História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 102


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 46
Palavras 1.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 102 - Apenas uma mordida


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 102 - Apenas uma mordida

-Como eu cheguei até aqui? –perguntei tentando não transparecer o medo que sentia.

-O importante é que você, minha preferida está aqui. Gostou da minha trégua? –ele falava agora bem junto ao meu ouvido e seu hálito me inebriava até quase a inconsciência.

-Trégua? –falei fracamente.

-Tudo acontece ou deixa de acontecer pela minha vontade. Agora eu só queria saber quando poderemos ficar definitivamente juntos. –ele mudou de assunto enquanto me olhava com lascívia como se estivesse com fome, de mim.

As correntes se apertavam ao redor de meus pulsos cada vez que eu me movimentava.

-Vou me certificar de deixar um lanchinho para quando você chegar de verdade. Que tal a loirinha? Ela não parou de chorar desde que chegou. Confesso que sua alma suculenta e adocicada é uma tentação.

-O que você quer dizer com lanchinho? –falei temerosa. –Por que os está mantendo aqui? Por que os trouxe para cá?

-Do que você acha que os etéreos se alimentam neste mundo? Do que você se alimenta? –perguntou, seu sorriso escarnecedor transformando-se em algo como curioso.

-Mas você é um elfo de luz! Não devia precisar de almas. –falei em pânico ao imaginar os tormentos que todas aquelas pessoas estavam passando ali.

-Eu não precisava até ser enganado por Gaia, aquela maldita! –ele esbravejou afastando-se de mim. –Amor, você não sabe o que é ter essa fome te dilacerando continuamente enquanto você come todos os seus irmãos e irmãs sem que isso te sacie.

Eu sei que devia sentir nojo daquela criatura desafortunada, mas eu só conseguia sentir pena, por um motivo que eu desconhecia.

-Depois de tanto lutar contra a escuridão neste mundo esquecido por Élan, Gaia me disse que talvez se eu absorvesse a escuridão para dentro de mim, minha luz a dissipasse e aos poucos este mundo estaria limpo. Mas era mentira! –ele gritava ensandecido.

Por favor, Lefin me acorde!, eu suplicava em pensamentos. Mas eu não conseguia acordar, embora sentisse uma fraca conexão com meu Familiar enquanto Gael continuava gritando impropérios contra Gaia.

-Mas você vai ser muito útil quando eu tomar aquele mundo asqueroso que ela protege com tanto zelo. –seus gritos aos poucos transformaram-se em uma risada gutural ainda mais assustadora. –Você me ajudará a conquistar tudo e transformar a criação de Élan em caos e destruição.

Eu forçava meus pulsos tentando me libertar daquelas algemas até que Gael aproximou-se de mim e segurou meu queixo com força:

-Quanto tempo você ainda me fará esperar? Por que não atravessa logo aquela parede e se junta a mim? Você sabe que pode fazer isso, e eu te ajudarei, porque se não voltar, eu temo que terei de pegar mais alguns mortais para dar de comer aos meus amigos.

Meu queixo doía e eu tentava me libertar, mas ele era mais forte do que eu.

-Você é tão perfeita! –ele falou mais calmamente enquanto analisava meu rosto cuidadosamente. –Seu rosto é milimetricamente simétrico, seu cheiro inebriante e seus olhos... Sim! Eu fiz um trabalho impecável na época ainda que aquela inútil da Astra tenha te tirado de mim. Mas isso é só uma questão de tempo, não é Bryhanny?

Eu precisava acordar daquele pesadelo pois suas mãos estavam demasiadamente próximas e invasivas demais. E foi justamente sua mão no meu pescoço que fez com que de alguma forma despertasse uma dor selvagem em mim. E eu vi seus olhos se arregalarem quando sangue tingiu seus dedos. Meu sangue.

Eu fui arrancada daquele lugar por aquela dor tão bem-vinda para me perceber deitada de costas no colchão inflável com alguém montado em cima de mim que mordia o meu pescoço com força.

Quando abri os olhos notei que esse alguém era Lefin. O empurrei com violência para o lado e ele caiu de costas batendo com a cabeça no chão.

-Ai! É assim que me agradece sua louca? –ele resmungou levantando-se com a boca suja de sangue e massageando a parte de trás da cabeça.

-Você é um tarado! –esbravejei segurando o sangue que jorrava do meu pescoço enquanto sentia a ferida lentamente se fechando. –Eu passando pelo maior sufoco e quando acordo o encontro tentando me molestar!

Ele gritou enfurecido.

-O que há na sua cabeça afinal de contas? Eu não estava te molestando! Foi a única forma que eu encontrei de te tirar daquele lugar, droga!

-Sério? Me mordendo? –falei um pouco fraca por conta da perda de sangue.

-Eu tentei de tudo, mas você continuava falando em enochiano que precisava acordar. Não tive escolha. –ele falou sentando-se no chão enquanto limpava a boca.

-Puxa! Obrigada. –falei sem jeito. –E desculpe pelo golpe.

-Bom... pelo golpe eu desculpo. Mas não pela insinuação de que eu a estava molestando. Por quem você me toma? Quantas vezes eu tenho que dizer que não me interesso romanticamente pelas fêmeas da sua espécie? –ele falou magoado.

Revirei os olhos com aquela declaração, como se ele não tivesse me repetido isso milhões de vezes desde que nos conhecemos. Nessa hora, meu pai começou a se mexer e a gemer.

-Ele está acordando! –pulei para a cama dele animadamente esquecendo os acontecimentos anteriores.

Mas ele não fez mais do que isso. E voltou a ficar imóvel. Seus lábios estavam um pouco ressecados e seu rosto pálido, mas pelo menos a febre tinha passado.

Quanto a Deran, só acordaria no fim da tarde durante a vigília de Lefin enquanto eu tomava banho a fim de lavar as manchas de sangue que estavam grudadas no meu cabelo. Eu saí correndo ainda enrolada na toalha em direção ao quarto onde eles estavam.

-Deran! Você voltou! –abracei-o ainda toda molhada fazendo com que um monte de pelos dele se grudassem em mim.

-Sim, voltei mas parece que você quer me matar sufocado. –ele falou fracamente.

Soltei-o me desculpando enquanto observava meu pai que até aquele momento não esboçava nenhuma reação.

-Por quanto tempo ele ainda vai ficar assim? Será que ainda é o efeito da poção? –perguntei preocupada.

-Parece que suguei energia demais dele, então pode ser que ainda leve algum tempo. A não ser... –Deran falou pensativamente enquanto sua cauda batia frenética na cama. –Aquele seu amigo... o esquisitão. Ele poderia ser de grande ajuda!

 



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