História Uma Nova Chance - Capítulo 58


Escrita por: ~ e ~gabibmesq

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais
Tags Selecao
Visualizações 361
Palavras 2.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 58 - Capítulo 46 - Liberdade


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Chance - Capítulo 58 - Capítulo 46 - Liberdade

- Cidadãos Illeanos! - Gavril exclamou - Estamos diante de uma situação extraordinária.

Contive o riso. Se existisse outra palavra acima de extraordinária, certamente seria o termo mais apropriado.

Em alguns meses minha vida mudara mais do que a vinte anos, quando meu rosto apareceu na tela das televisões de cada casa de Illea, depois de meu nome ser sorteado dentre o de centenas de garotas, me colocando no centro dos holofotes do país. Em tão pouco tempo eu tinha passado de viúva, cantora e mãe de duas adolescentes, à futura Rainha de Illea. Era uma mudança considerável, e que mexeria com a sanidade de qualquer pessoa.

O anel de noivado e a tiara pesada que ornamentava o topo da minha cabeça - e que Maxon insistia em me fazer usar - eram como uma grande placa em neon que dizia "Olhem para mim! Olhem para mim!" e não me deixavam esquecer de tudo que estava acontecendo. Nem mesmo por um mísero segundo.

- Há algumas semanas descobrimos que a Senhorita Audrey, vencedora da Seleção do Príncipe Benjamin Schreave, é filha de America Singer, ex-Selecionada da Seleção do atual rei Maxon Schreave – ele continuou explicando nossa união atípica, se dirigindo à plateia.

Me obriguei a sustentar o sorriso, mas ainda era entranho estar diante de tantas câmeras sabendo que os olhos do país estavam em mim, ainda mais vendo todos os segredos que guardei a sete chaves serem expostos daquela forma, no primeiro Jornal Oficial depois do fim da Seleção. Maxon apertou mais a minha mão, percebendo meu nervosismo, e eu respirei fundo pronta para enfrentar algo que dali para frente, faria parte da minha rotina.

– A surpresa maior foi durante o encerramento da Seleção do Príncipe Benjamin seguido pelo anúncio da vencedora, descobrimos que haveria não só um casamento em breve, mas dois! Nosso Rei Maxon Schreave anunciou seu noivado com America Singer, muito amada pelo povo durante a Seleção. – ele completou, seguido por alguns suspiros da plateia. Na minha visão periférica vi Benjamin e Audrey ao nosso lado se inclinarem um para um outro - Vossa Majestade, – Gavril chamou, se virando para nós dois com seu sorriso encantador e as sobrancelhas arqueadas – tenho certeza que o país clama por mais detalhes desta história.

Maxon apertou minha mão ainda mais forte. O público interpretaria aquele ato como um casal apaixonado que não resistia ao ímpeto de se tocar, mas a realidade é que nós dois estávamos completamente assustados e desesperados por dentro.

Audrey respirou fundo á minha esquerda, e eu busquei apoio no olhar terno de Marlee, sentada com sua família e Amberly, do outro lado do estúdio.

A expressão concentrada de Maxon dizia o quanto ele estava medindo as palavras. Como explicar nosso relacionamento sem tocar no nome da falecida Rainha? Ou como ele explicaria nosso reencontro e o pedido de casamento repentino, sem deixar transparecer a verdade sobre o amor que nutríamos um pelo desde a Seleção, e isso sem desmerecer o sentimento dele por Kriss?

Afinal, ela quem se casou com ele e lhe deu um herdeiro, ele não podia simplesmente dizer em rede nacional que nunca a amou e que o casamento dos dois fora resultado de um grande mal entendido. Ainda que isso fosse verdade. Audrey e Benjamin tinham aceitado bem a nossa decisão, mas eu sentia o olhar dos dois sobre nós, esperando respostas tanto quando os Illeanos que assistiam ao Jornal Oficial.

- Você se contentaria se eu dissesse que o clima de romance da Seleção de Benjamin acabou me contagiando? - Maxon fez graça piscando para o filho, ganhando tempo.

- Creio que nossos telespectadores queiram uma explicação mais detalhada. - ele incentivou.

