História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 25
Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tudo bom com vocês, hoje vai ter capítulo de manhã, de tarde e de noite. Só pra gente comemorar a vida.

Como será que está Eve depois do acidente sem memória afetiva? Vamos descobrir. Não me matem.

Capítulo 12 - Capitulo 10


Esse dias estão sendo os mais estranhos da minha vida, to tentando me acostumar que tenho uma mãe, um padrasto, tinha um namorado que é meio maluco e que eu já estou no último ano da escola.

A escola eu entendo, eu me lembro de toda a matéria, eu olhei nos meus cadernos e tudo ali faz sentido.

Voltei pra casa a alguns dias e ainda to me acostumando, minha mãe foi fácil de aceitar, ela é um amor e meu coração bate mais forte quando to perto dela, sinto vontade de abraça-la todo momento.

Minha mãe me explicou que eu tenho algumas crises e que numa crise dessa eu quebrei muitas coisas, como meu notebook, várias fotos e etc. Claro que agora já está tudo limpo, mas eu não consigo me lembrar o estrago que fiz, nada, eu já vi várias fotos pela casa minha e do Lucas, nós ficamos juntos por muito tempo, eu acho. Temos muitas fotos que eu interpreto como fotos de casais.

Eu tenho uma sensação estranha quando penso nele, me vem a imagem dele no hospital me deixando sem ar de tantos beijos, que garoto afobado, isso é uma coisa louca.

Peguei meu celular, comecei a mexer e vi que algumas pessoas me mandaram mensagens no Facebook me desejando melhoras, não sei o que responder.

Entrei no whatsapp, fui respondendo algumas pessoas dizendo que estou bem mas que não me lembro de nada, uma garota chamada Laura ficou indignada por eu não me lembrar dela e nem da tal Gabriela. Não tenho culpa.

Amanhã as aulas voltam e eu tenho que focar nos meus estudos, pelo que imagino vou fazer faculdade, mas de quê? O que eu gosto de fazer? Pra que eu tenho vocação? Eu não sei.

Minha mãe entrou no quarto com um notebook e o entregou pra mim.

— Evelyn, o André quis te dar te presente, não é novo mas pra você não ficar sem as suas coisas ele serve. — peguei o computador e beijei o rosto dela.

— Obrigada mãe, onde tá o André pra eu agradecer ele?

— Ele voltou pra casa dele, ele disse que não quer que você se sinta invadida, afinal ele te conhecia antes.

— É, eu entendo, quando ele estiver aqui eu o agradeço.

— Ah, antes que eu me esqueça, o cara da assistência disse que seu notebook já era, tudo que você tinha salvo no HD ele colocou nesse pen drive, aí tem músicas, fotos, alguns arquivos que você escrevia e vídeos dos shows que você gosta de ir.

— Eu gosto de shows?

— Sim, principalmente os da Onze:20, eles até te conhecem de tanto que você vai nos shows e grita.

— Sério mãe? Eu conheço gente famosa?

— Sim, conhece o Tiago também, ele é vocalista da Z3RO13 vocês são amigos, eu espero que isso não mude, vida.

— Vida? A gente se chama assim?

— Sim, o tempo todo, você gosta?

— Sim, eu vou ver se falo com esse Tiago pra gente se encontrar e sair pra conversar.

— Você vai achar uma foto com ele aí no meio das suas coisas, ele sempre canta nos shows da Onze e você o ajudou quando ele perdeu um companheiro de banda.

— Eu já gostei dele, pelo que a senhora ta falando ele parece legal. — ela me olhou de um jeito diferente, beijou a minha testa.

— Você vai falar com o Lucas? — fiquei tensa, meu coração aperta.

— Eu não sei, o Lucas eu vou deixar com o tempo.

— Evelyn, ele é seu melhor amigo, vocês têm um monte de momentos juntos.

— Mas eu não me lembro mãe, além do mais não me sinto muito confortável perto dele.

— Por que filha? Não consigo entender.

— Eu também não. — minha mãe me abraçou e me deu um beijo na testa.

