História Uma Nova Chance - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Itachi Uchiha, Konan, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Grey's Anatomy, Hospital, Naruhina, Saiino, Sasusaku, Suika
Exibições 400
Palavras 4.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie,
Lembram de mim ?

Capítulo 26 - Arquitetando


 

SakuraOn

Quando eu estava na faculdade de medicina eu costumava a pensar sobre o meu futuro. Eu queria ser uma grande profissional da neurocirurgia, sonhava em ser a melhor , minha vida girava em torno disso.  Era meu porto seguro.

Hoje às circunstâncias não me permitem pensar em um futuro, eu não penso em um. Vou vivendo cada dia como talvez fosse o último. Eu me tornei o estilo de pessoa qual eu não queria ser. Contudo, longe de mim entrar em uma depressão profunda ou desmotivada todos os dias, passo longe. Isso me faz querer viver cada dia como se fosse único, apreciar cada detalhe, cada companhia. Disfrutar de tudo e ter certeza que vale a pena.

Eu não me reconheço hoje em dia. E estou feliz por isso.

- Sakura. – o Hidan se aproxima de mim.  – Quero te agradecer novamente por ter me ajudado, as crianças te amaram.

- Fico feliz  por ter ajudado. – É bom fazer algo para as outras pessoas. Me sinto leve.

- Você teria talento na oncologia infantil, você tem o carisma com as crianças.

- Impressão. – o Hidan é um médico extremamente gentil, fiquei encantada com o modo que ele trata as crianças e o meu sobrinho. Ele é tão atencioso e principalmente humano. A humanidade é algo que falta nos médicos desse hospital, alguns deles. – Bem, eu estou indo para casa, meu turno acabou.

- Eu te ofereceria uma carona, mas eu venho ao trabalho de bicicleta. Salvo o planeta e é ótimo para saúde. – ele diz sem jeito.

- Tudo bem, eu vou de metrô mesmo.

- Posso te acompanhar até á estação. Se quiser.

- Tudo bem. – digo sem jeito. – Será bom, pois você me ajudará a esclarecer sobre doadores de medulas. Creio, que a Ino vai tentar um bebê para salvar o Inojin e estou esperançosa.

- Uma noticia maravilhosa Sakura ! – ele diz entusiasmado.

Caminhamos até a saída e ele monta na bicicleta. – Pode sentar aqui na frente.

- Nossa, tem tempo que não sou garupa na frente de uma. – expresso uma careta de medo.

- Vamos lá.  Aventure-se. – acho que não tenho opção. Monto na garupa. – Vou te explicar tudo o que quer saber, no entanto me diga, onde é a estação?

- No segundo quarteirão com a segunda avenida. – falo, e ele inicia a pedalada. Céus, estou tremendo e começo a sorrir. Nervosismo.

 

 

SasukeOn

Durante uma calamidade todos tendem apenas para pensar no momento, é inevitável. Porém, com os dias passando tudo volta ao normal, tudo vai se acalmando. O misterioso ciclo da vida.

Mamãe já consegue respirar sem aparelhos e já sabe da notícia que perdeu sua perna esquerda. Reagiu bem, no entanto teve uma crise de choro ao saber do Itachi e a Izumi, principalmente ela. Não a culpo.

Não falei a ela sobre o desejo do Itachi, não quero atormenta -la com isso agora. – Ele vai acordar, meu filho é forte.

- Ele irá. – estou sentando ao lado dela. – Estou aliviado por você ter acordado.

- Nunca me imaginei nesse papel, acho que sempre usei da arrogância por ser médica e nada acontecer comigo. Levo como um árduo aprendizado. Como está a Sarada? Não deve ter sido fácil para ela perder a tia Izumi. – quando ela pronuncia o nome dela, seu semblante se entristece.

- Acredita que virou uma estrela. A Sakura está cuidando dela, está em nossa casa.

