História Uma Nova Era - Capítulo 2


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Personagens Personagens Originais
Tags Eu De Novo Sim, Não Me Matem Sz, Ocs, Rpg
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


ALO
EU TÔ AQUI DE NOVO
PRA DIZER
QUE
Amo vocês sz


Boa leitura <3

Capítulo 2 - Capítulo Dois - Velha chata do caramba


 Um bom tempo depois, todas nós estávamos prontas, mas advinha? A trouxa aqui não tinha os livros da matéria.

 

Por que?

 

Porque eu esqueci de pegar.

 

- Merda… Eu esqueci de pegar os meus livros na secretária… - Eu disse, bufando alto e fechando os olhos, tentando manter a calma.

 

- Quer que eu vá com você? Eu não to afim de ir pra aula mesmo. - Kath disse cruzando os braços.

 

- Olha, para ser sincera, eu quero… Não conheço a escola… - Foi só eu dizer isso que a Kathrina estava me puxando na direção do pátio principal.

 

- Se não voltar pra aula, vai ficar sem aquilo, Kathrina. - Eu consegui ouvir a Kathe dizendo de longe, e pude sentir a Kath estremecendo. Ficar sem o que? Bem, mamãe me ensinou a não se intrometer no assunto dos outros. Ou foi a minha tia?

 

Eu tô com amnésia, Santa Lunari.

 

Chegamos na secretária depois de um tempinho, e graças a Lunari, a própria diretora estava lá, segurando os – suponho eu – livros que eu teria que pegar para poder acompanhar as aulas.

 

- Eu estava indo levá-los para você, senhorita Ariss. Mas vejo que foi mais rápida que eu. - Ela sorriu e entregou os livros para mim – Melhor irem para a aula, agora. Especialmente você, senhorita Kathrina. - Ela disse num tom sério olhando para a Kath, que devolveu o olhar com um sorrisinho irônico.

 

- Claro, titia. - Ela sorriu abertamente e piscou para a diretora, que ficou vermelha de raiva, e saiu andando.

 

- Vá com ela, Ariss, ela irá para a mesma sala que você. - A diretora disse, cerrando os dentes e se virando na direção oposta.

 

Quando eu me virei para a Kath, ela havia sumido! COMO ASSIM? E que poeira negra é essa? Sério, no mesmo lugar que a Kath estava, agora tem um tipo de poeira/névoa negra se dissipando no ar.

 

Medo define o que eu sinto agora.

 

Suspirei e comecei a andar na direção da ala leste, aonde ficam as salas. Por sorte, logo na entrada, havia um quadro com os nomes das alunas e em que sala elas ficariam no próximo período, e para a minha felicidade, eu estava junto com todas as quatro que conheci hoje cedo.

 

- Pelo menos não ficarei sozinha… - Dito isso, comecei a procurar a minha sala, e quando a achei, tinham pouquíssimos alunos.

 

Amém, Lunari.

Fui até o fundão, onde a Kath e a Kathe sentavam juntas, a Nina estava sozinha, e a Louise estava na carteira ao lado da janela, com a cabeça deitada na mesa e os livros da mesma ao lado dela.

 

- Posso me sentar aqui? - Perguntei para a Nina, que sorriu e acenou um sim com a cabeça.

 

Coloquei os meus livros sob a mesa e me sentei ao lado dela, que começou a importunar a Katherine, que sentava atrás da gente. E, quando essa menina quer encher o saco de alguém, ela enche uns três sacos, porque só faltou a Katherine tirar uma pistola da bolsa e atirar na cabeça dela. E a Kathrina tava quase morrendo de tanto rir da irmã. Simpatizei com essa garota.

 

Então, a professora entrou na sala e todo mundo calou a boca. Suponho que seja a de matemática, já que ela tinha aquele ar sombrio, e aquela carranca costumeira de professores de matemática.

 

Eu tô vendo que vou sofrer na mão dela, eu sinto isso.

 

- Boa tarde, alunas. Hoje vamos começar com um assunto simples, que, como explicado na última aula, foi a história de vida de Song Yeon-Jin, uma pequena garota que foi muito importante para a história da formação da Coreia hoje.

 

SANTA LUNARI, ELA ERA PROFESSORA DE HISTÓRIA, COMO ISSO?

 

Quando olhei para trás para ver as gêmeas, notei que a Kath estava bem tensa e suava um pouco, mas era em frio. Óbvio que eu estranhei e fiquei preocupada, isso não é normal, uma garota ficar assim do nada? Muito – deveras, eu diria – estranho.

 

- Kath, está tudo bem com você? - Perguntei, transparecendo preocupação, e ela olhou para mim aflita, mas depois se acalmou.

 

- Não é nada, pequena. - Sorriu – Só que ficou muito calor aqui, e eu não estava me sentindo muito bem, mas já passou. - Ela deu um sorriso mínimo para mim e começou a escrever algo no caderno.

 

- Tudo bem, então. - Eu suspirei aliviada e voltei a prestar atenção na aula, mas quando eu virei, A VELHA TAVA DO MEU LADO.

