História Uma nova vida - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes, Romance, Vida Escolar
Exibições 12
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olaaaa, espero que goste do cap...

Capítulo 26 - Revelações


Uma semana se passou desde o dia em que eu fui para o apartamento de Sam. Desde aquele dia, passamos a nos encontrar sempre, tanto para assistir filmes ou sair para algum lugar quanto para outras coisas...

Estávamos agora no refeitório da escola, observando uma cena que já era rotineira: Raquel estava entrando no refeitório, enquanto quase todos os meninos da escola a comiam com os olhos. Sam desvia olhar da garota, assim que ela passa a conversar com alguns garotos em uma mesa.
- Não precisa parar de olhar pra ela só porque eu estou aqui. - digo, terminando de comer meu sanduíche - Ela é realmente muito bonita.

O maior olha para mim e arqueia a sobrancelha, começando a rir, logo depois.
- É isso mesmo que estou ouvindo? Liv Baker com ciúmes? - ele diz, gargalhando. - Se eu contasse ninguém acreditaria.
- Não tem graça. E eu não to com ciúmes.

 Percebo que Raquel deixa a mesa dos garotos e começa a se aproximar da nossa.
- Que ótimo - digo, desviando o olhar da garota.

Ela apoia as mãos na mesa e fica em uma posição onde dava para ver o imenso decote que ela praticamente esfrega na cara do Sam. Reviro os olhos e ela aumenta o sorriso.
- O que é ótimo? - ela diz, ainda sorrindo.
- Raquel, acho melhor você ir...- diz Sam.
- Ah, por que está falando assim comigo, priminho? Você não me trata assim quando estamos a sós - ela diz, colocando a mão por cima da dele.

Ele retira a mão na mesma hora e ela senta ao seu lado. Relembro o pedido que Sam havia me feito, para tentar não me importar com o que aquela vadia anoréxica falava, mas estava impossível me controlar.
- Vou comer aqui com vocês. - ela diz, sorrindo falsamente, de um jeito que só ela sabia fazer.
- Espero que coma bem. - digo, me levantando e sendo logo puxada por Sam.
- Não me deixe aqui sozinho - ele diz, me fazendo sentar novamente.
- Você não está sozinho - digo, olhando para Raquel, que sorri como nunca e depois para ele.

Me levanto novamente e dessa vez não sou puxada. Ando nos corredores da escola atrás de Bia e escuto passos atrás de mim.
- Amor... - escuto Sam chamar, mas não viro, apenas continuo andando.

Não demorou muito para que ele me alcançasse, puxando meu braço novamente e me virando para si.
- Liv... Me escuta - ela diz, levantando meu rosto. - Está mesmo com raiva de mim por causa daquela garota?

Ele tinha razão. Eu não podia estar com raiva dele, ela é a oferecida, mas qual é? Eu não sou de ferro, não iria aguentar aquilo por muito tempo.
- Não estou com raiva de você. - respondo, seca.
- Não é o que parece.
- O que queria que eu fizesse? Armasse um barraco ou ficasse ali olhando ela se esfregando em você?
- Eu queria que você tivesse pelo menos me chamado pra ir embora com você. - ele responde e eu baixo o olhar. - Mas eu não me importaria se você armasse um barraco por mim.

Eu nunca faria isso. Raquel pode ser a pior vadia de todas, mas ela é sua prima. Eu não podia simplesmente tratá-la como uma desconhecida e não deixaria que ele fizesse isso com ela também, afinal eles se conhecessem a muito tempo, são da mesma família. E de todo modo, eu não queria agir como aquelas namoradas grudentas e ciumentas demais, mas continuar assim estava se tornando uma missão bem difícil.
- Não importa mais - digo, olhando para Sam novamente. - Só vamos esquecer isso.
- Eu te amo - Sam diz, sorrindo e me abraçando.

Aquelas três palavras me faziam esquecer de qualquer coisa. Eu escutava elas sendo pronunciadas por Sam todos os dias e mesmo assim, toda vez que ele falava, era como se fosse a primeira.

O sinal tocou e eu fui para minha sala, eu não tinha aulas com Sam hoje, o que me deixava um pouco triste. A aula era de Língua Estrangeira, pra ser mais específica, espanhol. O Sr. Suarez pronunciava algumas palavras em espanhol enquanto apontava para outras no quadro.
- Senhorita Baker? - ele diz, com o seu sotaque espanhol.

