História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
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Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não aguentei esperar até mais tarde para postar.
Esse é o meu capítulo queridinho.
É onde vemos o que Lucas pensa e sente, espero que vocês tentem gostar mais dele.

Capítulo 18 - Bônus


Lucas

Sai da festa de natal com a certeza que era a última vez que entraria naquela casa, que beijaria aquela boca e que sentiria o calor daquele corpo. Sei que Evelyn não vai voltar atrás do namoro perfeito dela e ficar comigo.

Mas eu a amo, sempre amei.

Deixei Tamiris ir pra casa e fui pra minha. Me sentei na frente do computador e abri meu e-mail, logo vi a proposta que havia recebido. Me queriam pra trabalhar em um estúdio na capital paulista, tinha relutado até agora mas já que não há mais esperanças de ser feliz aqui, respondi aceitando.

Coloquei meus fones, dei play em uma música aleatória e dancei essa e todas que vieram a seguir até que meus pés doessem. Vi que o dia já estava claro quando deitei na minha cama, peguei meu celular e vi que tinha chamadas perdidas da Tamiris, ela não sai do meu pé, eu só fico com ela as vezes, nada sério.

Fiquei por um tempo olhando a foto da Evelyn, a tirei na formatura, quando ela estava sozinha, olhando pra o palco, ainda sinto o perfume dela naquela noite, a minha garota da chuva nem parecia ser a mesma mas quando nos falamos foi ela que eu vi, se afastando novamente, se esvaindo dos meus braços e por mais que eu queira não consegui a segurar de novo. Duas chances perdidas.

Descobri que teria que ir pra São Paulo o mais rápido possível, não tenho lugar pra morar lá e tudo mais. Já tinha começado a fazer minha mala quado meu irmão mais novo entrou no meu quarto e sentou na minha cama.

— O que tá fazendo?

— Indo embora daqui.

— Por que?

— Quero ser feliz Miguel e aqui não vou ser feliz.

— Você não é feliz com a gente? — vi que tinha falado algo errado pelo tom da voz dele, me sentei do seu lado.

— Cara, quando se ama muito alguém e a pessoa não te ama de volta não é legal, mesmo que todos queiram seu bem e te façam feliz você nunca está completamente feliz, entende?

— Não muito.

— Um dia você vai entender caçulinha, agora me ajuda com a mala.

Levantamos e, rapidamente, terminamos a mala. Fui pra sala, minha mãe estava lá, ela sabia como eu me sentia pelo modo que agi na noite de formatura.

Nunca tinha me descontrolado como naquele dia, bebi até cair, passei a noite inteira tocando violão, falando coisas absurdas para Jéssica.

Na hora do jantar falei pra minha família que ia embora, que não podia mais morar ali e que a minha vida vai mudar graças ao meu trabalho. Eles não aceitaram numa boa, minha mãe teve que gritar.

— Chega, se é isso que vai fazer você feliz, tem que tentar. Nós vamos te amar aqui, em São Paulo, no Japão, você ainda será o meu filho do meio.

— É, a gente vai te apoiar. — disse meu pai.

— Espero que me apóiem também porque eu também vou. — olhamos para Christian surpresos, não esperávamos isso dele — Eu já estava me preparando pra avisar a um tempo, Jéssica entrou na USP, conseguimos um kitnet e estamos indo semana que vem, depois do ano novo.

— Eu vou ficar sozinho aqui? Sem irmãos? — Miguel se manifestou depois de um silêncio desconfortável.

— Pelo visto sim. — disse meu pai digerindo a ideia de que dois dos seus três filhos estavam indo embora.

— Se você quiser pode ficar com a gente um tempo. — Christian disse pra mim solucionando meu problema.

— Eu quero sim.

— Mas gente, São Paulo é a 30 minutos daqui, porque não continuam aqui e só trabalham lá? — disse minha mãe contradizendo seu discurso de minutos atrás.

— Mãe, isso é perda de tempo e dinheiro. — expliquei.

Tentamos terminar a refeição com calma, Luiz Miguel estava calado, fiquei com medo por deixar ele sozinho com nossos pais, medo da pressão que vai ter sobre ele.

Combinei tudo com Christian, iríamos na semana que vem, pedi demissão e tinha algumas coisas pra resolver ainda.