 

- Senhorita Ariss, certo? Posso saber o que fazia virada para trás? - Ela perguntou, me fuzilando com o olhar e apoiando a mão na minha mesa.

 

- N- nada, professora… - Lunari, me leva, pelo amor de Solari.

 

- Acho bom mesmo, e por ter um ponto de falta de atenção, terá de fazer um trabalho sobre a Coreia antiga.

 

Ela disse e eu gelei. Pô, eu só estava vendo se a menina estava bem, e ela já me dá uma dessas? Não tô podendo, sério mesmo.

 

- Que isso sirva de aviso para todas as outras, especialmente você, Chloe, que tem três pontos de falta de atenção, mais uma e a senhorita irá parar na detenção. - A velha disse e voltou para a frente.

 

Ela estava explicando sobre uma menina chamada Song Yeon-Jin, que nasceu dois mil anos atrás, e que era descrita como filha da Deusa do Sol, e que por ser sua filha, tinha poderes sobre tempestades e trovões, e os controlava. Nada foi comprovado da existência desses poderes, mas as escrituras afirmam que sim. Ela foi muito importante para a formação da Coreia, pois sem ela, a Coreia teria sido devastada e muito provavelmente não existiria, porque, pelas escrituras, ela fez um acordo com um país rival que cederia a sua vida pela existência da Coreia. O país aceitou de bom grado, e ela foi sacrificada no dia seguinte do acordo, com sua carne e sangue servindo de alimento para o país inimigo.

 

Tadinha da menina, gente, isso é bem desumano. Não gostei.

 

Ai, ela tava explicando a vida da menina até lá, quando ela olhou pra mesa da Louise. E a menina tava dormindo.

 

F u d e u.

 

Ela foi em passos lentos até a mesa da Louise, e quando chegou do lado da mesa dela, bateu MUITO forte na mesa, e jogou os livros dela no chão.

 

QUE AGRESSIVIDADE.

 

A Louise levantou a cabeça assustada, e a velha já começou a gritar.

 

- Senhorita Louise Glace! Acha que aqui é lugar para dormir?! Se quiser dormir, durma no seu quarto, na sua cama, aqui é uma sala de classe! Quem pensa que é?! - E enquanto a professora continuava a dar um sermão na Louise, a mesma foi dando um olhar assassino pra ela, e do nada, ficou muito frio na sala, e… Tá nevando? Mas estava o maior sol agora pouco… Quando eu olhei para fora, estava nevando, e foi piorando enquanto a professora falava, até que chegou em um ponto que as janelas começaram a congelar! Como assim?! - Me entendeu bem?!

 

- Claro, professora. - Ela disse fria e seca, e a neve foi se cessando aos poucos.

 

- Muito bom. Então, continuando, o governante foi especialmente à Coreia, para a avisar sobre o ataque e a devastação do país inteiro e… - Quando ela foi lá para a frente da sala, continuar a explicar, a janela já estava sem gelo algum, apenas água, e a neve estava parando aos poucos.

 

O resto da aula seguiu tranquilo, mas a bruxa tinha duas aulas, então eu fiquei uma hora e meia ouvindo a velha chata falar e falar de uma garota que já morreu há dois mil anos.

 

O sinal da troca de aula FINALMENTE bateu, e a velha chata saiu da sala, e ainda passou uma lição de casa gigantesca! Pelo amor de Lunari, alguém assassina esse ser!

 

Suspirei e coloquei o livro de história debaixo da mesa, e virei para trás, para falar um pouco com as meninas, enquanto o próximo período de aula não começava.

 

- Louise, você tá bem? - A Nina perguntou para a Louise, que estava sentada em cima da mesa das irmãs.

 

- Claro, só aquela velha chata que me estressa. - Ela disse, balançando as pernas e olhando para o chão, viajando pra um mundo alternativo.

 

- Achei que aquela velha fosse me matar, sério! Eu tava só vendo se a menina estava bem, e ela brota do meu lado! - Eu disse fazendo o maior drama.

 

Deem um oscar para mim.

 

- Ela é assim mesmo, aliás, to planejando matar ela, quê que cêis acham? - Perguntou a Kathe, equilibrando um lápis acima dos lábios.

 

- Ah não, a gente vai acabar sendo pegas, ir pra prisão, etc etc… - Disse a gêmea dela, que acabou por entregar uma folha do caderno dela para a Nina, que levantou imediatamente com a folha e foi para longe ler a mesma.

 

- O que deu nela? - Tô entendendo nada dessa ação da Nina.

 

- Nada… - Suspirou a Kath – Assunto antigo nosso, só isso, pequena. - Ela sorriu e empurrou a Louise da mesa, que caiu de bunda no chão.

 

Gostei do apelido, pequena… Sorri para mim mesma e… LUNARI DO CÉU, A LOUISE LEVANTOU COM SANGUE NOS OLHOS.

 

- Corra, Kathrina, corra por sua vida. - Ela disse, e a Kathrina já estava de pé, correndo para a porta, e a Louise foi atrás. E a gêmea estava quase morrendo de tanto rir junto comigo e com a Nina.

 

- Minha irmã tem alguma doença, só pode! - Ela disse, limpando lágrimas imaginárias.

