História Uma Noite Comum de Alban Murrough - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aventura, Gore, Horror, Mistério, Super Poderes
Exibições 3
Palavras 1.800
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Uma Noite Comum de Alban Murrough
Era noite aparentemente normal, em uma rua comum, em um bairro típico. Nada de estranho parece estar a acontecer. Porém, algo se espalha em minha mente de uma forma frenética. Como um sexto sentido alertando-me de um perigo iminente. Possuo esta estranha sensibilidade para o mau agouro desde criança, eu podia pressentir tragédias e até mesmo muito antes que as mesmas pudessem acontecer. Mas foi só quando fiquei mais velho foi que eu percebi: eu podia — e era o único — tomar medidas para evitar que estes acontecimentos se concretizassem. E hoje em dia eu devo confessar que não sou o melhor nesse ramo, mas eu faço o que está em meu alcance.
Decido por então procurar os possíveis pontos aonde a minha provável premonição poderia ocorrer — mesmo eu não tendo a menor ideia do que pode estar por vir, sendo então um assassinato ou um estupro, que pelas estáticas, seria o mais provável. Mesmo não fazendo ideia de quem ou o que, e muito menos o contexto do porque desse meu sexto sentido, isso é algo que eu não posso simplesmente ignorar. Tenho de fazer algo sobre de qualquer jeito. Então decidi, telepaticamente, ler a mente de cada pessoa deste bairro. Existem casas, prédios, bares, postos, comércios e entre outros estabelecimentos.
Estimei por ter no mínimo 75.000 mentes por esta área. Li a mente de todos ao mesmo tempo. Não achei nada. Nenhum pensamento hostil, intenção maliciosa ou assassina sequer. Só o pensamento de pessoas comuns sobre seu cotidiano e suas ações no presente momento — pensando em dívidas, amor, comida, prazer e etc.
Não seria possível que, pela primeira vez em anos, o meu sexto sentido falharia comigo, né? Não pode ser! Não está certo!
As coisas nunca funcionaram dessa forma… e por um instante senti calafrios. Algo que me fez suar frio em questão de milésimos de segundos. O meu corpo estava paralisado por inteiro nesse momento. Naquele instante eu já sabia quem era meu alvo. Foi então quando avistei um homem encapuzado. Tentei entrar em sua mente e ver quais as suas intenções, mas algo me bloqueia é como… como se ele sequer tivesse uma mente. Como se estivesse morto ou algo assim. Persigo-o por alguns instantes e no momento em que consegui uma boa aproximação, aproveitei para, de maneira teatral, encenar um escorregão, esbarrando assim nele e levando-o ao chão.
— Oh, desculpe-me! Permita-me que eu o ajude? — eu falei, mas ele se manteve calado.
Nesse momento, seus papéis voaram, e seus óculos escuros caem. Os olhos dele são vazios e não tem vida, é como uma profunda escuridão. Entre os papéis eu avisto a foto de uma garota. Essa garota… eu li a sua mente há alguns minutos, e eu sei a sua localização exata. O homem reorganiza toda a papelada rapidamente e meio sem jeito, continuando o seu caminho sem dizer uma palavra sequer.
É ele! O futuro causador da tragédia, agora sim… vamos  nos divertir!
A localização da garota é de alguns quarteirões aqui perto, em um grande prédio. Rapidamente me movi ao ponto sem que nenhum ser humano ao redor fosse capaz de  conseguir acompanhar os meus movimentos. Eu estava praticamente invisível aos olhos deles. As ruas cheias de automóveis trafegando pareciam praticamente paralisados enquanto eu me movia com agilidade, tanto que no instante seguinte cheguei ao prédio. Ela estava localizada no quinquagésimo andar. O lugar é vasto e com alguns seguranças que circulavam tranquilamente pela portaria. Eu não estava com a vontade de abordar  formalmente o porteiro para chegar a meu destino — ainda não desenvolvi a habilidade de escalar paredes — mas pelos menos tenho algo melhor para poder usufruir. Concentrando-me um pouco, estabilizo-me por completo e me tele transporto para o quarto dela.
Estava em um quarto feminino. Bem estranha essa situação, pois eu não estava familiarizado com tal lugar, acho que nunca entrei em um ambiente assim. Tudo era tão organizado, que eu fico até constrangido em lembrar-me do lixo que é meu quarto em comparação com este. Ouvi o giro da maçaneta, a porta se abre e a garota me olha espantada. No momento em que ela soltaria um grito eu retirei-lhe a voz, deixando-a temporariamente muda. Tentei explicar a situação para ela da melhor forma que eu consegui, mas acaba por ficar com um pé atrás, não acreditando muito na situação. Devolvo-lhe a sua voz e mostro-lhe telepaticamente o sujeito que estaria por vir atrás dela. Esta, abismada, reconhece o rosto do homem e diz ser um colega seu de faculdade, e que já não o via há tempos. Ele tinha parado de  frequentar  as aulas depois que ela retornou de uma cirurgia. Fiquei bem intrigado com a situação.
Notei que algo se aproximava, olhei pela janela e com meus sentidos aprimorados, vi o homem vindo em alta velocidade. Perdi-o de vista, então decidi por entrar na mente das pessoas do prédio que possam tê-lo visto se aproximar. Consegui. Ele está na Portaria. O porteiro pergunta sobre o que o homem gostaria e no que ele poderia ajudar, o sujeito diz com uma voz muito grossa:
— Selina! Leve-me até Selinaaa!
