chenle é bastante ciumento e tenta chamar minha atenção brigando com o irmão e maltratando o menor. Contudo, Jeno está em uma idade que a rebeldia já tomou conta. Então se eu fosse por na balança quem me dá mais prejuízo, diria que é Chenle. -Falei convicto.

Se fosse Yuta diria que todos seus filhos são umas pestes.

Bem à cara dele.

-Então o seu filho de oito anos dá mais trabalho do que, o de onze e cinco juntos? -Indagou confuso.

Bingo!

-Sim, de certa forma. -Sorri acentindo.

WinWin pareceu raciocinar antes de se por de pé.

-Foi legal saber sobre à sua vida Ten, obrigado por me ajudar com essas questões.

Fiquei um pouco atordoado por sua mudança de comportamento, mas dei de ombros.

Tem louco para tudo.

Acompanhei o chinês até a porta.

-Qualquer outra dúvida sobre adoção ou coisa do tipo você me fala, Jaehyun é um amigo meu que lidou com a adoção. Diferente de mim e Yuta que optamos pela barriga de aluguel. -Falei abrindo a porta para WinWin.

Ele acentiu se curvando rapidamente.

-Vou ter isso em mente. -Sorriu de lado.

*

Terminei de fazer o jantar as seis horas, não tinha feito muito no final das contas. Era segunda-feira, a loja de decoração não funcionava na segunda. Por isso, deu tempo de fazer tudo em casa sem graças preocupações.

Ouvi o barulho conhecido da senha na porta ser acionado.

-Ten? -Era a voz de Jaehyun.

Franzi a testa em confusão. Larguei o pano de prato na mesa e foi em direção à sala.

-Jaehyun? Você veio trazer o Je. ...-Minha voz sumiu ao ver meu amigo com a face preocupada com um Kun aflito ao seu lado e um garotinho choroso pegado na mão do chinês.

Oi?

-Temos um problema Ten. -Falaram juntos.

*

O nome dele é RenJun. Escreve com R, mas se pronunciou En. Tem à idade de Chenle, oito anos e meio. É branquinho, olhinhos pequenos e aparentemente tímido. Uma cópia fiel do Pai. Kun.

-Está me dizendo que a mãe do garoto morreu e disse para ele ficar na porta do seu salão te esperando? -Perguntei incrédulo à Jaehyun. Enquanto Kun só suspirava com as mãos na cabeça.

Conversávamos aos sussurros enquanto o menino acanhado tinha ficado no sofá esperando nossa volta.

Céus, era cada coisa que acontecia.

-Ela era uma boa cliente, pagava tudo em dia e sempre fazia as unhas na terça. Nunca imaginei que iria me deixar o garoto e uma carta dizendo que eu poderia fazer o que bem entendesse com ele. Nem achei que o menino era filho desse desnaturado. -Jae bufou batendo no ombro de nosso amigo. Esse que só choramingou.

-Você não era gay? -Perguntei confuso. Até onde sabia Kun gostava de homens, mas vai que sofreu aquela tal cura dos evangélicos que tanto se falava hoje em dia né.

-Eu sou gay. -Afirmou levantando a cabeça. -Foi um erro o que aconteceu, eu estava bêbado e ela me levou pra cama. -Explicou raivoso.

Jaehyun e eu nos entre olhamos.

-Bem, agora você tem um filho de oito anos Kun. Precisa tomar uma decisão. -Falei cruzando meus braços.

Por que exatamente as pessoas apareciam na minha porta para resolver seus assuntos? Aqui era à previdência social por acaso?

-Eu não posso criar ele, moro em um apartamento pequeno. Estou no meu segundo ano de contabilidade, não posso deixar minha vida para ajudar esse garoto. -Me olhou com culpa.

Até podia sentir peninha do nosso amigo bonitinho, mas vamos ser sinceros? O cara fez burrada e agora vai abandonar à cria? Fala sério viu.

Suspirei não acreditando na minha própria decisão.

-Kun....-O chamei depois que ele abaixou a cabeça. - Eu posso ficar com RenJun aqui, fico duas semanas com ele. Enquanto isso, você pensa na situação e arranja um jeito de resolver isso. Mas, precisa pensar no garoto me ouviu?

O chinês levantou com um sorriso agradecido.

Ten virgem Maria santíssima ao seu dispor.

-Obrigada Chitta, sério. Isso é muito importante pra mim. -Me abraçou forte beijando minha bochecha.

O afastei com uma careta.

-Vamos, me apresenta o seu Junior. -Brinquei vendo ele ficar sério de repente.

Kun não me pareceu gostar do menino.

Chegamos na sala e o garotinho tinha ligado à televisão em um desenho, mas assim que percebeu nossa chegada desligou afobado o televisor.

-Desculpe. Eu fiquei entediado. -Se curvou envergonhado.

Ownt. ...Se fosse Chenle já tinha gritado dizendo para sairmos dali. Isso que era educação.

-Não pode ligar à televisão dor outros sem permissão, é falta de educação. -Ouvi a voz de Kun sair repreendedora.

Jaehyun limpou a garganta ao ver o estado do menino. Ele ficou tão envergonhado com a bronca que já tinha lágrimas nos olhos.

Que dó meu deusu.

-Ele estava entediado. Não tem problema. -Jaehyun se aproximou do pequeno sorrindo ameno. -Venha RenJun, vou te apresentar um amigo bem legal. -Pegou o menor pela mão.

 

Me abaixei para ficar na mesma altura da criança. Ele deveria estar sofrendo com as mudanças repentinas. 

-Hey RenJun, eu sou Ten. Vou cuidar de você por esses dias. -Falei dando um sorriso para o menino.

Ele começou a chorar.

-Eu quero a minha mãe. ..-Soluçava sendo acalentado por Jaehyun.  Me virei para Kun.

-O que faremos? Ele não parece que vai aceitar muito bem à situação. -Comentei preocupado. O chinês também parecia do mesmo jeito.

-Não posso ficar com ele. -Repetiu sussurrando. Kun estava na mesma confusão de antes.

Ser Pai quando se queria é maravilhoso, agora quando vem em um momento que você não quer. Aí meu filho, segura na mão de Deus e vai.

Suspirei pronto para dar a sugestão de levar à criança até um centro de adoção, quando a campainha tocou.

-Deve ser Johnny, eu troquei a senha depois que ele se foi. -Avisei me levantando andando até à porta.

WinWin parecia aflito na entrada.

-Desculpe, eu estava pensando em casa....Se poderia cuidar dos seus filhos? Olha. ..Nem precisa me pagar nem nada, faço de graça sabe. Cuido sempre que você precisar, acho que posso pegar o jeito e quem sabe no futur.....-Não deixei o garoto terminar e já o puxei para dentro.

-WinWin. ...Você chegou em uma boa hora. -Falei com um sorriso gigante.

Ele me fitou assustado.

-O quê? 

-Quero que conheça meu amigo, Kun...Esse é o WinWin, à solução para todos os seus problemas. -Empurrei o castanho na direção do mais alto, esse que rapidamente pegou o chinês pelos ombros antes que ele se machucasse. 

Sou ou não sou um gênio?

Um queria filho, o outro queria se livrar da paternidade. Porque não. ...Juntar o útil ao agradável? 

Eu sou Ten, uma dedicada mãe de família que está no ramo de soluções de problemas alheios desde mil novecentos e bolinha. Nas horas livres tento dar um jeito nos meus próprios, mas anda sendo difícil.



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