- E como anda a situação de vocês, brigando ?

- No momento não. Eu tenho que ir, logo cedo estarei de volta.

- Tudo bem filho. Mande alguma enfermeira, preciso de morfina, sinto dores na região onde foi amputada.

- Tudo bem. Te amo . – me despeço com um singelo beijo depositado em sua testa.

- Também te amo.

 

Ela está bem. Saio com essa certeza e sinto um alívio.

Posso ter uma metade minha despreocupada. Pego minha mochila e vou ao estacionamento.  Encosto minha cabeça no volante do carro.

Ninguém é frio o bastante, uma hora tudo isso aflora e da pior maneira. Sinto meus pingos de lágrimas caindo sobre meu joelho. Chorar não é fraqueza, no meu caso é um desabafo.

Pego a avenida. Infelizmente neste horário o congestionamento é horrível. O sinal vermelho aparece e paro o carro, pego meu celular para checar algumas coisas, enquanto abro uma página olho pela janela ao meu lado.

Tem uma mulher de cabelos rosados na garupa de numa bicicleta esportiva. Mania de achar que todas de cabelos róseos é ela.

 O sinal abre e acelero dentro do permitido, vejo a mulher de cabelos róseos, é Sakura com o médico de mais cedo. Estava certo.

Essa nunca tem jeito.

Acelero e os deixo para trás.

A filha da mãe conseguiu me deixar chateado. É uma mistura de sentimentos qual não identifico.

Raiva? Muita.

Ciúmes é improvável. Mas, recuo ao pensar e me assombro por pensar que ainda carrego esse sentimento por ela.

Chego em casa e deixo o carro na garagem. Raiva, me consume. Tudo isso por ela? Sakura não merece, já está se jogando nos braços do médico.

- Papai. – Sarada corre aos meus braços. – Estava com saudade de você. – seu abraço é acalorado.

- Também.

- Cadê a mamãe? – estou me acostumando aos poucos ter que dividir a atenção da Sarada com a Sakura. Antes era só papai e agora tem a mamãe.

- Já, já ela chega. Como foi o seu dia?

- Cansativo. – sorrio do modo que ela expressa. – Teve aula de educação física e corremos na quadra. Cansativo.

- Mas, você tem que fazer filha. É bom.

**

Já coloquei a Sarada para dormir e nada da Sakura chegar. Ela continua a mesma pessoa, ela não se importa e agora sei que não liga para a Sarada. Quase me enganou com essa súbita mudança. Deve estar na cama com o oncologista. Descarada.

Eu preciso acabar com isso, me livrar dela de vez.

Na cama com outro. Isso martela em minha cabeça e tais imagens criadas por minha mente me perturbam. Ela não se arrependeu do que fez, o único paspalho que sofreu foi eu.

Meu celular toca e é Kakashi. O pego imediatamente.

Boa noite Sasuke, desculpa te incomodar.

- Houve algo com o meu irmão ou minha mãe  ?

Estão bem, a Sakura entrou no hospital está na emergência, poderia vim aqui.

O que houve?

- Aqui te digo, não é tão grave, mas é bom ter algum parente. – ele desliga o celular. Passo a mão no rosto, eu não tenho um minuto de sossego, é incrível.

Alguns minutos depois e graças ao trânsito agora livre, chego ao hospital. Vou de imediato a emergência e me surpreendo por ver um policial perto do leito dela.

- Aqui o marido dela. – Kakashi me apresenta ao policial.

- Uchiha Sasuke. – falo, enquanto olho Sakura inconsciente na cama.

- Maito Gai, sua esposa foi assaltada hoje depois da estação central, dois garotos a perseguiram e ela caiu no chão, eles pegaram a bolsa dela e a machucaram na mão. Corte de arma branca. Sorte que a área é monitorada por câmeras e uma viatura conseguiu chegar ao local de imediato, no entanto não recuperamos a bolsa.

