História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 60
Palavras 1.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, se gostarem favoritem, me amem, comentem e se não quiserem só acompanhem mesmo.

Eu quero que vocês saibam que eu simplesmente estou apaixonada por essa história e choro quando meu celular descarrega e não posso escreve-la.

Espero que vocês se empolguem com essa história junto comigo.

Capítulo 3 - Capítulo 1


Não acredito no que está acontecendo. Eu estou voltando pra minha antiga escola, não por escolha própria que fique bem claro.

Vou explicar, eu, Evelyn, comecei a trabalhar, meu horário do trabalho e da escola não batiam mais. Ao mesmo tempo, minha mãe decidiu que queria voltar a morar no meu bairro antigo e então, eu iria voltar pra minha antiga escola e lá tinha vaga pra mim a noite. Imaginem a minha felicidade, voltar pra escola onde sofri bullying e sofri pelo meu primeiro amor.

O que fazer quando vai voltar pra escola? Chegar atrasada, óbvio.

Eram 19:15h, quando eu cheguei na secretaria da escola, uma das inspetoras ainda se lembrava de mim, então me deixou entrar. Achei minha sala muito facilmente, eu conhecia cada espaço daquele lugar, me lembro quando as maçanetas foram colocadas, eu só estava longe daqui a 2 anos, tudo continuava no mesmo lugar.

Entrei na minha sala, era meu professor de História que estava lá, eu adoro ele, professor Lúcio.

— Evelyn? O que faz aqui?

— Voltei professor, sou a aluna nova.

— Bem vinda de volta. — ele assinou o papel da secretaria, virou pra classe e pude ver alguns rostos conhecidos — Conheçam a Evelyn e tomem cuidado, ela é muito boa com todas as matérias pelo que eu me lembro e tem uma memória de elefante.

— Obrigada por colocar a sala contra mim professor. — falei enquanto me sentava atrás da Gabriela, uma garota que, desde que me entendo por gente, estuda comigo. — Perdi alguma coisa? — sussurrei pra Gabriela.

— Não, só que vamos falar sobre a Segunda Guerra Mundial e o Fascismo. — comemorei internamente.

— Como você tá? Faz tempo que não nos vemos.

— To bem, obrigada por perguntar. — Ela não perguntou como eu estava porque o professor nos olhou já.

Não copiei a matéria, eu amo a Segunda Guerra Mundial, ou seja, sei tudo sobre o assunto.  Alguns professores me reconheceram e alguns não falavam comigo direito.

— Evelyn, que cabelo é esse? Ficou muito diferente. — me perguntou Laura, uma outra conhecida, mencionando meu cabelo que era castanho escuro quando eu saí de lá e agora é completamente roxo.

— Você gostou? Eu tô nessa cor a pouco tempo mas to amando.

— Ta incrível. — Gabriela comentou virando pra trás antes de fechar a mochila pra irmos embora.

— Você já teve muitas cores?

— Algumas, verde, azul, vermelho, rosa e agora roxo, são essas que eu me lembre.

— São mais do que eu já tive na vida. — disse Laura rindo.

— Onde você tá morando? — indagou Gabriela.

— Aqui perto, três ruas de distância.

— Na sua antiga casa? — Laura perguntou, ela sabia onde eu morava.

— Sim, me sinto voltando no tempo.

— Nem tanto vai, pelo menos a Ana Clara não está aqui. — comentou Laura, estremeci ao ouvir aquele nome.

— Se ela estivesse aqui, eu iria agir de outra forma.

— É inacreditável tudo que aconteceu com você. — disse Gabriela que me conhecia a muito tempo e sabia da minha vida quase toda.

— É, mas eu to viva e agora bem melhor do que em qualquer época.

Saímos da escola em silêncio, elas foram em uma direção e eu em outra, caminhava lentamente, vi a Dona Carmem na frente da casa dela, quando ela me viu, acenou e eu fui até ela.

— Que bom que você está aqui, minha nora.

— Que saudades da senhora. — a abracei com força, realmente sentia saudades dela.

— Você já viu o Lucas? Ele estuda aí também.

— Não o vi — e nem quero ver, completei na minha mente.

— Que pena, ele já chegou, quer que eu o chame?

— Acho melhor não, tenho que ir, minha mãe tá me esperando.

— Então é melhor você ir. — ela me deu um beijo no rosto e nos abraçamos.

— EVELYYYYYYN — vi Luiz Miguel vindo na minha direção e o peguei no colo, ele já estava com 5 anos.

— Oi meu amor, como você tá? Como tá na escola?

— Eu senti saudade.

— Eu também. — enchi aquela carinha de beijos.

— Filho, deixa a Evelyn, ela tem que ir pra casa.

— Você volta? — ele me perguntou quando o coloquei no chão.

— Volto, afinal, vamos programar a nossa festa nesse ano finalmente?

— Vamos. — fizemos um hi-fi e me despedi deles.