- Me desculpe pela falta de preparação, mas é que faz muito tempo que eu não venho ao Jornal falar da minha vida amorosa - Maxon se explicou - Uns dezoito anos, mais ou menos. - acrescentou, arrancando risadas da plateia.

- Sem problemas, Majestade - Gavril interviu.

- Bem, todos sabem como America e eu nos conhecemos. Depois que me casei com Kriss eu a vi pouquíssimas vezes. Seguimos caminhos completamente opostos - ele começou, se dirigindo ás câmeras e assumindo um tom mais sério. Meus olhos pousaram em nossas mãos ainda entrelaçadas. - Quando minha querida Kriss nos deixou eu concentrei meus esforços em cuidar do país e do tesouro que ela havia me deixado antes de partir - ele trocou olhares com o filho ao nosso lado, e suas íris ficaram um pouco mais brilhantes.

“Passei muito tempo sozinho apesar de ser instruído a procurar uma esposa, e depois de tantos anos não fazia muito sentido, a outra garota que eu havia conhecido na Seleção e que ocupava meus pensamentos já havia seguido com sua vida. Fiz o possível para dar a melhor criação á Benjamin, com a ajuda de pessoas muito especiais - Maxon sorriu para Marlee na plateia, ela levou as mãos ao coração e a câmera passou por ela. - Mas a Seleção de Benjamin começou, fizemos o sorteio das Selecionadas e eu fiquei completamente chocado quando o anúncio saiu em rede nacional e a foto de Audrey apareceu, ela era simplesmente idêntica á América. Eu sabia que havia alguma coisa errada!”

Gavril riu, seguido pela plateia mais uma vez, e exclamou:

- Então o senhor sabia desde o começo de quem ela era filha!

- Bem, não precisei de muito para confirmar, olhe para elas! - Maxon gesticulou para Audrey e eu, e o público riu. - A partir daí eu fiz de tudo para reencontrá-la e torcer para que ela ainda se lembrasse de mim! - ele coçou a cabeça - Acho que deu certo.

Eu sorri e soltei as lágrimas de alegria que estava prendendo, mandando para bem longe as regras de etiqueta que eu ainda me lembrava e me inclinando para Maxon, roubando um beijo dele em rede nacional, com certeza arrancando suspiros de todos que estivessem vendo.

Eu precisava tocá-lo, precisava ter certeza de que aquilo era real, palavras tão verdadeiras que me enchiam de sentimento, aquela sensação boa de ser amada, que no nosso caso sempre vinha igualmente acompanhada pela angústia de imaginar quanto tempo perdemos separados.

O Jornal seguiu com Gavril fazendo mais perguntas, sendo cuidadoso o suficiente para não tocar muito no assunto da minha vida pessoal e no que fiz depois de ser eliminada da Seleção. Falei apenas o essencial, que era viúva de um Dois e que Andrey tinha uma irmã gêmea não idêntica, Amberly. E é claro que ele não deixou escapar essa e me fez explicar o porquê do nome.

- A Rainha Amberly sempre foi um exemplo para mim - confessei, sentindo a tiara que fora dela pesar um pouco mais em minha cabeça - Durante a Seleção, quando todas nós estávamos tristes e com saudades de casa, ela nos fez sentir como se fôssemos suas filhas. Dava os melhores conselhos e se dedicava ao máximo a tudo que fazia. Apesar do fardo de ser Rainha ela sempre estava com um sorriso no rosto, sempre desejei ter pelo menos metade da força dela. Quando houve o ataque eu já morava em Clermont. Senti muito pela sua perda. A Rainha Amberly foi muito importante para mim e eu quis algo que me lembrasse ela.

 

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Quando o Jornal acabou fomos para a Sala de Jantar, e todos nós sentamos á mesa: Maxon e eu, Benjamin e Audrey, Amberly, Marlee e sua família. Hellen, a Selecionada que havia permanecido até a Final com Audrey já estava em casa, mas Audrey deixou escapar que ainda a veríamos muitas vezes, não só pela amizade das duas, mas porque Willian, um dos primos de Maxon que eu vira apenas quando era criança nas festas do Palácio, tinha se interessado por ela.

