História Uma nova vida - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amizades, Colegial, Conflitos, Drama, Família, Festa, One Direction, Revelaçõs, Romance
Visualizações 27
Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii! Tudo bem com vocês? Espero que sim rs. Bom, o título pode parecer meio sem noção, mas o nome tem a ver com o que acontece neste capítulo. Ari está passando por um momento ruim e algo acontece para que viva um momento bom, ao mesmo tempo em que vive o ruim. Meio embolado, não? Acho melhor você me ignorar aqui em cima e começar a ler a história né? rs.

Enjoy!

Capítulo 5 - Agridoce.


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida - Capítulo 5 - Agridoce.

Semana que vem vai acontecer um campeonato de vôlei, e a escola vai estar nessa competição. Eu estava tão animada com a ideia de que eu estaria no time titular. Estava mais nervosa do que qualquer outra coisa, mas ainda assim, me encontrava animada. Eu sei, é uma confusão. E foi isso que eu ouvi de Caitlin, quando expliquei confusamente o que se passava comigo mesma, mas ainda rindo de mim por meu nervosismo, Caitlin me deu o maior apoio que nem que tivesse que fugir, ela viria pra passar uns dias comigo aqui em Cheshire e aproveitaria pra me ver jogar e ter certeza de que eu era boa mesma. Miles não poderia vim, sua vó estava se recuperando do derrame e ele estava a ajudando, então não viria.

Lembrar das coisas que havíamos conversado ontem, antes de irmos dormir, me fez abraçar mamãe mais uma vez e chorar com toda força, eu não acreditava no que ouvi sair da boca da minha mãe. Isso não podia estar acontecendo com ela, com Miles, comigo! Ela estava tão feliz ontem. O modo como ela falava estar vivendo os melhores momentos com Miles e como queria que fosse eterno, como sonhava em subir em um altar, onde ele já estivesse a sua espera. A notícia que ela me deu ontem, me fez dar a ela um mini esporro. Caitlin estava desconfiando que estava grávida, e estava realmente feliz com essa desconfiança, nervosa por ter que contar isso a sua mãe, em algum momento, mas feliz. Miles ainda não sabia, e ela contaria hoje, quando estivessem indo comprar a passagem pra vinda dela.

Eu não conseguia falar nada, eu só apertava forte minha mãe, e ela me apertava de volta, seu choro havia cessado, mas o meu não parava. Eu sentia meu coração e minha cabeça latejarem em poucos, mínimos espaços de tempo. Meus olhos ardiam e a dor que eu sentia na boca do estômago, aumentava meu choro. Miles era um irmão pra mim, e agora saber que eu nunca mais irei vê-lo, me dá vontade de girtar e colocar tudo isso que estou sentindo pra fora. Somos melhores amigos desde pequenos, Caitlin, Miles e eu. Caitlin havia chego mais tarde ao nosso grupo, quando tínhamos uns 9, 8 anos. Miles e eu era como se nossas mães fossem irmãs, infelizmente a mãe dele não resistiu ao seu parto, então tecnicamente somos irmãos de leite. Eu o amava e o amo demais, onde quer que ele estiver agora. Ele sempre será meu Miles, meu irmão, meu grande amigo.

Eu não quis jantar e subi correndo pro quarto, tranquei a porta e desejei que ninguém fosse me incomodar. Disquei o número de Caitlin, mas ao tocar pela segunda vez, a ligação foi encerrada. Eu perdi as contas de quantas vezes tentei, liguei até pra casa dela, mas ninguém me atendeu. Eu decidi tentar mais tarde, então fui tomar banho e aproveitei pra ficar de molho na banheira, deixando minhas lágrimas correrem por meu rosto. Ouvi minha mãe bater na porta, mas eu nem mesmo me mexi no meu lugar. Eu não queria ver e falar com ninguém. Eu só queria saber da Cat, eu queria poder falar com ela, ver como ela está fisicamente, já que eu sei que emocionalmente ela não está bem. O garoto que ela amava havia acabado de morrer.

Eu não fiz questão de secar o cabelo, só passei a toalha uma vez e o larguei molhado, vesti uma calcinha e uma blusa grande que batia na metade das minhas coxas. Me joguei na cama com o celular em mãos, já discando o número de Cat, e mais uma vez, minhas ligações foram encerradas. Eu não sabia mais o que fazer, eu precisava falar com alguém de lá, eu queria saber o que estava acontecendo com Cat. Mas percebi que hoje não seria possível. Me virei pro lado, com o nariz um pouco entupido, funguei, mas não obtive um bom resultado. Se eu disser que dormi essa noite, será uma puta de uma mentira. Eu não dormi, eu lembrei de todos os momentos que tive ao lado de Miles, desde os mais insignificantes e banais até os mais importantes. E então reconheci que não existe momentos insignificantes, cada momento que passamos ao lado de quem amamos, são extremamente importantes e especiais. Lembrar das suas risadas exageradas e das conversas que tivemos alguns dias atrás, onde ele zoava Cat por sua falta de paciência, a chamando de Docinho das meninas super poderosas. Eu não estava conseguindo dormir, e sempre que tenho insônia, ou vou dormir tarde, eu sinto bastante sede, então destranquei a porta do quarto, chequei se o corredor e lá em baixo estava vazio, e depois de ver que sim, eu desci.

