História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 17
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Quem já tomou um vinho e esqueceu de postar a tarde? Isso mesmo eu. Mas aqui na onde eu moro ainda são 6 da TARDE então ainda ta valendo né? Curtam muito e me deixem suas opiniões por favor, vamos conversar.

Capítulo 13 - Capítulo 11


Cheguei em casa, tomei um banho, resolvi que queria fazer chapinha no meu cabelo, quero ver o tamanho dele. Me arrumei inteira esperando o Tiago, ele tocou a campainha exatamente as 19h.

Abri o portão e um sorriso surgiu no meu rosto ao ver um homem da minha altura, muito lindo, muito mesmo.

— Você não vai falar nada Tiago? — ele estava me olhando só, quando me ouviu, caiu na risada.

— Eve, você não me chama de Tiago, eu sou Tigo pra você e você é Eve pra mim.

— Ta bom, não vou esquecer. — me aproximei dele e o abracei, o abraço dele é bom, me sinto bem nos braços dele.

— Vamos lá?

— Vamos. — Tiago passou o braço ao redor da minha cintura e fomos até o carro dele.

Ele me contou como fui importante quando ele perdeu o amigo, me disse que se não fosse por mim as coisas teriam sido mais difíceis do que foram e o quanto tava sendo estranho pra ele eu não me lembrar de nada. Peguei na mão dele e fiz carinho pra que ele se sinta mais confortável.

— Você é cheiroso. — ele riu um pouco sem graça.

— Obrigado, você tá linda, é difícil você usar o cabelo assim, mas está muito linda.

— Valeu. — ele me olhou rápido e ficou com um sorrisinho no rosto.

— Você já ouviu Onze:20? Depois de tudo.

— Sim, ouvi ontem e gostei, é bem legal, algumas músicas eu gosto mais, ouvi também umas da sua banda, eu gostei.

— Nessa sexta vai ter um show, você quer ir?

— Quero sim, eu to feliz por estar aqui com você.

— Eu também. — ele sorriu e colocou Querendo te encontrar pra tocar, ele cantou e eu só acompanhei o ritmo balançando a cabeça, não sei a letra ainda.

Nós jantamos enquanto eu contava o que tinha descoberto sobre mim, sobre a história, sobre o Lucas e também sobre eu não querer ficar muito perto dele.

— Eu espero que a sua memória volte meu anjo.

— Você me chamava assim?

— Não, mas eu posso?

— Pode, claro que pode — me senti um pouco nervosa, então resolvi mudar de assunto —, eu estive pensando e acho que se a minha memória não voltar, tudo bem, eu to bem assim, não me imagino agora com um monte de memórias, já sei de algumas coisas e isso me basta.

— Mesmo?

— Sim, eu quero viver agora como a Evelyn que está aqui e não pensando no que eu fui e nas lembranças que eu perdi. Quero novas histórias.

— Isso pode ser bom.

Como já era tarde quando Tiago me deixou em casa, resolvi chamar ele pra dormir e no dia seguinte ele iria embora, fiz bem porque minha mãe deixou um bilhete dizendo que ia dormir no André.

Me sentei no sofá com Tigo pra gente assistir um filme, ele disse que seria bom eu assistir Como se fosse a primeira vez. Nós rimos pela situação. E quando vi, estava dormindo.

Acordei na minha cama, me levantei e quando cheguei na sala Tiago dormia sem camisa no meu sofá, ele é uma gracinha, passei a mão pelo seu rosto e ele nem se mexeu.

Fui pra cozinha fazer café, tomei uma caneca e fiz um bolo, peguei o notebook, me sentei na cozinha e conferi meus e-mails, algumas editoras me responderam dizendo que a história é muito boa mas que não era o momento de lançar uma escritora nova, que se eu quisesse isso era melhor que eu aumentasse a história e fizesse investimentos, ainda faltam duas respostas, eu espero que dê certo.

