História Uma Maldição Chamada Amor - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kaguya Ootsutsuki, Kurama (Kyuubi), Kushina Uzumaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Rock Lee, Sai, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Drama, Hentai, Inosai, Itachi Uchiha, Kaguya, Kurama, Kyuubi, Mistério, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Saino
Exibições 129
Palavras 2.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, eu nem acredito que a fanfic tá com 120 favoritos e quase 5.000 acessos!!! VOCÊS SÃO DEMAIS! TÃO LINDOS! Essa história não seria nada sem o apoio de vocês, poxa, estou tão feliz! Não imaginava que teria tanta gente lendo! :D :D :D


Gostaria de agradecer a todos os comentários, ao pessoal que ainda tá acompanhando e aos novos que estão aparecendo.

Fiquei contente que vocês aceitaram tão bem a profecia, não teria demorado tanto para esclarecê-la se tivesse postado logo. Mas ok, foi bem difícil então fico feliz. Ainda tem coisa pra acontecer ! Fiquem atentos (suspenseeeeee)


Boa leitura e até as notas finais :3

Capítulo 17 - - Capítulo XVII -


Fanfic / Fanfiction Uma Maldição Chamada Amor - Capítulo 17 - - Capítulo XVII -

Como deveria se iniciar a descrição de um sentimento quando o desconhece totalmente?

 

Como saber o que está sentindo quando não se teve nenhuma experiência anterior?

 

Seria assim tão difícil entender uma coisa simples? Era um sentimento ou muitos mais além dele...

 

Quando o mago das sombras falou, Naruto não acreditou e ainda debochou do homem, mas ele estava certo, o andarilho desconhecia muitos sentimentos, não tivera quem lhe ensinasse sobre os bons, apenas os ruins, aqueles que ferem a mente. E agora estava confuso e frustrado, e tudo pelo o que? Por causa de uma mulher.

 

Seria aquela dor em seu coração o que os outros chamam de amor?

 

Mas o que era o amor afinal?

 

Haveria algo que pudesse lhe explicar aquele sentimento? Explicar como entendê-lo?

 

Estivera com isso em sua cabeça desde que o segundo dia amanhecera, e agora, quase ao final do terceiro, ele mantinha a mesma ideia, sem ainda ter saído do lugar. É como se tivesse girado em círculos por horas em seus pensamentos.

 

Eles haviam aproveitado o dia quente e subiram boa parte da montanha, e agora já estavam quase chegando à caverna. Havia sido um percurso silencioso, com poucas palavras trocadas, sem mais brincadeiras ou lembranças felizes. Naruto estava envolto demais na névoa que sua mente criava e Hinata havia preferido deixa-lo daquele modo, optou por manter uma distância considerável para que ela mesma não se envolvesse demais, assim como tinha pedido antes e assim como desejava agora.

 

Quando eles finalmente chegaram Hinata ficou maravilhada com a paz que emanava daquele lugar tão espiritual. A pedra que envolvia a parede emitia pequenos pontos brilhantes que refletiam sobre a água cristalina do interior da caverna, era uma piscina natural não muito funda e extensa, podia-se observar as poucas pedras coloridas que jaziam em seu fundo, deixando-a encantada. Naruto ainda encontrava-se em silêncio e Hinata pediu-lhe educadamente para que a deixasse um pouco sozinha. Ele concordou sem refutar, precisava retirar-se mesmo que por pouco tempo para assimilar seus pensamentos.

Hinata ajoelhou-se sobre a pedra fria próxima a água, suas mãos desceram por suas pernas e pousaram sobre o joelho, puxou o fôlego, soltando-o segundos depois, fechando os olhos e trazendo as mãos próximas ao peito, iniciou então uma reza por seus familiares. Pediu para que a perdoasse por tudo o que aconteceu, por ser tão semelhante com sua mãe e por ter escolhido agora um caminho onde tranquilizasse seu coração cheio de dor e magoa. Poderia parecer estúpido um pedido desses, mas ainda sentia culpa por tudo o que havia acontecido e em algum lugar de sua mente ela pensava que não tinha o direito de escolher algo que lhe proporcionasse felicidade. O falecimento de Neji ainda estava recente, mas não é por que havia tomado uma decisão que tinha deixado de pensar nele. Sentiu seu coração abalar-se por um momento e tudo o que tinha segurado durante dias veio de uma vez, as lágrimas brotaram grossas enquanto seus lábios pediam por paz, pediu aos deuses para que acalmassem sua mente e que guiasse seus familiares para um lugar sem mais sofrimento. Que eles pudessem de alguma forma aproveitar daquilo que tanto desejaram, o amor.

