História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 103


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 50
Palavras 1.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 103 - Recompensas


Eu não chamaria Lysandre à minha casa até que eu contasse aos Familiares tudo o que tinha acontecido na minha visão.

-Quer dizer que as pessoas abduzidas ainda estão vivas? –falou Lefin exultante.

-Sim, e presas naquelas masmorras fétidas. Mas receio que não por muito tempo. Quanto de luz há em um humano?

-O suficiente para fazê-lo viver por uma média de 80 ou 90 anos. Mas não o suficiente para ser sugado por etéreos até a exaustão. –analisou Deran já com suas forças quase recobradas.

-Mas estamos de mãos atadas! Para salvá-los, teríamos que entregar a Bryhanny! –repreendeu o Lefin dramaticamente. –Nesse caso, nem podemos contar nossa descoberta para a Guilda.

-Sem chance! Temos que encontrar outro jeito. Não tem como abrirmos mão desta tampinha descabelada para aquele elfo sujo. –falou o Deran me encarando.

-Ei! Eu não sou descabelada! –rebati.

Nossa conversa não deu mesmo em nada, então eu não vi outra solução senão chamar o Lys até a minha casa. E confesso que ele não pareceu muito feliz em me visitar. Algo o estava incomodando tão logo passou pela porta.

-A senhorita parecia preocupada quando me ligou. –ele falou me abraçando ternamente.

-É o meu pai. Venha! –falei puxando-o pela mão até o quarto.

Já faziam quatro dias que ele estava em coma e eu estava morrendo de medo de que a notícia se espalhasse e acabasse chegando aos ouvidos do Lorde Stamos.

-E o que achas que posso fazer por ele? –o Lysandre perguntou desconfiado.

-Ele só precisa recarregar, minha pequena bomba atômica. –falou o Deran pulando de repente na cama assustando-nos.

-Juro que nunca mais olharei com os mesmos olhos para um felino. –ele falou mais para si mesmo enquanto aproximava-se da cama e arregaçava as mangas da camisa. –Advirto-os de que não sei exatamente como isto funciona, então não tenho como prever os resultados.

Ele fechou os olhos respirando fundo em busca de concentração enquanto suas mãos foram colocadas no peito do meu pai. E como bem disse o Lefin, a mágica aconteceu. De seus braços desprendiam-se ondas de luz muito brilhantes que serpenteavam de seu corpo em direção ao do meu pai. Minúsculas gotas de suor formavam-se em sua testa à medida que a luz ia ficando cada vez mais forte.

Aos poucos a cor foi voltando às bochechas do meu pai e eu percebi que Deran também sentiu essa mudança.

Só consegui soltar a respiração quando os olhos azuis do meu pai encontraram-se com os meus. Ele sorriu e segurou a mão do Lysandre:

-Se você não é um elfo de luz, então eu não sei o que você é, garoto. –ele falou fracamente e recebeu um sorriso tímido como resposta do Lysandre enquanto eu pulava em seu pescoço.

Acho que a relação entre os dois melhorou depois desse acontecimento, pois volta e meia meu pai sempre encontrava uma desculpa para falar com o Lysandre, ou ficar mimando-o.

-Só falta ele dizer que sempre quis ter um filho. –bufava o Deran insuportavelmente impaciente por seu dalek ainda não ter se manifestado.

O Natal estava chegando e eu estava atolada de serviço, ainda mais porque eu perdi uma semana inteira de aula o que fez com que o Nathaniel me chamasse de lado, preocupado:

-Tem certeza que você consegue repor todo o material perdido?

-Relaxa! Eu dou conta. Estou mais preocupada com o Armin. Como estão as notas dele?

-Ele não parece ter caído muito com a sua ausência. –ele respondeu lendo alguns papeis. –Tirando estas três suspensões.

-Como? Por que ele foi suspenso? –perguntei espantada.

-O que você acha? O PSP. Sinto tê-la incomodo com ele. –ele falou visivelmente incomodado.

-Não é incômodo algum, Nath! –respondi. –Pelo contrário, vai me ajudar a recuperar o material da semana.

-Bryhanny, você sabe que como representantes da turma, é obrigação da Melody e minha ajudar para que ninguém seja deixado para trás. –ele explicou parecendo cansado. –Quero que veja isto.

Ele me estendeu uma pasta semelhante a muitas outras onde se guardavam os históricos dos alunos. Essa pasta estava separada das outras e eu arregalei os olhos. Era a vida escolar do Castiel.

Parecia até que o Freddy Krueger tinha feito uma festa lá de tantas anotações em vermelho. E não eram só as notas. Haviam também relatórios assinados por professores e pelo orientador educacional da escola. Li vários deste ano e o único que tinha pontos positivos vinha assinado pela Camille, a professora de Arte.

-Você compreende porque estou tão preocupado? Ele está por um fio.

-Mas as notas dele nem estão assim tão ruins. –rebati tentando ser positiva.

-No segundo semestre não, mas no primeiro além de faltar muito... ele simplesmente reprovou em quase todas as matérias. E levando em conta que nos anos anteriores ele passava a muito custo, não tenho certeza se o Conselho da escola vai permitir que ele continue estudando aqui no ano que vem.

Achei legal o fato de mesmo sendo inimigos mortais, o Nath estar preocupado com o desempenho do Castiel, mas a situação do meu amigo curupira era preocupante.

-Então, o que você me propõe? –perguntei curiosa.

-Eu observei o trabalho que você fez com o Armin e lamento muito não ter descoberto esse seu dom há mais tempo. –ele sorriu tristemente. –Então a Melody sugeriu que fizéssemos uma troca com alguns monitores. A Charlotte continuará com a Ambre, a Íris ficará com a Kim para que a Melody possa monitorar o Armin e você o Castiel. O que você acha? Por favor, eu imploro que nos ajude, porque se não for você então eu não sei mais quem pode ajudá-lo.

-Que tal você, senhor presidente? –falei jocosamente ao que ele apenas fechou a cara.

-Aí ao invés de reprovação na escola, teríamos velório. Você sabe que ele não me suporta. –ele falou tristemente.

-Eu estava só brincando. Eu cuido dele. Só não sei se o Armin vai aprovar tais mudanças.

-Ora, a Melody não é um bicho de sete cabeças. Eles vão se dar bem.

Ele dizia isso porque não sabia o carrasco que a Melody se transformava quando as coisas não saíam do jeito que ela queria. Ela conseguia ser pior do que a Rosa.

-E será só até as provas finais. –ele completou guardando as pastas.

-Nath, posso ficar uma cópia disto? –perguntei apontando para a pasta. –Para eu saber onde devo pegar mais pesado.

-Só se você sair comigo amanhã. –ele falou com um sorrisinho suspeito.

-Nath! –falei sorrindo. –Isso é abuso de autoridade!

-Na verdade, estou cobrando algo que você me prometeu há um bom tempo.

Pensei um pouco e achei que meu pai já não precisava tanto de minha vigília e já que eu não tinha como fugir o melhor era concordar logo de uma vez e pronto. Como quando se tira um band-aid.

-Às sete está bom para você? Eu passo na sua casa, então.

Quando contei isso para o meu pai, ele assobiou perplexo.

 



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