História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 26
Palavras 2.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Cês estão prontos psicologicamente para esse capítulo? Chorei escrevendo.

Espero que vocês gostem tá?

Capítulo 11 - Capitulo 9


NARRADOR

Lucas entrou no quarto quando Evelyn digitou o último ponto final no texto da história deles, ela sorriu quando o viu. Ela o acha incrível, ele foi o primeiro amor da garota e ela queria que fosse pra sempre.

— O que você tava aprontando aí?

— Nada, segredo.

— Segredo Evelyn? Que isso hein?

— Ah amor, nada, eu só tava desenvolvendo uma coisa que gosto de fazer.

— Não tava dançando né?

— Não, não tava. Pelo o que o médico disse só vou poder dançar de novo daqui a umas duas semanas.

— Eu quero te dar uma coisa, nada que eu pudesse comprar ia te dar o mesmo presente que você me deu.

— Eu disse que não queria que comprasse nada.

— Mas aí que ta, eu não comprei nada, eu fiz uma coisa pra você. — ele a entregou um pen drive de abacaxi, ou melhor, a casa do Bob esponja.

Ela sentou animada, conectou o pen drive, e só havia um arquivo nele, abriu e era um video, alguns acordes ecoaram pelo quarto a fazendo reconhecer a música, ele tocava e cantava Não devo nada, da Onze:20 enquanto passavam fotos dos dois desde novinhos, a formatura do pré, onde já eram amigos e já eram grudados, juntos nos finais de semana, dançando, quando voltaram a estudar juntos, quando ele tocava pra ela e algumas fotos recentes que a garota não conhecia, algumas ela estava dormindo na casa dele, lavando louça e tinha algumas deles juntos que ela nem sabia como tinham sido tiradas, quando acabou a música as fotos também acabaram, ficou tudo preto a tela e ela só ouviu voz dele dizendo: te amo.

Evelyn estava com os olhos marejados quando olhou para seu namorado, ele a abraçou com força mas quando percebeu que lhe causava dor, soltou um pouco, eles uniram os lábios em um beijo repleto de saudade que estavam sentindo, logo ele encheu o rosto da garota com beijos.

— Eu também te amo muito meu amor. — ela sussurrou, com os olhos brilhando, pra ele.

— Você gostou?

— Tem dúvida? Eu amei, quero ver mais um milhão de vezes. — ele riu do exagero dela.

— Lá em casa tá todo mundo querendo te ver, minha mãe já quer fazer tudo. — Lucas comentou.

— Sei como é, to louca pra sair dessa cama, quero fazer tanta coisa.

— Quer nada, vou ficar com você aqui essa noite.

— Ó que beleza, eu quero ver Luiz Miguel, você traz ele aqui?

— Amanhã, ele não para de falar de você e de como ele agora já é grande, que já tá enchendo a segunda mão de idade. — saiu um risada tão gostosa da garota, que se deliciou com uma lembrança entre ela e o pequeno.

— Ele é meu amorzão.

— É? Vou deixar você com ele por uma semana.

— Ta falando o quê? Fico mais com ele do que você meu bem.

— É que com você ele se comporta.

— Comigo até você se comporta amor.

— Também, o que não tem de altura tem de brava.

— Não sou brava Lucas. — ela disse mais séria e olhando para o namorado com uma sobrancelha erguida.

— To vendo amor, to vendo. — ele disse rindo e a beijou.

Evelyn deitou na cama e seu namorado se encaixou atrás dela perfeitamente.

— Agora que descobri como é namorar um fotógrafo, que tira foto de mim dormindo, tenho que me precaver, só vou dormir bonita agora.

— Mas você dorme bonita todos os dias, acorda maravilhosa e sai por aí vivendo a vida, eu tenho que tirar foto disso amor.

— Para com isso Lucas. — ela ficou corada e ele beija seu pescoço, suas costas e passa a mão na coxa da garota.

— To com saudade daquela noite. — ele sussurrou antes de morder o ombro dela.

— Eu também, quero fazer tantas coisas com você meu amor. — ela se virou pra ele e passou a mão pelo seu rosto.

— Eu tô morrendo de vontade de você morena.

— Eu também. — ela disse mordendo o lábio inferior dele.

Lucas tirou a própria roupa tão rápido que sua namorada só tinha tirado a blusa, com mais calma ele tirou a roupa dela, a deixando nua, seu olhar brilhava pela luxúria, ele a beijou com carinho e a transa  do casal durou até o dia clarear. Ele cuidou de cada detalhe do seu corpo, tomou cuidado com os pontos do abdômen da garota e a fez ter os melhores orgasmos.

Quando acordaram já eram mais que 14h, tomaram banho juntos e ele disse que ia pra casa ver a mãe e trazer o Luiz Miguel para vê-la.