 

Manteve-se na mesma posição por longos minutos, sentindo aos poucos seu corpo relaxar e sua mente tornar-se menos turbulenta. Um vento forte veio de fora da caverna movimentando a água que tocou-lhe o joelho, Hinata abriu os olhos lacrimejados, observando as pequenas ondas que se formavam e iam de encontro a sua pele fria. Limpou as lágrimas e tomada por uma sensação acolhedora despiu-se e entrou na água.

 

 

 

 

Naruto caminhou para uma distância considerável da entrada da caverna e sentou-se encostando o corpo na parede da montanha, dobrou as pernas e apoiou os braços nos joelhos fechando os olhos e segurando a respiração por alguns segundos, antes de finalmente soltá-la e passar a observar a lua que já mostrava-se grandiosa surgindo por entre as árvores. Dali a quatro dias seria a lua azul, o motivo que lhe trouxera para aquele vale, nunca pensou que tanta coisa aconteceria em tão pouco tempo. Havia um simples objetivo, encontrar uma bruxa que lhe ajudasse no ritual, apenas isso, mas de repente tudo mudou, haviam outras coisas, acabou se envolvendo com a família e se preocupando com a mulher que lhe despertava tanto interesse.

 

Talvez se tivesse procurado outra bruxa...

 

Não, não podia. Sentia que deveria ser ela. Era ela...

 

Era ela que ocupava seus pensamentos sem que ele mandasse. Era ela que lhe fazia ficar perdido sem saber o que e como aquilo estava acontecendo. Quando se iniciou? Foi quando a viu pela primeira vez? Foi quando a desejou? Quando quis descobrir mais daquele ser que mostrava uma máscara de frieza mas seu olhar exibia sentimentos completamente diferentes... Talvez tenha si ali, ali deixou-se levar pela curiosidade e agora notava o quanto seu interesse tinha crescido em razão da personalidade que ela escondia. E ainda houve o dia em que cederam à atração e desejo, foi ali onde começou a ficar inquieto.

Por que ela não o deixava falar sobre o assunto?! Ele queria falar, queria colocar tudo àquilo que aos poucos o sufocava para fora, queria dizer o quanto seu coração estava agitado e o quanto ele ainda a desejava.

 

Por que se sentia assim... Tão, tão quente quando se tratava dela...

 

Hinata havia dominado todo seu corpo, seus sentidos, seus pensamentos. Respirou fundo quando o vento atingiu-lhe o rosto, chacoalhando seus cabelos, o primeiro pensamento que lhe atordoou foi quando notou estar preocupado com ela, e quando cuidava de suas feridas, todas elas, sentia-se bem, gostava de ver o brilho sutil que surgia em seu olhar perolado, ou do sorriso singelo.

 

Hinata era incrivelmente linda, por mais que seu olhar apresentasse dor ele também mostrava outros sentimentos, e Naruto adorava descobrir cada um deles. Ela ficava maravilhosa em cada um dos vestidos que usava, seu cabelo longo e escuro destacava sua pele clara e leitosa e ele adorava o modo como ela jogava-o para trás, caindo por suas costas e ombros. Seus gestos eram delicados e quando ela o tocou pela primeira vez ele foi aos céus.