Levanto minha cabeça rapidamente e percebo que todos estão olhando para mim, paro meu olhar em Raquel, que sorria maleficamente.
- O que está esperando? - ele diz, e eu fico confusa. - Vá logo para a biblioteca com a Senhorita Taylor.

Não prestei atenção em nenhuma palavra que o Sr. Suarez falara na aula, mas resolvi não questiona-lo e sai da sala com Raquel em direção a biblioteca.
- O que você fez? - pergunto para ela assim que chegamos.
- Eu ? - ela, inutilmente, tenta fazer uma cara de inocente - Eu não fiz nada, O Sr. Suarez disse para virmos pesquisar sobre as Regras de Eufonia e você ficou bobocando na aula. Que foi? Tava pensando em como eu vou tirar o Sam de você?

Posso ver um sorriso se formar em seus lábios grossos e cheios de batom vermelho.
- Do que você esta falando, garota? - digo, me aproximando dela, que está sentada de frente para um dos computadores da biblioteca, pesquisando por algo.
- Acha mesmo que vou deixar meu primo com uma megera sugadora de homens, como você? Você não gosta dele de verdade e ele não gosta de você, vai ser apenas uma questão de tempo, você vai ver. Nem vou precisar me esforçar muito.

Fiquei paralisada. Não podia acreditar que estava ouvindo aquilo. Quem ela achava que era pra duvidar dos meus sentimentos por Sam? Quem ela achava que era pra poder interferir na minha vida com ele?
- Quer saber... Já chega - digo, sentindo a raiva me consumir. - Eu já aguentei demais as suas criancices, Raquel.

Ela para o que estava fazendo e olha pra mim, sorrindo fraco.
- Você aguentou? Tem certeza? - ela diz virando-se pra mim.

Sua expressão estava séria e eu podia perceber que ela estava prestes a chorar.
- Você não aguentou nada, sua traidora de merda - ela diz, se levantando e ficando de frente para mim, já com lágrimas nos olhos.

Eu nunca havia visto ela assim. Raquel nunca demonstrou fraqueza na frente de ninguém e eu não esperava ser a primeira.
- Do que você está falando? - digo, confusa.
- Você nunca se perguntou o porquê da nossa amizade ter acabado tão rápido? - ela pronuncia as palavras, exalando ódio.

Já havia me perguntado isso inúmeras vezes. Podia lembrar como se isso tivesse sido ontem. Eu, Raquel e Matt. Amigos inseparáveis da sétima série. Fazíamos tudo juntos. Mas um dia, Raquel simplesmente parou de falar comigo. Fui em sua casa, esperando respostas para aquilo, mas ela bateu a porta na minha cara, dizendo " Não fale mais comigo e nem com o Matt ". Sai sem entender muita coisa.
- Você rouba tudo de mim, garota, você rouba tudo... - ela dizia, em meio a soluços.

Não sabia se aquele era mais um dos joguinhos de Raquel, mas se fosse, as emissoras de televisão estavam perdendo uma ótima atriz.
- Eu não sei do que você está falando - repito, pausadamente, esperando sua resposta.
- Estou falando do Matt, sua sonsa. - ela diz, limpando as lágrimas com as costas da mão.
- O que tem o Matt?
- Você nunca percebeu nada mesmo? Você se faz de tonta ou o quê? É mais idiota do que eu pensei.
- Da pra parar de me ofender e me explicar que porra ta acontecendo? - digo, alterando um pouco o tom da minha voz, ainda bem que não tinha muitas pessoas na biblioteca.
- Naquele dia que eu parei de falar com você, depois da aula, Matt veio até a minha casa, eu estava muito feliz e você sabe o porquê, eu te disse que gostava dele - ela diz, sorrindo fraco. - Eu estava pronta pra contar pra ele, quando ele chegou la em casa. Ele disse que gostava de alguém, eu fiquei muito feliz e falei que também gostava, mas pedi que ele falasse primeiro...
- E... ? - pergunto, ainda confusa.
- Você não entendeu ainda, idiota? Matt gostava de você, ele foi na minha casa pra dizer que estava gostando de você - Raquel disse se aproximando com ódio no olhar.