Entrei na cozinha sem nem mesmo acender a luz, já que quando eu abrisse a geladeira eu veria o que tinha nela, já que tem luz dentro dela, como em qualquer outra. Depositei meu celular na bancada e me dirigi até a geladeira, peguei uma garrafa d’água e quando fui pegar um copo, acabei o deixando cair, causando um forte barulho e o espatifando todo. Tentei recolher os cacos acendendo o celular, mas me cortei e acabei parando de fazer o que fazia.

−Ari? – a voz de Harry se fez presente ao que a luz se acendeu. Me levantei rápido, limpando uma lágrima pela dor que senti ao cortar. −Aria, meu Deus, o que-

−Nada, eu to bem. – evitei o olhar e voltei a catar o que tinha caído. −Ai. – murmurei ao sentir o machucado latejar.

−Ari, vem aqui. – Haz me levantou me direcionando ao banquete. −Me dá sua mão. – hesitei e logo direcionei meu olhar aos cacos no chão. Haz bufou. −Depois eu limpo, agora precisamos cuidar disso aí. – apontou pra minha mão. −Não sai daqui, tudo bem? – Haz saiu antes que eu o respondesse, mas logo voltou com uma caixinha branca, eu imagino que uma caixinha de primeiros socorros.

−Harry, não é nec-

−Shh—murmurou, dando continuidade a limpar o sangue com o soro. Sua mãos eram tão macias. −Você devia ter acendido a luz. – falou baixo. Eu apenas concordei com um pequenp som.

−Ai! – reclamei quando ele colocou a gaze de modo errado e teve de tirá-la de novo. Ele sorriu fraco pra mim, em um mudo pedido de desculpas.

−Mais um pouco e você iria precisar levar pontos. – analisou pouco antes de soltar minha mão. −Você... – coçou a cabeça um pouco inquieto e incerto da minha atitude. – tá melhor? – eu passei a fitar o curativo que ele havia feito.

−Você até que faz um curativo direito. – observei, tentando mudar de assunto, Haz riu de leve, mas logo voltou a ficar quieto.

 Eu já estava bem próxima de Haz, ele era um garoto em quem você sempre quer estar perto, e estar com ele ali agora, mesmo que em silêncio, era bom. Vendo que eu não falaria nada, ele começou a catar os cacos do copo. Eu não queria falar sobre a morte de Miles ainda, mas vê-lo ali limpando a bagunça que fiz, e me ajudando a estancar o sangramento, me fez ver que ele se importa comigo de verdade. E talvez fosse bom dividir os pensamentos com alguém.

−Ele era um irmão pra mim e o que estou sentindo agora... – funguei, Haz parou de catar os cacos e se achegou pra perto de mim, ficando frente a frente. Meus olhos já começaram a se encher. −Miles era o cara que toda garota o queria por perto, mas era eu quem o tinha. – sorri convencida, limpando a primeira lágrima que rolou. Haz sorriu do modo como falei. – Meu palhaço particular, apesar de eu ter medo de palhaços. – ri, me lembrando do dia em que ele se vestiu de palhaço no Hallowen, e eu acabei quase desmaiada, dona Molly o bateu com vassoura. −Quando eu menstruei pela primeira vez, eu contei pra ele, antes da minha mãe e da Caitlin saber, eu estava apavorada achando que tinha me machucado, não que minha mãe já não tivesse falado sobre essa fase, mas eu havia me esquecido. Quem me alertou o que era foi o próprio Miles. – Harry riu, parecendo não acreditar. −É sério. A mulher que fosse esposa dele teria muita sorte em ocupar esse cargo.

−Ele realmente é um cara especial pra você, não é mesmo? – assenti já com o rosto inundado de lágrimas.

−Muito, eu o amei muito, e agora ta doendo tanto. – solucei de choro. Senti os braços de Harry me envolverem em um abraço quente e aconchegante, e isso foi como um botão pra que ativasse o choro. Pois no momento em que o senti me abraçar, sua mão acariciara devagar minhas costas, o choro desceu e eu consegui me ouvir chorar.