 

Havia feito uma exceção dias atrás, havia aceitado que não gostava de vê-la sozinha por que ele mesmo sabia como era a dor da solidão, e optou por ensinar-lhe a lidar com aquilo, sendo que agora ele mesmo aprendia com ela. Hinata aplacava sua dor, ao seu lado ele esquecia que vivera por anos tendo apenas a ele mesmo, e sabia que ela sentia-se da mesma forma, sabia que sua presença lhe agradava. Naruto tinha uma forte noção da realidade, sabia que jamais poderia ficar ao lado dela por muito tempo, chegaria o dia em que ela seria corrompida pelo poder do espírito ou até mesmo morresse por conta da maldição, e ele não suportaria nenhum dos dois. Arregalou sutilmente os olhos, arfando em espanto, tinha sua noção de realidade, mas jamais poderia deixar o que estava a sua frente. Importava-se com Hinata, se preocupava com ela e agora notava que tinha medo de perdê-la.

 

Como deixou aquilo acontecer?

 

Medo!

 

Há quantos anos não sentia medo?

 

Mas era um medo diferente, era um medo de perder alguém, e não um alguém qualquer, era Hinata. Talvez em algum lugar de sua alma ele já soubesse o que estava sentindo, mas ainda não era capaz de entender. Porém uma coisa havia ficado clara em sua mente, sentia uma forte atração por Hinata, uma grande afeição e necessidade de protegê-la. E haviam tantas coisas que gostava nela...

 

Gostar...

 

Talvez se ele falasse pudesse compreender melhor.

 

Olhou mais uma vez para o céu, notando que ficara um bom tempo ali e precisava fazer a oferenda da raposa antes que a noite acabasse. Voltou para a caverna, pegando a bolsa que deixara na entrada e indo para o interior. Travou de imediato ao ver Hinata nadando completamente nua, sua respiração ficou pesada e ele foi obrigado a colocar a bolsa no chão para não derrubá-la. Por que ela fazia aquilo com ele? Por que insistia em brincar com sua mente? Se não queria que ele falasse sobre o assunto então por que fazia coisas do tipo, como trocar-se ao seu lado ou nadar sabendo que a qualquer momento ele poderia voltar.

 

Os longos cabelos negros flutuavam com a água, Hinata nadava sem saber que Naruto a observava com olhos vidrados, marcando cada detalhe do corpo delgado. Ela subiu, puxando o ar para os pulmões e quando notou que ele estava ali se virou de costas, tampando os seios com os braços. Naruto meneou com a cabeça, quase completamente perdido em desejo, sentia seus dedos tremerem querendo toca-la.

 

- Por que faz isso? – ele perguntou com a voz baixa, rouca.

 

- I-isso o que? – atropelou as palavras, constrangida.

 

- Se não quer que eu me aproxime então por que nada nua sabendo que eu voltaria?

 

- N-não foi de propósito...

 

E realmente não havia sido. Seu corpo fora tomado por uma sensação indescritível e agora, mesmo que Naruto estivesse ali lhe olhando, não se arrependia de tê-lo feito. Era como se aquelas águas tivessem limpado todo o seu passado, não havia dor e nenhuma lembrança ruim, seu estado de espírito era de serenidade e prezava que ele se mantivesse daquela forma por um longo tempo. Mas Naruto não estava sereno, ele sequer havia acreditado no que Hinata dissera, aquele era um lugar muito espiritual para que sua mente fosse tomada por um desejo tão abrasador, mas não havia como controlar. Ele a queria, assim como nunca quis ninguém.

 

— Eu quero lhe dizer uma coisa... — Naruto iniciou, aproximando-se cauteloso da água enquanto Hinata ainda se mantinha de costas.

— O-oque? — perguntou com o rosto rubro, sentindo as batidas de seu coração acelerarem.

— Eu não entendo o que está acontecendo, e penso que se eu te falasse talvez você pudesse me ajudar a entender...

— Onde você está querendo chegar? — Hinata aquietou-se, piscando os olhos rapidamente, sentindo sua mente gritar em alerta.

— Hinata, mesmo que você tenha me pedido para não falar sobre o assunto eu simplesmente não consigo ignorá-lo. Dói saber que eu posso ter te machucado e dói mais ainda por eu continuar te desejando...

— Naruto... — ela o interrompeu, virando o corpo, ainda se tampando com os braços. — Por favor, não...