Quando minha mãe me deixou sozinha naquela noite, coloquei as musicas que eu gostava e admito que muitas delas eu gosto mesmo, são legais, algumas divertidas e outras mais melodramáticas, enquanto mexia nos vídeos achei uma pasta chamada Lucas em que tinha muitos vídeos nossos, muitos mesmo, em muitos a gente estava dançando. Uau, eu danço muito bem e ele também, em outros vídeos eu só estava olhando Lucas tocar alguma música, as vezes eu chorava, as vezes cantava junto.

Achei diversas fotos nossas, mas aí que está, eu vejo tudo isso e não sinto nada, não me vem nenhuma lembrança, nenhum afeto nada, é como se a garota que está no computador não fosse eu, ela é completamente estranha pra mim.

Não gosto muito da aparência dela, prefiro meu cabelo roxo, ainda bem que ela pintou, vou manter ele assim por um tempo.

Olhei pela janela, o céu ainda estava escuro, tinham poucas estrelas, sai da casa, me sentei no chão e fiquei admirando o brilho de cada estrela que estava no céu, fiquei ali até o dia clarear.

Entrei no meu quarto, resolvi ler alguma coisa que a Evelyn antiga escreveu, vi um arquivo consideravelmente grande mas como o sono não me pegou acho que não vai fazer mal ler um pouco o que se passava naquela mente.

Eu devorei a história que ela escreveu, agora entendi a cicatriz na minha barriga, pra mim ela é uma boa pessoa e não seria ruim se a minha memória voltasse, queria que a Evelyn antiga voltasse mas, enquanto isso não acontece, eu tenho que viver.

Editei o arquivo com mais delicadeza, concertando os erros de português dela, que eram poucos, procurei um e-mail de alguma editora que quisesse publicar a história dela, em um site, um livro, não sei, qualquer coisa que eu possa fazer por ela.

Mandei o arquivo pra 9 editoras, vi que já eram umas 6 da manhã, levantei, tomei café e mandei uma mensagem pro Tiago, mais conhecido como Tigo que usa um chapéu.

"Oi, não sei se você sabe mas eu tô sem memória, mas eu queria te encontrar pra, sei lá, almoçar"

Como ainda ta muito cedo não liguei muito dele não me responder naquela hora, minha mãe levantou e foi no meu quarto me ver.

— Já tá acordada?

— É vida, eu não dormi ainda, eu achei uma história que a Evelyn escreveu, eu acredito que é a história dela e do Lucas, já que ela sou eu e tal, resolvi mandar a história para alguns lugares pra saber se eles querem publicar.

— Uau, bom — ela parece chocada — como você quem escreveu você tem o direito de saber o que quer fazer, não tem nada que te envergonhe?

— Não e eu não vi mal em mandar.

— Tudo bem então. — ela beijou a minha testa e percebi que ainda estava digerindo o que fiz.

Só noto o quão irônica é a situação quando vejo que a memória é uma coisa que todos me identificavam e a perdi completamente.

Antes da minha mãe sair para o trabalho, me pediu pra ir visitar a Dona Carmem e o Luiz Miguel, agora eu sei quem eles são e acho que sei onde é a casa do Lucas, já que ele mora na rua da escola, é a três ruas daqui.

Resolvi dormir um pouco mas pelo visto meus antigos hábitos ainda estão em mim porque acordei 9h30. Tomei um banho frio, me arrumei, tomei uma grande xícara de café, olhei meu celular e havia algumas mensagens. Abri a do Tiago.

"Almoçar eu não vou poder, mas podemos jantar hoje, sei que você tem aula mas só um dia não faz mal"

Sorri com a sugestão dele, resolvi que não faria mal mesmo.

"Fechado"

Nós combinamos que ele virá me buscar porque não sei onde é o shopping e nem o restaurante que ele sugeriu. Laura também tinha me mandado uma mensagem.

"Você quer sair pra conversar?"

"Não posso, to indo na casa do Lucas, aliás, você sabe onde é?"

Ela tentou me explicar, dizendo que é em frente à uma casa verde, fazer o que né? Ela disse que eu vou achar fácil.

Sai de casa, perguntei em uma papelaria onde é a escola e a moça me explicou melhor, ela devia me conhecer porque me deu um sorriso que já posso reconhecer nas pessoas, elas me dão um sorriso carregado de pena quando eu pergunto alguma coisa óbvia demais.