- Tudo bem. – falo. – Não tinha ninguém com ela? – que pergunta inútil.

-  Não senhor.  Tenha uma boa noite, senhor Uchiha.

- Demos um calmante a ela. Teve uns arranhões no joelho e o corte da mão, suturamos. Ainda bem que o prejuízo foi apenas material.

- Hm. Pegou o plantão da emergência? 

- Sim, infelizmente. Vou cuidar dos outros. Madrugada acontece algumas coisas macabras. Sakura ?Ela despertou, um pouco aérea. – diz kakashi e a examina com a lanterna da pupila. – Sente alguma coisa?

- Não, quer dizer... dor de cabeça.

- Foi apenas susto, não foi? – ela assenti. – Bom vê-la acordada, agora irei ver os outros. Até mais.

- Irei ficar aqui ? – ela observa a mão e tira o soro. – São exagerados.

- Não teve alta ainda.

- Eu estou bem. Prometi a Sarada que ia assistir algum filme com ela e olha onde estou, ela já dormiu ?

- Evidentemente. – ela faz uma careta.

– Vai agora?

- Sim.

- Posso te pedir um favor? – apenas a olho. – Uma carona ?

Visitei o quarto de mamãe antes de ir embora. Minha esposa está ao banco do lado.

- O que estava fazendo por ali? – quebro o silêncio.

- Eu passo todos os dias por ali, peguei uma carona com o Dr.Yugakure, ele me deixou na estação , estava um pouco deserto. hoje. – pelo ao menos ela não mentiu. – Me desculpe incomodar. 

 InoOn

Minha reunião do grupo foi cancelada hoje cedo, estamos de luto.   Kurotsuchi a paciente com câncer que sonhava de ir a Paris, faleceu pela madrugada.  Ela iria viajar essa semana. A vida é curta e nem tudo o que queremos planejamos. Me senti mal por ela.

Câncer é horrível, essa doença é destruidora.

O que me lembra, que meu filho está no hospital e eu aqui. Eu me sinto mal por isso. Qual mãe pode dormir tranquila ?

Termino de me arrumar. Cruzo com a mamãe quando estou descendo a escada.

- Arrumadíssima. – falo para ela, nunca a vi desse jeito depois da bendita depressão. – Algum evento?

- Nenhum. – ela ajeita o blazer. – Na verdade, é algo. Como a Mikoto está passando por esse motivo difícil, o hospital contratou um médico temporário, um obstetra temporário. E é o meu amigo da época de faculdade, Dan.

- Nunca ouvi falar desse seu amigo.

- Ele vive em Los Angeles e aceitou depois de muito esforço. – a mulher está mudada, botou até blush. – Eu o convenci, nosso hospital é de referência, não poderíamos ficar sem um obstetra.

- Entendi. Só não a parte de ir toda arrumada.

- Menina, me deixa.

Passei á noite pensando sobre gravidez e lendo sobre transplantes estou confiante. Eu tenho essa possibilidade de fazer algo para o meu filho.

Marquei uma conversa com o Sai na lanchonete do hospital mesmo. Sei que ele não irá negar e quem sabe, não nos juntamos novamente.  Colocarei minha vida nos trilhos, quem sabe.

 

Ele está atrasado e isso é algo raro para ele. Perdi ás vezes de quanto olhei no relógio.  Peço o segundo copo de suco. Isso é frustrante, parece que o mundo colabora quando você quer algo.

- Desculpa a demora. – ele enfim chegou. – Eu estava organizando o apartamento, estava uma bagunça.

- Tudo bem, eu preciso falar algo com você, é sério.

- Sobre o Inojin?

- Sim, sobre ele. Eu andei pesquisando sobre o transplante de medulas, nosso filho está na fila, mas eu vi relatos de como isso é demorado e ás vezes incerto, então eu pensei. – eu o encaro e tento ignorar a mancha roxa em seu pescoço. Desde quando ele é libertino ? – Eu achei uma solução de certa para o nosso filho.

