História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 100


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 59
Palavras 1.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 100 - Uma vida normal... mas nem tanto


Confesso que foi um começo de semestre bastante fortuito. Nossos novos colegas logo se enturmaram e se adaptaram às nossas loucuras e eu enfim recebi o pacote que o Ken havia me deixado.

Eu o abri relutantemente e descobri um ursinho meio surrado, mas com um cheirinho tão familiar que me deu vontade de abraça-lo com força. E foi o que eu fiz. Era o cheirinho do Ken. Será que ele tinha ideia que eu sentiria seu cheiro? Espero que ele nunca saiba da minha reação, pensei sorrindo. Aquele ursinho ficaria na minha cama e seria meu companheiro de sono de agora em diante. Já não dava mais para dormir abraçada com Lefin, pois ele teimava em ficar só em sua forma humana e, portanto, não pegava bem para mim.

Apesar do caso da Nina e dos outros desaparecidos nunca ter sido realmente solucionado a Guilda achou por bem levantar o cerco já que nada mais se manifestara e revogar o toque de recolher, alegando que os responsáveis eram alguma quadrilha de traficantes de órgãos. Não que isso fosse menos preocupante, mas pelo menos os Federais tiveram algo com o que se preocupar.

Nosso Patriarca nos disse que enquanto não houvesse nenhuma outra manifestação nada poderia ser feito, já que nenhum de nós sabia como atravessar fisicamente para o outro lado. Aos poucos as pessoas foram perdendo o medo de sair de suas casas e mais uma vez Sleepy Rose desabrochava como a cidade colorida que era. 

Meu pai um dia me confidenciara que achava tudo muito suspeito, mas iria vigiar. Aquilo me deixou mais aliviada, pois por um momento pensei que assim como os outros, ele também estava convencido de que a ameaça tinha acabado e que tinha o dedo de Gaia nisso.

Enfim, eu pude voltar ao meu treinamento com meu pai e nossos Familiares ao nascer do sol para ajudar com o dalek de Deran e me dedicar ao clube de jardinagem.

Vez ou outra eu cruzava com um etéreo de nosso mundo e, agora que eu sabia usar os olhos místicos era fácil identifica-los entre os humanos. Era impressionante como há tantas coisas entre nós que muitas vezes nem temos conhecimento. Até Lysandre ficava diferente quando eu o via com meus olhos de pupilas verticais, parecia mais brilhante, mais divino. Acho que era isso que Dake se referia quando dizia que meu amigo era estranho, mas Dake não dominava essa habilidade tão bem quanto eu, então não sabia o que era ver um elfo de luz de verdade.

Enfim, por um tempo eu pude experimentar a vida de uma adolescente normal e isso era bastante reconfortante. Tanto que fiz as pazes com Castiel e voltei para a banda como membro honorário. Eu sabia que tudo estava sendo perfeito demais, mas eu queria muito continuar pensando que era para sempre. Principalmente por que o fim do ano estava chegando e a escola estava em polvorosa.

-Ora, não seja estraga-prazeres! Todos os anos nós fazemos Sonata Natalina e é simplesmente incrível. Então não me venha com esse papo de que não sabe o que vai usar. –reclamava a Rosa enquanto vasculhava meu armário. –Sinceramente, onde eu estava com a cabeça quando te deixei me convencer a te deixar fazer compras sozinha?

-Na verdade, eu realmente queria ficar em casa e estudar para as provas finais. –falei já sem jeito enquanto era observada por Lefin que estava em sua forma de caracal na janela.

-Mas você pode esquecer dessas malditas provas finais por um mísero instante? –falou o Alexy em suas roupas coloridas e seu headphone cor-de-rosa que há horas estava sentado na minha escrivaninha observando os ataques de pânico da Rosa.

-Obrigada Alexy! Pelo menos alguém me entende. –falou a Rosa como se ele tivesse dito alguma verdade que eu teimava em aceitar.

-Depois a gente se reúne em grupo e estuda. –ele falou por fim enquanto vistoriava meu caderno de poemas.