Mandei um e-mail para Evelyn, disse pra que ficasse com os créditos do livro, que não colocasse meu nome na capa, que me deixasse quieto e que por favor não respondesse aquele e-mail porque eu não iria ler. O melhor a fazer agora é deixar ela ir e ir também.

Terminei tudo que "tinha" com a Tamiris e ela deu um breve ataque, a deixei me xingar um pouco, gritar, quebrar umas coisas e depois virei as costas e fui embora.

Fui até a casa de Jéssica, alguns dias antes do ano novo, toquei a campainha e ela apareceu. Fomos pro quarto dela, me deitei na cama que já estava acostumado, ela sentou na poltrona amarela que tinha lá.

— O que foi?

— Eu quero ir, mas queria ver ela.

— Então vai, falar isso pra mim não vai adiantar nada.

— Acho que não posso, mandei um e-mail malcriado a uns dois dias.

— Você é burro? Tem que falar pra ela o que sente.

— Da última vez que eu disse, ela deixou claro que prefere insistir no namorado.

— Você tem duas opções, um, vai até lá e diz pra ela que tá indo embora e que a ama, ou a dois, siga a sua vida sem olhar pra trás. — pensei por um tempo e me levantei da cama empolgado.

— Você vai ser a melhor psicóloga do mundo. — beijei a testa dela e sai disparado de lá.

Caminhei pela rua já decidido do meu futuro, passei na frente da casa da Evelyn e tentei ignorar, quando já estava quase na esquina a escutei me chamar, me virei e ela estava vindo correndo na minha direção.

— Por que? — ela disse tentando recuperar o fôlego.

— Por que o quê?

— Porque não quer mais o projeto do livro?

— Ele é da Evelyn, não meu e nem seu, você não é a garota que o escreveu, não devia se meter.

— E você devia calar a boca.

— Você também, mas como nunca aceita o que sugiro, vou continuar falando.

Ela, simplesmente, virou as costas e foi embora.

Quando cheguei em casa soube que tinha feito o certo falando com ela daquele jeito, assim ela teria raiva de mim, estaria aberta pra amar outra pessoa e eu também.

Peguei minhas malas, coloquei no carro junto com as do casal, meu pai nos levaria até a rodoviária, minha mãe e Luiz Miguel iriam ficar.

Minha mãe chorou como se estivéssemos indo pra guerra, beijei a testa dela e ela sorria timidamente em meio as lágrimas.

— Assim que der a gente volta mãe, eu amo a senhora viu? — disse enquanto a apertava no abraço, me abaixei pra falar com o mais novo quando a soltei. — Cuida bem da mamãe em cara, do papai também, agora você é o único filho da casa.

— Eu vou cuidar de tudo, sou grande, já tenho 6 anos.

— Eu sei, por isso vou tranquilo trabalhar. — o abracei bagunçando seu cabelo.

Entrei no banco da frente do carro e esperei Christian e Jéssica entrarem, tentei me distrair no carro mas o clima estava pesado.

Quando passamos pela praça principal, vi uma cena que não vou me esquecer, Evelyn estava sentada em um banco, com um copo de açaí, sorrindo para Tiago, resolvi esquecer que ele estava ali e só olhar pra ela. Ela é linda, tão linda que não há palavras pra descrever, é sincera, ela irradia confiança e felicidade, o sorriso dela é exagerado, deixa seus olhos tão pequenos que só se vê dois risquinhos, mas é o sorriso mais lindo que já vi. O jeito que ela se move é tão delicado mas também é decidido, ela sempre sabe o que faz.

Não sei quanto tempo fiquei pensando nela mas cheguei na rodoviária meu pai me olhou e disse:

— Se você quiser, ainda dá tempo de voltar pra casa.

— Não pai, eu quero ir, preciso disso. — o abracei e entrei no ônibus, rumo ao meu futuro.

Quando me sentei, muitas coisas passaram pela minha cabeça, nenhuma delas é que eu voltaria a morar naquela cidade só doze anos depois.


Notas Finais


Sim, vamos ter um salto no tempo. Sim serão doze anos depois e vocês vão ver como as coisas estão e tudo o que ainda temos para acontecer.


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