- Qual ?

- Um irmão para ele. – Sai fica estático. – As chances são mais de trinta por cento. Essa criança terá a probabilidade de ser compatível.

- Não. – ele diz. – Não, um filho? Não.

- Por que não ? – digo surpresa.

- Um filho, Ino se o Inojin está passando por esse problema, é que não fomos bons pais para ele, você o negligenciou e eu fiz o mesmo. E agora você me diz que quer ter um filho? Para essa criatura vim ao mundo e ser largada.

- Não, ele vai salvar o meu filho.

- Você foi péssima mãe. Um filho entre nós, um lar separado, o que seria dessa criança, o Inojin já sofre. Eu não aceito isso, meu filho irá achar uma medula, eu sei.

- Não temos tempo, nosso filho está fraco. Ele não pode ter esse tempo, entendeu ? Você está sengo mesquinho com o nosso filho.

- Não, você que não entende.

- É ela não é? Olha a mancha no seu pescoço. Não quer salvar o nosso filho por ela.

- Que loucura, de onde tirou isso? Incabível. Eu só não posso concordar em ter um outro filho e faze-lo sofrer, apenas isso.

- Você não entende.

- Você que não entende. –ele saiu.

Meu filho. Eu não vou perder o meu filho. Eu irei salva-lo.  Você não perde por esperar Yamanaka Sai. Abaixo minha cabeça para esconder as lágrimas.

- Oi. – é a Konan. – Desculpa incomodar, eu ouvi a discussão sem querer. Eu acho que você está certa. Você é a mãe e sente. Eu sei de sua história.

- Claro, minha irmã contou. Como sempre.

- Eu sei que drogas são difíceis, mas você está tentando.

- Não preciso que passe na minha cara, dispenso.

- Não estou fazendo, estou dizendo que posso te ajudar de algum modo. Sei que não vai conseguir engravidar dele, soube que a Tamaki se mudou para a casa dele. – não posso negar que estou surpresa. – Você não vai conseguir.

- Como sabe disso?

- Sou amiga da Hinata, ela é enfermeira e sabe de tudo. – meu coração está apertado.

- Não.

- Calma, se quiser eu posso te ajudar.

- Como e porque me ajudaria ?

- Sou amiga da sua irmã, e ela ama o sobrinho. Quer ou não quer ?

- Não vejo outra saída. – Eu quero.

 

 

 

KarinOn

Eu sempre fui a certa.

Certinha até demais para o meu gosto. Andei na linha.

Estaciono o meu carro e vou ao hospital. “A dra. Uzumaki é tão previsível.”  Chega disso. Estou disposta e farei.

E se...

Bato na minha testa, não terá se desta vez. Primeira mudança do dia foi trocar o perfume, dane-se o de sempre. Comprei uma para mulheres fortes e maduras. Dane-se o floral e o adocicado.

Mudei a cor do batom e agora é um ruivo mais forte que o meu cabelo. Karin demônia, furacão. É essa que serei.  E percebo que já teve mudanças, todos estão me olhando.

Estou me sentindo poderosa, e gosto dessa sensação.

- Bom dia Rin. – digo e a minha chefe se atenta aos meus decotes. Estão ousados.

- Karin ? – ela me olha incerta e boquiaberta. – Estava em alguma balada ?

- Meu novo look, gostou?

- Nem parece você.  O que aconteceu ?

- Resolvi sair do básico. – balanço o cabelo.

- Você está excepcional. Não consigo um adjetivo para te dizer, mulher.

- Diva eu aceito. – não tenho modéstia. Devo admitir que bebi uma colher de Tequila, para desinibir. Rin me olha e suas sobrancelhas estão franzidas.

Eu não sei o que aconteceu com você, mas parabéns. Isso não é para o Sasuke, não ou é? – gosto dessa reação que estou causando nas pessoas.

