História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 106


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 44
Palavras 1.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 106 - Quem se importa?


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 106 - Quem se importa?

-Quer dizer que Gael estragou o seu encontro? –meu pai falou parando de folhear um dos muitos livros que andara vasculhando. –Os Familiares me disseram que ele tentou se embrenhar na sua mente na minha ausência. Talvez seja hora de tentarmos algo mais drástico, isto é... se você quiser.

-E o que seria? –falei animada.

-Talvez um bloqueio. Há alguns feitiços arcanos capazes de manter más influências longe da sua mente, mas como eu não sou especialista...

-E por que não tentamos? –falei ainda mais eufórica.

-Ainda é cedo para tentarmos algo assim por que, além dos efeitos colaterais que incluem o desligamento da sua conexão com o Lefin, não teríamos ideia dos passos de Gael uma vez que você é a única que consegue se comunicar com ele. Se eu já fosse um Sapiente, certamente saberia o que fazer para que você apenas desligasse temporariamente, como num controle remoto. Eu prometo que esta será minha prioridade.

É claro que eu subtraí a parte onde eu entro na mente do meu amigo e descubro que eu o faço ter sentimentos sadomasoquistas. Credo! Aquele não era o estilo do Nathaniel. Ou será que era? Afinal ele estava acostumado a ter tudo sob controle, o senhor presidente. Acostumado a ser obedecido, a ser ouvido, a ser o líder... que loucura! Mandemos esta lembrança para a caixa de spam do meu cérebro, então.

Não vi Lefin e Deran por um bom tempo, então passei minhas manhãs treinando sozinha na lareira, preparando o desjejum para o meu teimoso pai que achava que estava em condições de cozinhar, embora em minha mente uma voz dizia que ele estava odiando as minhas panquecas. Besteira! Eu saberia se elas fossem ruins. E após as aulas da manhã durante aquela semana eu me certifiquei de que Castiel estava bem alimentado antes de levá-lo até a biblioteca e fazê-lo estudar até sentir que seus neurônios sangravam.

Às vezes eu até ria internamente ao vê-lo tão esforçado tentando ficar na média com as provas finais. Mas aí eu lembrava que o havia subornado para que colaborasse e confesso que foi uma decisão sábia. Tudo bem que ameaça-lo com um pé-de-cabra logo no primeiro dia era mais não era bem um suborno, mas no fim das contas eu pude provar que eu conseguia o que queria.

-Ou você vem comigo ou vou abrir sua cabeça com esta coisa só para ver o que tem dentro. –eu gritava.

-Está louca, mulher? O que puseram no seu almoço? –ele gritava de volta, visivelmente amedrontado.

Eu quis que ele ficasse com medo e que soubesse que eu tinha coragem de bater nele, mesmo com o meu tamanho. E no fim das contas, eu estou há quatro dias pagando o almoço dele.

-Ainda tem muita coisa para estudar! –ele resmungava a toda hora.

-Isso porque você perdeu muitas aulas no começo do ano. Agora não reclame.

-O problema é que não vai dar tempo de eu aprender tudo.

-Então repetirá de ano. E terá que estudar com um bando de pirralhos remelentos no ano que vem.

Ele me olhou com olhos injetados de raiva, mas não disse mais nada, pois ele sabia que eu estava certa. Só percebemos que havíamos passado da hora quando o vigia nos disse que precisava fechar a biblioteca, pois a escola já estava totalmente vazia, exceto pela diretoria cuja lâmpada podia ser vista acesa por baixo da porta.

-Nós poderíamos encontrar um outro lugar para estudar. –ele sugeriu com um olhar estranho que eu não me dei ao trabalho de decifrar.

-Por hoje basta, Castiel. Estou exausta. Também não sei porque tenho que estudar tanto se eu só perdi uma semana de aula.

-Mas você prometeu para o escoteiro que seria minha monitora, não foi?

-Escoteiro? –falei meio confusa. –Ah, sim! Refere-se ao Nathaniel. Mas, não. Eu não prometi. Ele fez uma troca de monitores e achou por bem que eu deveria ficar com você. –falei dando de ombros.

-Até que enfim ele fez uma coisa que se aproveite.

-Você quer me enganar que gosta de estudar? –falei olhando-o desconfiada.

-Bom, de estudar mesmo não. Mas essa é a melhor maneira de passarmos mais tempo juntos sem a intromissão de ninguém. –ele falou impedindo-me de pegar as chaves do carro na bolsa.

-Ih! Já sei até o que vai dizer: “Seus olhos são lindos e seu cheiro, inebriante!” –falei imitando a voz dele o que o deixou sem graça. –Mas gostaria de lembra-lo que ser um amigo fura-olho é muito feio. Ainda mais porque eu estou decidida a não me envolver com ninguém agora.