Comemos em silêncio, exceto por Audrey, Amberly e Josie que discutiam coisas sobre o casamento. Eu estava curtindo aquela estranha sensação de felicidade, mas meu subconsciente me traía, imaginando a próxima tragédia que viria a seguir. Mas eu estava feliz, e preferia acreditar que tudo ficaria bem agora.

Depois do jantar Maxon me levou até meu quarto que ficava de frente para o dele. Só dividiríamos a mesma cama quando a união fosse oficializada e a expectativa fazia um frio subir pela minha espinha.

Ele parou em frente á porta, segurando minha mão. Seus olhos estavam fixos nos meus quando ele passou os braços em volta da minha cintura e cruzou o espaço entre nós selando nossos lábios.

- O que você disse hoje sobre a minha mãe... - sussurrou, afastando os lábios dos meus para poder falar, suas mãos subindo até a minha nuca. As minhas brincavam com as mechas douradas dos seus cabelos. - Fico surpreso quando descubro ser capaz de amar alguém mais do que eu julgava ser possível.

- Estamos trabalhando nisso - eu sorri, acariciando seu rosto e admirando a curva que sua boca fazia. De repente seus olhos ganharam um brilho diferente. Travesso.

- Eu prometi a mim mesmo que esperaria mais, mas preciso lhe mostrar uma coisa. - ele disse, me pegando pela mão e levando até seu quarto, alguns passos á frente. - Venha, sente-se aqui - instruiu, me levando até a cama e se virando para procurar alguma coisa no pequeno armário ao lado.

- O que é tão importante que não pode esperar até amanhã? - indaguei, vendo-o procurar algo entre pilhas de papéis.

Eu já havia entrado em seu quarto, mas ainda assim me sentia inquieta lá dentro. Depois de um tempo ele encontrou o que procurava e veio se sentar ao meu lado na cama, trazendo uma pequena pasta marrom nas mãos. Ele abriu a pasta e tirou de lá alguns papéis gastos pelo tempo.

- O que vou lhe mostrar agora é um projeto que tenho dede muito antes de ser coroado Rei, mas que não recebi o apoio suficiente para torná-lo realidade. - confidenciou, me passando os papéis. Peguei, nervosa com seu tom de voz, e ouvi atenta suas palavras - Desde que você voltou eu tenho pensado em reformular tudo isso e tentar mais uma vez, mas ainda não tinha certeza, porém, hoje depois de tudo o que você disse não tenho mais dúvidas que é a Rainha que pode me ajudar a concretizar tudo isso.

Baixei os olhos e li o primeiro parágrafo do documento, as letras estavam um pouco apagadas, mas legíveis. Eu li, reli e li de novo, um pouco atordoada.

- Eu pensei nisso tudo a muito tempo atrás, desde aquele dia na Seleção em que você me contou as dificuldades que havia passado sendo Cinco. Eu fiquei indignado, e decidi que precisava fazer alguma coisa.

- Você quer abolir as Castas? - perguntei, atônita.

- Essa é a ideia.

- Mas como? Isso é possível? - indaguei, relendo o papel nas minhas mãos.

Eram planos de incluir as Castas mais baixas nas que ficavam acima na hierarquia e com o tempo conseguir extinguir uma a uma do sistema. Eu mal podia acreditar. Me lembrei da apresentação que fiz durante a Seleção, sugerindo que dissolvessem as castas, apenas rendeu mais ódio do Rei á mim e mais cicatrizes nas costas de Maxon. Era Utopia.

Nunca me esqueci das coisas que passei quando era de uma Casta mais baixa, a Seleção me fez ascender socialmente mas eu tinha plena consciência de que as famílias que não tiveram a mesma sorte continuavam passando a mesma miséria que eu passei. Sentindo fome e sofrendo preconceito por ter nascido em um lugar onde as pessoas eram taxadas pelo número.

- O plano é começar por baixo como está vendo - ele apontou para o papel - Vou ter que fazer algumas reformulações, é claro, já se passou muito tempo, mas acredito que desta vez dê certo.

- Desta vez?

- Eu tentei fazer com que esse projeto fosse aprovado quando me tornei Rei, mas o Ministério não deu muita atenção, nem Kriss, o que mais me surpreendeu.

