História Uma Nova Chance - Capítulo 55


Escrita por: ~ e ~gabibmesq

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais
Tags Selecao
Visualizações 390
Palavras 1.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 55 - Capítulo 44 - Noiva


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Chance - Capítulo 55 - Capítulo 44 - Noiva

― Mãe... ― ouvi a voz de Audrey me chamar e lentamente comecei a despertar, sendo cegada instantaneamente pela claridade do quarto.

Eu estava em um quarto de hospital?

― Mãe! ― Audrey me chamou mais uma vez, apertei os olhos e vi que ela estava ao meu lado. ― Como se sente? ― ela perguntou, enquanto meus olhos varriam o quarto. O que estava acontecendo?

Busquei na memória, mas minha cabeça estava confusa. Será que tinha acontecido alguma coisa durante o... Ah, não.

― Maxon! Onde está Maxon? Como ele está? ― eu disse, me sentando abruptamente, o que me rendeu uma onda de vertigem.

Audrey me obrigou a deitar novamente e eu levei a mão à cabeça.

― Ele está bem, estável ― ela disse, com um sorriso aliviado.

― Quando ele acordou? ― indaguei, confusa.

Meu Deus, fora apenas um pesadelo! Maldito calmante!

― Já faz um tempo.

― E por que não me acordou?

― Eu tentei.

― Que horas são?

― Já está escurecendo.

Eu tinha dormido o dia inteiro!

― Preciso vê-lo ― falei, me sentando e colocando os pés para fora da cama.

― Devagar aí! ― Audrey exclamou, me ajudando a me sentar.

Percebi que estava com roupas limpas, um vestido claro como o que usei na noite anterior, mas nada de roupas de hospital, ela sabia como eu detestava.

Fomos surpreendidas pelo ranger da porta, e Benjamin entrou sorridente.

― Está tudo bem? ― perguntou.

― Ótimo ― Audrey disse quando eu já estava de pé.

― E seu pai? ― indaguei, com um aperto no peito, apesar de saber que o sorriso do Príncipe era bom sinal.

― A cirurgia correu bem, mas os médicos foram sinceros. A bala fez um belo estrago, eles não sabem como meu pai resistiu tanto tempo até chegar à cirurgia. Com um ferimento daqueles e o sangue que perdeu, ele não resistiria. ― Estremeci. ― Mas eles fizeram um bom trabalho. Meu pai acordou faz um tempo e já está conversando, sorrindo, só está um pouco desorientado pelos efeitos da anestesia ― completou.

- Eu posso vê-lo? -  perguntei ansiosa.

- Claro! -  o príncipe sorriu. - Inclusive, ele está te esperando – acrescentou.

Assenti e Benjamin caminhou para ficar ao lado de Audrey, ambos sorrindo um para o outro. Aproveitando a deixa, desci da cama e saí porta afora.

Não foi difícil encontrar o quarto de Maxon, depois de passar por alguns corredores vi a porta aberta e várias pessoas de jaleco entrando e saindo.

Guardas faziam a segurança do rei e eu me aproximei, sem ter certeza que me deixariam entrar, mas aconteceu o contrário: os guardas inclinaram a cabeça em cumprimento e me deram passagem.

Agradeci e entrei, desesperada para vê-lo.

No quarto havia apenas uma enfermeira checando os aparelhos em volta de Maxon, grandes máquinas que monitoravam seus sinais vitais.

Ele estava meio sentado, meio deitado. Vestia uma fina camiseta branca e tinha o corpo apoiado de modo que aliviasse a pressão do abdômen, coberto por curativos. Quando seus olhos encontraram os meus, seu rosto se iluminou com o mais belo dos sorrisos, não que eu não estivesse sorrindo também.

AUDREY

Assim que minha mãe cruzou a porta, soltei um grande suspiro aliviado.

― Graças a Deus que está tudo bem agora!

Benjamin, que estava ao meu lado, sorriu e passou os braços em volta da minha cintura, minhas mãos descansaram em seu peito.

― Estamos todos salvos agora ― ele disse, e trocamos sorrisos sinceros antes de seus lábios reivindicarem os meus com fúria.

Parecia que estávamos separados há muito tempo e, naquele segundo em que estava em seus braços, todas as lembranças ruins se esvaíram da minha mente como fumaça.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo, incendiando cada centímetro de pele, e meu coração dançava satisfeito com a proximidade repentina. Desde que tudo aconteceu não tínhamos ficado a sós, havia tanto para falar.

O momento seria bem mais proveitoso se uma enfermeira não tivesse entrado sem bater...

― Perdoe-me, Alteza! ― ela exclamou, envergonhada, com a mão ainda na maçaneta. ― Vim ver como está a Senhora Leger... ― disse, varrendo o quarto com os olhos rapidamente.