 

- Sim! - A outra disse, quase caindo no chão de tanto rir, enquanto eu estava com as mãos na barriga, que doíam de tanto rir.

 

Minutos depois, as duas voltaram, e uma professora que também parecia ser uma velha chata entrou atrás, essa escola só tem bruxas?

 

Elas se sentaram, e a Louise ainda tinha um olhar assassino no rosto, e, se olhar matasse, Kathrina não poderia nem ser reconhecida para a biópsia.

 

E, era a professora de matemática.

 

Foi uma tortura aguentar ela falando.

 

B e m a s s i m, e l a e s t a v a f a l a n d o.

 

Foi uma tortura aguentar equações, frações e tudo mais, com aquela voz lenta, e calma, que dá sono.

 

Ela tem aquela voz do tipo que a pessoa abre a boca, tu já tá com sono. Ela diz um “a”, você já tá jogado no chão, no décimo quinto sono.

 

Foi uma tortura aguentar aquela mulher.

 

Ela deu bronca em, pelo menos, umas seis garotas da sala.

 

FOI PIOR DO QUE A DE HISTÓRIA.

 

E, finalmente!, a aula dela acabou e o sinal para o lanche tocou.

 

Sabe boiada? Foi tipo isso.

 

Acho que todo mundo pensou que a sala ficaria empesteada do pior dos venenos, e que se não saíssem em dois minutos, todo mundo iria morrer.

 

E eu, na maior calma do mundo, sai por último da sala, e, por sorte, as meninas ficaram me esperando do lado de fora.

 

Gente, que amor.

 

Nós acabamos falando mal das professoras até chegarmos no refeitório, onde pegamos uma mesa bem no fundão, e depois fomos pegar nossos pratos. E, devo admitir, a comida até era boa.

 

- Então, Ariss, conta mais sobre você pra gente… E os seus pais? - Perguntou a Nina, apoiando os braços na mesa.

 

- Minha mãe morreu e o meu pai… Espero que esteja morto também. - Eu disse, comendo uma garfada na salada que estava no meu prato.

 

- Nossa… - A Kathe, que estava do meu lado, ficou perplexa na hora e até parou de comer – Bem… Meus pêsames… - Ela disse, meio abalada e voltou a comer.

 

- Nah, tudo bem. - Eu nem liguei e voltei a comer.

 

O clima acabou ficando meio estranho, mas logo ficou divertido de novo, graças à Kathe, que começou a fazer muita merda com a comida, e animou nós todas. A gente quase morreu quando a Kath se juntou à irmã e começou a fazer merda também.

 

A Louise começou a rir que nem uma hiena, e caiu no chão de tanto rir, e eu estava quase na mesma situação, então, a voz da diretora soou nas escola, pelos alto-falantes.

 

- Boa tarde, alunas. Bem, como sabem, o aniversário de trezentos anos das nossas queridas escolas está chegando, e, para parabenizar essa conquista, o prefeito irá organizar um baile com nossas duas escolas em duas semanas, e todas vocês estarão convidadas. - Ela disse e por fim, o silêncio reinou por uns dois segundos, até o falatório voltar a acontecer.

 

- Duas escolas? - Gente, como assim?

 

- Essa aqui é apenas para meninas, e tem uma outra que é só para meninos. - Nina me explicou e eu tombei a cabeça para o lado, até entender.

 

- Ahhh, entendi! - Eu disse, sorrindo.

 

Então, continuamos a jogar conversa fora, até que o sinal soou e nós voltamos para a sala de aula.

 

O resto do dia de aula foi normal, mas no caminho para o dormitório, a Kath falou algo que me perturbou um pouco…

 

- Sobre a Song Yeon-Jin, ela não morreu.

 

- Como sabe?

 

- Eu só sei, pequena. - Isso me perturbou um pouco… Como ela sabia disso?

 

- Beeem… - A Nina começou – Que tal fazermos uma festa do pijama, pra comemorar a entrada da nossa novata fofa, Ariss? - Ela disse, me abraçando por trás, toda feliz.

 

A felicidade dessa menina me assusta.

 

- Por mim, tudo bem. - A Louise disse, mexendo no celular.

 

- Claro, por que não? Vou poder encher o cabelo dela de pasta de dente – Kathe disse, fazendo um coração com as mãos para mim.

 

E essa menina me assusta muito.

 

- Vai ser divertido, certo, pequena? - A Kath disse, sorrindo para mim.

 

Kathrina Von Del Guard, eu tenho um problema chamado… Me apaixono facilmente, conhece? Mais uns cinquenta “pequena”, e eu já tô fazendo macumba pra gente se pegar.

 

- Sim, vai ser. - Eu sorri para elas, e desfiz o abraço da Nina, que ficou meio magoada, mas depois eu a abracei de lado, e ela abriu um sorriso enorme, que é muito bonito… Ai, Lunari, assim não dá, viu?

 

Bem, é sexta-feira, então… Que se foda! Vamos dormir só quando o sol raiar, então!

 

Eu sorri abertamente e voltei a caminhar com as minhas amigas.

 


Notas Finais


E é só
Até o próximo capítulo
Titia So ama vocês <3


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