História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 104


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 67
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 104 - O encontro perfeito


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 104 - O encontro perfeito

No fim das contas a Rosa estava certa. Eu realmente fazia um sucesso muito suspeito com os garotos. E isso era bastante incômodo. Quero dizer, estavam sempre me regalando com algum mimo, tratando-me com gentileza e eu comecei a reparar que para onde quer que eu olhasse sempre havia algum me encarando.

O Nath chegou impreterivelmente às sete o que me fez pensar se ele não estaria com o carro parado na esquina de tocaia. Ri internamente antes de me despedir do meu pai que conversava ao telefone com tia Ágatha. Ainda o ouvi dizer algo sobre a tampinha saindo com um rapaz. Eu juro que quase dava para ouvir a minha tia gritando de felicidade do outro lado da linha.

Não era bem um encontro, como eu fiz questão de deixar bem claro desde o começo, mas apenas o pagamento de uma promessa.

-Você não tinha como ficar mais linda! –ele falou com sinceridade enquanto me esperava com a porta do carro aberta.

Era um dos vestidos que a Rosa tinha comprado para mim. Lembrei-me como ela ficou exultante quando lhe disse que não precisava tirar do seu bolso para me comprar roupas, afinal eu tinha um cartão que servia para despesas adicionais. Eu só não esperava que ela fosse usar até o último centavo com roupas. Se bem que o que eu estava usando, bem diferente do que ela costumava me empurrar para vestir, era bastante leve e até romântico com sua estampa em poá com acabamento de renda nos ombros, armação de tule preto na barra e uma fita de cetim também preto na cintura combinando com os lindos sapatos de salto alto que seriam jogados fora em algum momento da noite por serem insuportavelmente desconfortáveis.

-Agradeça à Rosa. –sorri-lhe ao entrar no quarto.

Ele mesmo estava lindo como um raio de sol e bastante diferente das roupas que ele costumava usar na escola. Confesso que parecia mais relaxado, mais confiante quando não estava carregando a escola inteira nas costas.

-O que você está olhando? –ele perguntou sem tirar os olhos da direção.

-Nada! – falei rapidamente olhando para o outro lado, constrangida.

Ele apenas sorriu enquanto nos levava em direção ao restaurante mais caro da cidade.

-Você está brincando, não é? –falei boquiaberta enquanto ele abria a porta para eu sair.

-Por que? Não posso me dar ao luxo de trazer minha maior colaboradora em um jantar?

-Bom... se eu soubesse que viríamos aqui eu teria me vestido mais a caráter. –falei envergonhada compreendendo o porquê de ele estar tão elegante.

-Não seja boba, tenho certeza de que hoje você será a joia mais brilhante do lugar.

Ele havia pensado em todos os detalhes quando fez a reserva da mesa e eu realmente tive vontade de sair correndo de tão envergonhada que fiquei.

-Você fica linda assim. –ele falou apoiando o queixo na mão.

-A-assim c-como?

-Vermelha. –ele falou simplesmente enquanto maître nos acompanhava. –Sabe o legal deste restaurante?

-As luzes? –falei admirando os enormes lustres do local.

-Também. Mas aqui nós podemos optar por um programa de atendimento que nos permite ver a comida sendo feita na hora.

Grande novidade, pensei ironicamente. Afinal, eu sempre via o meu pai cozinhando então até agora as luzes ainda eram melhores.

Sentamo-nos em uma área mais à parte onde uma equipe de três pessoas estava postada atrás de um balcão onde a comida seria preparada.

-Não precisa ficar com vergonha, Bry! Pode pedir o que quiser e eles prepararão. É uma espécie de selo de qualidade do lugar.

Ouvi atentamente suas explicações sobre casa utensílio da mesa, do balcão e até dos instrumentos utilizados pelo chef. O Nath era uma espécie de enciclopédia ambulante que não media esforços para que tudo saísse perfeito.

-Se eu não te conhecesse pensaria que está planejando algo muito sério. –provoquei enquanto passava os olhos pelo menu ricamente elaborado.

-E se eu estiver? Você não vai sair correndo, não é? –ele falou enigmático.