- Mas ela... - disparei, engolindo as palavras logo em seguida.

- Ela estava com os Rebeldes, eu sabia. - confessou, sem surpresa na voz - Mas como eu disse, ela não era exatamente quem dizia ser. Esse foi um dos motivos que causou o afastamento de August, eu contava com os Rebeldes Nortistas para me ajudar, mas depois que eu perdi o apoio de todos ele não confiou mais em mim, nem em Kriss. Não estabelecemos mais relações políticas a muito tempo, mas ele prometeu não arrumar mais confusão.

De repente meu coração se apertou dentro do peito, imaginando como deveria ter sido o breve casamento com Kriss. Engoli em seco, e só consegui dizer:

- Sinto muito.

- Está tudo bem - ele disse, com o sorriso um pouco abalado - Talvez não tenha sido a hora certa. Prefiro acreditar que agora é o melhor momento para isso, com você ao meu lado.

 - No que depender de mim - segurei firme o papel nas mãos, sentindo o peso dos sonhos do povo - Illea será liberta. - pisquei com os olhos marejados, sem conseguir sequer imaginar como seria se conseguíssemos levar aquele projeto adiante. Clarkson Schreave estaria se revirando no túmulo.

Maxon desfez a distância entre nós e capturou meus lábios, o braço esquerdo me apertou contra ele e o direito afastou a papelada. Minha mente girava com seus toques, mas tive que perguntar:

- Mas como vamos fazer tudo isso? Benjamin e Audrey serão coroados em breve.

Maxon se afastou o suficiente para poder falar.

- Eu estava esperando mais para ter certeza que tiraria esses papéis da gaveta. Oficialmente Benjamin só precisa ser coroado aos 21 anos, ele pode lidar com isso.

Assenti, atordoada demais para continuar a conversa com Maxon me tocando daquele jeito. Seus lábios reivindicaram os meus, e passaram de delicados para ávidos e intensos. Senti minhas costas tocarem no colchão enquanto Maxon saboreava minha boca, faminto, e minhas mãos desciam pelas suas costas e as dele pela lateral do meu corpo, me incendiando.

Meus dedos foram parar nos botões do seu paletó e eu me afastei para encará-lo, desfazendo o beijo pela primeira vez, e tudo que vi foi o desejo refletido em seus olhos. Seu corpo estava tão próximo ao meu que eu quase podia sentir seu coração acelerado, não que o meu também não estivesse explodindo em meus ouvidos.

Impulsionada pelo desejo de ter Maxon junto a mim, abri as casas dos botões de seu paletó, e ele me ajudou cuidando da camisa.

Quando seu peito já estava descoberto eu finalmente pude admirá-lo, sem pudor algum, desci meus dedos, acariciando seu abdome. Seus lábios desceram até um ponto sensível em meu pescoço e eu suspirei, passando a mão pelas suas costas, surpresa com o que me chamou a atenção. Eu sabia que as cicatrizes não estavam mais tão evidentes mas sentia a protuberância em sua, e imaginei as lembranças ruins das agressões do pai que cada uma delas trazia, mas também lembranças do que ele havia enfrentado por mim e de todas as coisas que havíamos passado juntos, todas as barreiras que nosso amor enfrentou.

Seus beijos desceram até a alça do meu vestido e eu a senti escorregar pelo meu ombro. Congelei por alguns segundos

- Maxon, nós não devemos esperar o casam.... - protestei, embora eu não quisesse realmente que ele parasse, e Maxon me calou com um beijo.

- Não acha que já esperamos tempo demais?


Notas Finais


All that you got, skin to skin, oh my God
Don't ya stop, boy

Oh yeah
Somethin' 'bout you

makes me feel like a dangerous woman

Somethin' 'bout, somethin' 'bout, somethin' 'bout you
Makes me wanna do things that I shouldn't
Somethin' 'bout, somethin' 'bout, somethin' 'bout you 😏🎶

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Chegamos ao final da maratona 🙁
Faltam pouquíssimos capítulos para o final e ainda essa semana eu volto com mais atualizações, espero que estejam gostando, já tá acabando 💔
Beijinhos da Lu 😘


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