História Uma nova Sakura - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Ação, Gaara Apaixonado, Innermonstro, Innersakura, Luta, Sakura Forte, Sakura Sombria, Uchiha
Visualizações 117
Palavras 1.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, desculpem a demora pra postar o capítulo.

De agr em diante um capítulo por semana. \õ/

Demorei nadinha nesse capítulo, mas escrevi pelo celular, então deve ter alguns errinhos. Desculpem-me desde já!

A música do início, só os versos que citei são importantes... Mas se quiserem ouvir o nome é "Passos escuros". 😋

Ah e esse capítulo foi muito bom escrever! Espero que gostem!

Boa leitura! ❤

Capítulo 9 - Metamorfose maligna.


Fanfic / Fanfiction Uma nova Sakura - Capítulo 9 - Metamorfose maligna.



[•••] Minhas verdades ninguém vai mudar

Nem apagar o que foi feito aqui

Hoje eu sou o que restou da dor

Da minha dor

Não posso me esconder [•••]



Sakura On.



Já estava cansada de permanecer enfurnada naquele quarto de hospital. Sabia exatamente que aquela situação não era necessária, afinal sou a médica chefe deste hospital e sei bem como cuidar de mim mesma.

Levantei-me da cama com tédio e me encarei no largo espelho que Ino trouxe, só para que cuidasse da minha aparência. Como se fosse perder tempo com isso.

Encarei meu selo e suspirei. Ficava desapontada só de me lembrar que perdi o controle e deixei-o se romper, a Inner poderia ter dezimado vilas inteiras e matado muito mais pessoas além do Sasuke.

Ele não havia vindo me visitar durante esses quinze dias que estou de repouso e apesar de não estar desapontada com isso, considerava muito estranho.

Ninguém fala sobre ele, nem conta-me como a Ino foi resgatada sem a minha ajuda. Todos parecem me esconder algo.

A cinco dias pedi a Tsunade que não permitisse visitas de Gaara. Sei o quanto considero sua amizade e não quero que esse sentimento platônico dele por mim, mude as coisas entre nós, então por enquanto, tirei um tempo pra pensar a respeito.

Eram tortuosos os dias entediantes naquele quarto sem graça. Nunca apreciei cores vivas, mas agora carecia de encarar algo que não tivesse uma cor desbotada, como naquele pequeno quadrado em que me encontrava.

Cansada da monotonia habitual do meu novo cotidiano optei por me vestir e comecei a dar umas voltas no hospital, era imprescindível pra mim conseguir minha alta.

Cheguei a ala de descanso dos funcionários e encontrei Karin. Ela estava alojada de uma maneira inusitada, tinha a parte superior do corpo deitada no sofá de descanso, sua cabeça estava fora do assento, fazendo que ela encarasse a parede branca a sua frente e suas pernas estavam apoiadas no lugar onde deveria permanecer suas costas.

— O sangue vai lhe subi a cabeça! - Alertei-a.

Karin me encarou surpresa. Desengonçada ela tentou ser ágil e sentar-se normalmente, mas acabou quase caindo e me roubando um riso oculto no canto da boca.

— Sensei..., - Ela parecia procurar palavras para se dirigir à mim.

— A Haruno não deveria estar descansando? - Olhou-me estreitando os olhos.

— Bom... É aí que a senhorita Uzumaki se encaixa! - Comuniquei, assim que minha mente alertou-me como num estalo, que em todo o hospital ela seria a única à honrar-me e falar apenas verdades.

— Hãn!? - Ela perguntou sem fazer ideia do que estava falando.

— Primeiro você vai assinar um atestado de alta pra mim e depois vai me contar cada detalhe que se passou enquanto estava em coma. Certo?

Karin parecia temer que eu estivesse a par da verdade. Mas levantou-se, abriu seu armário e tirou um classificador. Sentou-se na cadeira e apoiou a folha de ofício na mesa - lugar em que as pessoas desfrutavam de um bom café -, logo depois preencheu as lacunas e me entregou o documento, que se tratava do meu atestado de alta.

— Sakura, eu... - Ela não conseguia prosseguir com o assunto.

— Seja o que for... - A interrompi. — Minha Inner continuará aprisionada, esteja tranquila quanto a isso!

Ela suspirou.

— Não se trata apenas disso, Haruno. - Ela disse sôfrega. — Eu a invejo tanto!

Apesar de não contorcer minha face em uma careta, as palavras de Karin não fizeram sentido algum e estava de fato surpresa.

— Eu me apaixonei por ele... E juro que achei que o sentimento tinha morrido. - Ela parecia estar se esforçando pra segurar um choro eminente e eu agradecia mentalmente, porque não era boa com essas coisas, não sabia como agir nessas situações.

