História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 107


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 45
Palavras 1.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 107 - Equações exponenciais


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 107 - Equações exponenciais

Ele continuava me encarando com o cenho franzido. Eu o encarei de volta:

-Você tem cinco minutos. –falei por fim e saí do bagunçado quarto.

E exatamente cinco minutos depois ele já havia tomado banho e estava devidamente vestido carregando a mochila pela alça.

-O que pensa que está fazendo? –ele resmungou da porta do quarto.

-Fiquei um pouco entediada e resolvi dar um jeito na sua sala. –falei dando de ombros enquanto terminava de recolher a última peça de roupa que estava espalhada.

Ele passou por mim apanhando as chaves do apartamento e deixando atrás de si o cheiro de sua colônia favorita:

-Deixa isso aí que a faxineira limpa. –falou me puxando pelo braço.

E não falou mais nada, nem no estacionamento do prédio chique onde ele morava, nem no decorrer do percurso deixando o clima um pouco pesado.

-Por que você hesita em fazer essa prova? –perguntei por fim.

-Como eu já disse, ninguém se importa. Nem você. –ele falou olhando pela janela do carro.

-Por que fala isso? Se eu não me importasse não teria passado tanto tempo estudando com você.

-Ou talvez você só tenha feito isso para ganhar pontos com o representante da sala.

-Ou porque eu compartilhe da ideia de que ninguém deve ser deixado para trás. –rebati.

-Então você seria a primeira. A mim estão sempre deixando para trás. A começar pelos meus pais. –ele falou com uma nota de amargura por trás de sua habitual carranca.

Lembrei-me de seu apartamento amplo e bem mobiliado, mas totalmente revirado com comida estragando na mesa de centro, meias e camisas sujas em cima do sofá, correspondências fechadas espalhadas por todos os cantos e pasmem, cuecas em cima da televisão. Não duvidaria nada se aquele apartamento não estivesse contaminado com lixo tóxico, pois alguma coisa cheirava muito mal ali dentro. Podia até ser a faxineira morta, entrando em estado de putrefação.

Lembrei-me também que de todos os meus amigos, o Castiel era o único cujos pais eu nunca tinha visto, nem nos eventos da escola, nem em reuniões de pais, nem em nenhum dos seus shows.

-Onde estão os seus pais? –perguntei timidamente.

-A esta hora... –ele olhou despreocupadamente as horas. –No céu.

-Grande Gaia! –falei freando o carro bruscamente, com os olhos cheios de lágrimas. –Você é órfão? Sinto muito Castiel, eu juro que não sabia!

-Que órfão o que! –ele rebateu grosseiramente. –Meu pai é piloto de avião e minha mãe, comissária de bordo.

Caramba! Que mico! Certifiquei-me enxugar as lágrimas e não abrir mais a boca até chegarmos na escola.

Enquanto ele se dirigia para a sala a fim de fazer a tal prova, eu procurei Nathaniel na sala do Grêmio.

-Bryhanny! Deixa eu adivinhar: você conseguiu arrastar o Castiel. –ele falou sorrindo.

-Você está me devendo essa. –respondi dando um tapinha no ombro dele.

-Eu te devo muitas.

-Mas eu queria te perguntar uma coisa. O que há com os pais do Castiel? Estive no apartamento dele e parece que passou um furacão por lá. Não é errado deixa-lo sem um tutor ou algo assim?

-Mas ele não precisa de um tutor. Os pais dele viajam muito e por isso, desde meados do ano passado eles o emanciparam.

-E o que é isso? –perguntei confusa.

-Significa que ele aos olhos da Lei é oficialmente maior de idade, por isso pode morar sozinho, viajar sem autorização, até casar.

-Caramba! Mas isso devia ser proibido! Emancipam um garoto totalmente despreparado para viver sozinho. Não é à toa que ele é do jeito que é. Não consigo imaginar como seria a minha vida se tivesse que ser deixada sozinha.

-Nada a ver. Você saberia se virar muito bem, afinal você cuida de todos como se fosse adulta. –ele falou coçando a nuca. –Eu ainda não sei o resultado da prova do Castiel, mas de já eu gostaria de agradecê-la por toda a sua ajuda.

-Ei, senhor presidente não vá ficar tão sentimental. –falei meio sem jeito. –Senão seu namoradinho pode ficar com ciúmes ao terminar a prova e perceber o quanto você me mima.