Evelyn se arrumou, assistiu televisão por um tempo até resolver ir até a casa do Lucas, fazer uma surpresa pra Dona Carmem.

Ela saiu de casa caminhando devagar, não queria que aqueles pontos estourassem de jeito nenhum, ao chegar na esquina da casa do Lucas, viu uma movimentação em baixo da árvore, desviou o olhar pra não ver momentos íntimos do casal que estava la em baixo até escutar a voz do seu namorado e voltar a olhar pra árvore, se aproximou um pouco mais e encontrou Lucas beijando a Ana Clara. Evelyn ficou chocada com a cena que viu, o sangue ferveu em suas veias, ficou imóvel enquanto o beijo rolava na sua frente, as lágrimas começaram a encher seus olhos.

Mesmo contra sua própria vontade, ela virou as costas e andava o mais rápido que podia, seus pontos a incomodavam mas ela não parou, as cenas vistas voltavam a sua mente a cada segundo, seu peito queimava pelo fôlego perdido e pela dor que o seu amado estava lhe causando.

Ela entrou em casa em meio a uma crise, pelo que ela sentia essa era a pior de todas, ela jogou os quadros que continham fotos do namorado na parede, pegou um quadro seu e o quebrou na parede com toda a raiva que estava dentro de si.

Evelyn queria se destruir naquele momento, ela queria desaparecer do planeta, ela foi até seu quarto, arrancou o pen drive do notebook e jogou em um canto aleatório do quarto, pegou as flores as jogou no chão e as pisou do modo como queria pisar em Ana Clara, que a fez chorar mais uma vez, que a fez estar do mesmo jeito que a dois anos atrás.

Ela se sentou na cama, só assim vendo seu quarto tão quebrado quanto a sua alma o choro saiu de dentro dela, ela chorou, como nunca antes, ela chorou pra que aquela cena saísse da sua cabeça, deitou na cama e continuou com seu choro compulsivo.

Evelyn se mexia na cama de forma tão desesperada que caiu e, com o impacto da queda, desmaiou.

Ela permaneceu caida no chão, desacordada até que sua mãe, Ana, chegasse em casa e percebesse o que havia acontecido com a filha, ela estava se acostumando com a ideia de que Evelyn estava bem mas ao ver aquele cenário ela sabia que a filha estava mau.

Foi até o quarto correndo e a encontrou desacordada, ela gritou de desespero, pegou um celular e ligou pra emergência, pouco tempo depois chegou uma ambulância para levar o corpo desmaiado de Evelyn para o hospital mais próximo, sua mãe ligou pra Lucas e avisou da crise da filha, ele foi o que ficou mais perdido e tentou se explicar para a sogra.

— Dona Ana, ela estava bem, eu passei a noite com ela, não entendo como tudo pode ter mudado em algumas horas.

— É assim que acontece, a gente nunca sabe quando tudo vai mudar na cabeça dela.

— Eu nunca sei quando ela tá a beira de um colapso.

— Ninguém sabe meu bem, você quer vir pro hospital?

— Eu vou sim, daqui a pouco tô chegando.

— Ta bom, até logo. — ela desligou deixando o garoto completamente artodoado.

O que será que tinha feito a namorada ficar nervosa a ponto de ter quebrado diversas coisas? Ele sabe que estava envolvido nesta crise, só não sabe como. Do mesmo jeito que não sabe como contar pra ela que a sua ex, Ana Clara, encontrou ele no caminho pra casa e o chamou pra conversar na árvore, em um momento em que ele baixou a guarda, ela o beijou, ele retribuiu mas logo percebeu que era um beijo vazio, um beijo que não era o de Evelyn.

Lucas foi pro hospital, sua sogra andava de um lado pro outro, quando o viu entrar, correu em sua direção, o abraçou, mostrando o desespero que sentia. O garoto ainda não conseguia ver um sentido pra tudo aquilo.

Evelyn acordou três dias depois da crise, o médico veio falar com a família com uma notícia consideravelmente difícil.

— Acompanhantes da Evelyn Ribeiro? — o médico anunciou ao entrar na sala de espera.

— Nós.— disse a Dona Ana, com André e Lucas se aproximaram do homem de jaleco branco.

— Eu tenho notícias da paciente, ela acordou — os três a sua frente comemoraram mas ele se viu obrigado a voltar a falar — mas, tenho que dizer que ela não se lembra de nada, nem do próprio nome, soube que ela gosta de matemática então fiz algumas questões sobre matemática, perguntei algumas fórmulas e ela me respondeu perfeitamente, sabe até mais que eu, perguntei sobre a Segunda Guerra Mundial e ela sabe tudo mas quando voltei a perguntar seu nome ela gaguejou e não me respondeu.