- Não mesmo, queridinha. Isso é por mim. –Fiz Rin engolir palavras.

 – E tem uma cirurgia em uma hora, seja feliz mulher

- Obrigada, Rin. – pisco meu olho.

Agora preciso colocar em prática a segunda fase da minha mudança. Eu não sei o que irei fazer, mas só sei que quero e dessa vez eu não estou pensando nas consequências que hão de vim.

Chamei o dito cujo, causador de minha insônia essa noite. Preciso disso.

 Estou na minha sala. Eu realmente não me importo. Sexo no hospital ? Nunca fiz.

- Bom dia, wow!  – ele chega na sala e me olha. – Você está diferente.  Uma , uma...

Femme fatale ?

Não entendo muito esse idioma, mas você está deslumbrante. Veio de alguma balada ? – reviro os olhos e me levanto, vou em direção a porta e a tranco. Ele me olha sem entender.

Eu estou disposta a entrar nisso, novinho. – o empurro contra a parede e beijo o seu pescoço. – Eu tenho mais idade que você. – o desarmo. – Sou mais experiente que você e vou te ensinar muitas coisas, agora eu te pergunto uma coisa:  – ele me encara com os olhos arregalados. – Vai ser homem o suficiente para encarar a Dra Furacão ?

 

HinataOn

 Eu recordo a primeira vez que vim em uma delegacia de policia, foi para procurar o meu pai bêbado. Não é um lugar que eu goste de frequentar. Eu respeito e apoio o trabalho dos policiais quando eles estão corretos, esse não é o caso.

Antes de ir para nossa casa e enfim, sermos uma família como erámos tivemos que vim ao nonagésimo distrito. Naruto estava prestando depoimento sobre o que aconteceu com aquele verme. Ele que veio para destruir a minha vida, minha família.

O vídeo do estabelecimento gravou que foi o Naruto que atirou primeiro contra o maldito. Está sendo usado pelo o advogado do Torneri para incriminar o meu marido. E por falar nele,  não morreu, está se recuperando no hospital. Eu creio que a justiça será feita para ele.

 

- Ele ameaçou minha esposa. – Naruto diz. – Eu quis defender a minha família, um homem de bem querendo o bem estar de sua família. Ter uma arma não é proibido nesse estado. – meu marido diz, foi instruído pelo advogado.

- Não é, mas quando é legitima defesa senhor Uzumaki. O senhor claramente atirou no senhor Torneri, qual reagiu depois do senhor ter efetuado o primeiro disparo.

- Eu tenho provas, posso provar que ele ameaçou minha esposa. Chantagista.

O detetive Bee apenas concorda. – No entanto senhor, o caso ainda estará sob investigação e aberto.

- Isso é desnecessário. – Naruto diz exaltado. – Ele veio primeiramente contra minha família. Isso é... – ele pausa e coloca a mão sobre o peito.

- Naruto ? – o olho, ele está branco. – Meu amor? – Naruto parece zonzo e cai. – Naruto !

- O que ele tem senhor? – o agente me olha pasmo. – Peguem água.

- Naruto meu amor.  – eu o acudo e checo seu pulso. Batimentos fracos.

- Senhor Uzumaki. – agora é o advogado do hospital que o acode.

                                              **

Naruto foi levado imediatamente para a emergência e o Kakashi levou para uma área especifica. Minha irmã aparece ao meu lado acompanhada por Konan. – O que foi maninha?

- Eu não sei. – eu realmente não sei o que aconteceu. Me sinto como um saco de boxer, todos os dias o destino me nocauteia de uma forma.  Estou ceticamente absorta em meus pensamentos, eu não tenho reação.

- Ele caiu do nada? – Konan me pergunta.

- Do nada. Konan e o Itachi ? – pergunto, tantos assuntos passam pela minha cabeça.