-Do que você está falando? –ele perguntou um pouco alterado e visivelmente ofendido.

-Desculpe, eu estava só brincando. –falei meio sem jeito.

Saí da sala um pouco assustada com a explosão dele ante uma coisa tão sem importância. Que grosseria! Como não tinha nada mais a fazer a não ser esperar pelo resultado do Castiel resolvi dar uma volta até ter a feliz ideia de dar um pulinho na biblioteca e folhear alguns livros.

-Eu já disse que primeiro você tem que reduzir a parte fracionária a um denominador comum antes de passar para o próximo passo! Você não escuta nada do que eu digo? –esbravejava a Melody visivelmente consternada.

Em uma parte mais afastada da biblioteca ela explicava, ou pelo menos tentava explicar Matemática para um entediado Armin, sem sucesso algum, no entanto. Eu sentei-me um pouco à distância para ver o desenrolar dos fatos.

-Bryhanny, graças a Deus você está aqui! –ela correu em minha direção sentando-se ao meu lado.

Armin por sua vez sorriu e acenou para mim, depois começou a remexer em sua mochila.

-Como você se saiu com o Castiel?

-Acho que bem. Quero dizer, tirando a parte que quase precisei arrastá-lo para vir fazer a reposição de Gramática, de resto ele não era o bicho de sete cabeças que me fizeram acreditar. Estou justamente esperando para ver o resultado. –falei orgulhosamente.

-Pois então acho que trocaram as personalidades dos nossos protegidos. O Nathaniel me disse que te deixaria com o Castiel porque acreditava que ele seria mais difícil e me deixaria com o Armin que por ter sido seu protegido não me daria tanto trabalho e assim eu teria mais tempo para ajudar com os preparativos para a Sonata Natalina, mas como você pode ver, isto está me tomando mais tempo do que eu imaginei. –ela falou massageando as têmporas aparentando fadiga.

-Ora, que exagero! O Armin não pode ser tão ruim assim. –falei observando enquanto ele jogava concentradíssimo no seu inseparável PSP.

-Tão ruim? É pior que trabalhar com uma criança. Eu acabo de explicar e é como se nunca tivesse falado! Sem falar que ele não larga aquele maldito jogo. Eu me sinto tão frustrada! –ela choramingou.

-Mel, podemos fazer um trato. –falei com uma lampadinha acendendo na minha cabeça.

-Não me diga para trocarmos. Eu acho que não dou conta do Castiel tanto quanto não dei conta do Armin.

-Na verdade, eu ia sugerir ficar com os dois. Quero dizer, eu já peguei a manha de como trabalhar com o Armin e só preciso ficar de olho para que o Castiel não sabote suas próprias notas. Assim, você poderia se dedicar aos seus outros afazeres.

Ela me olhou esperançosa antes de me dar um abraço apertado.

-Bryhanny, você é o máximo! Eu te adoro. Mas eu realmente gostaria de ver como você faz, porque para mim o Armin é um quebra-cabeças gigante.

Eu sorri e caminhei ao seu lado até onde ele estava. O Armin levantou os olhos do jogo nos encarou olhando de uma para a outra, curioso.

-Observe e aprenda. –sussurrei para a Melody. –Armin, a Mel aqui disse que tem muitas outras responsabilidades e por isso eu me voluntariei para te monitorar novamente.

Eu observei seus olhos brilharem de felicidade, mas só por um instante, como se soubesse que a Melody se magoaria com isso.

-Acho que podemos começar agora. O que vocês estavam estudando? –perguntei enquanto sentava-me ao seu lado.

-E-equações... –ele parou enquanto olhava para o caderno. –Equações exponenciais. –completou abrindo um lindo sorriso que fazia aparecer covinhas nas bochechas que fariam qualquer coração gelado derreter.

O Armin era um rapaz inteligente que desconhecia seu próprio potencial, e na minha ausência parecia não ter avançado muito sob a tutela da Melody que continuava nos olhando curiosa. Não é que ele não soubesse ou não conseguisse aprender, mas é que o seu cérebro funcionava de um jeito diferente.

-Muito bem, mas primeiro eu quero ver os bolsos... e a mochila. –falei autoritária.

A Melody abriu a boca para falar, mas pareceu ter mudado de ideia.

 

 


Notas Finais


E é por isso que o Nath prefere a Bryhanny.


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