História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 20


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 12
Palavras 2.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HEEEEEEEEY OLHA QUEM VOLTOU. Não aguentei enrolar vocês, aqui está o capítulo de hoje, espero que amem muito.

Capítulo 20 - Capítulo 15


DOZE ANOS E ALGUNS MESES DEPOIS.

Entrei na escola carregando minha bolsa, deixei Júlia na sala dela e fui pra sala que eu daria aula, eles são tão pequeninos. Meus alunos têm na faixa de 6 anos, estão aprendendo a ler e escrever comigo, amo todos eles, cuido como cuidei da minha filha.

Eu tenho uma filha, a Júlia, ela é a coisa mais linda da minha vida, ela tem 12 anos e é o meu maior amor.

Passei a matéria para os meus alunos e me sentei na mesa, logo estava os observando, tenho um aluno que é encantador, Edward, ele é calmo e lê muito bem já. Também tem a Ana, uma garota agitada, que tudo procura um motivo pra dançar e cantar. Tenho meu pequeno Adam, ele é um tanto na dele mas logo se junta com Edward e eles se animam até demais.

Como eles são pequenos é fácil de cuidar de cada um deles, eles são uns amores, eu não poderia ter escolhido outra profissão.

Quando acabou o período, entreguei as crianças a seus pais, quando fui entregar Adam para a mãe dele, ela me olhou e disse:

— Professora, eu posso pedir uma coisa?

— Sim.

— Você pode autografar o seu livro pra mim, eu sou uma grande fã da história.

— Já autógrafo, só um segundo.

Entreguei os últimos alunos e ela ainda esperava com o livro em uma mão e o pequeno Adam na outra.

— Qual seu nome?

— Melissa. — ela disse me estendendo o livro de capa amarela.

— Posso fazer uma pergunta sobre o livro?

— Pode. — respondi enquanto escrevia uma rápida dedicatória pra ela, quando terminei a olhei.

— O que acontece depois, a Raíssa e o Daniel continuam juntos? — ela se referia aos personagens principais.

— Eles tem a vida que você imaginou pra eles, talvez estejam juntos ou terminaram na semana seguinte, talvez eles tenham filhos ou um cachorro. Como você quer que eles estejam? A continuação quem faz é a sua imaginação. — os olhos da mulher brilhavam enquanto eu falava, acredito que na cabeça dela já tem um final perfeito pra história da antiga Evelyn.

Eu ainda não recuperei a minha memória, tenho novas lembranças boas, lembranças que me fazem feliz, as antigas não me fazem falta.

— Mãe, vamos lá? Você vai se atrasar de novo pra aula da noite.

— Hoje eu entro mais tarde Júlia. —  olhei para a minha pré adolescente, tão linda minha neguinha.

— Mãe o que foi? Cê tá estranha.

— Uma fã entre as mães. — ela bateu a mão na própria testa.

— Será que essa vai deixar você dar aula quieta?

— Acho que sim, ela é apaixonada pelo Daniel, aposto. — ela riu.

Nós juntamos nossas coisas e saímos da escola, já são 17h30 e eu tenho uma hora pra chegar na escola em que dou aula para adultos e adolescentes.

Deixei Júlia em casa, entrei na escola correndo, entrei no 3C4, os alunos já me esperavam para a segunda aula de hoje.

— Boa noite gente, tudo bem? Cadê os trabalhos que deixei pra vocês me entregarem hoje? — olhei para os alunos e tinha alguns me olhando. Um garoto levantou a mão e começou a falar.

— Professora, eu sou um aluno novo.

— Vem até aqui, por favor. — quando ele se levantou vi que ele me parece muito familiar, o jeito de andar, tudo me lembra algo. Ele me entregou um papel e então eu entendi tudo.

— Não sabia que você tinha virado professora.

— Luiz Miguel, desculpa ter perdido o contato. — fiquei de pé e o abracei com força, ele está enorme, um homem feito, to me sentindo uma velha falando assim.

— Tudo bem.

— Então agora vou te ensinar sobre meus queridos números?

— Parece que sim, você pode aparecer lá em casa, minha mãe vai adorar.

— Eu vou sim, qualquer dia, agora senta lá pra eu começar a aula.

Luiz Miguel se sentou e comecei a explicar o conceito de matrizes pra eles, pra mim é tão simples mas vi alguns alunos quebrando a cabeça, mal sabem o que vem por aí.

Sai da escola já eram mais de 23h, estávamos perto da festa do dia das mães, tenho que inventar algo para os meus pequeninos fazerem para as mães, elas tem que chorar, como tenho conseguido nos últimos anos, se bem que nos últimos anos tenho chorado também.

Entrei em casa, Julia estava sentada de frente pra televisão assistindo mais uma vez as temporadas de Pretty Little Liars, quando ela veio pra cá eu estava começando a maratona pela 4 vez e ela pegou gosto pela série, está procurando pistas sobre A.D. já que daqui a alguns dias a série volta.

— Só mais dois episódios Julia, depois cama.