Ainda estava digerindo aquilo. Quer dizer que Raquel parou de falar comigo, porque Matt gostava de mim?
- Por que eu nunca soube disso? - pergunto.
- Achou mesmo que eu ia te contar que o garoto que eu gostava na verdade gosta de você, Liv? - ela diz, sorrindo fraco - Além do mais, eu disse pra ele que você não gostava dele.
- Por isso ele parou de falar comigo ? - digo, sentindo as coisas começarem a se esclarecer na minha mente.
- Na verdade eu disse para ele que você estava com raiva e não queria mais falar com ele. - ela disse, dando de ombros.
- Raquel... Eu nunca disse isso. - digo, boquiaberta.
- Eu sei, mas eu não podia deixar que vocês se aproximassem demais.
- Você é pior do que eu pensava.

Raquel me olha por alguns instantes e depois limpa as lágrimas que ainda restavam em sua face.
- Depois disso você começou a fazer amizade com aquela Bia e a gente nunca mais se falou. Não normalmente, pelo menos.
- E você virou essa pessoa horrível. - digo, assentindo - E quer saber... Eu nunca ficaria com o Matt, sabendo que você gostava dele, nunca... Espero que tenha valido a pena tudo o que você fez pra estragar a nossa amizade.

Me viro e saio da biblioteca, indo em direção a sala de aula. Não acreditava no que a garota havia acabado de me falar. Tinha acabado com uma amizade por causa de um garoto? Sabia que a amizade com Raquel não tinha sido das melhores e duradouras, mas não sabia que era tão fraca assim.

Me encontrava agora de frente para o espelho manchado do banheiro feminino da escola, com os pensamentos naquela época que havia sido uma das melhores e piores da minha vida. Raquel me ajudara quando perdi meus pais, juntamente com seu irmão, David, que sempre tentava me acalmar nos momentos em que eu não conseguia controlar os sentimentos vindos com a saudade dos meus pais.

Me recompus e fui em direção a sala. A aula do Sr.Suarez havia acabado e Raquel não tinha voltado, dei uma desculpa boba de que que ela teve alguns "probleminhas de mulher", o mais velho apenas assentiu e pareceu acreditar na minha palavra.

Fui ao meu armário guardar alguns livros da última aula. Senti braços enlaçando a minha cintura e um leve selar na minha bochecha, me virei, sorrindo.
- Olá, anjo - diz o castanho, sorrindo como sempre.
- Anjo? - digo, sorrindo ao ouvir meu mais novo apelido.
- É, não gostou? Posso inventar inúmeros apelidos pra você.
- Gostei sim.

Ando pelo corredor, sendo seguida pelo maior.
- Aconteceu algo? Parece preocupada ou talvez... Distraída. - diz Sam, me olhando com uma expressão séria.

Decido contar tudo para ele. Precisava mesmo desabafar com alguém e quem melhor do que Sam?
- Isso é sério? - diz o maior, ao terminar de ouvir a história.
- Sim.
- Eu sabia que aquele tal de Matt gostava de você. - diz ele, fixando seu olhar no chão - Sabia que não podia confiar nele. Ele já tentou algo com você? Por que se já tentou...
- Você só prestou atenção nessa parte? - interrompo o castanho, olhando feio para o mesmo.
- Não, eu prestei atenção em tudo que você falou meu amor. Tudinho - diz ele, sorrindo.
- E você acha justificável acabar uma amizade por causa de um garoto?
- Liv... Ela tinha doze anos, não pensava direito.
- E por que ela ainda parece tão magoada com isso?
- Talvez ela ainda goste do Matt, sei la. - ele diz, e depois faz uma expressão séria, como se tivesse desvendado o mistério - Talvez ela ainda goste do Matt, só que ela sabe que ele ainda gosta de você.
- Isso é impossível. - digo, rindo. - Matt parece me odiar. Quase não acreditei quando Raquel me falou que ele já gostou de mim.

Sam assente e fica pensando por algum tempo. Me despeço com um beijo e vou para casa, tentando processar todas as informações que eu precisava absorver em um só dia.


Notas Finais


Deixe sua opinião nos comentários, obrigada por ler :3

Ate a próxima <3


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