História Uma nova vida - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Tags Supernatural Romance
Exibições 23
Palavras 1.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 48 - Revelação surpresa


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida - Capítulo 48 - Revelação surpresa

Na manchete dizia: “Ex-assassina de aluguel Katherine Prior foge da delegacia e está desaparecida”. Caí sentada no sofá, enquanto o Castiel só observava minha reação, extremamente chateado.

- Isso... É verdade – isso era uma afirmação. Ele nem chegou a perguntar. – Como pôde não contar isso? Para o Dean e o Sam eu até entendo, mas para mim? – Ele se sentia injustiçado. – Como você pôde fazer isso, depois de tudo que passou?

Eu só olhava para a manchete de jornal, sem olhar para ele, nem de canto do olho. Eu não conseguia.

- Kath... – ele balançou a cabeça em forma de negação.

- Eu não tinha outra escolha, ok? – eu joguei o jornal em cima do sofá e gritei. – Era isso ou minha família ia diminuir ainda mais! Não tinha mais jeito! Eu não queria fazer isso, eu tentei achar outro jeito!

Não consegui e nem quis mais controlar as lágrimas, apenas comecei a chorar. Ele ficou um tempo me observando e depois veio me confortar. Abraçou-me e não tive forças para empurrá-lo para longe.

- Quer falar do que aconteceu? – ele perguntou, bem mais calmo do que antes.

- Você... – eu falei, soluçando. – Simplesmente saiu me acusando! Sem nem me deixar explicar!

- Desculpe-me, mas é meio chocante saber que sua melhor amiga foi assassina de aluguel. – Eu me afastei dele e me sentei no sofá. Respirei fundo e comecei a contar:

- Depois do enterro... Fui morar com minha tia, passei pelo luto lá, a fiz sofrer um monte para cuidar de mim. Aí eu saí de lá, fui estudar longe de casa e virei policial. Mas nessa época eu era mais detetive que policial – Eu falei pausadamente, evitando soluçar, mas era difícil. – Um dia eu recebi uma ligação dela. Atendi, e não ouvi a voz dela. Ouvi uma voz estranha, masculina, que dizia ter sequestrado ela. – O nervosismo começou a voltar, e ele segurou minha mão. – Eu não acreditei na hora, só quando ouvi os gritos dela e barulho de disparo de arma. Comecei a implorar para soltarem ela, ofereci meu carro de resgate, ofereci-me de resgate, só não ofereci casa porque eu não tinha mais casa. – Ele já estava me olhando comovido. – Não quis, apenas pediu três milhões de dólares para eu entregar em um prazo de um mês. E desligou na minha cara.

“Nessa época eu ainda não conhecia a Nikki e não tinha a quem recorrer, então fui falar com o detetive. Ele não quis dar o dinheiro, mas me deu outra opção. Disse que eu podia conseguir esse valor em menos de um mês. Aceitei na hora. Quando eu soube dos detalhes, eu quis sair daquilo ali, quis fugir, quis ir resolver aquilo eu mesma. Mas me lembrei dela, do funeral, e percebi que era muito mais seguro dar o dinheiro do que tentar ir resolver sozinha. Fiz o que me pediram com toda a dedicação do mundo, procurei, rastreei, interroguei... Vigiei. O mês em que eu dormi acho que... Uma semana, se muito. Mas eu não cansava. Quando consegui o dinheiro, na verdade consegui mais em menos de um mês, fui e a resgatei.

Daí, afastei-me da polícia, virei uma detetive distante, quase sem laços na delegacia, fugi e me escondi. Até que achei vocês”.

Ele ficou me olhando e disse:

- Desculpe-me. Eu não sabia que a situação era tão séria assim.

- Mas era. Depois disso, nunca mais a deixei sozinha, e depois que ela se casou que eu tomei liberdade de ir viver minha vida. Antes, não.

- Kath, tem vários desse na cidade. Temos que fazer alguma coisa. – Ele disse.

Pensei um pouco e conclui que apenas duas pessoas poderiam ter mandado aquilo para a imprensa: a Nikki ou o detetive. Precisávamos calar os dois.

- Consegue sumir com todos esses jornais? – perguntei. – Estou arquitetando um plano.

- Quem você acha que foi?

- A Nikki tem mais chances de ser do que o detetive, mas desconfie dos dois. A Nikki quer se vingar, mas o detetive quer saber de algo muito importante.

- Você sabe o que ele queria saber? – ele se espantou.

- Não. Mas tenho certeza que foi no mesmo ano que isso aconteceu.

A expressão do Castiel não foi das mais agradáveis.

- Certo. De madrugada eu sumo com todos esses, enquanto isso vá pensando em como vamos convencer os dois a ficarem quietos.

Eu não gostei da palavra convencer, até porque não seria tão fácil assim, mas não falei mais nada.

- Isso não foi... Publicado no país inteiro, foi? – era meu maior medo que o Dean e o Sam vissem aquilo mesmo. Se vissem, tudo estaria perdido. – Não pode sumir com isso de madrugada. Tem que sumir agora.

- Ah, claro. Vou simplesmente chegar lá e desparecer com todos, assim pra todo mundo ver?! – ele não parecia feliz com a ideia.

- As pessoas vão comprar isso... – eu revirei os olhos. – E o pior é que nisso você está certo. – De repente, uma ideia surgiu. – Isso só vai parecer mentira se o detetive fizer uma declaração, e pra fazer isso acontecer, temos que conversar com ele, gentilmente.

Conversar com ele gentilmente era a última coisa que eu queria fazer, mas eu não queria fazer outra transformação relâmpago. E muito menos sair perdida pelo mundo afora.

- Certo. Descubra onde a Nikki está e o que está fazendo, mas antes vamos descobrir onde está o detetive e arrumar um jeito de eu me comunicar com ele. Sem aparecer.

- Que tal carta?

- Pode dar certo. Mas tenho que ser bem específica para ele acreditar em mim. Depois eu o encontro pessoalmente.

- Sozinha? – Acho que ele preferia fazer uma sugestão menos arriscada.

- Não. Você vai estar lá, invisível, cuidando da sua melhor amiga.

Ele não discordou dessa parte, ao menos. Peguei um pedaço de papel, que eu ia manter guardado a sete chaves, e comecei a listar tudo o que havia acontecido naquele fatídico ano.

Após dar uma olhada rápida na primeira parte da lista mais longa que eu fiz na minha vida, ele colocou a mão em meu ombro e disse:

- Sinto muito.

- Já passou. E o que não superei... Um dia eu supero. Tenho uma vida inteira pela frente, não é?

- Tomara.

Depois de um segundo café da manhã e a solidão dos meus pensamentos, embora eu soubesse que o Castiel estava lá, essa lista saiu completa, com uma caligrafia não tão boa assim.

Item 1. Acabei os estudos na academia de polícia.

Item 2. Tornei-me policial – de cena do crime.

Item 3. Virei detetive, mas ainda era policial.

Item 4. Aconteceu o sequestro.

Item 5. Funções modificadas – só de lembrar já me assustava.

Item 6. Apenas detetive e sumida no mundo, sem laços com a polícia.

Mas, peculiarmente, me veio uma lembrança muito interessante, que aconteceu logo após o item 2...

Continua...



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