História Uma mensagem nunca enviada. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Friendzone, Medo, Mensagem, Nunca Enviada, Rejeição
Exibições 54
Palavras 2.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Já voltei, quero que vocês leiam mais, beijo.

Capítulo 4 - Capítulo 2


Realmente não sei o que estava pior nessa minha semana, eu já tinha enfrentado tinha enfrentado todas as salas a procura de atrações pra festa das nações. Já sentia raiva dessa festa mesmo ela só acontecendo daqui a três dias. Tinha um buraco na programação da festa, 1 hora de festa sem nada porque ninguém queria se apresentar mais, já tinha procurado em todos os períodos e ninguém queria, minha cabeça estava prestes a explodir.

Sai do trabalho, caminhando toda afobada em direção a praia, vi a salvação do meu problema quando ia atravessar a rua, corri até ele que sorriu ao me ver.

— Oi Tiaguinho.

— Oi Eve, tudo bem?

— Vai ficar quando você me disser que sim.

— Depende, o que você quer?

— Eu mudei de escola, você sabe, vai ter uma festa e eu fiquei encarregada das apresentações, mas os alunos não querem se apresentar, tenho um buraco na noite da festa, que é nessa sexta.

— Que horas é o seu rombo na programação?

— Às 20h. — ele pensou um pouco.

— Acho que dá tempo, seu rombo está tampado, eu vou falar com os meninos e a gente vai ta lá na sexta. — o abracei com força.

— Obrigada, obrigada, obrigada, você vai salvar a minha vida.

— Você já salvou a minha, eu te devo essa e mais um monte. — beijei o rosto dele e o soltei.

— Magina meu bem, eu to muito feliz que vai poder me ajudar, prometo arrumar tudo pra vocês.

Tiaguinho é um dos integrantes da banda Z3RO, eu sou fã da Onze:20 e conheci ele em um show, ele teve uns momentos difíceis e nos aproximamos muito e agora ele tá salvando a minha pele.

Fui direto pra aula, mais uma vez eu estava atrasada, a mulher da secretaria nem brigava mais comigo, acho que ela entendia minha situação, aproveitei que já tinha perdido a primeira aula e fui avisar o coordenador que iríamos ter uma banda grande e que precisávamos de uns seguranças extras.

No caminho pra minha sala, encontrei a Isadora no meio do caminho, ela é mais nova que eu mas nos damos muito bem.

— Isa meu amor.

— Eve. — ela me deu um beijo no rosto.

— Como estão as coisas?

— Tudo bem e com você?

— Ta tranquilo, só vim falar com o meu cunhado.

— Sua irmã já ta namorando? — a irmã dela era mais nova que ela, pelo menos a que eu conhecia.

— É namorado da minha irmã mais velha, o Lucas, conhece?

— Sim, a muito tempo. Não sabia que ele tava namorando.

— Eles estão juntos a muito tempo, uns 7 meses já.

— Muito tempo?

— Pra minha irmã isso é quase a eternidade. — escutei o sinal enquanto riamos.

— Tenho que ir. — me despeço dela e corro pra minha sala.

Entrei na minha sala, o professor Lúcio já estava lá e me deixou entrar.

— Vocês vão poder usar a minha aula pra ensaiar ok?

— Obrigada professor. — disse Laura, ela estava responsável pela nossa apresentação, a nossa turma ia cantar uma música.

Cantamos feito loucos até a hora do intervalo e acertamos os últimos detalhes, me sentei no refeitório com um prato de comida e finalmente estava jantando.

— Comer sozinha é ruim.

— Você fala como se comer na sua companhia fosse uma honra.

— Prefere que eu te deixe sozinha morena? — travei pelo jeito que ele me chamou.

— Lucas, você pode me chamar de Evelyn, até de Eve, mas de morena não por favor. — vi o sorriso que ele tinha no rosto se desfazer.

— Beleza Evelyn.

Jantei com ele, simplesmente, me olhando, não trocamos uma palavra, terminei a minha comida e Lucas riu do nada.

— O que foi?

— Você ainda tem a mania de creche de sempre.

— Que mania?