Isso chegava a ser cômico, já que a antiga Sakura era perita nessas coisas sentimentais.

— Mas quando ele apareceu aqui e me comprimentou, naquele dia em que vocês estavam treinando, ali naquele momento, tudo voltou. - Só agora eu entendia que ela se referia a Sasuke.

— Não me inveje! - Disse claramente para prender a atenção de Karin. Queria que ela entendesse que era comparável a um pecado invejar alguém como eu. — Não há motivo! Ele nunca amou ninguém como ama a si próprio.

Iria completar contando que não restava nada em mim, além de dor e frieza, mas Karin me interrompeu com um movimento brusco pondo o dedo indicador em seus lábios.

— Ele ama você, Sakura! - Ela bufou como uma criança fazendo birra. Aquela frase era tão improvável que ri, em alto e bom som. Ela parecia perplexa me encarando ri e aquilo só piorou as coisas, pois eu ri ainda mais.

Nada era ouvido no ambiente, além da minha risada desesperada. Agora tentando controlar o riso eu tossia e me segurava o máximo que podia, levando em conta que sentia meu corpo tremer para cessar os espasmos do riso.

— Acho que nunca tinha te visto sorrir... - Ela ponderou em voz alta. Karin era completamente desvanecida de qualquer razão, como ela pode afirmar que alguém como Sasuke me ama?

— Mas Sakura... É sério!

— Não seja baka, Karin! - Cortei-a.

— Você quer saber, ou não, o que houve enquanto vc dormia? - Agora tinha realmente acertado a maneira certa de me fazer escutar-lhe. Permaneci observando-a, aguardando que continuasse.

— Como você acha que a Ino foi libertada!? - Ela parecia indignada com o tempo que demorei pensando sobre o assunto, afinal aquilo era uma incógnita. Por isso prosseguiu. — Sasuke entregou-se! Ele pediu para trocar de lugar com ela, o que demonstra que ele não ama apenas a si próprio. Não é mesmo?


(...)


Entrei na sala de Tsunade, sem ao menos pedir permissão. Shizune tentou me impedir, mas fui mais rápida e escancarei a porta de sua sala. Tsunade me encarou confusa com a situação e maneira pela qual adentrei o recinto.

— O que houve Sakura? - Ela indagou preocupada, como se houvesse algo de errado comigo.

— Acho que essa é a pergunta que eu deveria de fazer. Não é mesmo, Tsunade?

— Onde está a carta que Sasuke me deixou? - Fui logo ao assunto, já que sua expressão de desentendimento estava me deixando irritada. Tsunade esbugalhou suas orbes e me fitou assustada, como uma criança pega no flagra.

— Como...? - Ela indagou ainda tomada por aquele sentimento de confusão total.

— Apresse-se! - Mandei ácida, saber que ela traiu a minha confiança, ao confiscar um objeto do meu patrimônio, não deixo-me nada feliz.

Caminhou parecendo chateada com a situação, nós nunca havíamos nos desentendido. E apesar de estar furiosa, tinha consciência de que ela deveria ter suas razões.

Tsunade abriu uma gaveta e começou a remexer no que parecia ser um fundo falso.

— Quero que entenda Sakura, se você for embora será uma ninja desertora e eu não poderei mais te proteger! - Ela disse estendendo o envelope em minha direção. Encarei-a sem paciência alguma, estava cansada de suas manias de proteção, como se eu não pudesse me defender.

Tomei-lhe das mãos a carta que me pertencia. E sai da sua sala, sem despedidas, estava cansada da maneira sufocante que Tsunade levava a diante as decisões sobre o futuro dos outros.

Sai do hospital e um vento frio tocou minha pele. Foi como um abraço de toda a escuridão que tinha comigo, como um amparo de minha frieza e dor interior.

Estava uma noite fria, mas tudo parecia tranquilo. Exceto pelo caos que habitava em mim. Nos últimos anos sempre fui tão firme de minhas opiniões e agora estava tão atônita.

Caminhei até minha casa sentindo o silêncio trazer à mim indagações incertas sobre a minha vida.

Afinal, eu era não mais que um grande vazio, impedido pela dor, de fazer qualquer coisa que necessitasse sentir. Era um robô. Era comparável a Sasuke. Na verdade, ele havia se tornado muito mais humano que eu, levando em conta suas últimas ações.

Agora eu o entendia. A dor pode transformar. No caso dele tornou-se ódio, já no meu tornou-se apatia. A dor era uma verdadeira metamorfose maligna.

O fato de respirar não faz de ninguém realmente vivo. E era assim que agia, como se minha vida fosse apenas uma respiração, eu fazia tudo roboticamente, mas não sentia coisa alguma.


Notas Finais


Desculpem o capítulo pequeno... Semana que vem tem mais!
Comentem!
Beijos! ❤


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