-Claro que vou. Ainda mais porque você está parecendo um personagem saído dos livros de Stephen King. –brinquei. –Sinceramente, não sei o que pedir. Fique à vontade para pedir por nós dois.

-Então eu sugeriria que experimentasse a lagosta daqui. É simplesmente divina!

Eu concordei e um dos garçons nos serviu uma champagne rosa cujas bolhinhas faziam cócegas no nariz ao explodirem enquanto uma panela de vidro temperado cheia de água era colocada na chama para ferver e outro funcionário caminhava em direção a um enorme aquário de águas límpidas onde serpenteavam diversos animais marinhos tais como lulas, lagostas, baiacus e alguns peixes que eu nunca tinha visto na vida.

Uma das lagostas foi retirada do aquário e trazida até o balcão onde debatia-se desesperadamente em uma travessa também de vidro. Quando a água ferveu, a pobrezinha começou a chorar. Não que alguém ali no recinto pudesse ver, mas aqueles olhinhos tristes volveram-se para mim como se pedissem socorro. Nesse momento eu me lembrei de uma conversa que tive há muito tempo com uma aswang sobre sermos tão monstruosos em nossas refeições quanto os seres sobrenaturais que tanto temíamos.

-O que eles vão fazer com ela, Nath? –perguntei baixinho mas ele não entendeu minha pergunta de imediato.

-Quem? Ah, sim! O preparo tradicional de uma lagosta consiste em deitá-la ainda viva em água quente para que morra instantaneamente.

-O que? –exclamei um pouco alto demais, fazendo com que vários clientes olhassem em nossa direção. –Que crueldade!

-Calma, Bry! É só uma lagosta. –ele falou sorrindo como se estivesse lidando com uma criança.

-Lagosta ou não você não tinha o direito de me trazer aqui e me fazer ver essa maldade. –meu coração estava quase saindo pela boca.

Que horror! E pensar que eles faziam isso todos os dias com as pobrezinhas!

-Tudo bem. Podemos esquecer a lagosta e pensar em outra coisa. –ele acenou para o chef que ordenou que a lagosta fosse devolvida ao aquário.

Eu havia ganho mais algumas horas de vida para o pobre bichinho.

-Que tal Foie Gras? –ele sugeriu segurando em minha mão. –É só patê de fígado de ganso.

Eu sabia muito bem o que era essa coisa e sua produção era tão monstruosa quanto o preparo da lagosta.

-Nath... podemos pular para a sobremesa? –falei um pouco constrangida por fazê-lo passar por todo esse incômodo.

-Sim, é claro. Mas isso não tornaria nosso encontro mais curto?

-Prometo compensá-lo. –sorri aliviada.

-Tudo bem. Tem alguma preferência?

-Que tal algo onde nenhum bicho precise ser morto? –falei timidamente ao que senti algumas pessoas achando graça.

Eu as encarei e no mesmo instante seu riso mudou “de mim” para “comigo” como se eu tivesse descoberto naquele momento que tinha uma impecável veia cômica.

-Que seja! Que tal uma torta de maçã?

Eu sorri assentindo.

Realmente nosso jantar foi bem mais curto do que o Nath deve ter desejado, mas confesso que foi melhor assim, sem me forçar a entrar em um mundo tão efêmero e superficial. Sinceramente, eu esperava mais do meu amigo, mas quem sou eu para exigir alguma coisa do senhor presidente?

-Você não jantou nada! Tenho certeza de que está com fome. –ele falou enquanto dirigia. –O lugar a intimidou? Por favor, eu peço que me desculpe, mas eu nunca levei uma garota para jantar.

-Nem a Melody? –perguntei sarcasticamente.

-Podemos não falar da Melody no nosso encontro? –ele fechou a cara. –Apenas me diga o que eu devia ter feito de diferente?

Eu sinceramente fiquei com muito dó dele, pois apesar da sua ostentação ridícula, ele é meu amigo e isso está acima de tudo.

-Ei, ainda é cedo. Não precisa me levar para casa agora. –falei tocando em seu ombro. –Dobre ali naquela esquina e deixe que eu te pague uma pizza.

 


Notas Finais


Desculpem! Eu não resisti à cena da lagosta.


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