— Você come primeiro a comida toda e só depois a mistura.

— É que eu aprendi a comer assim, você sabe. — dei um empurrãozinho nele e me levantei pra levar meu prato até o balcão.

Voltei pra minha mesa, me sentei de frente pro Lucas, ficamos alguns segundos sem saber o que dizer, eu só fiquei olhando pra ele e guardando cada detalhe do rosto dele, pra me lembrar desse dia.

— Você já arrumou tudo pra sexta? — ele me perguntou, fazendo surgir um assunto entre nós.

— Já, mas tenho medo de alguém furar.

— Então faz assim, coloca mais uma apresentação pra mim, de dança, se acontecer você me chama e eu vou lá. — senti um alívio, fico grata por qualquer pessoa que queira me ajudar.

— Obrigada você tá me ajudando muito.

— Você podia dança comigo não é?

— Lucas, não faz isso, tenho vários motivos pra não dançar com você.

— Me dê um convincente.

— Faz tempo que não dançamos juntos, não devemos mais ter sincronia.

— Da pra ensaiar, a sincronia volta no primeiro dia, outro.

— Eu tô sem dançar a muito tempo.

— Quer mesmo que eu diga como solucionar isso.

— A questão Lucas, não é dançar é dançar com você, a gente não faz mais isso.

— Evelyn, dançar é e sempre vai ser uma coisa nossa, aceita vai. — revirei os olhos, meu sinal de que estou cedendo — Podemos dançar Chris Brown que eu sei que você gosta das músicas velhas dele.

— Isso é chantagem.

— Você sabe que não é, nós dançamos bem juntos.

— Então vamos dançar Say Goodbye. — eu disse isso porque sei que pra dançar essa música precisa de outra garota para a coreografia sair completa e fazer sentido.

— Tanta música e você quer essa? Caraca velho, me deixa achar outra — ele pensou um pouco — pode ser Kiss Kiss, tem mais a ver com o universo escolar.

— Se vai ser Kiss Kiss, precisamos de mais gente e mais gente é mais ensaio e, espero que você se lembre, a apresentação é sexta, Say Goodbye só precisa de três pessoas, conhece alguém?

— Conheço, a Sabrina, sabe quem é ela? — neguei com a cabeça. — Ela é irmã da Isadora.

— Você quer dizer que a Sabrina que é a sua namorada.

— Como você sabe?

— Isa me contou, nos encontramos hoje quando eu cheguei.

— É, ela é minha namorada.

— Já sei qual das garotas eu vou ser. — o sinal tocou, me levantei mas, antes que eu pudesse ir, ele me perguntou.

— Quando vamos ensaiar.

— Olha, eu vou ter tempo livre amanhã, podemos marcar pra montar a coreografia hoje à noite e amanhã a gente pode ensaiar.

— Feito, vou tentar falar com a Sabrina se ela vai conseguir ir.

— Tá, eu vou indo, até daqui a pouco.

— Até. — o deixei sozinho, segui pra minha sala.

Ficamos esperando por uns 10 minutos um professor, mas ele não apareceu e fomos liberados, fui até a sala do Lucas e ele me disse pra ir pra casa dele e me deu a chave, avisou logo ele ia sair também.

Cheguei na casa dele, só via a claridade da TV pela janela quando passei pelo portão, entrei com calma por que o Homer é muito barulhento. Dito e feito, quando eu já estava na frente da porta, Homer começou a latir feito louco e eu me apavorei com medo de ele estar solto, escutei a porta abrir e o irmão mais velho do Lucas, o Christian, apareceu me salvando daquela fera. Eu tenho pavor de cachorro.

— Quieto Homer. — ele gritou pro cachorro e se virou pra mim com mais calma — Como entrou Evelyn?

— Seu irmão me deu a chave, nós vamos dançar juntos nessa sexta.

— Entra, minha mãe tá acordada ainda.

— Tudo bem, licença.