Cheguei em casa, minha mãe já dormia, ela também trabalha muito, nós fizemos a mudança no sábado, arrumamos tudo no domingo, ela foi trabalhar hoje e eu fiquei de folga.

Deixei tudo arrumado para o dia seguinte, jantei e deitei na cama, na minha cabeça não saia uma frase da Dona Carmem.

"Ele estuda aí também"

Eu fico feliz em saber que ele não é da minha sala. Peguei meu celular, coloquei pra tocar músicas no aleatório e começou a tocar a maldita música que fazia eu me sentir com 14 anos de novo. Lucas não podia ter estragado uma música, infelizmente ele estragou uma banda inteira, mas aquela música em específico me fazia lembrar de como cantávamos juntos nas aulas de Educação física.

Tirei os fones, desliguei o celular e decidi que dormir não poderia ser tão difícil e não foi.

Quando entrei no carro pra ir trabalhar, minha mãe me olhou torto e disse:

— O que foi Evelyn?

— Nada mãe.

— Você tá daquele jeito de novo.

— Que jeito?

— A beira de uma crise.

— Para, eu to bem.

— Fala comigo tá?

— Tá. — beijei o rosto da minha mãe e ela começou a dirigir.

Eu realmente estava a beira de uma crise nervosa. Estava me sentindo realmente de volta no tempo, todos os problemas e frustrações que me sufocaram no passado estão voltando e a primeira delas é saber que o Lucas está por perto.

Quando cheguei na escola, plena terça feira, minha professora de sociologia estava toda animada.

— Temos um projeto para os alunos dos terceiros anos, vocês iram organizar uma festa das nações aqui na escola, na sexta feira que vem, vocês têm que ver as atrações e comidas, a sala de vocês fica com a Nigéria e cada sala tem que estar decorada com o seu país. — fiquei chocada como metade da minha sala.

Dividimos as tarefas rápido e eu fiquei encarregada de procurar as atrações, alunos que se apresentassem, uma das tarefas mais fáceis.

Fui de sala em sala, pra saber quem participaria voluntariamente e quem seria obrigado pela turma, muitas pessoas foram obrigadas, inclusive eu.

Quando cheguei na sala que estava faltando, eu já comemorava que aquela seria a ultima, naquela noite.

— Boa noite professor... — era um professor assustador que eu não me lembro o nome nunca.

— Rogério — ele completou — Pode entrar. — entrei e pude ver alguns conhecidos na sala.

— Oi gente, eu espero que vocês já saibam da festas das nações, eu vim saber se alguém quer se apresentar, pode ser dança, música, poesia, coral e vai ter um desfile de moda com roupas tipicas de cada país, ou seja, da pra todo mundo participar.

— E podemos cantar qualquer música? — perguntou um garoto.

— Sim, qualquer ritmo e em qualquer idioma.

— Eu quero me inscrever, falo com você?— disse o mesmo garoto.

— Sim, só vou precisar saber quem vai se apresentar, o quê e se vai precisar de algo da escola.

— Vocês tem até essa sexta pra falar comigo, eu sou a Evelyn do terceiro C2. Obrigada. — sai da sala sem me despedir direito quando senti os olhos dele sob mim, já estava quase na porta quando escutei sua voz dizer:

— Eu posso me inscrever agora?

— Pode, a gente pode conversar aqui fora pra não atrapalhar a aula do professor Rogério?

— Vamos. — saímos da sala dele e me encostei na parede, mexendo no meu caderno para achar a folha separada para os alunos da sala dele. — Não fala mais com os amigos?

— A gente não tinha se visto ainda Lucas.

— Você não tinha me visto Evelyn, tirou os óculos foi?

— Parei de usa-los no primeiro ano, achei que valia mais a pena do que lidar com o risco de acontecer tudo de novo.

— Preferiu ficar sem enxergar direito?

— O que você vai fazer? Música, dança, poesia ou desfilar?

— Eu vou cantar e tocar uma música do Legião Urbana.

— Qual música?

— Segredo.

— Quer mesmo correr o risco de alguém cantar a mesma música que você?

— É, não seria legal — ele me pareceu pensativo — eu vou tocar Quase sem querer.

— Ok, só o microfone né? — ele assentiu.

— Você vai dançar?

— Não, nem amarrada.

— Amarrada você não dançaria.

— Cala a boca por favor, o que tinhamos de conversar já conversamos.

— Senti saudades suas.

— Eu vi, pela quantidade de mensagens que você me enviou.

— Mas você também não me mandou nada.

— Eu passei 9 anos junto com você, esperava que você sentisse a minha falta e viesse me dizer qualquer coisa, podia ser até sobre o tempo, mas você escolheu fazer outras coisas, com licença. — fui em direção a minha sala na minha sala.


Notas Finais


Eu espero que vocês gostem, comentem por favor.
Quem ler isso aqui sinta-se abraçado virtualmente.


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