— Eu vivi pra ver você tomar tudo isso de café. — Tiago disse encostado na entrada da cozinha.

— Eu não tomo café?

— Não, você só gosta do cheiro, diz que a cafeína te deixa ligada demais.

— E eu não gosto disso? Eu sou maluca? — ele caiu na risada ao me ouvir.

— Se você é maluca, ta passando não é? — diz se referindo ao café.

— É, to bem normal já, você sabe porque eu pensava tudo isso sobre o café?

— Não sei direito, uma vez você disse que era por que quando era pequena ia numa igreja que não tomava café e sua mãe te acostumou assim, me lembro que uma vez, você me ligou muito brava porque um cara de uma casa de show não te deixou entrar porque você não tinha 18 anos e eu te perguntei o que eu podia fazer pra ajudar e você disse "eu tomei café e vou ficar a noite inteira acordada, você fica a noite em claro comigo?" E eu fiquei.

— As vezes eu gosto do que eu era, mas as vezes eu me acho má, que show eu tinha ido ver?

— Onze:20, você encontrou com eles a tarde e o Christopher, seu amado guitarrista, te chamou pro show dizendo que precisava de você lá, aí mesmo você sendo de menor conseguiu um jeito de comprar o convite e ir, o segurança pediu pra ver o rg, você mostrou achando que ia passar como sempre e ele te colocou pra fora, foi ai que você você me ligou.

— Eu fazia qualquer coisa por eles não é? Em quantos shows eu já fui?

— Contando esse que deu errado? Acho que 6 ou 7, não tenho certeza. No meu primeiro show com a Onze, foi em outra cidade, você estava lá com uma garota loirinha brava que só a bexiga e uma outra mais tímida, mas você não tava nem aí, pulava em todas as músicas, cantava só o refrão e caia na pilha do meu amigo, ele gostou de você também. No segundo, você estava radiante, se destacava na multidão, nós brincamos com você na platéia, pegamos na sua mão, ficamos rindo com você, você beliscava nossos dedos do pé — ele riu perdido nas lembranças — quando o show acabou você ficou lá até o dia amanhecer pra tirar foto com os caras da Onze:20, ficou grudada no Christopher por quase meia hora, ele tava adorando, ele gosta de como você fala com ele por isso não te esquece, depois que eles foram embora você estava sozinha indo pegar um táxi e eu te chamei e pedi pra tirar uma foto com você, você me olhou esquisito mas tirou a foto, você postou a foto e marcou a banda, te adicionei, nós começamos a conversar, nos encontramos um dia e você me arrastou pra uma livraria, ficamos lá por horas procurando um livro pra você, foi quando você comprou Eu estive aqui. Depois nos falamos pela internet até acontecer a fatalidade com o Renan, ele foi morto depois de um show, na volta pra casa, eu estava lá e não consegui fazer nada, você ficou comigo todos os dias até que eu melhorasse e conseguisse tocar. No último show da Onze:20 que fomos você ficou tão nervosa quanto eu, meu corpo tremia quando te abracei naquele dia, então eu consegui cantar, metade da música olhando pra você, só consegui me soltar no final. Aquele show foi difícil mas foi bom, os caras da Onze me deram muita força e quando eu pedi pra eles deixarem você ver eles, você pulava de animação, apertou todos eles e tiramos diversas fotos.

— São boas lembranças.

— É e elas são nossas, posso contar quantas vezes você quiser.

— Eu vou querer.

— Posso fazer uma pergunta um tanto evasiva? — concordei curiosa — Por que você não quer mais dançar?

— Porque quando eu vi videos meus dançando eu entendi que dançar é uma coisa da antiga Evelyn, se a minha memória voltar talvez eu queira dançar mas agora eu não quero, se eu dançar quero fazer algo diferente do que ela fazia, Lucas disse que meu corpo pode lembrar mas eu não sei.

— Entendi, você quer ser uma nova pessoa até que a antiga Evelyn volte.