Tirei meu tênis, fiquei de meia, uma mania que tenho desde sempre, fui até o quarto do Lucas e estava do mesmo jeito de sempre, tudo azul, com alguns posters, uma prateleira com os troféus e outra com uma máquina fotográfica profissional e algumas lentes, deixei minha mochila no chão, arrumei as coisas pra ter espaço de duas pessoas dançarem. Reparei no espelho enorme que ele colocou na parede, ele é muito chato com os movimentos estarem completamente limpos, confesso que eu também, quando dançamos queremos a perfeição, agora imagine nós dois juntos.

Tirei o casaco, ficando de blusa e calça, comecei a dançar pensando a música, cantarolando baixinho, me avaliando pelo espelho, estava tão concentrada que nem vi a Dona Carmem na porta.

— Já está lindo Evelyn, não se preocupe.

— Obrigada Dona Carmem, me esqueci de ir lá ver a senhora, esse espelho me fez querer dançar logo.

— Tudo bem, Lucas também entra aqui e esquece a vida, só escutamos quando ele pisa forte ou qualquer coisa do tipo.

— Como ele dança sem música?

— Demos fones de ouvidos pra que ele nos deixe dormir.

— Isso é uma ótima ideia, vou adaptar la em casa, minha mãe reclama da altura do som.

— É ótimo, a gente até esquece que ele tá aqui, vocês vão dançar o quê?

— Chris Brown, Say Goodbye.

— Só vocês dois?

— Não, a Sabrina também, não sei se ela vem hoje.

— Se ela vier você vai ver um Lucas irritado.

— Por quê?

— Vamos dizer que, ela não é como vocês dois, pra ela qualquer coisa tá bom.

— Então vamos ter dois irritados.

— Quer jantar? Um lanche? Eu fiz um bolo de chocolate.

— Ahhh Dona Carmem, eu queria muito, mas eu já comi e se eu comer bolo agora vai me pesar e eu não vou conseguir dançar.

— Sei como é, então depois de dançar passa lá na cozinha e come.

— Eu vou comer sim, afinal seu bolo é o seu bolo não é? — fui até ela, beijei o rosto dela a abraçando.

— Obrigada minha nora, não esquece de avisar a sua mãe.

— Tem razão, vou ligar pra ela.

— Eu vou dormir, boa noite.

Ela saiu do quarto me deixando sozinha novamente, resolvi mandar uma mensagem pra minha mãe, assim ela não reclamaria muito e eu voltaria a dançar logo. Me sentei na cama do Lucas e comecei a digitar a mensagem.

"Mãe, vou chegar tarde, acho que de madrugada."

Ela me respondeu logo.

"Eu tô na casa do André, acho que vou dormir aqui, amanhã você vai trabalhar?"

"Não, minha folga né mãe."

"Ta bom, beijo, nos vemos amanhã à noite quando você voltar da aula."

"Ta, aproveita com o seu gato."

"Juízo viu?"

Não respondi mais, era só uma dança não tinha pra quê eu ficar usando meu juízo. Ri sozinha e quando escutei uma risada na porta olhei um pouco assustada.

— O que te faz rir assim?

— Minha mãe.

— Cara, ela é tão legal, sinto saudade dela, me lembro que ela estava em todas as nossas apresentações, tudo que fazíamos ela estava lá pra comemorar. — Lucas se sentou do meu lado na cama.

— A sua mãe também, elas são as melhores pessoas.

— É... — ficamos em silêncio por um tempo e ele resolveu mudar de assunto — Você já criou alguma coisa?

— Eu tava pensando se a gente usasse a coreografia original, ela não é tão difícil e só nós três ela será perfeita.

— Ai que tá, a Sabrina disse que não vem, ela não quer dançar com a gente.

— Por que?

— Quer que eu seja sincero? — assenti o incentivando a continuar — Ela disse que não quer dançar com a queridinha da minha mãe pra não ser comparada.

— Eu entendo ela.— e eu realmente entendia, meus namorados sempre eram comparados com o Lucas mesmo que nós nunca tivemos nada.

— Bom, o jeito vai ser ou a gente dança essa música e fica sem sentido ou nós mudamos de música.

— Você quer mudar?

— Acho que seria melhor, mais fácil do que ficar com um furo na coreografia sem a terceira pessoa, você quer pensar um pouco? Eu ainda vou jantar.