- Mesmo jeito, Hina. – ela responde e vejo a tristeza explicita no seu rosto. Ela vem sofrendo pelo o amigo desde o acidente. Eu a apoiei, estive ao lado dela. – Eu tenho fé que ele irá acordar. Eu sinto.

- Irá sim. – ela me abraça. Konohamaru aparece e em seguida o Kakashi. Todo esse clima de mistério que os sondam.

– O que aconteceu? Como ele está ? – pergunto aflita, mas algo dentro de mim tem me alertado há alguns dias, tem algo errado e ele me esconde.

- Hinata, preciso que se acalme primeiramente. O Naruto irá ficar bem. Konohamaru, não gostaria de explicar, já que você sabe do assunto ? – eu o olho incerta. – Tenha a palavra.

- Senhora Uzumaki, o Naruto vai passar por um novo  processo cirúrgico. Ele apresenta um quadro de insuficiência cardíaca, quando sua veia não consegue mais bombear sangue ao coração. Então, ele passará por uma cirurgia de enxerto de válvula.

- E se essa cirurgia não funcionar ? – pergunto, estou surpresa comigo mesma, eu não cai no choro ou estou desesperada. Estou firme processando cada informação.

- Precisará passar por um transplante de coração. – ele me diz  e eu sinto a mão da Konan no meu ombro.

- Só me diz uma coisa Konohamaru, o Naruto sabia que estava passando por esse problema? – ele tenta desviar o olhar. – Apenas diga.

- Sabia, ele sabia. Mas, não diga que eu a contei.

- Tudo bem. – meu coração estava certo, eu sabia que ele estava me escondendo algo. Parece que ainda não confiamos um no outro.

- Mana. – Hanabi me abraça. – Não fica abalada minha irmã, fica aqui. Estamos com você.

- Não estou. – Quando ele acordar teremos uma conversa.

 

SakuraOn

 Amo brincar com a Sarada pela manhã enquanto penteio o seu cabelo. Fingimos que eu sou uma cabeleireira e ela uma princesa – o que não deixa de ser verdade, mãe babona. – ela sorri e eu aproveito para enche-la de beijos e abraços.

- Prontíssima. Agora vamos descer e tomar o café da manhã. – coloco ela nos braços, não me importo que ela tem seis, eu não a segurei quando era pequena e minha filha não é tão pesada assim.

A mesa do café da manhã está pronta e o Sasuke já está presente. Hm, tem bolo mesclado. Sou uma formiga por doces e minha filha segue o mesmo caminho. Antes de terminar o café da manhã a van escolar buzina, Sarada sai como um furacão, abraça o pai e eu tenho que segurar a bolsa dela, enquanto ela corre para abrir a porta.

- Até mais tarde meu amor. – me ajoelho e a bejjo, bem foi complicado dessa vez, está machucado.

- Também te amo, mamãe. – ela segura sua lancheira e sai disparada.

Quando ela vai embora é como uma metade de mim que vai junto. Sinto falta dessa sapeca.

Retorno para terminar o meu café, eu prefiro quando ela está aqui, não fica tudo tão silencioso e Sasuke fingindo não me conhecer.

- Senhor Uchiha, aqui chegou uma amostra de tecidos para o novo enxoval da casa, que a sua mãe pediu. É daquela grife famosa e tem um prazo para enviar. – me divirto com a cara do Sasuke, ele realmente não está entendendo.

- Isso não é comigo, kaguya. – ele diz gentilmente.

- Mas, dona Mikoto pediu tanto por isso e agora perder. Dói o coração.

- Se quiser eu posso levar as amostras para ela e seguir as instruções dela e enviar. -me ofereço e a empregada me olha e em seguida para o Sasuke. Ela não gosta de mim, é visível.

- Ela pode ajudar, não tem problemas. – Sasuke diz e a mulher me entrega um fichário de tecidos. Tem tecidos lindos, floridos, xadrez, estratificados.  