— Ta mãe, papai ainda não chegou. — olhei o relógio mas já sabia que ele chegaria logo.

— Tem comida? — ela pausou a série e me olhou.

— Mãe, eu tentei, não acho que está bom, mas tá melhor do que da última vez.

— Tudo bem, eu vou jantar então.

Minha filha está na fase de aprender a cozinhar, já fui obrigada a comer coisas horríveis pra incentiva-la a continuar tentando, até que o macarrão não estava de todo mal.

Tomei um banho, me sentei na sala e comecei a procurar na internet coisas que meus alunos poderiam fazer e vi umas opções legais.

Meu marido chegou quando faltavam 10 minutos para o último episódio da noite acabar, Julia estava cochilando no sofá mas queria "ver" até o final.

— Boa noite meu amor. — ele me segurou pelo queixo e uniu nossos lábios em um beijo calmo.

— Boa noite vida. — transferi esse apelido pra ele depois que perdi minha mãe.

— Filha, vem pra cama, vem. — ele pegou na mão de Julia, a levou até o quarto dela e logo voltou pra sala, sentou do meu lado e me sentei no colo dele.

— Agora você é todo meu?

— Completamente seu. — ele me segurou firme e nos beijamos de forma provocativa.

Nos deitamos, exaustos e sem fôlego na cama, tantos anos e não me acostumei com o fogo que temos.

Pouco antes que dormisse, ele me fez uma pergunta rotineira.

— Como foi hoje na escola? — seus dedos me faziam cafuné.

— Foi legal, os pequenos estão animados pra festa, amanhã vou fazer com eles as lembrancinhas pras mães. Ah você não sabe, — levantei a cabeça e encostei o queixo no seu peito— sabe pra quem eu vou dar aula? Tenta adivinhar.

— Não faço a mínima ideia amor.

— Luiz Miguel, ele tá em uma das minhas turmas da noite.

— Nossa, ele já deve estar enorme.

— Sim, nem o reconheci quando vi, ele tá muito alto, nem da pra acreditar que se agarrava nas minhas pernas. — ri com a lembrança.

— Será que o irmão dele tá aqui também? — notei um tom ciumento.

— Acho que não, também não perguntei, só prometi uma visita pra mãe dele. — Tiago fechou a cara — Não faz assim, eu só vou lá tomar um café, falar como está a vida e depois vou embora.

— Eu não disse nada, só acho estranho.

— Ta bom, vou fingir que não te conheço. — dei um selinho nele, me virei de lado pra dormir, amanhã começa tudo de novo.

Acordei com uma caneca grande de café do meu lado e Tiago se arrumando pra ir trabalhar, me sentei na cama, comecei a tomar meu café e fiquei o olhando andar de um lado pro outro pelo quarto.

Ele fica lindo de terno e gravata, ele tem um escritório que gerencia carreira de alguns artistas, ainda toca nos finais de semana, mas não é tão frequente quanto antigamente.

Nós dois não mudamos muito, ele continua forte, eu continuo pequena, claro que o cabelo roxo foi pro espaço a alguns anos atrás mas ainda sinto falta.

Quando terminei meu café, Tiago saiu closet pronto, me olhou e abriu um sorriso ao ver que eu o olhava, me levantei e o beijei com calma.

— Bom trabalho. — sussurrei quando nos separamos.

— Eu te amo. — ele disse entrando no carro dele.

Entrei em casa de volta, arrumei a bagunça que meu marido deixou, fiz um café da manhã já pensando no almoço, comi um pão e tomei mais um pouco de café.

Fui pra sala, liguei a TV pra assistir o jornal da manhã, comecei a mexer no computador, vendo se estava seguindo as linhas de projetos das salas que dou aula.

Julia acordou, sentou do meu lado e ficou um tempo em silêncio, ela não é de falar muito quando acorda, até parece minha filha de verdade.

Eu a adotei, estava com 23 anos, já tinha casado, perdido minha mãe e morria de medo de engravidar, Tiago queria muito um filho, acho que mais pra me animar do que por querer, decidi adotar uma criança já grande, depois de muito procurar, conheci Julia, que parece tanto comigo que acho que ela saiu do meu coração.

Minha família não é tradicional, mas eu amo ela assim.

Cheguei na escola sem correr hoje,  quando meus alunos foram chegando os estimulei a fazer desenhos para as mães enquanto eu escrevia recados para os pais. Olhei para a mesa onde Edward estava e ele não desenhava, estava só olhando os outros alunos desenharem.

— Edward, vem cá. — o chamei com a mão e ele veio até minha mesa, ele sentou na cadeira ao meu lado e me olhou, dava pra ver que ele estava triste — O que foi meu bem?

— Não quero desenhar.

— Mas você gosta tanto de desenhar e é pra sua mãe.

— Eu não tenho mãe.

— Todo mundo tem mãe Ed.

— Eu não tenho, só tenho pai, vó, vô, dinda, tio e tio.