— Eu vou lá com você pra gente poder conversar.

Fomos pra cozinha, me sentei e fiquei olhando pra ele, as manias dele não mudam, sempre gostou de dificultar as coisas, segura o parto com a direita pra colocar a comida com a esquerda e ele é destro, quem faz isso?

Resolvi mexer no meu celular pra procurar uma música.

— O que você acha de fazermos tipo batalha? O Paulo e o Vitor ainda estudam aqui? — perguntei enquanto ele se sentou do meu lado.

— O Paulo sim, desenvolve mais.

— Ao invés de a gente dançar no palco, dançarmos no meio da galera, podemos coreógrafa uma batalha, eu com uma música e você outra, aí a gente dança um refrão de alguma das músicas junto, ou o final da música, o que acha?

— É bacana, mas saiba que vai perder.

— Ai que está, ninguém vai ganhar ou perder, porque vamos dançar juntos no final.

— Olha ela, querendo paz na dança.

— Claro, você conhece algum dj pra mixar as músicas?

— O meu irmão, ele virou dj, você não sabia?

— Não, acho que foi depois que fui embora. — abaixei a cabeça, queria acabar com o assunto mas aposto que Lucas não vai deixar passar batido.

— Por que você foi embora? Por que um dia você tava aqui com todo mundo, tudo bem e no outro dia não estava mais? Por que não se despediu? Nem de mim Evelyn.

— To achando melhor eu ir embora. — me levantei rapidamente.

— Senta e vamos conversar, eu preciso saber. — ele me olhava com um olhar triste, ele precisa de uma explicação e eu preciso dar.

— Você se lembra das minhas crises? — ele assentiu, claro que lembrava, eu ficava louca, realmente surtava, ele me ajudou algumas vezes — Elas estavam piores, muito piores naquela época, eu não dormia, eu quebrei muitas coisas minhas, eu gritava, eu tentava me manter normal na escola, com você, pra não afastar as pessoas que eu tinha.

— Por que?

— Eu estava odiando cada parte de mim, graças aquela garota — olhei pra ele e pude ver que ele sabia de quem eu estava falando — ela acabava comigo com aqueles comentários sobre a minha roupa, sobre o meu cabelo, sobre meu jeito de andar, sobre como eu danço, até sobre quantas vezes eu ficava doente. Um dia eu explodi na frente da minha mãe, joguei um quadro que tinha uma foto minha no chão, me machuquei e tive que contar tudo que estava acontecendo, então ela decidiu que iríamos embora daqui, que conviver com a dita cuja não estava me fazendo nada bem, que eu não estava melhorando e que eu poderia acabar machucando alguém além de mim mesma.  No dia seguinte fui pra aula e você me contou que estava ficando com ela a um tempo que queria pedir ela em namoro, imagina como me senti? Meu melhor amigo namorando a garota que me matava com as palavras? Eu surtei na aula de Educação Física, minha mãe veio me buscar, já pediu a transferência e no dia seguinte eu já estava na outra escola, fiquei sem celular porque tinha quebrado o meu, minha mãe me deixou sem internet por um tempo, foi aí que me afoguei mais ainda na dança, eu dançava até quando meus pés sangravam, pratiquei todas as danças que poderia aprender sozinha, ainda tinha crises mas elas foram diminuindo com o tempo então eu comecei a trabalhar, na minha escola não tinha vagas a noite, fui falar com a minha mãe e ela decidiu que, como eu estou bem a um tempo, deveríamos voltar pra cá. — falei de uma vez, sem me importar se ele estava entendo tudo.

— Desculpa, eu não fazia idéia.

— Não queria despejar tudo em cima de você.

— Tudo bem, vamos dançar?

— Vamos. — ele colocou a mão no meu joelho e fez um carinho que eu sentia saudade, ele sempre fazia isso pra me fazer sorrir um pouco, beijei o ombro dele e ficamos em silêncio até ele acabar de comer.


Notas Finais


Quem quiser entender do que to falando assiste o clipe de Say Goodbye, eu espero que todo mundo já tenha escutado essa música na vida. Beijos, eu espero muito, muito mesmo que vocês gostem.


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