O Alexy apegou-se à Rosa com imensa facilidade desde que ele e o irmão se mudaram para a cidade. Era incrível como eles formavam uma dupla e tanto e já se sabe quem era o alvo principal. Se não bastasse a Rosa com suas ideias de estilista ainda tinha o Alexy para inflar o ego dela. Não só dela como de todas as outras meninas que morriam de amores por ele.

Por outro lado, o Armin gêmeo dele, era o extremo oposto. Apesar de ser um garoto inteligente, tinha um problema sério de socialização e de concentração, por esse motivo o Nathaniel sugeriu que eu me tornasse sua monitora e ele acabou sendo meu parceiro em quase todas as matérias, exceto informática já que no laboratório era o primeiro da sala e nem parecia lembrar de mim. Às vezes eu precisava confiscar aquele PSP dele para que prestasse atenção às minhas explicações, ou para que não fosse flagrado por algum professor e acabasse em detenção. Pobre Armin! Ele era tão desajeitado quanto o Ken.

-Eu desisto! Precisamos comprar algo “vestível” para você. Não pode aparecer no baile da escola com estes farrapos. –reclamava a Rosa pegando uma saia pela ponta dos dedos e arrancando-me de meus devaneios.

-Caso tenha esquecido foi você quem me deu esse “farrapo”. –brinquei ao lembrar da primeira vez que saí com ela para fazer compras e ela fez o favor de me expor vestida naquela saia para o Ken.

-Que seja, mas isso foi há séculos. –ela continuava remexendo nas minhas gavetas. –Por que você não larga esse ursinho fedido e vem aqui me ajudar a encaixotar essas roupas? Tenho certeza de que elas seriam bem aproveitadas em algum abrigo. Exceto estas calcinhas! Bryhanny!

Eu pulei da cama e fechei a minha gaveta de calcinhas.

-Caramba Rosa! Você não perde a oportunidade, hein? Sempre que tem um garoto no meu quarto você fica mostrando minhas calcinhas. –falei zangada.

-Se você tivesse calcinhas bonitas não teria do que se envergonhar. –ela rebateu como se não ligasse para as minhas reclamações.

O Alexy gargalhava o que me deixava ainda mais desconcertada.

-Bryhanny, querida! Não quero ser grosseiro, mas preciso da sua ajuda. –meu pai falou um pouco sem graça da porta do meu quarto.

Eu o encarei e percebi que estava um pouco pálido.

-Tudo bem com você? –perguntei preocupada.

Ele assentiu e saiu em direção ao quarto.

-Amigos, vocês se importam? Como viram meu pai não parece muito bem e talvez eu precise levá-lo para o hospital.

O Alexy insistiu que talvez eu fosse precisar de ajuda, mas a Rosa entendeu que não havia nada que ambos pudessem fazer ali e puxou o Alexy pela mão até a porta da rua.

-Não esqueça de me deixar informada de qualquer coisa, ok? –ela falou segurando-me pelos ombros.

Eu assenti e me certifiquei que ambos já estavam a uma certa distância antes de correr de volta para o quarto do meu pai onde o encontrei contorcendo-se em dores.

-Filha, corra até o sótão e pegue a mistura que eu deixei em cima da bancada. –ele falou entre dentes.

-O que está acontecendo?

-Não sei. Comecei a sentir e já não aguento mais.

De repente, algo em minha memória se acendeu.

-Pai, onde está o Deran?

Ele arregalou os olhos e eu gritei para o Lefin.

-Encontre o Deran! É urgente! –falei enquanto corria até o sótão em busca de alguma poção que deixasse meu pai desacordado até que tudo estivesse resolvido.

 


Notas Finais


100º capítulo finalmente e cá estamos chegando ao final do primeiro ano da Bryhanny. Agradeço às 104 pessoas 100% kawaii que se juntaram a mim nesta jornada e que de diversas formas me inspiram a continuar. Amo muito todos vocês.


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