— Ela não se lembra de nada? — perguntou o namorado nervoso com o que poderia acontecer.

— De nada, talvez ela se lembre daqui a um segundo ou talvez não se lembre nunca mais, a queda pode ter afetado o cérebro dela.

— Como ela se lembra dos fatos históricos, da matemática e não pode lembrar de nós, dos momentos que tivemos com ela? — perguntou André.

— Provavelmente ela perdeu a memória afetiva, a memória escolar dela está intacta, talvez o que ela aprendeu com algum de vocês pode ter sumido, só vamos saber o que ela se lembra e o que foi perdido, com o tempo.

— Eu posso vê-la? — disse Ana nervosa com as novas informações.

— Pode, só tente não a deixar nervosa.

A mais velha entrou no quarto vendo a filha deitada, olhando pra televisão tentando se lembrar do seu nome ou onde morava.

— Evelyn? — a garota não se mexeu, só notou que era com ela quando Ana pegou em sua mão.

— Oi, desculpa, não me acostumei com meu nome.

— Tudo bem, eu sou Ana, a sua mãe, você se lembra?

— Você quer a verdade? — a mãe assentiu — Não.

— Tudo bem, eu posso te explicar tudo de novo.

— Obrigada, eu acho que vou precisar.

— Você quer ver o Lucas?

— Lucas? — ela olhou a mãe confusa.

— É, ele é seu namorado, ta lá fora comigo desde que você foi hospitalizada.

— Eu tenho um namorado? Quero conhece-lo. — a mais velha riu.

— Vocês se conhecem desde bem novinhos, tinham 5 anos quando se conheceram.

— E como ele é?

— Você o acha lindo, ele é realmente bonito, tem um corpo definido, moreno, olhos meio puxados, com um corte de cabelo topete sabe? Ele toca violão, canta e dança, vocês sempre dançam juntos.

— Eu espero que eu o reconheça e ainda goste dele.

— Eu também, vocês se amam muito.

— Será que se eu o ver minha memória pode voltar?

— Não sei, só testando, vou lá chamar ele. — ela beijou a testa de Evelyn e saiu do quarto deixando Lucas entrar no seu lugar.

Ele entrou apressado, olhando para a garota na cama, com o peito cheio de saudade se aproximou dela e a abraçou antes de qualquer coisa.

— Meu amor, que bom que você tá aqui. — ele encheu o rosto da sua namorada de beijos.

— Você pode me soltar? — ela o olhava estranho, empurrou os ombros do garoto e ele a olha como se não a reconhecesse até que respira fundo e relaxa os ombros.

— Foi impulso, me desculpa, nós somos muito apegados.

— Por que eu namoro você?

— Eu não sei, mas a um mês atrás você disse que me amava e que não era como amigo, então eu também disse que te amava assim, nós nos beijamos e dançamos juntos numa manhã de quinta-feira, passamos o dia juntos e depois eu te pedi em namoro, você aceitou, nos apresentamos na sexta feira e toda a escola soube porque nos beijamos. Eu quero tanto te beijar.

— Por favor, não faz isso, eu não consigo me lembrar de você, a única coisa que eu quero é que você vá embora.

— Por que Evelyn?

— Minha cabeça parece que está gritando pra você ir embora Lucas, a outra garota, a que você namorou, não devia bater bem das idéias porque você me assusta.

— Eu não entendo.

— Vai embora, só fala comigo outra vez quando minha memória voltar, eu não quero você perto. — a garota gritava para que o rapaz saísse de lá.

— Ta, eu vou, quando sua memória voltar, você vai se lembrar onde eu moro, é só me procurar. — ele acenou e saiu do quarto, deixando a garota sozinha e tentando pensar em tudo que tinha escutado.

Dormir seria o melhor a fazer, para os dois.

Lucas saiu um tanto desnorteado do quarto, resolveu ir pra casa, explicou pra Dona Ana que Evelyn tinha terminado com ele, ela lhe ofereceu uma carona mas ele resolveu que pegaria um ônibus pra poder pensar melhor.

Ele entrou no ônibus e foi até em casa repassando a conversa com a namorada a alguns minutos. Como assim ela não quer ele por perto? Eles passaram a vida toda perto um do outro, afinal eles se amam, antes como amigos e agora como homem e mulher. Como pode o cérebro dela apagar toda a memória? Apagar a história dela, apagar tudo que ela sentia por ele?

Ele se encontrava desnorteado naquele momento, muito mais do que antes porque agora ele não sabia o que fazer. Ele tem que esperar? Ter paciência e se guardar pra ela?


Notas Finais


O que vocês acham? Evelyn ta pirada? Ou Lucas foi afobado? Me contem por favor. O próximo capítulo será um extra do queridinho da história.


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