— Se ela voltar não é? Eu tô achando difícil, o médico disse que pode voltar a qualquer momento mas, a verdade, é que eu não queria. — Tiago se aproximou de mim e sentou do meu lado, com o braço na minha cadeira.

— Eu acho que também não ia querer, só guardasse as coisas que sei fazer o restante apagaria.

— Não diz isso, se eu pudesse escolher nunca teria perdido minhas lembranças mas, agora que já perdi, não to incomodada de ficar desse jeito.

Sentimos o cheiro do bolo, fui até o fogão dar uma olhada e tava quase pronto, voltei para o meu lugar, comecei a mexer no computador.

— Quer ver vídeos comigo? Minha mãe disse que tem vídeos dos shows.

— Vamos ver então.

Coloquei os videos e encostei minha cabeça no ombro dele, ele me contava algumas curiosidades sobre o show do vídeo, porque tudo balançava daquele jeito e cheguei a conclusão que eu sou louca durante shows.

Na terça feira, quando entrei na escola tive uma sensação estranha, fui andando, vi Gabriela e Laura mas resolvi que era melhor deixar elas, não quero que fiquem me falando sobre como eu e o Lucas namoramos e como éramos perfeitos um pro outro, algumas pessoas já tinham tentado isso virtualmente.

Achei minha sala, me aproximei de um garoto que entrava, olhei pra ele e disse:

— Oi, sou Evelyn. — estendi ao mão na direção dele que me olhava estranho, mas pegou na minha mão.

— Evelyn, a gente já se conhece, o boato é verdadeiro?

— Que boato?

— Estão falando que você não se lembra de nada.

— Eu me lembro da matéria inteira e me lembro muito bem, só perdi a memória afetiva, mas ela pode voltar.

— Mas cara, a gente se conhece desde criança, como pode esquecer?

— Quando eu acordei sabia a fórmula de Bhaskara mas não sabia meu nome.

— Que bizarro, eu sou César, pode perguntar qualquer coisa.

— Onde eu sento? — ele riu e apontou para a última fileira, perto da janela.

— Senta você, Gabriela e Laura.

— Posso sentar em outro lugar? Laura ta brava comigo.

— Vem, senta aqui com uma galera diferente. — ele passou o braço pelos ombros, e fomos andando até o fundo da sala.

Me sentei na frente de César e conheci algumas pessoas, não gostei muito deles, me passam uma sensação estranha, amanhã vou tentar me resolver com a Laura, quero sentar no meu lugar.

No intervalo, me sentei em um banco do refeitório e Lucas sentou do meu lado.

— Oi. — eu disse olhando pra ele.

— Oi, você quer jantar lá em casa? Você e Luiz Miguel ainda não comemoraram o aniversário de vocês, então minha mãe fez um bolo hoje e, se você quiser, a gente pode ir.

— Eu quero, sua família é muito legal.

— Você quem foi legal, você doou um rim pra minha mãe.

— Magina, não foi nada, ela precisa estar bem, o Luiz Miguel ta crescendo, ela tem que ver e participar da vida dele, sua e do seu irmão também.

— As vezes, parece que você lembra de tudo, o jeito como você disse isso agora foi exatamente como minha namorada diria.

— É? — ele concordou com a cabeça.

— Você sentiu alguma coisa quando leu a nossa história?

— Não, foi como ler um livro, um conto em que eu li, absorvi a mensagem e segui a vida.

— Nossa, é... — ele parecia frustrado — Pelo menos foi uma mensagem boa?

— Foi, eu entendi que amar é uma coisa boa, ser amado é melhor ainda e que dar uma parte de você pra quem se ama é um ato de carinho e não sacrifício.

— Eu espero que todo mundo que leia pense assim.

— É, eu também...


Notas Finais


Daqui a umas duas horas eu volto para o último capítulo do dia, não se intimidem com a minha embriaguez e vamos conversar.


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