O porteiro ficara assustado com a situação, tentou argumentar dizendo que havia muitas pessoas que moravam ali, e que não se lembrava de nenhuma Selina. Pediu para o homem se acalmar e poder fornecer o número do apartamento dela, para assim, que ele pudesse entrar em contato a mulher. Controlei o corpo de quem estava na mente para que assim não fizesse nada e apenas observasse.
Enquanto isso, o homem encapuzado agarrou o porteiro, e rapidamente rasgou-o ao meio. Todas as pessoas que estavam próximas ali, e observam a cena, entraram em pânico. Sangue é jorrado por todo o balcão da portaria, era uma terrível cena a ser vista. Retirando as suas mãos do corpo já sem vida do porteiro, caminhou em direção ao elevador, de seus dedos pingavam gotas de sangue pelo trajeto.
Nesse mesmo momento eu me concentrei em tele portar Selina para fora do prédio, na tentativa de deixar a garota segura, e posteriormente saí do apartamento. Segui pelos corredores em direção ao elevador, desejando ter um segundo encontro com o homem. Nesse momento as portas se abriram e o sujeito sai de lá ainda mencionando a mesma coisa "Selinaa, leve-me até a Selinaaa!".
Perguntei o que ele gostaria com a jovem. Ele não mencionou mais nada e simplesmente partira pra cima de mim. Então milésimos de segundos eu tornei-me completamente incorpóreo. Passando direto por mim, espatifando-se no chão. Ele não entende bem o que acabou de acontecer — eu não o culpo sou cheio de truques interessantes.
— Você não entende, eu preciso matar Selina!
Então ele parece sentir a presença da jovem do lado de fora do prédio, e simplesmente pula da janela no corredor em direção a ela. Corri rapidamente até a janela e me surpreendi por ele não ter sequer se ferido com a queda, o prédio possuía em torno de uns 50 metros de altura. Tele transportei-me para perto da jovem a fim de poder protegê-la de uma possível investida dele. O homem pôs as mãos na cabeça e começando a gritar de dor. Não parecia ser uma dor física, mas sim uma dor mental. Como se ele estivesse lutando para poder se libertar de algo. Ele, ainda nesse sofrimento, grita para que Selina se afastasse, pois ele não iria conseguiria conter-se por muito tempo. Selina afirmou que não fazia ideia do que estava acontecendo ou o porquê de seu colega estar transformado em uma coisa assim.
— Você, você não entende! Eu só queria poder ter a chance de salvar você!
— Mas eu, eu… fiz algo que não devia e paguei um preço alto demais pela sua salvação!
— Mas do que você está falando? — disse Selina, seus olhos transbordavam lágrimas — Explica-me pelo amor de Deus!?
— Você estava morrendo, sofreu um acidente drástico e a sua única chance era uma cirurgia… e que a grande maioria dos médicos diziam que você não iria sobreviver se fizesse. — explicava ele — E eles estavam certos. As chances de você continuar vivendo eram as mínimas possíveis, mas não foi pelos médicos que eu tive a confirmação. Oh Deus! Eu estava tão desesperado, eu queria tanto salvar você… eu sempre amei você, e eu não podia deixar-lhe assim. Então eu fiz algo terrível… Eu invoquei o próprio Diabo. Eu estava tão desesperado, não podia te salvar por meios normais. Não conseguia acreditava muito nessa opção, entretanto funcionou em troca da minha alma… e você voltou a viver. Mas eu virei em algo diferente… Diferente do que eu costumava a ser. Dia após dia, eu me via a perder a minha humanidade. Era um sentimento tão intenso em matar que crescia mais e mais. Mas não matar qualquer um, eu queria, exclusivamente, matar você! Eu vendi a alma para o Demônio e estava por virar o mesmo. O próprio Diabo me fez um milagre, mas queria que eu o desfizesse. Eu não tenho mais controle sobre meu próprio corpo. Então, por favor, fuja!
Depois de ouvir a triste história dele, eu decidi por oferecer uma ajuda de certa forma.
— Meu caro, você está vivendo um verdadeiro pesadelo, então … quer que eu lhe livre disto tudo?
Ele, em lagrimas, aceitou a minha oferta. Eu me aproximei e toco em seu ombro. Concentro-me um pouco e transformei todo o seu corpo em areia que se dispersou com o vento.
Aquela noite… noites horríveis como esta fazem parte de meu cotidiano. Com o tempo você a aprende a conviver com isso. Mas este é um tipo de vida que eu nunca desejaria a ninguém…
Antes de minha partida, despedi-me de Selina. Ela menciona que mesmo com tudo que passamos esta noite, eu não a lhe informei o meu nome.
— Minha jovem, bom eu nunca tive um nome oficial. As pessoas me chamam de várias coisas, mas entre esses nomes o que eu sinto mais afinidade é por Alban Murrough.  Pessoalmente acho que combina comigo. Mas esquecendo deste assunto, só peço a você uma coisa.
— E o que seria?
— Honre os desejos daquele homem. Viva a sua vida da melhor maneira possível, assim como ele desejou a você.
Peguei o metro para chegar a minha casa. Desci na minha estação e continuo seguindo meu rumo. Parei em alguma loja de conveniências aleatória para comprar algumas coisinhas — macarrão instantâneo por exemplo. Cheguei ao meu apartamento. Tudo está jogado pelos cantos, parece até que um animal vive aqui dentro. Ah… meu lar doce lar. Joguei-me no sofá e ligo a Netflix enquanto deixo o macarrão no fogo, estava um pouco exausto. Mais uma noite, minhas noites de tragédias. Algo comum em minha rotina. A desgraça da minha vida.
Qual será a tragédia de amanhã? Uma noite comum de Alban Murrough.


Notas Finais


Esperem que Gostem.


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