— Você não quer dar pra sua vó? — ele balançou a cabeça negativamente. — Que tal pra sua dinda? Você sabia que as crianças que não tem mãe, fazem das madrinhas suas mães? — ele negou com a cabeça e vi um sorrisinho aparecer no rosto dele.

— Então vou fazer pra ela. — ele se animou mais, pulou da cadeira e foi correndo pra mesa desenhar.

Peguei o caderno dele e acrescentei que queria falar com o pai ou responsável no dia seguinte.

Quando eles estavam indo embora, reparei que a moça que pegou Ed era novinha, deve ser uma babá, não sei. A mãe de Adam me olhava com aquele olhar animado ainda, espero que isso passe logo.

Passei na sala da Julia pra que nós duas fôssemos embora e a encontro sorrindo boba pra um garoto que a olhava, me segurei pra não atrapalhar o lance que estava acontecendo, sai da porta da sala e a esperei algumas salas antes.

Entramos no carro e eu já não consegui controlar minha curiosidade até a noite.

— Quem é o gatinho?

— Que gatinho mãe? Ta maluca?

— Eu vi Ju, você tava tão cega por ele que não me viu na porta.

— Não tem ninguém cego aqui mãe, eu nem sei de quem você tá falando.

— Um garoto da sua sala, moreno, magrelo, que tava te olhando e você sorrindo boba pra ele a uns 10 minutos atrás.

— Ah, o Pedro, é só um amigo.

— Igual Daniel era amigo de Raíssa? — mencionar meu livro sempre mexia com ela, ele era o queridinho dela.

— Mais ou menos, bem menos eu acho.

— Se preocupa não, tem muito Daniel pra você conhecer.

— Mãe, o papai é o seu Daniel?

— Bom, — fiquei sem saber o que responder, estacionei o carro na frente de casa e fiquei feliz por ter chegado — chegamos e eu vou me atrasar, quem sabe eu te conto se ele é meu Daniel com um pedaço daquele seu bolo de laranja...

— Trato feito. — ela beijou meu rosto, saiu do carro e entrou em casa.

Cheguei na escola, antes de ir para as salas, fiquei olhando para o pátio e me lembrei algumas coisas aqui, a "única" escola que eu estudei, quando notei estava sorrindo.

Entrei na sala do terceiro ano, me sentei e pude ver que eles queriam alguma coisa de mim, estavam com aquele negócio de "que brinco bonito" "seu cabelo tá lindo professora"

— O que foi gente?

— Sabe professora, semana que vem, vai ter a festa de dia das mães, mas não temos apresentações e sabemos que a senhora é boa em organizar essas coisas. — começou a dizer Rafaela.

— Mais detalhes. — pedi.

— A senhora pode organizar pra gente, procurar atrações e cuidar no dia da festa.

— Vocês sabem que eu sou ocupada né?

— Sim, mas é que a gente não tem jeito com os alunos da manhã e da tarde.

— Eu vou ajudar, os da tarde tem que ser com vocês, pra mim não dá.

— Ta, a tarde acho que a gente consegue, vamos fazer um grupo no whatsapp? — disse Giovana.

— Pode ser, muito mais fácil.

Meus alunos conseguem tudo de mim super fácil. Achei alguns alunos que queriam se apresentar e me surpreendi com Luiz Miguel quando ele disse que queria dançar.

— Você dança?

— Sim, meu quarto também tem um espelho enorme. — acabei rindo, não esperava isso dele.

Sai da escola mais cedo, não daria as últimas aulas, enquanto procurava a chave do meu carro na bolsa, ouvi uma vozinha dizendo:

— Oi professora. — olhei do outro lado da rua e vi Edward, fui até ele, me abaixei na altura dele e fiz carinho no rosto dele.

— Oi meu bem, não ta muito tarde pra você estar na rua?

— Eu tô indo pra casa com meu pai. — olhei pra cima e vi o pai dele, por um momento achei que estava louca. O pai do Edward é o Lucas. Fiquei de pé.

— Oi Lucas. — estendi a mão pra ele que parecia estar travado.

— Oi. — ele pegou na minha mão e a apertou com certa força.

— Eu tenho que falar com você.

— Sobre o que? — olhei na direção do Ed pra que ele notasse — Sim, amanhã eu vou busca-lo e a gente conversa, agora temos que ir não é amigão?— foi andando na direção a um carro segurava na mão do garotinho.

— Até amanhã professora — ele me dava tchau enquanto andava.

— Tchau Edward, até amanhã. — voltei e entrei no meu carro.

Respirei fundo antes de começar a dirigir, depois do meu reencontro com Lucas tive a resposta da pergunta da minha filha. Tiago não é meu Daniel, nunca vai ser.


Notas Finais


DICA DE AMIGA: NÃO SE ESQUEÇAM DOS NOMES DOS PROTAGONISTAS DO LIVRO DA EVELYN (DANIEL E RAÍSSA) EU ESPERO QUE VOCÊS NÃO FAÇAM CONFUSÃO E ACEITEM OS SENTIMENTOS DA EVE, POR FAVOR. Deixem suas opiniões por favor.


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