Cheguei em frente a casa que eu suponho que seja do Lucas e toquei a campainha. Como não sou de ter muita sorte Lucas abriu o portão e sorriu ao me ver, ele tem um sorriso tão lindo, não pude deixar de sorrir pra ele também.

Não dissemos nada, ele pegou na minha mão e entramos na casa dele, travei antes que passarmos pela porta porque lembrei o que ele tinha me dito no hospital.

"...quando sua memória voltar, você vai se lembrar onde eu moro, é só me procurar"

Olhei em seus olhos brilhando, cai em um choro compulsivo, ele me encostou na parede e me abraçou.

— O que foi meu amor? — ele me perguntou baixinho enquanto eu tentava recuperar o fôlego.

— Eu não me lembro, eu vim pra te ver, falar com você, ver o Luiz Miguel, a Dona Carmem, Christian e seu pai.

— Você se lembra de todos eles?

— Não, eu vou explicar melhor depois.

— Você quer entrar?

— Quero. — ele beijou minha testa, me arrumei e entramos na casa dele.

— EVELYYYYYYN — uma criança veio correndo na minha direção e agarrou minhas pernas.

— Miguel, cuidado, assim você derruba a Evelyn. — disse uma senhora vindo na minha direção.

— Oi Dona Carmem, tudo bem? — ela olho pra mim e depois pro Lucas que negou com a cabeça.

— Oi minha filha. — ela se aproximou de mim e me abraçou, a abracei com força.

Me sentei no sofá com Miguel no meu colo, todo arrumado pra ir na aula, beijei a testa do pequeno e ele se encostou em mim, o cheiro dele é tão bom, ele tem um jeito todo fofo.

Fiquei jogando conversa fora com Christian e Lucas, Luiz Miguel ficou quietinho no meu colo e Dona Carmem foi cuidar do almoço, eu teria que ficar com eles. Eles são uma boa família, eu gostei deles, não me lembro de tudo que eles me contam mas eu tô aceitando todas a informações.

Depois que Dona Carmem foi levar Luiz Miguel na escola, Lucas me pegou pela mão e me levou pro quarto dele.

Ele parecia impaciente pra me ouvir falar, agora eu entendo o que minha mãe disse, ele é muito lindo. Olhei em volta tendo certeza de tudo que eu tinha escrito, o grande espelho, as paredes azuis, o computador e os fones de ouvido em cima do aparelho de som.

— Eu, antes de perder a memória, escrevi a nossa história, eu não sei até que dia foi que eu escrevi mas a li nessa noite e a achei muito bonita, ela começa no dia que eu voltei a estudar aqui nessa escola até o dia em que fiquei entediada depois da cirurgia.

— Eu posso ler?

— Acho que sim, depois eu te mando por e-mail.

— Você sabe mais o que sobre a gente?

— Sei que gostamos de dançar, mas eu não sei dançar.

— Eu posso te ensinar, seu corpo deve lembrar dos movimentos.

— Não sei se quero aprender a dançar Lucas, eu acho que to bem assim, sem saber.

— Tem certeza? — concordei, dançar não é mais uma coisa minha. — Bom, o que eu posso fazer por você?

— Eu quero saber do que eu gosto, o que eu queria do futuro, você deve saber não é?

— Você queria dançar, você organiza eventos muito bem, agora você me diz que escrevia também, mas tem uma coisa que você ama fazer mais do que tudo, você gosta de ensinar as pessoas, seja uma conta de matemática, um passinho na dança, seja a falar uma palavra corretamente, você gosta de ensinar. — um sorriso já estava no meu rosto ao ouvir ele falar.

— Eu fico feliz com isso, eu posso fazer alguma coisa com a memória que me resta. — pulei animada, fazendo uma dancinha descompensada, só parei ao ouvir a risada do Lucas — Que foi?

— Nada, é que você faz essa dancinha estranha desde que a gente era criança, sempre que quer comemorar algo.

— Será que meu corpo se lembra disso?

— Talvez, você quer tentar?

— Não, acho melhor não, eu vou embora ta? — beijo o rosto do Lucas e saio da casa dele mais feliz.

Já sei o que quero fazer do meu futuro, quero ser professora.


Notas Finais


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