― Ela não está aqui, foi ver o Rei ― eu disse, embora ela já tenha percebido.

Assim que a enfermeira se desculpou e saiu, Benjamin não conseguiu conter o riso.

― O que acha de sair daqui? ― sugeriu.

― O quê? Por quê? Preciso ficar com a minha mãe, não sei se ela está totalmente bem ainda.

― Sua mãe? ― Ele arqueou as sobrancelhas. ― Tenho certeza de que ela e meu pai estão muito bem agora. ― Seu tom sugestivo me fez rir e, ao mesmo tempo, apagar da cabeça certos pensamentos.

No fim, acabei cedendo.

― Tudo bem, aonde vamos? ― perguntei, já fora do quarto.

― Para onde iríamos ontem à noite, se aqueles idiotas não tivessem estragado tudo. ― Não pude deixar de notar o súbito nervosismo e a irritação em sua voz.

De mãos dadas com o Príncipe e caminhando para longe da Ala Hospitalar, senti borboletas dançarem em meu estômago assim que a ficha caiu.

Depois de tudo que aconteceu e de presenciar os horrores que nunca se apagarão por completo da minha memória, tudo que aconteceu antes, tudo que levou àquilo, foi deixado de lado. Ninguém tocou no assunto do quê havia nos levado ali, e eu mesma gostaria de esquecer a estupidez que foi ter ido àquele lugar. Com as inevitáveis lembranças ruins, me recordei do convite de Benjamin na noite passada, e de como fiquei tão nervosa imaginando o que aconteceria que não suportei ficar trancada no quarto.

Incapaz de perguntar o motivo do jantar a dois, temendo que a resposta me deixasse ainda mais nervosa, decidi apenas segui-lo, e em alguns instantes estávamos na porta do Salão.

Em silêncio, Benjamin abriu a porta e soltei um arquejo de choque.

Todo o pequeno Salão estava enfeitado com rosas vermelhas ― minhas favoritas ―, desde os arranjos que ornavam os cantos das paredes até o pequeno buquê em cima da mesa de jantar com dois lugares dispostos, que foi colocada no centro do Salão.

Senti minhas pernas falharem por um momento.

― Nossa... Está tudo tão... ― Eu não conseguia encontrar as palavras. ― Uau ― foi tudo que eu consegui dizer. Suspirei.

― Fico feliz que tenha gostado, Audrey. Sua aprovação é sempre muito importante para mim, ainda mais em uma noite como essa.

Benjamin fez sinal para que eu entrasse em sua frente, me acompanhando logo em seguida. Eu ainda estava maravilhada com tudo aquilo, e sentia um frio na barriga por saber onde aquilo tudo nos levaria.

Benjamin me guiou até a mesa, puxando a cadeira para que eu me sentasse. Ele mesmo serviu o jantar, primeiro para mim e depois para ele, e logo depois se sentou também. A comida, como sempre, estava divina. Conversamos sobre várias coisas, mas eu não conseguia desligar a voz que sussurrava no fundo de minha mente: “É hoje!”

Quando terminamos o jantar, Benjamin me chamou para dançar. Ao que parecia, ele havia escolhido estrategicamente músicas bem lentas que não permitissem que nos separássemos em momento algum. Não que eu estivesse reclamando. De vez em quando eu fechava os olhos e deitava minha cabeça em seu peito, sentindo seu cheiro e me sentindo a pessoa mais sortuda do mundo por poder ouvir seu coração. Foi em um desses momentos que eu ouvi a voz de Benjamin:

― Audrey...

― Hum? ― respondi, ainda na mesma posição.

― Por favor, olhe para mim.

Fiz o que ele pediu e meu coração acelerou com o seu olhar sobre mim. Eu comecei a ficar nervosa, sabendo o que estava prestes a acontecer. E então Benjamin falou as palavras mais lindas que já ouvi.

― Audrey, antes de você, eu não tinha a mínima noção do que era estar apaixonado. Os meus dias eram sempre iguais, minha vida não tinha cor, mas bastou te conhecer para que tudo começasse a mudar. De repente, eu tinha uma nova razão para querer acordar todos os dias, e um novo motivo para sorrir sem ao menos perceber. O que antes não tinha cor passou a ser uma aquarela de cores vibrantes, onde se sobressaía sempre o vermelho dos seus cabelos, ou o azul dos seus olhos. Se antes meus dias eram iguais, agora eu quero descobrir a cada dia uma nova maneira de fazer com que você se apaixone por mim ainda mais, da mesma forma que você faz comigo todos os dias, talvez sem perceber. E se eu pudesse, viveria só disso, porque nada me faz mais feliz que o seu sorriso, seu abraço, seu beijo, você. Mas como meus deveres com o país não me permitem viver disso o tempo todo, eu quero ao menos poder viver isso todos os dias.