— Não, Hinata. Eu preciso falar, isso está me sufocando, eu não aguento mais, eu...

— Você não pode! — nadou para a beirada, pegando sua roupa e a vestindo apressadamente. Olhando-o e sentindo todo seu olhar quente lhe queimar a pele. — Não pode falar, não pode sequer ficar pensando nisso, você não entende...

 — Realmente não entendo! É por isso que quero lhe falar, você é a única pessoa que conseguiu me acalmar, a única que deixa meus pensamentos claros e ao mesmo tempo escuros...

— Naruto, não pode, não podemos nos aproximar de novo. Aquele dia... Aquilo foi um erro, me deixei levar...

— Se deixou levar por que se sentia atraída por mim. Não tente negar!

— E isso é perigoso, você já não viu o que aconteceu? Essa maldição...

— Do que você tem tanto medo? Por que foge de mim? — aproximou-se um passo e Hinata recuou outro.

— Por que eu não quero que mais ninguém morra!

— Eu não morreria por causa da maldição, e também não deixaria você morrer...

— Você não pode impedir! — levou uma mão ao peito, apertando sua roupa, sentindo seus olhos lacrimejarem.

— Posso tentar.

— Tentar não resolve as coisas. Você viu o que aconteceu com Neji, viu pelo o que ele se sacrificou...

— Eu não sou o Neji! Eu posso mais, eu consigo mais...

— Por que você se esforça tanto? Pelo o que você está lutando? — Hinata crispou os lábios ao ver Naruto arregalar os olhos e perder a fala, afastando-se e olhando para os lados, claramente confuso. — Se você ainda não sabe então não venha falando essas coisas, não venha me atormentar.

— Eu achei que... Se te falasse tudo o que está me sufocando...

— Você está achando errado, estou pedindo que pare para sua própria segurança.

— Não me importo comigo... — olhou para Hinata, seu coração acelerado, seus dedos formigando, sua mente ofuscando as palavras racionais.

— Se continuar com isso não poderei te ajudar com o ritual. — ela falou dando o assunto por encerrado e saindo da caverna a passos rápidos.

 

Porém naquele momento Naruto percebeu que o ritual já não era mais tão importante, ele seria capaz de esperar mais quantos anos fossem necessários se para isso ele pudesse compreender melhor seus sentimentos e assim... ficar ao lado de Hinata. Ele ergueu sua mão, pronto para chama-la, pronto para ir até ela e falar que nem maldição nem ritual iriam impedi-lo de fazer o que sentia, de dizer o que queria. Mas a frase dela ecoou por sua mente “se você ainda não sabe”, ele não sabia, e ela não deixava que Naruto se explicasse, aproximou-se com uma única intenção e tudo ficara perdido em uma discussão sem sentido. Hinata havia dito a si mesma antes de subir a montanha que estaria pronta para novas sensações, que seu esforço valeria a pena pois queria ter um pouco do gostinho da felicidade. Mas quando Naruto começou a dizer aquelas palavras e Hinata viu em seus olhos todas as suas intenções ela fora tomada por um medo diferente, medo de que ele pudesse se machucar, que morresse por causa dela. Hinata não queria ter mais sangue em suas mãos, ele a ajudara tanto e agora ela o ajudava, mesmo que para isso precisasse que ele ficasse longe de si.

Durante todo o caminho até a montanha ela esteve pensando em mantê-lo distante de si, pois esse seria seu modo de agradecimento, lhe pouparia dor, evitaria sua morte precoce, mesmo que ela sofresse com isso. Pois Hinata via com clareza o impacto que Naruto causava nela, ela sabia o quanto precisava que ele estivesse ali para se manter de pé, porém era só mais um de seus pensamentos egoístas. Pediu aos deuses que lhe dessem força para lidar com a solidão e assim que realizassem o ritual Naruto poderia partir sem se preocupar com ela.