Eu não sei quanto tempo ficamos ali, em pé, abraçados no meio da cozinha. Eu só sabia que meu choro havia passado e agora eu podia ouvir o murmuro duma canção que ele cantava baixinho, como se me ninasse. Sorri contra seu peito. Poder ouvir seu coração, parecia estar me acalmando, o dele batia tão sereno, que fazia o meu querer copiar, ainda que estivesse machucado. Respirei fundo ao sentir seu cheiro invadir meu nariz, ao que este já estava desentupido, visto que parei de chorar a um bom tempo. Senti uma das mãos de Haz subir e afastar o cabelo do meu pescoço. Suspirei ao reparar que ele havia parado a canção e agora respirava forte, seu coração, não mais calmo, batia forte. Senti seus lábios tocarem do lado meu olho esquerdo, em um beijo sereno, um pouco demorado. Os pequenos beijos desceram um pouco mais, e logo eu já havia sido levada pelo momento e depositei um pequeno beijo em sua bochecha, quase perto da boca, Haz sorriu e eu sorri com ele.

Suas mãos desceram até minha cintura, e ele me sentou na bancada, tudo aconteceu o mais naturalmente possível, como se não existisse mais nada além de nós dois ali naquela cozinha. Respirei fundo ao sentir suas mãos posicionadas uma em cada coxa, mas ele não as demorou ali. Ao que se aproximou de mim, ele depositou uma mão em minha cintura e a outra na minha nuca, fazendo um carinho leve e gostoso, que me fez fechar os olhos, pra logo depois sentir um pequeno beijo molhado, no canto da minha boca. Levei minhas mãos a sua nuca, ao que senti seus lábios tocando os meus em um carinho gostoso, antes que ele unisse de vez nossas bocas, em um incrível beijo.

Eu já não estava mais no mundo real, na cozinha da minha nova casa em Cheshire, passando por um momento de dor, ao qual perdi Miles. Eu me sentia em órbita, ao sentir a língua de Harry acariciando minha boca de uma forma incrível e precisa, enquanto suas mãos subiam até quase aonde a blusa batia, descia até o joelho, subia até aonde a blusa batia, ia até o joelho, e apertava, subia, descia, apertava. Puxei a camisa de Harry, como se precisasse de seu corpo inteiro encostando em mim. Minhas pernas o envolvia e eu já estava me sentindo quente. Eu cogitei o momento em que ele invadiria minha blusa e faria um carinho gostoso em minha barriga.

−Não. – estava tão bom, senti-lo parar agora, quase me fez gritar. Haz se afastou de mim e se virou de costas. −Haz?—desci da bancada.

−Desculpa, eu – respirou fundo, já de frente pra mim, me encarando sério. – eu não sei o que me deu, não devia ter feito isso.

−Não, Haz, isso foi ..

−Errado, eu sei. – assentiu freneticamente. −Eu – apontou pra saída da cozinha e coçou a cabeça. Eu apenas assenti, entendendo o que ele queria dizer.

Vi ele sair pela porta da cozinha que dava pro quintal e e então desaparecer por lá, respirei fundo, sentindo a realidade tomar conta de mim, por completo. Eu havia acabado de ser beijada por Haz intensamente e então ele parou tudo e disse na minha cara que foi um erro, e que não sabe o que deu nele. Ri de mim mesma. Harry nunca olharia pra mim. Senti uma onda de tristeza me invadir novamente ao que me recordei de Miles, e como seria ter que encarar minha mãe logo mais. Subi correndo, esquecendo até mesmo de apagar a luz. Eu vi o dia amanhecer, deitada em minha cama. Minha mãe bateu a minha porta, antes do despertador tocar.

−Ari—estava prestes a bater na porta novamente, quando apareci em sua frente, a assustando de leve. −Oh meu Deus, filha, que susto. – comentou com a mão no peito.

−Desculpa, é que eu. – me interrompi. −Mãe, eu posso ficar em cas-

−Querida, não vim te chamar pra ir pra escola, vim avisar que embarcamos daqui a 5 horas, vim te chamar pra tomar café, e arrumar sua mochila com algumas roupas, nós vamos pra Chicago. – a encarei surpresa, e a abracei. −Eu sei o quanto Miles é importante pra você, e acredite, aquele moleque era importante pra mim também, afinal, eu o amamentei, não foi ? – sorriu nostálgica. −Acho que merecemos se despedir da parte dele que se foi, já que a pessoa que ele foi, ficará sempre em nossos corações. – mamãe falou quando nos soltamos. Meus olhos se encheram de lágrimas e ela acabou me abraçando de novo.  


Notas Finais


Bom, por hoje é só. E aí o que acharam sobre o capítulo? Podem falar, não tenham vergonha e não se sintam pressionadas. Bom, espero que tenham gostado. Beijoooss! Até o próximo.


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