Benjamin ajoelhou diante de mim, tirou uma caixinha de dentro do paletó e a abriu, revelando um maravilhoso anel de brilhantes que fez meu queixo cair. Olhou profundamente em meus olhos, e eu retribuí o olhar.

Era agora. Aquela era a hora.

Ai. Meu. Deus.

― Audrey Leger, meu amor, você me daria a honra de ser minha esposa?

Se antes eu estava segurando as lágrimas, agora elas começavam a cair sem controle. Agradeci mentalmente por não estar tão maquiada. Ninguém jamais havia dito coisas tão bonitas para mim, nem mesmo Evan. Eu não sabia que queria tanto esse pedido até ouvi-lo, não sabia o que fazer com tanta felicidade, então fiz o que meu coração pedia naquele momento: ajoelhei-me também, ficando de frente para ele, segurei seu rosto e dei-lhe o melhor beijo que pude. Depois de alguns segundos, pude sentir o sorriso de Benjamin em minha boca.

― Posso considerar isso um “sim”? ¬― perguntou entre os beijos.

― O maior “sim” que você já ouviu ― respondi, ainda incapaz de me afastar dele.

Àquela altura eu já nem sabia mais o que Benjamin havia feito com o anel, apenas sentia suas mãos passearem pelo meu corpo, e naquele momento tudo era mais intenso que nunca. Demorou um tempo até que eu lembrasse que estávamos no meio do Salão e que, provavelmente, não estávamos sozinhos. Relutante, me afastei um pouco e sussurrei:

― Ben, acho que este não é o melhor lugar para tanta demonstração de afeto ― falei, rindo da nossa atitude um tanto impulsiva.

Ele também riu e falou:

― Tem razão. Perdoe-me, minha noiva.

Minha noiva. O nervosismo e a euforia me atingiram em cheio com essa nova forma de Benjamin me chamar.

― Agora me deixe colocar esse anel no seu dedo, porque eu não esperava ser atacado por uma ruiva enquanto a pedia em casamento.

Eu ri enquanto estendia minha mão e o assistia colocar o anel em meu dedo anelar.

E naquele momento eu soube que minha vida nunca mais seria a mesma. Ainda bem.


Notas Finais


VOCÊ QUE LEU O CAPÍTULO NÃO SAIA AGORA!!!
Vem cá, vamos conversar 💖
Tenho várias coisinhas pra falar hoje, muitas mesmo, e são importantes, então continue lendo.
👑 Primeiro eu gostaria de me desculpar por ter feito vocês esperarem tanto tempo achando que o nosso querido e amado Maxon mozão tinha morrido. É claro que eu jamais faria isso com ele - tudo bem que eu assisto muito Grey’s Anatomy e vejo a Shondanás exterminar o elenco a cada temporada, mas garanto que não sou como ela e foi tudo para o bem da nossa história.
🍓 Segundo: se eu já fico feliz com vocês dando um feedback aqui na história, se vocês derem uma passadinha lá no perfil da Aline ( https://spiritfanfics.com/perfil/alinnemalfoyls ) eu vou ficar mais feliz ainda! Ela tem várias fics de A Seleção, uma mais emocionante que a outra, não é porque é minha amiga, mas é sério, ela escreve muito bem. Algumas histórias ela está reescrevendo pra repostar futuramente, então se vocês a seguirem eu já me dou por satisfeita ❤
👑 Terceiro: quem leu os últimos avisos que eu dei sabe que UNC está chegando na reta final, só faltam mais sete capítulos e eu tô super animada com as coisas que vem por aí. Queria agradecer vocês pelos comentários e favoritos, e pelas visualizações que só vêm crescendo, já temos quase 50 mil leituras! Você, leitor fantasma, muito obrigada também! Ajudem a divulgar a história, mostrem a fic para aquela sua amiga leitora de A Seleção, vai que ela gosta hahaha
🍓 Quarto: o Grupo do Whatsapp está sempre aberto, estamos esperando gente nova, basta enviar seu nome e número com o DDD tudo certinho 😉
👑 Não sei se vocês notaram mas eu mudei a capa e a sinopse de UNC. A capa oficial da história no Wattpad é a foto que está lá em cima da capa do capítulo – redundante? - e foi feita pela talentosíssima Chris Mattei. A que está aqui no Spirit foi feita por mim e é mais parecida com a antiga. Eu adorei as mudanças e vocês?!
Ah, antes que eu me esqueça, comecei a revisar os capítulos, nada que mude a história significativamente, só estou arrumando algumas coisinhas, corrigindo erros de português e organizando melhor o texto.
Bom, é isso, acho que falei tudo que tinha pra dizer kkkk
Espero que tenham gostado do capítulo e nos vemos amanhã com o próximo!
Beijinhos 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...