 

Hinata correu para longe, arfando por ainda sentir os olhos azuis sobre sua pele, por que tinha que se sentir assim com ele? Por que sua vida teve de ser daquele modo? Olhou para os lados procurando um caminho por onde pudesse seguir, foi para a direção contrária de onde vieram e caminhou até suas pernas não aguentarem mais, deixou que seu corpo caísse sobre o gramado e ali mesmo adormeceu. A paz que sentiu quando a água lavou seu corpo já não existia mais, sua mente agora trabalhava em novos pensamentos sobre aquele que tanto a ajudara e que ocupava cada sensação de seu corpo.

 

 

Naruto arrumava à oferenda sem muita concentração, próximo a água ele colocou um vidro de saquê, ao lado alguns rolinhos de abura age e por fim um prato de arroz para o deus Inari. Não decidiu fazer a oferenda por conta do ritual, a fazia para pedir conselhos, para pedir que a confusão em seu coração fosse dissipada e assim ele pudesse ir atrás de Hinata para lhe falar com clareza, para não se perder em meio aos sentimentos que ocupavam seu coração e mente, e assim dar inicio a mais uma discussão sem razão. Hinata ainda sentia medo, e depois de muito pensar, ele compreendia seus motivos. Ele mal conseguia pensar em vê-la morrer, e talvez, apenas talvez, Hinata se sentisse do mesmo modo que ele. A Hyuuga poderia se importar com ele do mesmo modo que ele se importava com ela.

Retirou o manto da raposa, colocando-a ao lado da comida, seus joelhos tocaram o chão, alinhados, desceu suas mãos, tocando as extremidades do saquê e do prato com arroz, fechou os olhos e passou a sussurrar uma oração. A pele da raposa ergueu-se sozinha, tomando forma, virando um animal pequeno, Naruto sabia o que acontecia mas não abriu os olhos para ver, o animal circulou seu corpo, passou por suas pernas, tocou seu braço com o focinho e depois passou a comer do abura age. Naruto fazia o possível para se concentrar, mas pensava apenas em Hinata, da insistência dela em mantê-lo distante, de sua briga interna com a morte. Acreditava que depois de tudo ela poderia ter tido um pouco mais de aceitação. Uma pequena luz surgiu em seu interior e ele pediu sabedoria para entender seus sentimentos e que os deuses ensinassem Hinata a controlar seus medos, que eles não fossem tão atormentadores e que lhes mostrassem que existia um fio de esperança onde ela ainda poderia se agarrar.

Sentiu o animal se aproximar de sua perna, deitando em seu colo, abriu os olhos sutilmente, acariciando os pelos alaranjados e notando que ele já havia comido tudo. Uma corrente de vento invadiu a caverna e o animal se desmanchou, voltando a ser apenas um manto, a água cristalina balançou batendo contra as finas pedras da caverna, emitindo ruídos que tintilavam. Naruto por um momento voltou a pensar no quanto Hinata lhe atraia e em como ela aplacava sua solidão, do quanto se sentia bem cuidando e se preocupando com ela. O andarilho abriu mais os olhos, vendo seu reflexo na água, como pôde deixar que sua curiosidade e desejo tomasse tanto seu corpo a ponto de se importar com alguém que nunca antes havia visto? Havia dito tantas vezes que não se deixaria abater, que uma maldição do amor não era importante pois ele não acreditava naquilo. Naruto ainda não sabia definir o amor, porém tinha uma ideia, ele formulava seu próprio jeito de entender as coisas, de raciocinar o que seus sentimentos lhe diziam. Hinata lhe transmitia paz, ele se importava e queria cuidar dela, em seu interior uma fagulha se acendia sempre que estava ao seu lado, aquecendo todo seu corpo, a desejava mais que tudo, se importava como nunca se importou, e gostava como nunca gostou de ninguém. 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu sei que fiquei um bom tempo sem postar ... Mas mesmo que eu tenha ficado esse tempo fora eu já havia dito que a história estava se encaminhando para o final .... E bem, depois desse capítulo galera vai estar faltando pouquinho.

Se alguns lembram eu disse que seriam entre 18 e 20 capítulos. Pois bem, serão 20, no máximo 21, não passa disso. É com uma dor no coração que faço esse anúncio, então gente vamos dar as mãos e esperar pelo final que já esta próximo.

Até logo!


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