-Engraçado! Você fala isso mas fica de conversinha o tempo todo com o escoteiro. –ele falou socando o ar.

-E você anda me espionando? –falei já com raiva.

-Você está na cidade a tempo suficiente para saber que as histórias rolam soltas. –falou aproximando-se de mim e me prendendo entre ele e o carro. –Mas eu tenho certeza de que eu tenho mais a oferecer que ele.

Ele fechou os olhos e aproximou o rosto do meu. Nem pensar! Ele não iria me roubar outro beijo. Então eu fiz o que fui treinada para fazer e dei uma joelhada na virilha dele antes de sair correndo para dentro do carro e o deixando para trás contorcendo-se de dor. Deixaria para averiguar os danos em uma outra hora, pois os primeiros flocos de neve começavam a cair no para-brisa do meu carro anunciando os primeiros dias de inverno.

E por fim, a grande semana chegou e todos estavam animados demais com a decoração da escola a ponto de simplesmente esquecerem das provas finais. A Rosa e o Alexy até tentaram chamar alguns amigos e montar um grupo de estudos, mas onde esses dois estavam sempre falava de tudo, exceto sobre as provas, então eu decidi que estudaria sozinha em casa.

Havia tirado a semana de folga com o Jade na estufa até que terminassem as provas finais ao que ele respondeu tristemente que sentiria a minha falta. Muito fofo da parte dele falar isso. Quando voltássemos encontraria uma forma de compensá-lo.

Eu estava pensando justo nisso enquanto fazia alguns cálculos de Física quando recebi uma mensagem no meu celular:

“O Castiel perdeu a prova de reposição de Gramática. Você sabe o que aconteceu?”

Era o Nathaniel e pelo visto todo o tempo gasto com o Castiel não tinha dado em nada, pois o que vale no fim das contas é o que se escreve naquela folha de papel cheia de perguntas sedentas por respostas. Mas eu não ia deixar aquela “Colina Escarlate” ambulante desmerecer o meu trabalho.

-Onde você está? –perguntei tão logo ele atendeu.

-Ah, é você! O que tem a ver com isso? –ele respondeu grosseiramente.

-Você não foi fazer sua reposição.

-E nem irei. Era só isso?

Eu podia sentir o cinismo em sua voz.

-Você me deve pelo menos uma explicação já que eu dediquei tanto tempo e esforço com você.

-Fale isso para a minha virilha. –ele respondeu após algum tempo de silêncio e desligou na minha cara.

Tenho certeza de que o problema não estava na sua virilha. Ou ele estava com medo de reprovar e eu acabar batendo nele ou estava com o ego ferido. Mas de qualquer forma, as duas opções o fariam reprovar e eu acabaria batendo nele de qualquer jeito. Garoto teimoso! Mas ele ia ver. Ah, se ia. Nem que eu tivesse que ir até a casa dele.

E foi o que eu fiz. Peguei o endereço na cópia da ficha dele que eu mantinha guardada para o meu controle e rumei naquela direção.

Ele parecia embasbacado quando me viu na porta do seu apartamento e até tentou fechá-la, mas eu fui mais rápida e entrei. Uma das vantagens de ser pequena. Do lado de dentro, Dragon pulava alegre com a minha presença.

-Também estou feliz em te ver Dragon. –falei fazendo festinha na cabeça dele antes de me virar para o seu dono. -Arrume-se que eu te dou uma carona. Você vai fazer aquela prova, mas nem que seja sob tortura! –esbravejei com ele enquanto tentava me movimentar na atulhada sala.

-Já disse que não vou. –ele esbravejou de volta.

-E eu posso saber o motivo? Por acaso pretende faxinar a casa logo agora? Ou talvez ensinar algum truque novo ao Dragon? Pois saiba que não me moverei daqui. –falei enquanto procurava um lugar para sentar.

Ele deu de ombros e entrou no quarto.

-Ele está chateado. –falou Dragon, na minha mente. –Apenas tenha paciência.

Que garoto mais difícil! E onde estão os pais dele que não interferem nessa birra dele? Na verdade, parecia que não passava um adulto nesse apartamento há um bom tempo. Esperei alguns minutos e como ele não deu mais sinal de vida, resolvi segui-lo só para encontra-lo deitado na cama dedilhando em um violão. Dragon que havia me seguido pulou na cama e deitou-se enrodilhado aos seus pés.

-Eu acho que fui bem clara quando disse para você se arrumar. Qual o seu problema? Você se esforçou tanto e agora quer desistir? É como atravessar a nado mais da metade de um rio e resolver voltar porque está cansado. Puro desperdício de tempo e esforço.

-Não é como se alguém fosse se importar. –ele deu de ombros sem nem me olhar.

Sentei-me ao seu lado e segurei firmemente o braço do violão para que o som não mais saísse:

-Eu me importo. –falei séria fazendo-o me encarar por fim.

 



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