- Certo, estou indo. – levanto-me da cadeira. Roubaram minha mochila ontem, meu celular, tudo estava dentro. Até o meu dinheiro se foi.

Bom lembrar... como irei ao hospital sem dinheiro ?

Seguro o  fichário e aperto contra o meu peito. Deveria ligar para a mamãe pedir para ela mandar um taxi. Mas, não sei o número dela.

Malditas agendas telefônicas.

Nem Rin, nem Sai, nem Konan.

Complicado. São uma hora andando daqui. Ai céus.

O porteiro abre o portão e eu o agradeço. Vou caminhando pelas calçadas, um dia chego.

Alias, nem deveria trabalhar hoje. Fui assaltada e poderia atestar isso. Sorte que não está chovendo e o tempo encontra-se agradável.

Caminhar é bom. Fica tudo tão chato sem música. Saudade eterna do celular.

-Um carro para, é o Aston Martin do Sasuke e ele abaixa  o vidro. – Entra. – ele diz e destrava a porta do carro. Eu entro como um cãozinho desconfiado.

- Não precisa, sabe eu ia caminhando.

- Não sabia que era tão disposta. – sorrio sem graça.

Agimos como dois estranhos. Esse novo Sasuke é frio e amargurado eu tenho que fazer algo. Martelo em minha cabeça mil e uma possibilidade para iniciar uma conversa e chegar a onde quero. Estou disposta a ajuda-lo, eu fui quem o deixou nessa situação. Percebo que ele não está indo no caminho para o hospital.

- É algum atalho? – pergunto sem jeito e encolhida.

- Não. –um sonoro e rápido não. Ele me odeia tanto que tenho medo de algo. Minha breve preocupação é saciada, entramos no estacionamento de um shopping conhecido. Saio do carro e caminho ao lado dele.

- O que veio procurar aqui? – ele não diz e entramos em uma farmácia. Ele pede alguns medicamentos com uma bula e eu resolvo olhar a loja de celulares. Alguém está triste, eu e eu não posso comprar um agora. O gentil vendedor me oferece quase todos os modelos e eu simplesmente falo.

- Só estou olhando. – isso machuca demais.

- Olá senhor. – ele fala com o Sasuke.  – Interessado em algum produto? Temos todos os produtos.

- O meu foi comprado recentemente.  – ele diz e flerto com um dourado. – O de cor dourada, quero ele. – eu o olho admirada e o vendedor o encara feliz.

- Dividimos em até dez vezes.

- À vista.

**

Sasuke praticamente me joga a bolsa de medicamentos, quando eu entro no carro.

- Pagarei o celular assim quando conseguir meus documentos e cartão de banco e receber. E esses remédios? 

- Seus. Para a cabeça. – agora o olho confusa.

- Não quer que eu morra?

- Sabe da resposta, porém a Sarada não ia superar isso. – ele diz sem ao menos me olhar, está atento a estrada.

- Hm entendi. – abro a caixa do celular e lindo, nem sei por onde vai isso. Meu sobrinho me ajudaria, quando chegar vou pedir a ele. Procure coragem Sakura  –Sasuke. – lancei a flecha. – Esses dias andei te observando e notei que de longe. – não sei o que dizer, droga. – É óbvio que você me odeia e não o culpo, mas percebo o quanto isso o mudou e não para melhor, você não é assim e eu sei que foi minha culpa.

- A onde quer chegar?

- Eu sei que você sofre bastante e guarda para si, isso não é bom. Você precisa se libertar desse Sasuke amargurado e retornar ao seu velho eu. Você apenas está se machucando. Tente se libertar de todo esse rancor, eu sei o quanto te machuca ver o seu irmão naquele e estado e será pior, se ele morrer e vocês dois não se perdoarem.  O perdoe Sasuke, não estou pedindo para mim perdoar e sim a ele, o perdoe. Mude e principalmente para sua filha, não deixe esse seu sentimento te matar, isso é por você.

Ele nada disse, seu silêncio é como uma facada.

- Eu não posso voltar atrás, fui inconsequente e fraca. Eu me arrependo profundamente de ter o traído, você não merecia, eu deixei meu orgulho e maldade de antes tomarem conta. Eu o machuquei e sai ferida, porém não tanto quanto você.  Sabe, se eu pudesse voltar no tempo, eu mudaria apenas a traição, no entanto tudo o que sucedeu depois, eu deixaria exatamente. A vida me deu uma nova chance para fazer algo certo.

- Então me ensine como cicatrizar essa dor que sinto em meu interior toda vez que a olho, quando recordo dos planos que foram embora. Me ensine a esquecer isso. Sabe o que mais machuca? É porque às vezes meu coração ainda se perde nas lembranças do que era te amar. Como você pode me ajudar ? – seu tom é de amargura. Compreendo.

- Me permita tentar consertar essa ferida.

- Como ? – o carro para devido ao sinal vermelho. Ele me olha com um olhar brando. – Como resolver isso ?

- Primeiro se encontre, não negue seus sentimentos. É o primeiro passo.

- Meu irmão está morrendo, Sakura. Não há nada que você possa fazer.

Nosso pequeno desabafo acabou ali. O silêncio nosso amigo de sempre. Eu pelo ao menos liguei o celular e estou configurando aos poucos. Entramos no hospital. Não creio que a nossa conversa deu resultados, pelo ao menos tentei. –Sasuke, hm o apartamento que íamos morar, você tem as chaves? 

Parece que ele estava distraído em alguns pensamentos. – Sim, por que?

- Eu gostaria de ir lá , quando o divórcio sair eu irei morar lá. Queria olhar umas coisas e separar um quarto para Sarada. – ele concorda, Sasuke está aéreo.

- Sasuke ! – Rin praticamente grita e vem correndo – Sasuke, o Itachi. – pela sua expressão de choro, temo que o pior aconteceu.

Céus.

- Sasuke, o seu irmão acordou. – um incrível alívio sinto e olho Sasuke, ele esboça um sorriso, um sorriso alegre e contagiante. – Acordou, Sasuke. – Rin o abraça e por fim, ele chora. 


Notas Finais


Acharam que eu tinha matado o Itachi? Que nada. sou do bem ! ( por enquanto)

SasuSaku : OU É AGORA OU NUNCA. se liguem nos próximos, que vai ( devagar, mas irá.) REDENÇÃO DOS DOIS.
NaruHina: Hinata forte, estilo Beyoncé feminista. SE PREPARA Naruto !
SuiKA : ela não anda, ela desfila hehehe só comédia.
SaiINO: SAI que se cuide, pois.... Ino vem ai!

Propaganda do dia:
Bem, estou com uma short fic chamada Blur, a Sakura tem um transtorno dissociativo de personalidades ( cada uma diferente, ela é um pouco louca) Dai, ela mata o namorado de uma das personalidades, pois ele queria a estuprar e fez. Então, o Naruto psicologo dela chama o amigo advogado aquele lá, e ele fica fascinado pelo caso, porém tem uma coisa, ele já conhecia uma personalidade da Sakura, entao ele tem que descobrir qual delas assassinou o Gaara. Link, quem quiser. https://spiritfanfics.com/historia/blur-7033049é; será curta.

Desculpem a demora, eu tinha até esquecido de atualizar essa fanfic, se não fosse pela Maionese, Paty<3
Bem, espero que tenham gostado, esse cap foi só para mostrar que tudo vai se desenrolar agora. Eu adoraria dizer que está perto do fim, mas ainda temos alguns. não chorem eu sei, mas não será tanto drama pela frente não.
Enfim, agradeço pelos favoritos e adoraria ver vocês comentando algo, críticas, sugestões e sei lá um Oi?


beijos


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